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A Sabedoria de Deus (11-10-2015)

Primeira Leitura:
SAPIENCIAL: Livro da Sabedoria (Sb), capítulo 7
(7) Assim implorei e a inteligência me foi dada, supliquei e o espírito da sabedoria veio a mim. (8) Eu a preferi aos cetros e tronos, e avaliei a riqueza como um nada ao lado da Sabedoria. (9) Não comparei a ela a pedra preciosa, porque todo o ouro ao lado dela é apenas um pouco de areia, e porque a prata diante dela será tida como lama. (10) Eu a amei mais do que a saúde e a beleza, e gozei dela mais do que da claridade do sol, porque a claridade que dela emana jamais se extingue. (11) Com ela me vieram todos os bens, e nas suas mãos inumeráveis riquezas.

Segunda Leitura:
HEBREUS: Epístola aos Hebreus (Hb), capítulo 4
(12) Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração. (13) Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.
ASS EVANGELHOS: Evangelho segundo São Marcos (Mc), capítulo 10
(17) Tendo ele saído para se pôr a caminho, veio alguém correndo e, dobrando os joelhos diante dele, suplicou-lhe: 'Bom Mestre, que farei para alcançar a vida eterna?'
(18) Jesus disse-lhe: 'Por que me chamas bom? Só Deus é bom.
(19) Conheces os mandamentos: não mates, não cometas adultério, não furtes, não digas falso testemunho, não cometas fraudes, honra pai e mãe.'
(20) Ele respondeu-lhe: 'Mestre, tudo isto tenho observado desde a minha mocidade.'
(21) Jesus fixou nele o olhar, amou-o e disse-lhe: 'Uma só coisa te falta, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me.
(22) Ele entristeceu-se com estas palavras e foi-se todo abatido, porque possuía muitos bens.
(23) E, olhando Jesus em derredor, disse a seus discípulos: 'Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os ricos!'
(24) Os discípulos ficaram assombrados com suas palavras. Mas Jesus replicou: 'Filhinhos, quão difícil é entrarem no Reino de Deus os que põem a sua confiança nas riquezas!
(25) É mais fácil passar o camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar o rico no Reino de Deus.'
(26) Eles ainda mais se admiravam, dizendo a si próprios: 'Quem pode então salvar-se?'
(27) Olhando Jesus para eles, disse: 'Aos homens isto é impossível, mas não a Deus, pois a Deus tudo é possível.
(28) Pedro começou a dizer-lhe: 'Eis que deixamos tudo e te seguimos.'
(29) Respondeu-lhe Jesus. 'Em verdade vos digo: ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho
(30) que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, com perseguições e no século vindouro a vida eterna.
Homilia do : Padre Paulo Ricardo
Homilia do Padre Miguel:---
Presbíteros: Ver Roteiro Homilético
Ver Comentário Exegético
Ver Homilia de Dom Henrique Soares
Ver Homilia de Mons. José Maria
Canção Nova: Homilia

28.º Domingo do Tempo Comum - Como é difícil entrar no Reino de Deus!

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 10, 17-30)

Naquele tempo, quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo, ajoelhou-se diante dele e perguntou: "Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?"

Jesus disse: "Por que me chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. Tu conheces os mandamentos: não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe".

Ele respondeu: "Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude".

Jesus olhou para ele com amor, e disse: "Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!"
Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico.

Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos: "Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!"

Os discípulos se admiravam com estas palavras, mas ele disse de novo: "Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!"

Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso, e perguntavam uns aos outros: "Então, quem pode ser salvo?"

Jesus olhou para eles e disse: "Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível".

Pedro então começou a dizer-lhe: "Eis que nós deixamos tudo e te seguimos".

Respondeu Jesus: "Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna.

O contexto da leitura desse domingo está na afirmação de Jesus, dada na última semana, de que "quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele" (Mc 10, 15). Imobilizado pelo enigma dessa sentença, o jovem rico do Evangelho vai atrás de uma explicação e pergunta a Jesus: "Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?" (v. 17), como se dissesse: Em que consiste isso de "receber o Reino de Deus como uma criança"?

A primeira resposta de Jesus diz respeito às condições necessárias para ser salvo, que são os Dez Mandamentos – resumidos pela doutrina cristã em dois: o primeiro, relativo a Deus, manda que O amemos com todas as nossas forças (cf. Dt 6, 5); e o segundo, relativo ao próximo, manda que o amemos como a nós mesmos (cf. Lv 19, 18).

A resposta do jovem é sincera: "Mestre – diz ele –, tudo isso tenho observado desde a minha juventude" (v. 20). Só o fato de observar o Decálogo já faz com que Cristo olhe para aquele rapaz "com amor" (v. 21). Com isso, Nosso Senhor, ao mesmo tempo em que reconhece a sua obediência e a sua boa vontade, demonstra como o amor de Deus precede à nossa iniciativa (cf. 1 Jo 4, 19).

Depois de fitá-lo com amor, então, Jesus dá uma segunda resposta ao jovem rico: "Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!" (v. 21). Aqui, as palavras de Nosso Senhor vão além: para segui-Lo, de fato, mais do que a simples salvação, é preciso buscar a santidade; não basta que cumpramos as nossas obrigações, mas que generosamente nos desapeguemos deste mundo e – sursum corda! – elevemos os nossos corações ao Alto. O que o Concílio Vaticano II faz, ao afirmar a vocação universal à santidade na Igreja, é justamente confirmar esse chamado de Cristo ao amor e à perfeição, independentemente do estado de vida em que nos encontremos.

A reação do jovem às palavras do Mestre – "quando ele ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico" (v. 22), narra o evangelista – é ocasião para que Ele ensine uma verdade importante: "Meus filhos – Ele diz –, como é difícil entrar no Reino de Deus!" (v. 24). A frase de Cristo é límpida e dispensa comentários. Mesmo assim, seguem-no, de modo unânime, todos os Padres e Doutores da Igreja, em todos os tempos e lugares. Cabe aos teólogos modernos se apresentarem e explicarem as suas invencionices, como a doutrina do inferno vuoto ou as afirmações mais ou menos presunçosas de que, para salvar-se, "basta ser bom" ou não cometer grandes pecados.

Na verdade, grandes e tremendas são as exigências do Evangelho e, diante delas, até mesmo os pobres discípulos de Cristo se queixam, aterrorizados: "Então, quem pode ser salvo?" (v. 26). Ao seu espanto, Nosso Senhor responde indicando a necessidade do auxílio da graça divina para a salvação humana: "Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível" (v. 27).

É verdade, pois, que "é difícil entrar no Reino de Deus", mas, com a ajuda da Sua graça, "tudo é possível". É ela, primeiro, que abre o coração do homem à fé e vai fazendo com que, pouco a pouco, ele se purifique de suas faltas mais grosseiras (os pecados mortais), até que ele possa dizer, com o jovem rico: "Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude". É também ela que,depois, nos torna generosos no amor e na oração e nos faz ir crescendo mais e mais na "via purgativa" dos iniciantes. É essa mesma graça, por fim, que purifica ativamente as almas mais progredidas, que estão na "via iluminativa", e as fazem caminhar a passos largos na santidade.

Nas pessoas de vida ativa, todas essas "purificações" de Deus estão escondidas nas mais variadas provações desta vida – desde calúnias e perseguições até os acidentes e tragédias a que todos estamos sujeitos. Para a nossa natureza decaída pelo pecado e agitada pelas vaidades deste mundo, de fato, não há outro caminho senão o da Cruz para nos fazer chegar à infância espiritual de que fala o Evangelho: assim como viemos ao mundo pobres e sem nenhuma preocupação terrena, é assim que devemos ir ao encontro de Deus, no Céu.

Padre Paulo Ricardo

A Sabedoria de Deus

Caríssimos, antes de mais nada, fixemos nosso olhar em Jesus nosso Senhor: ele é a Sabedoria de Deus, como diz São Paulo (cf. 1Cor 1,24.30). Ele é aquela de que fala a primeira leitura de hoje. Sim, caríssimos no Senhor: encontrar Jesus vale mais que os cetros e tronos; em comparação com essa bendita Sabedoria, saída do Pai no ventre da Virgem, as riquezas são sem valor porque ela é a grande riqueza de nossa existência.

Por isso, vale a pena amar nosso Jesus, Sabedoria de Deus, mais que a saúde e a beleza; vale a pena possuí-lo mais que a luz, pois o esplendor que ele irradia não se apaga. – Sim, Senhor bendito, os que te amam brilham como o sol, como o sol ao amanhecer! Tu és a luz do mundo, o esplendor do Pai, a luz de nossos olhos, a Sabedoria que dá sentido à nossa vida! Contigo todos os bens desta vida nos são dados; sem ti nada é verdadeiramente bom, nada durável, nada encherá verdadeiramente o nosso coração! Bendito seja tu, Senhor Jesus, Sabedoria eterna, saída da boca do Pai para dar luz e sentido ao universo!

Jesus é também a Palavra do Pai, Palavra viva, definitiva, eterna. A Palavra de Deus, caríssimos, não é primeiramente a Bíblia. A Palavra de Deus por excelência é Jesus: “No princípio era a Palavra e a Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus. Tudo foi feito por ela e sem ela nada foi feito de tudo quanto existe. E a Palavra se fez carne e habitou entre nós!” (Jo 1,1-2.14) Eis, portanto: a Bíblia somente é a Palavra de Deusporque dá testemunho de Jesus – e não de qualquer Jesus, mas do Jesus crido, adorado, testemunhado e enunciado pela Igreja católica, fundada pelo próprio Cristo e por ele sustentada na sua Palavra pela força do Espírito Santo da Verdade, que conduz sempre a Igreja à verdade plena! Fora disso, a Bíblia já não é Palavra de Deus, mas confusão e caminho para o erro! Eis! Voltemos o olhar para Cristo: Ele é “a Palavra de Deus, viva e eficaz e mais cortante que qualquer espada de dois gumes. Ela julga os pensamentos e as intenções do coração”. Isso nós sabemos, irmãos; isso experimentamos, quando tantas vezes somos questionados pelo Senhor Jesus, que penetra até o íntimo de nós, com sua verdade, com sua exigência, com os projetos que tem a nosso respeito. Cristo é esta Palavra viva e definitiva de Deus: “E não há criatura que possa ocultar-se diante dela. Tudo está nu e descoberto aos seus olhos, e é a ela que devemos prestar contas”. Por isso mesmo, o Senhor é o critério de nossa existência: quem nele crê tem a vida; quem não crê não conhecerá nunca o verdadeiro e pleno sentido da vida! – Bendito sejas tu, Senhor Jesus, Palavra e Verdade do Pai! Dá-nos a graça de vivermos em ti, de compreendermos que tu és a nossa vida e que somente em ti nossa existência será realmente plena de sentido e atingirá o fim para que fomos criados. A ti a glória, ó Cristo, Sabedoria e Palavra do Pai! A ti nosso amor, nossa adoração, nossa ilimitada entrega e confiança, a ti a nossa vida toda inteira, ó Cristo nosso Deus!

Agora, amados em Cristo, podemos compreender o Evangelho deste hoje. Pensemos bem: A pergunta que este alguém faz a Jesus, não é aquela mesma que nós tantas vezes fazemos? Não é a pergunta definitiva da nossa existência? “Bom Mestre, que devo fazer de bom para ganhar a vida eterna?” – Eis Senhor, qual dos caminhos da vida seguir? Qual me levará para mais longe ou para mais perto de ti? Dize-me, Mestre Bom!

A resposta de Jesus surpreende: “Por que me chamas de bom? Só Deus é o Bom!” É verdade: só o Pai é o Bom, é a fonte eterna de toda bondade, como só o Pai é o Santo, e a fonte de toda Santidade. E, no entanto, o próprio Senhor afirma: “Tudo que o Pai tem é meu. Eu e o Pai somos um. Quem me vê, vê o Pai!” Por isso mesmo, sem medo, podemos dizer todos os domingos: “Só vós sois o Santo, só vós o Senhor, só vós o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo na glória de Deus Pai!” Sim, meus caros, Jesus é Bom porque vem do Pai, porque tudo recebeu do Pai e participa plenamente da plenitude de plena bondade que é o Pai! Mas, “tu conheces os mandamentos!” – Jesus é prático, meus caros: indica ao alguém que vem a ele os mandamentos; e notem bem: os mandamentos da segunda tábua, aqueles que falam do amor e do respeito pelo próximo! Vede, amados no Senhor, como o seguimento a Jesus exige atitudes muito concretas na nossa vida! Aquele lá, que buscava a vida respondeu feliz: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude!” Meus irmãos, nessa resposta há uma coisa boa e outra ruim. A coisa boa é que este homem é realmente observante da Lei de Deus; a coisa ruim é que ele parece satisfeito consigo mesmo; prece que, para ele, a religião consiste em fazer, em observar normas. Pronto. Fazendo isso, tudo bem! Notai, caríssimos, que também aquele fariseu que rezava no Templo estava satisfeito porque cumpria todos os preceitos; e os cumpria mais da conta! Ah, meus irmãos, que para o Senhor isso não basta! O Senhor é exigente, o Senhor olha o coração, o Senhor, Palavra “tão penetrante como espada de dois gumes”, quer saber de nossas intenções e não se contenta com nada menos que nosso coração e nossa vida! “Jesus olhou para ele com amor, e disse: ‘Só uma coisa te falta: vai, vende tudo que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!” Meus irmãos, como Jesus é bonito, como é sábio, como é exigente, como vai direto ao ponto! Primeiro, vede como olha aquele lá: com amor, com aquele amor eterno com que nos amou e reservou para nós o seu amor! Nunca esqueçamos: suas exigências são exigências de amor! Na verdade, o Senhor deseja fazer aquele homem passar de uma religião de simples fazer coisas e cumprir preceitos para uma religião de amar de verdade: “Vai, vende tudo que és, moço! Vai, deixa-te a ti mesmo; larga essa preocupação contigo! Deixa-te vendendo tudo; abre-te para os outros, repartindo teus bens e teu amor e, depois, estarás pronto de verdade para experimentar o quanto eu sou o Bom: “Vem e segue-me!” Tu me chamaste de Bom sem saber o que isso queria dizer… Vem comigo, deixa tudo por mim e verás de verdade que eu sou o Bom, o teu Bem, todo Bem, o sumo Bem! Será livre, mocinho; encontrarás a vida em abundância! Deixa-te por mim e tu me encontrarás e, encontrando-me, encontrarás a própria vida!

Mas, não! Esse risco aquele lá não queria correr. Queria uma religião arrumadinha, que lhe oferecesse garantias; uma religiãozinha burguesa, na qual se sirva a Deus para servir-se de Deus… Arriscar tudo por esse Mestre de Nazaré? Deixar e deixar-se? Era demais! “Quando ele ouviu isso, ficou abatido, foi embora cheio de tristeza porque era muito rico”. Vede, meus irmãos, como nós somos! Vede qual a nossa tentação! Esse homem era rico de bens materiais, rico de apego a si próprio, rico de se buscar a si mesmo, mas pobre de amor a Deus e pobre de generosidade para com os outros; pobre de sonhos, pobre de ideal, pobre de generosidade, pobre de grandeza interior… Ele queria ser aquilo que Cristo abomina: um cristão burguês, acomodado na vidinha medíocre, de fácil moral e fáceis compromissos… cristãos que rastejam como vermes quando deveriam voar alto como as águias…

Daí a dura constatação de Jesus: “Como é difícil para os riscos entrar no Reino de Deus! É mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!’ A palavra é clara: é mais fácil um camelo passar pela agulha fininha, que um rico entrar no Reino. E por quê? Porque a riqueza – seja qual for ela – tende a nos apegar, a nos fechar, a nos fazer pensar que nos bastamos! Somente quem for pobre de coração pode entrar no Reino, pois só quem é pobre deixa que Deus reine de verdade na sua vida! E como é difícil para nós, tão fáceis de sermos iludidos, compreender isso! Desapeguemo-nos, caríssimos, de nós mesmos; deixemo-nos para poder encontrar a vida verdadeira. Nunca será digno de Jesus quem não tiver a coragem de tudo deixar por Jesus: “Quem tiver deixado tudo por causa de mim e do Evangelho, receberá cem vezes mais agora, durante esta vida, com perseguições e, no futuro, a vida eterna”. = se deixar para receber, não deixou nada; se deixar para receber nunca amou, não compreendeu a Palavra!

Os apóstolos não compreenderam isso – como também muitas vezes nós não compreendemos e não compreendem de modo algum aqueles que falam em seguir Jesus só para ter lucro. Basta ver na televisão, os falsos pregadores, de falsos evangelhos, que não passam da velhice pecaminosa disfarçada. Basta pensar na maldita teologia da prosperidade: “serve a Deus e ficarás rico!” Caros, quem deixa para receber, nada deixou; quem deixa esperando recompensas, nunca amou; quem segue o Senhor pensando em pagamentos, nunca compreendeu a Palavra! – Senhor, Sabedoria e Palavra do Pai, nosso tudo e nossa vida, só tu és nosso caminho, só tu, nosso destino, só tu nossa eterna recompensa. Nada nos falta se temos a ti! A ti a glória. Amém.

D. Henrique Soares