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Maria, Igreja e esposa de Cristo (17-01-2016)

Primeira Leitura:
PROFETAS MAIORES: Livro de Isaías (Is), capítulo 62
(1) Por amor a Sião, eu não me calarei, por amor de Jerusalém, não terei sossego, até que sua justiça brilhe como a aurora, e sua salvação como uma flama. (2) As nações verão então tua vitória, e todos os reis teu triunfo. Receberás então um novo nome, determinado pela boca do Senhor. (3) E tu serás uma esplêndida coroa na mão do Senhor, um diadema real entre as mãos do teu Deus, (4) não mais serás chamada a desamparada, nem tua terra, a abandonada, serás chamada: minha preferida, e tua terra: a desposada, porque o Senhor se comprazerá em ti e tua terra terá um esposo, (5) assim como um jovem desposa uma jovem, aquele que te tiver construído te desposará, e como a recém-casada faz a alegria de seu marido, tu farás a alegria de teu Deus.

Segunda Leitura:
EPÍSTOLAS DE SÃO PAULO: Primeira Epístola aos Coríntios (1Cor), capítulo 12
(4) Há diversidade de dons, mas um só Espírito. (5) Os ministérios são diversos, mas um só é o Senhor. (6) Há também diversas operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. (7) A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum. (8) A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria, a outro, uma palavra de ciência, por esse mesmo Espírito, (9) a outro, a fé, pelo mesmo Espírito, a outro, a graça de curar as doenças, no mesmo Espírito, (10) a outro, o dom de milagres, a outro, a profecia, a outro, o discernimento dos espíritos, a outro, a variedade de línguas, a outro, por fim, a interpretação das línguas. (11) Mas um e o mesmo Espírito distribui todos estes dons, repartindo a cada um como lhe apraz.
ASS EVANGELHOS: Evangelho segundo São João (Jo), capítulo 2
(1) Três dias depois, celebravam-se bodas em Caná da Galiléia, e achava-se ali a mãe de Jesus.
(2) Também foram convidados Jesus e os seus discípulos.
(3) Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: Eles já não têm vinho.
(4) Respondeu-lhe Jesus: Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou.
(5) Disse, então, sua mãe aos serventes: Fazei o que ele vos disser.
(6) Ora, achavam-se ali seis talhas de pedra para as purificações dos judeus, que continham cada qual duas ou três medidas.
(7) Jesus ordena-lhes: Enchei as talhas de água. Eles encheram-nas até em cima.
(8) Tirai agora , disse-lhes Jesus, e levai ao chefe dos serventes. E levaram.
(9) Logo que o chefe dos serventes provou da água tornada vinho, não sabendo de onde era (se bem que o soubessem os serventes, pois tinham tirado a água), chamou o noivo
(10) e disse-lhe: É costume servir primeiro o vinho bom e, depois, quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora.
(11) Este foi o primeiro milagre de Jesus, realizou-o em Caná da Galiléia. Manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.
Homilia do : Padre Paulo Ricardo
Homilia do Padre Miguel:---
Presbíteros: Ver Roteiro Homilético
Ver Homilia de Dom Henrique Soares
Ver Homilia de Mons. José Maria
Canção Nova: Homilia

2.º Domingo do Tempo Comum - Comentário místico às bodas de Caná

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 
(Jo 
2, 1-11)

Naquele tempo, houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: "Eles não têm mais vinho". Jesus respondeu-lhe: "Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou".

Sua mãe disse aos que estavam servindo: "Fazei o que ele vos disser".

Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros.

Jesus disse aos que estavam servindo: "Enchei as talhas de água". Encheram-nas até a boca. Jesus disse: "Agora tirai e levai ao mestre-sala". E eles levaram.
O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água.

O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: "Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho bom até agora!"

Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.

*

Santo Tomás de Aquino, a quem emprestamos voz nesta meditação (Comentário ao Evangelho de S. João, 2, 1, n. 337), interpreta em dois sentidos a passagem que acabamos de ler, das bodas de Caná:

"Quanto ao sentido literal, cabe notar que há duas opiniões a respeito do tempo em que começa a pregação de Cristo. Alguns dizem que, do Batismo de Cristo até a sua paixão, se passaram dois anos e meio. Segundo estes, isso que se lê das núpcias deu-se no mesmo ano em que Cristo foi batizado. Todavia, tanto o ensino quanto o costume da Igreja são contrários a isso, pois ela comemora, na festa da Epifania, a realização de três milagres: a adoração dos magos, que foi no primeiro ano do nascimento do Senhor; o Batismo de Cristo, que foi batizado no mesmo dia, trinta anos depois; e as bodas, que foram celebradas no mesmo dia, um ano depois. De onde se segue que, do Batismo até as núpcias, passou-se pelo menos um ano, período durante o qual nada mais se sabe que tenha feito o Senhor, a não ser o que consta em Mt 4, a respeito do jejum e das tentações no deserto, do testemunho de São João Batista e da conversão dos discípulos. Foi, portanto, começando das bodas que Ele pregou publicamente e fez milagres, até a paixão, de modo que durou dois anos e meio o seu ministério público.

Quanto ao sentido místico, as núpcias significam a união entre Cristo e a Igreja, o 'sacramentum magnum – grande sacramento' (Ef 5, 32) de que fala o Apóstolo. Esse matrimônio começou no útero da Virgem Maria, quando Deus Pai uniu a natureza humana ao seu Filho, na união hipostática. O tálamo dessa união foi, portanto, o útero da Santíssima Virgem: 'In sole posuit tabernaculum suum – No sol colocou o seu tabernáculo' (Sl 18, 6). A essas núpcias faz referência a Parábola do Grande Banquete (cf. Mt 22, 2ss): o rei que casa o seu filho é Deus Pai que copula a natureza humana ao seu Verbo, no útero da Virgem. Essa união se fez pública quando a Igreja se uniu a Ele pela fé, como diz Os 2, 20: 'Sponsabo te mihi in fide – Desposar-te-ei na fé', e se consumirá quando a esposa, isto é, a Igreja, for introduzida no tálamo do esposo, que é a glória celeste. Disso diz São João: 'Beati qui ad caenam nuptiarum agni vocati sunt – Felizes os chamados à ceia de núpcias do cordeiro' (Ap 19, 9)."

Para o Aquinate, também é significativa, nesse trecho do Evangelho, a presença de Nossa Senhora, "por cuja intercessão as pessoas se unem a Cristo pela graça" (Ibid., n. 343). Ele comenta:

"Na mãe que intercede, nota primeiro a sua piedade e a sua misericórdia. Pertence à misericórdia, de fato, que se tome a fraqueza do outro como se fosse sua, e diz-se que é misericordioso quem tem um coração que se compadece com a miséria alheia, como diz o Apóstolo: 'Quis infirmatur, et ego non infirmor?' (2 Cor 11, 29). Porque cheia de misericórdia, a Virgem bem-aventurada queria aliviar a miséria dos outros, pelo que, tendo faltado o vinho, veio ela falar ao seu filho. 

Nota, depois, a reverência que ela tinha para com o Cristo; reverência a Deus que, se também nós a possuíssemos, tornaria suficiente apenas que Lhe apresentássemos as nossas fraquezas, como diz o Salmista: 'Domine, ante te omne desiderium meum – Senhor, diante de Ti estão todos os meus desejos' (Sl 37, 10). Como também não nos cabe indagar de que modo Deus vem em nosso socorro – porque, como diz o Apóstolo, 'nam quid oremus, sicut oportet, nescimus – não sabemos orar como convém' (Rm 8, 26) –, a mãe simplesmente apresentou a Ele a falta que tinham de vinho. 

Observa, por fim, a solicitude e a diligência da Virgem, que não esperou a necessidade extrema, mas interveio 'quando o vinho faltou', isto é, quando começou a faltar, servindo como 'um auxílio nos tempos de tribulação' (Sl 9, 10)." (Ibid., n. 345)

Depois do milagre, é notável a surpresa com que o mestre-sala recebe o vinho novo, transformado por Jesus: "Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho bom até agora!" (v. 10), ao que observa o Doutor Angélico:

"Nos milagres de Cristo, segundo considera São João Crisóstomo, todas as coisas foram perfeitas. Por exemplo, Ele restituiu a sanidade perfeita à sogra de Pedro, que de imediato se levantou e pôs-se a servi-los (cf. Mt 9, 6; Mc 1, 30). Também o paralítico é restituído à perfeita sanidade, porque de imediato se levanta, toma o seu leito e vai à sua casa (cf. Jo 5, 9). É o que aparece também neste milagre porque, da água, Jesus não fez qualquer vinho, mas o melhor possível. Por isso, diz o arquitriclino: 'Todos põem primeiro o vinho bom e, então, quando estão inebriados, põem o que é pior', porque bebem menos e porque o vinho bom, tomado com grande quantidade de comida, torna pesado o estômago; como se dissesse: De onde vem este vinho, que tu, contra o costume, guardaste até agora? 

Isso compete ao mistério. Misticamente, alguns dizem que põe primeiro o vinho bom aquele que intenta enganar os outros, sem colocar primeiro o erro a que quer induzir, mas aliciando os ouvintes, a fim de que, depois, quando estiverem inebriados e consentirem na sua intenção, ele manifeste a sua perfídia. Deste vinho é dito que "ingreditur blande, et in novissimo mordebit sicut coluber – entra com brandura, mas, no final, morderá como uma cobra" (Pr 23, 31). Outros dizem que põem primeiro o vinho bom aqueles que, no princípio de sua conversão, começam a viver santa e espiritualmente, para depois degenerar na vida carnal, de onde dizer o Apóstolo: 'Sois assim tão estultos de, tendo começado pelo espírito, agora terminardes na carne?' (Gl 3, 3). 

Cristo, ao contrário, não põe primeiro o vinho bom, propondo desde o princípio aquilo é duro e amargo: "Arcta est via quae ducit ad vitam – Estreita é a via que conduz à vida" (Mt 7, 14). Mas, quanto mais o homem cresce na sua fé e doutrina, tanto maior é a doçura e a suavidade que ele sente: 'Eu te conduzi pelo caminho da equidade, em que não se deterão teus passos, quando nele entrares' (Pr 4, 11). Assim também, neste mundo, todos os que querem piedosamente viver em Cristo passam por amarguras e tribulações: 'Amen, amen dico vobis, quia plorabitis et flebitis vos – Em verdade, em verdade vos digo, que chorareis e vos lamentareis' (Jo 16, 20). No futuro, porém, vir-lhes-ão deleites e alegrias: 'Tristitia vestra vertetur in gaudium – A vossa tristeza se converterá em alegria' (Id.); 'Existimo quod non sunt condignae passiones huius temporis ad futuram gloriam quae revelabitur in nobis – Considero que as paixões deste tempo não se podem comparar à futura glória que será revelada em nós' (Rm 8, 18)." (Ibid., n. 362-363)

Até a celebração definitiva do banquete nupcial do cordeiro, portanto, o caminho do cristão é o caminho da Cruz. Antes que beba o vinho melhor, quem quer seguir a Cristo deve tomar parte de Seu cálice sangrento, preenchido até a borda no sacrifício do Calvário. Do outro lado, está o "caminho largo", a senda tortuosa que começa com as delícias do bom vinho, mas termina nas amarguras da condenação eterna. Não nos iludamos com as artimanhas do demônio e façamos a escolha correta. E que a Santíssima Virgem interceda por nós em nossos esforços rumo ao Céu.

Padre Paulo Ricardo

Maria, Igreja e esposa de Cristo

Em certo sentido, a liturgia da Palavra deste segundo Domingo comum, ainda está ligada ao Santo Natal, tempo da manifestação do Senhor. Na liturgia da Igreja antiga, a festa da Epifania, da Manifestação, celebrava, de uma só vez e num só dia, a visita dos Magos, o batismo de Jesus e as bodas da Caná. São três momentos da Manifestação do Senhor: aos Magos, ele se manifestou como Rei dos Judeus pelo brilho da Estrela; no batismo, o Pai o manifestou como Messias de Israel, ungindo-o com o Espírito Santo para a missão e, em Caná, Jesus manifestou a sua glória ao transformar a água em vinho, e os seus discípulos creram nele. Portanto, estamos ainda em clima de Manifestação, de Epifania daquele que veio do Pai para nossa salvação; e é neste contexto que as leituras da Missa de hoje devem ser interpretadas.

Comecemos por observar que o evangelho narra uma festa de casamento e não informa nada sobre o nome dos noivos… É de caso pensado! O Evangelista tomou um fato histórico e deu-lhe um sentido espiritual e teológico: o verdadeiro noivo é o Cristo, Deus em pessoa que vêm desposar sua esposa, o povo de Israel e, mais precisamente, o novo Israel, a Igreja, representada pela Mulher – a Virgem Maria! Tudo, na perícope do evangelho, fala disso: porque o Messias-Esposo chegou, a água da Antiga Aliança (água da purificação segundo os ritos judaicos da Lei de Moisés) é transformada no vinho da Nova Aliança (o vinho, símbolo da alegria e da exultação do Espírito Santo, que é fruto da morte e ressurreição do Senhor). É esta a glória que Jesus manifestou, é este o sinal! “Sinal” não é um simples milagre; “sinal” é um gesto do Senhor Jesus, carregado de sentido profundo, que revela sua pessoa, sua missão e sua obra de salvação. “Este foi o princípio dos sinais de Jesus… e seus discípulos creram nele”. Na verdade, o sinal da Caná, é uma preparação uma antecipação da Páscoa, quando o Cristo, Esposo ressuscitado, desposará para sempre a Igreja, dando-lhe como dote eterno, o dom do Espírito: “Alegremo-nos e exultemos, demos glória a Deus, porque estão para realizar-se as núpcias do Cordeiro, e sua Esposa já está pronta: concederam-lhe vestir-se com linho puro, resplandecente” (Ap 19,7s). Por isso, a exultação da primeira leitura de hoje. Saudando o povo de Deus, o novo Israel, a Igreja-Esposa, o profeta afirma: “As nações verão a tua justiça; serás chamada por um nome novo, que a boca do Senhor há de designar. E serás uma coroa de glória na mão do Senhor, um diadema real na mão de teu Deus. Não mais te chamarão abandonada, e tua terra não mais será chamada Deserta; teu nome será Minha Predileta e tua terra será Bem-Casada, pois o Senhor agradou-se de ti e tua terra será desposada. Assim como o jovem desposa a donzela, assim teus filhos te desposam; e como a noiva é a alegria do noivo, assim também tu és a alegria do teu Deus”. Maria, a Virgem-Mulher do evangelho de hoje é, pois, imagem viva da Igreja-Esposa, desposada na Nova e Eterna Aliança!

Esta Aliança não é mais aquela de Moisés. A Antiga Lei passou; passaram os antigos preceitos, as antigas observâncias, as coisas antigas! Não esqueçamos o Prólogo de João, tantas vezes ouvido no Natal: “A Lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade nos vieram por Jesus Cristo” (Jo 1,17). Esta Nova Aliança não se funda em uma lei de preceitos escritos, mas na Nova Lei, que é o Espírito de amor, derramado nos nossos corações. O Espírito que o Cristo derramou sobre nós com a sua morte e ressurreição é a alma, a lei, a vida da Igreja-Esposa, novo Israel, novo povo de Deus. Por isso, a segunda leitura da Missa de hoje nos apresenta toda a vida da Igreja, tão rica e dinâmica, como sendo fruto da ação animadora e sustentadora do Espírito Santo: “A cada um de nós é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum”, isto é, em vista da edificação da Igreja, Corpo e Esposa de Cristo!

O que nos fica da Liturgia da Palavra de hoje? A gratidão ao Cristo por ter vindo, por ter manifestado sua glória em nosso mundo tão pobre e na nossa vida tão ameaçada pelas trevas. Fica também essa consciência que somos o povo de Deus da Nova Aliança, povo nascido da encarnação, da morte e da ressurreição de Cristo; povo nascido na força do Espírito Santo que ele nos concedeu. Fica ainda a certeza que ele permanece conosco, alimentando e construindo sua Igreja-Esposa na força do Espírito Santo. Esta Igreja é a una e santa nossa mãe católica. Ela foi eternamente desejada, escolhida, amada pelo Esposo Jesus; ela foi desposada quando ele se fez homem e por ela morreu e ressuscitou! Lembremo-nos das palavras do Apóstolo: “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, a fim de purificá-la, com o banho da água e santificá-la pela Palavra, para apresentar a si mesmo a Igreja, gloriosa, sem mancha nem ruga, ou coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5,25-27). Por isso a Igreja será sempre Esposa, será sempre bela, sem mancha nem ruga, será sempre santa, apesar dos pecados de seus membros! Ela é a Amada, a Escolhida… a ornada com o a jóia do Espírito Santo! Se formos fiéis a esse Espírito, vinho novo do Reino de Deus, seremos pessoas novas na nossa vida: novos sentimentos, novo modo de ver e de agir, de sentir e de enfrentar as situações da vida. Nem os fracassos, nem as tristezas, nem as lágrimas, nem mesmo a morte poderão nos tirar a alegria e a certeza de viver! Fica também a certeza certíssima, de que como Igreja, como Comunidade dos discípulos de Cristo, o Espírito nos vivifica, nos guia, nos une e nos conduz sempre. Não temamos, não sejamos frios, não sejamos frouxos! O Cristo que habitou entre nós, conosco continua na potência do seu Espírito Santo. Se formos fiéis à sua ação, nossa Comunidade será viva, os carismas e ministérios serão abundantes, a alegria de ser e viver como Comunidade não faltará, o nosso testemunho de Jesus Cristo será entusiasmado e convincente e a nossa esperança será inabalável, mesmo diante das dificuldades do mundo e da vida… mesmo diante da morte!

O Senhor manifestou a sua glória e seus discípulos creram nele! O Senhor se manifesta agora, pela sua Palavra e pela sua Eucaristia, e nos reúne na força amorosa do Espírito Santo! Creiamos! E que nossa Eucaristia seja toda ungida, toda doçura, toda renovação da nossa vida em Cristo: “Felizes aqueles que foram convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro” (Ap 19,9). Felizes somos nós, que vivemos em Cristo, ele que é bendito pelos séculos dos séculos. Amém.

Dom Henrique Soares