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Eu sou a porta das ovelhas (11-05-2014)

Primeira Leitura:
ATOS: Atos dos Apóstolos (At), capítulo 2
(14) Pedro então, pondo-se de pé em companhia dos Onze, com voz forte lhes disse: Homens da Judéia e vós todos que habitais em Jerusalém: seja-vos isto conhecido e prestai atenção às minhas palavras. (15) Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, visto não ser ainda a hora terceira do dia. (16) Mas cumpre-se o que foi dito pelo profeta Joel: (17) Acontecerá nos últimos dias - é Deus quem fala -, que derramarei do meu Espírito sobre todo ser vivo: profetizarão os vossos filhos e as vossas filhas. Os vossos jovens terão visões, e os vossos anciãos sonharão. (18) Sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei naqueles dias do meu Espírito e profetizarão. (19) Farei aparecer prodígios em cima, no céu, e milagres embaixo, na terra: sangue fogo e vapor de fumaça. (20) O sol se converterá em trevas e a lua em sangue, antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor. (21) E então todo o que invocar o nome do Senhor será salvo (Jl 3,1-5). (22) Israelitas, ouvi estas palavras: Jesus de Nazaré, homem de quem Deus tem dado testemunho diante de vós com milagres, prodígios e sinais que Deus por ele realizou no meio de vós como vós mesmos o sabeis, (23) depois de ter sido entregue, segundo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de ímpios. (24) Mas Deus o ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, porque não era possível que ela o retivesse em seu poder. (25) Pois dele diz Davi: Eu via sempre o Senhor perto de mim, pois ele está à minha direita, para que eu não seja abalado. (26) Alegrou-se por isso o meu coração e a minha língua exultou. Sim, também a minha carne repousará na esperança, (27) pois não deixarás a minha alma na região dos mortos, nem permitirás que o teu santo conheça a corrupção. (28) Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, e me encherás de alegria com a visão de tua face (Sl 15,8-11). (29) Irmãos, seja permitido dizer-vos com franqueza: do patriarca Davi dizemos que morreu e foi sepultado, e o seu sepulcro está entre nós até o dia de hoje. (30) Mas ele era profeta e sabia que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes seria colocado no seu trono. (31) É, portanto, a ressurreição de Cristo que ele previu e anunciou por estas palavras: Ele não foi abandonado na região dos mortos, e sua carne não conheceu a corrupção. (32) A este Jesus, Deus o ressuscitou: do que todos nós somos testemunhas. (33) Exaltado pela direita de Deus, havendo recebido do Pai o Espírito Santo prometido, derramou-o como vós vedes e ouvis. (34) Pois Davi pessoalmente não subiu ao céu, todavia diz: O Senhor disse a meu Senhor: Senta-te à minha direita (35) até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés (Sl 109,1). (36) Que toda a casa de Israel saiba, portanto, com a maior certeza de que este Jesus, que vós crucificastes, Deus o constituiu Senhor e Cristo. (37) Ao ouvirem essas coisas, ficaram compungidos no íntimo do coração e indagaram de Pedro e dos demais apóstolos: Que devemos fazer, irmãos? (38) Pedro lhes respondeu: Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. (39) Pois a promessa é para vós, para vossos filhos e para todos os que ouvirem de longe o apelo do Senhor, nosso Deus. (40) Ainda com muitas outras palavras exortava-os, dizendo: Salvai-vos do meio dessa geração perversa! (41) Os que receberam a sua palavra foram batizados. E naquele dia elevou-se a mais ou menos três mil o número dos adeptos.

Segunda Leitura:
EPISTOLAS CATÓLICAS: Primeira Epístola de São Pedro (1Pd), capítulo 2
(20) Que mérito teria alguém se suportasse pacientemente os açoites por ter praticado o mal? Ao contrário, se é por ter feito o bem que sois maltratados, e se o suportardes pacientemente, isto é coisa agradável aos olhos de Deus. (21) Ora, é para isto que fostes chamados. Também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo para que sigais os seus passos. (22) Ele não cometeu pecado, nem se achou falsidade em sua boca (Is 53,9). (23) Ele, ultrajado, não retribuía com idêntico ultraje, ele, maltratado, não proferia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça. (24) Carregou os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro para que, mortos aos nossos pecados, vivamos para a justiça. Por fim, por suas chagas fomos curados (Is 53,5). (25) Porque éreis como ovelhas desgarradas, mas agora retornastes ao Pastor e guarda das vossas almas.
EVANGELHOS: Evangelho segundo São João (Jo), capítulo 10
(1) Em verdade, em verdade vos digo: quem não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador.
(2) Mas quem entra pela porta é o pastor das ovelhas.
(3) A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz à pastagem.
(4) Depois de conduzir todas as suas ovelhas para fora, vai adiante delas, e as ovelhas seguem-no, pois lhe conhecem a voz.
(5) Mas não seguem o estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.
(6) Jesus disse-lhes essa parábola, mas não entendiam do que ele queria falar.
(7) Jesus tornou a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas.
(8) Todos quantos vieram antes de mim foram ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os ouviram.
(9) Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim será salvo, tanto entrará como sairá e encontrará pastagem.
(10) O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância.
Homilia do : Padre Paulo Ricardo
Homilia do Padre Miguel:---
Presbíteros: Ver Roteiro Homilético
Ver Homilia de Dom Henrique Soares
Ver Homilia de Mons. José Maria
Ver Homilia do Pe. Françoá Costa
Canção Nova: Homilia

Eu sou a porta das ovelhas

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo João
(Jo 10, 1-10)

No Evangelho deste domingo, Jesus fala do “bom pastor”. Seguindo os passos de Ezequiel, que profetizou contra os maus pastores de Israel [1], Ele se serve de uma parábola para mostrar a diferença entre o verdadeiro pastor das ovelhas e aqueles que vêm “para roubar, matar e destruir”. O discurso de Cristo é enigmático, conforme atesta o próprio evangelista: “Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer”.

Jesus começa falando de um “redil” e, mais adiante, diz ser “a porta das ovelhas”. Para entender essa afirmação, é preciso compreender que, no tempo de Cristo, os pastores de ovelhas viviam como nômades e só juntavam o seu rebanho no período do inverno. Nos redis mais simples, com portas pouco confiáveis, os pastores deitavam-se em frente à porta do aprisco, servindo eles próprios de porta para guardar as ovelhas. Por isso Jesus fala que é “a porta das ovelhas”.

É claro que, com esse discurso, Jesus queria dizer algo muito mais profundo. Ele falava de outro redil, que é a Igreja, cujo pastor, Ele próprio, é responsável por conduzir o rebanho a outras pastagens. Essas, por sua vez, indicam o Céu, a morada definitiva das ovelhas. Ao falar de si mesmo como “a porta das ovelhas”, Jesus aponta para o único caminho possível de entrada neste redil: a Cruz, a passagem por Sua morte e ressurreição, a Sua Páscoa.

O Papa Bento XVI, ao comentar este Evangelho, ensina:

“‘Eu sou a porta’ (Jo 10, 7). É através dele que se deve entrar no serviço de pastor. Jesus põe em evidência de maneira muita clara esta condição fundamental, afirmando: ‘Quem... sobe por outro lado, é um ladrão e salteador’ (Jo 10, 1). Esta palavra, ‘sobe’ anabainei, em grego, evoca a imagem de alguém que escala um recinto para ir, ultrapassando, aonde legitimamente não poderia chegar. ‘Subir’ aqui pode-se ver também a imagem do carreirismo, da tentativa de chegar ‘ao alto’, de procurar uma posição por meio da Igreja: servir-se, não servir.”

“É a imagem do homem que, através do sacerdócio, quer tornar-se importante, ser uma personagem; a imagem daquele que tem em vista a sua própria exaltação e não o humilde serviço a Jesus Cristo. No entanto, a única subida legítima rumo ao ministério do pastor é a cruz. Esta é a autêntica ascese, esta é a verdadeira porta. Não desejar tornar-se pessoalmente alguém mas, ao contrário, servir o outro, servir Cristo e, assim, através dele e com Ele, colocar-se à disposição dos homens que Ele procura, que Ele quer conduzir pelo caminho da vida. Entra-se no sacerdócio através do Sacramento e isto significa precisamente: mediante a entrega de si mesmo a Cristo, a fim de que Ele disponha de mim; a fim de que eu O sirva e siga o seu chamamento, mesmo que este venha a entrar em oposição com os meus desejos de auto-realização e estima. Entrar pela porta, que é Cristo, quer dizer conhecê-lo e amá-lo cada vez mais, para que a nossa vontade se una à sua e o nosso agir se torne um só com o seu.” [2]

“O bom pastor dá a vida por suas ovelhas” [3]: eis o método de Cristo. Santo Tomás, ao comentar esse trecho do Evangelho, fica perplexo diante da ideia de um pastor que entrega a vida pelas ovelhas:

“Em relação aos pastores terrenos, não se exige do bom pastor que se exponha à morte para defender o rebanho. Mas já que a salvação espiritual da grei tem mais importância que a vida corporal do pastor, cada pastor espiritual deve aceitar a perda de sua vida pela salvação do rebanho.” [4]

No mundo natural, a vida do pastor, de um ser humano, é muito mais valiosa que a vida da ovelha, um animal irracional. Seria descabido, portanto, que, para salvar uma ovelha, uma pessoa entregasse a sua própria vida. Mas, no mundo espiritual, a vida da “ovelha” é a vida sobrenatural, é a salvação eterna de sua alma. Por isso, vale a pena perder a vida material para conceder a vida eterna ao rebanho; vale a pena doar a própria vida para que as ovelhas “tenham vida e a tenham em abundância”.

Aqui é possível ver intima associação entre o pastoreio e o sacerdócio. O sacerdote cristão não é um funcionário que trabalha para si mesmo, mas uma vítima, alguém que deve estar disposto a dar a sua vida, assim como Cristo entregou a sua na Cruz. Essa é a chave para distinguir os bons pastores, a porta pela qual eles devem entrar.

Santo Tomás recorda que Jesus, ao dizer que é o pastor e a porta, fá-lo, no entanto, de modo diferente. Ele se apresenta como “o bom pastor”, no singular, mas admite a existência de outros pastores; com a palavra “porta”, porém, não há transigência: Cristo é a única porta pela qual todos devem entrar, porque somente Ele tem acesso a Deus:

“Cristo disse que o pastor entra pela porta e que ele é a porta. Aqui diz ser ele o pastor; é preciso então que ele entre por si mesmo. Entra, na verdade, por si mesmo porque se manifesta a si e por si mesmo conhece o Pai. Nós, porém, entramos por ele, porque por ele somos cumulados de beatitude.”

“Contudo, atenta em que nenhum outro, exceto ele, é porta, porque nenhum outro é luz verdadeira, mas apenas por participação: Não era a luz, isto é, João Batista, mas veio para dar testemunho da luz (Jo 1, 8). De Cristo, porém, diz: Era a luz verdadeira que ilumina a todo homem (Jo 1, 9). Por este motivo ninguém diz ser porta; é propriedade exclusiva de Cristo. Quanto a ser pastor, comunicou-o a outros e deu a seus membros; Pedro é pastor, os outros apóstolos foram pastores e todos os bons bispos também. Dar-vos-ei, diz a Escritura, pastores segundo meu coração (Jr 3, 15). Os prelados da Igreja, que são filhos, são todos pastores; no entanto diz no singular: eu sou o bom Pastor, para seguir a virtude da caridade. Ninguém é bom pastor, se não se tornar pela caridade um só com Cristo e membro do verdadeiro pastor.” [5]

“Ninguém é bom pastor, se não se tornar pela caridade um só com Cristo e membro do verdadeiro pastor”. Pode parecer muito óbvio este apelo, mas os padres precisam amar a Jesus. Ele deve ser a razão de seus sacrifícios apostólicos, o “combustível”, por assim dizer, de seu celibato, o fundamento de seu ministério sacerdotal. Nos últimos tempos, infelizmente, as pessoas têm querido “baratear” o sacerdócio católico. Fazem uma campanha contra o celibato, por exemplo, esquecendo-se que o sacerdócio é dar a vida, é cultivar um amor indiviso a Cristo.

Urge que rezemos para que nós, Igreja do Ocidente, mantenhamos essa antiquíssima tradição do celibato eclesiástico. Que o padre seja aquele que, impelido pelo amor de Deus – “Caritas Christi urget nos” [6] –, ame a Cristo com o coração indiviso e, por causa desse amor, dê a vida por seu rebanho. Não se ama as ovelhas pelas ovelhas, mas por amor a Jesus. E que o Senhor nos conceda a graça de muitas e santas vocações, como Ele mesmo prometeu, pela boca do profeta: “Dar-vos-ei pastores segundo meu coração” [7].

Referências

  1. Cf. Ez 34
  2. Homilia no Domingo do Bom Pastor, 7 de maio de 2006
  3. Jo 10, 11
  4. Comentário sobre o Evangelho de João, 10, 3. Cf. Segunda-Feira, 21ª Semana do Tempo Comum, Ofício das Leituras
  5. Ibidem
  6. 2 Cor 5, 14
  7. Jr 3, 15

Padre Paulo Ricardo


“Ressuscitou o bom Pastor, que deu a vida por suas ovelhas e quis morrer pelo rebanho”. Estas palavras da Liturgia exprimem admiravelmente o espírito deste Domingo IV do Tempo Pascal, chamado Domingo do Bom Pastor. Valeria a pena ler e meditar de modo contemplativo o capítulo 10,1-18 do Evangelho de São João. Aí, Jesus se revela como o Bom Pastor, ou melhor, o Perfeito, o Belo, o Completo e Pleno Pastor: “Eu sou o bom Pastor: o bom pastor dá sua vida pelas suas ovelhas” (Jo 10,11). Criticando duramente os pastores, isto é, os líderes do povo de Israel, Deus havia prometido ele mesmo vir pastorear o seu rebanho: “Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Os meus pastores não se preocupam com o meu rebanho! Eu mesmo cuidarei do meu rebanho e o procurarei. Eu mesmo apascentarei o meu rebanho, eu mesmo lhe darei repouso. Buscarei a ovelha que estiver perdida, reconduzirei a que estiver desgarrada, pensarei a que estiver fraturada e restaurarei a que estiver abatida” (cf. Ez 34). Pois bem! Agora, o Senhor Jesus – e pensemos nele ressuscitado, trazendo as marcas gloriosas da paixão – declara solenemente: “Eu sou o Bom Pastor!” Ele é o próprio Deus, que vem apascentar pessoalmente o seu povo!

Mas, sigamos a Palavra que hoje nos é anunciada. São Pedro e a Igreja proclamam com convicção: “Que todo o povo de Israel reconheça com plena certeza; Deus constituiu Senhor e Cristo a este Jesus que vós crucificastes”. Mas, quem é este, constituído Senhor? Por que foi crucificado? A resposta está na segunda leitura deste hoje, nas palavras do próprio São Pedro: “Cristo sofreu por vós. Ele não cometeu pecado algum, mentira nenhuma foi encontrada em sua boca. Quando injuriado, não retribuía as injúrias; atormentado, não ameaçava… Sobre a cruz, carregou nossos pecados em seu próprio corpo, a fim de que, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Por suas feridas fostes curados. Andáveis como ovelhas desgarradas, mas agora voltastes para o pastor e guarda de vossas vidas!” Eis o nosso Bom Pastor, aquele que deu a vida pelas ovelhas e quis morrer para que o rebanho tivesse vida!

Diante de um amor assim, de uma doação dessas, de um compromisso tão grande conosco, somente podemos fazer a pergunta que os ouvintes de Pedro fizeram: “Que devemos fazer?” E a resposta continua a mesma:“Convertei-vos e cada um de vós seja batizado, isto é, mergulhado, no nome de Jesus Cristo! Salvai-vos dessa gente corrompida!” Caríssimos, somos cristãos, somos ovelhas do rebanho do Bom Pastor! Ele é tudo: é o Pastor e é também a Porta do redil: somente encontra a vida verdadeira quem entre por ele. Há tantos falsos pastores no mundo atual, tantos sabichões, tantos que, nos meios de comunicação determinam o que é certo e o que é errado, o que é verdade e o que é mentira. Ainda agora, os maus pastores do nosso Congresso Nacional – ladrões e salteadores, diria Jesus – votaram pelo assassinato de embriões humanos; ainda agora o Governo Lula aprovou o aborto de modo disfarçado, facilitando o abortamento de qualquer jovem que alegue ter sido estuprada! Pastores falsos, que vêm “para roubar, matar e destruir”. Nós somos cristãos; nosso Pastor é o Cristo, aquele que por nós deu a vida, aquele que diz: “Eu vim para que tenham a vida e a tenham em abundância!” Seremos ovelhas desse Pastor se escutarmos sua voz e atendermos ao seu chamado. Seguindo-o, encontraremos pastagens para a nossa vida. Mas, atenção: não poderemos segui-lo sem a conversão do nosso coração, sem nos deixarmos a nós mesmos, sem rompermos com aquilo que, no mundo, é modo de pensar e viver contrário ao Evangelho. Supliquemos, pois, ao Bom Pastor, o estado de espírito da ovelha confiante do Salmo da Missa de hoje: “O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma. Ele me guia no caminho mais seguro. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei…”

Hoje também é Jornada de Oração pelas vocações sacerdotais e religiosas. Peçamos ao Senhor que nos envie santos e sábios sacerdotes, cheios daquele amor que o Senhor Jesus tem pelo seu rebanho. Não nos iludamos: o único modo que o Senhor nos indicou para termos os pastores de que necessitamos é a oração: “Pedi ao Senhor da colheita que envie operários para a sua messe”. Rezemos, portanto, e nos empenhemos também, tanto material como espiritualmente, pela formação de nossos seminaristas!

Supliquemos hoje ao Bom Pastor que conceda a sua Igreja o Pastor cujo nome ele já conhece e escolheu. Que o novo Papa possa responder como Pedro à única questão que realmente importa: “Tu me amas? Sim, Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que eu te amo!” (Jo 21,17). Todo o resto, toda a especulação humana, são de menos importância, diante do mistério do projeto de Deus para a sua Igreja. Então, que Deus nos conceda o Papa de que precisamos para nos apascentar nestes tempos até a Eternidade. Amém.

D. Henrique Soares da Costa