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Homilia do Segundo Domingo da Quaresma: Transfiguração (20/03/2011)

Primeira Leitura:
PENTATEUCO: Livro do Gênesis (Gn), capítulo 12
(1) O Senhor disse a Abrão: “Deixa tua terra, tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que eu te mostrar. (2) Farei de ti uma grande nação, eu te abençoarei e exaltarei o teu nome, e tu serás uma fonte de bênçãos. (3) Abençoarei aqueles que te abençoarem, e amaldiçoarei aqueles que te amaldiçoarem, todas as famílias da terra serão benditas em ti.” (4) Abrão partiu como o Senhor lhe tinha dito, e Lot foi com ele. Abrão tinha setenta e cinco anos, quando partiu de Harã.
Segunda Leitura:
EPÍSTOLAS DE SÃO PAULO: Segunda Epístola a Timóteo (2Tm), capítulo 1
(8) Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus. (9) Deus nos salvou e chamou para a santidade, não em atenção às nossas obras, mas em virtude do seu desígnio, da graça que desde a eternidade nos destinou em Cristo Jesus, (10) e agora nos manifestou mediante a aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, que destruiu a morte e suscitou a vida e a imortalidade, pelo Evangelho,
EVANGELHOS: Evangelho segundo São Mateus (Mt), capítulo 17
(1) Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha.
(2) Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol, suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura.
(3) E eis que apareceram Moisés e Elias conversando com ele.
(4) Pedro tomou então a palavra e disse-lhe: Senhor, é bom estarmos aqui. Se queres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias. Falava ele ainda, quando veio uma nuvem luminosa e os envolveu. E daquela nuvem fez-se ouvir uma voz que dizia: Eis o meu Filho muito amado, em quem pus toda minha afeição, ouvi-o.
(6) Ouvindo esta voz, os discípulos caíram com a face por terra e tiveram medo.
(7) Mas Jesus aproximou-se deles e tocou-os, dizendo: Levantai-vos e não temais.
(8) Eles levantaram os olhos e não viram mais ninguém, senão unicamente Jesus.
(9) E, quando desciam, Jesus lhes fez esta proibição: Não conteis a ninguém o que vistes, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos.
(513) Homilia do Padre Paulo Ricardo:PLAYER AQUI
Homila do Padre Flávio:PLAYER AQUI
"A Transfiguração nos recorda que as alegrias semeadas por Deus na vida não são pontos de chegada, mas sim luzes que Ele nos dá na peregrinação terrena, para que somente Jesus seja a nossa Lei e sua Palavra seja o critério que guie a nossa existência" (Bento XVI, Angelus, 28/02/2010).
A TRANSFIGURAÇÃO
2º domingo da quaresma, 20/03/2011
Catequese Bíblico-Missionária

Os textos desta Liturgia nos falam da beleza da transfiguração. Em toda a tradição da Igreja o Senhor se manifesta por sua beleza e pelo encantamento da sua criação. No entanto, no mundo regido pelas leis do mercado, onde somente as utilidades lucrativas são valorizadas, somos, permanentemente, seduzidos pela beleza do diabo que nos torna apaixonados pela fraude.

Somos levados a sacralizar o que não é sagrado e adorar o que não é santo. Paulo já nos advertia: "E não é de estranhar: se o próprio Satanás se disfarça de mensageiro da luz" (2Cor 11,14).

Jesus, na sua arte de praticar o amor fraterno, recusa a banalidade do mundo e não aceita que as coisas sejam como são. O Criador se manifestou por meio das formas do mundo criado: "E Deus viu tudo o que havia feito: e era muito belo" (Gn 1,31).

A verdadeira beleza está na Epifania, na manifestação de Deus que faz da natureza o lugar cósmico de sua irradiação e brilho. No Ocidente, perdemos a sensibilidade para a beleza do mundo. A terra tornou-se para nós um reservatório e um depósito. Mais uma vez o céu se abre como no momento da Criação e os apóstolos serão testemunhos da Epifania da Trindade: o Pai lhes mostra o Filho Amado e Dileto e o Espírito Santo, na forma de uma nuvem luminosa, os cobre com a sua sombra e os introduz na órbita do mistério.

Não podemos temer, nós que anunciamos o Cristo Morto e Ressuscitado, a beleza do Pai manifestada no ato de amar do seu Filho, até às últimas consequências, sendo conduzido pelo Espírito que nos liberta de todo temor e covardia.

Pe. Paulo Botas, mts