Católicos Online

     ||  Início  ->  O sim, o não e o inferno

O sim, o não e o inferno (04-12-2016)

Primeira Leitura:
PROFETAS MAIORES: Livro de Isaías (Is), capítulo 11
(1) Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. (2) Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor. (3) (Sua alegria se encontrará no temor ao Senhor.) Ele não julgará pelas aparências, e não decidirá pelo que ouvir dizer, (4) mas julgará os fracos com eqüidade, fará justiça aos pobres da terra, ferirá o homem impetuoso com uma sentença de sua boca, e com o sopro dos seus lábios fará morrer o ímpio. (5) A justiça será como o cinto de seus rins, e a lealdade circundará seus flancos. (6) Então o lobo será hóspede do cordeiro, a pantera se deitará ao pé do cabrito, o touro e o leão comerão juntos, e um menino pequeno os conduzirá, (7) a vaca e o urso se fraternizarão, suas crias repousarão juntas, e o leão comerá palha com o boi. (8) A criança de peito brincará junto à toca da víbora, e o menino desmamado meterá a mão na caverna da áspide. (9) Não se fará mal nem dano em todo o meu santo monte, porque a terra estará cheia de ciência do Senhor, assim como as águas recobrem o fundo do mar. (10) Naquele tempo, o rebento de Jessé, posto como estandarte para os povos, será procurado pelas nações e gloriosa será a sua morada.

Segunda Leitura:
EPÍSTOLAS DE SÃO PAULO: Epístola de São Paulo aos Romanos (Rm), capítulo 15
(4) Ora, tudo quanto outrora foi escrito, foi escrito para a nossa instrução, a fim de que, pela perseverança e pela consolação que dão as Escrituras, tenhamos esperança. (5) O Deus da perseverança e da consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Jesus Cristo, (6) para que, com um só coração e uma só voz, glorifiqueis a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. (7) Por isso, acolhei-vos uns aos outros, como Cristo nos acolheu para a glória de Deus. (8) Pois asseguro que Cristo exerceu seu ministério entre os incircuncisos para manifestar a veracidade de Deus pela realização das promessas feitas aos patriarcas. (9) Quanto aos pagãos, eles só glorificam a Deus em razão de sua misericórdia, como está escrito: Por isso, eu vos louvarei entre as nações e cantarei louvores ao vosso nome (II Sm 22,50, Sl 17,50).
EVANGELHOS: Evangelho segundo São Mateus (Mt), capítulo 3
(1) Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judéia.
(2) Dizia ele: Fazei penitência porque está próximo o Reino dos céus.
(3) Este é aquele de quem falou o profeta Isaías, quando disse: Uma voz clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas (Is 40,3).
(4) João usava uma vestimenta de pêlos de camelo e um cinto de couro em volta dos rins. Alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre.
(5) Pessoas de Jerusalém, de toda a Judéia e de toda a circunvizinhança do Jordão vinham a ele.
(6) Confessavam seus pecados e eram batizados por ele nas águas do Jordão.
(7) Ao ver, porém, que muitos dos fariseus e dos saduceus vinham ao seu batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da cólera vindoura?
(8) Dai, pois, frutos de verdadeira penitência.
(9) Não digais dentro de vós: Nós temos a Abraão por pai! Pois eu vos digo: Deus é poderoso para suscitar destas pedras filhos a Abraão.
(10) O machado já está posto à raiz das árvores: toda árvore que não produzir bons frutos será cortada e lançada ao fogo.
(11) Eu vos batizo com água, em sinal de penitência, mas aquele que virá depois de mim é mais poderoso do que eu e nem sou digno de carregar seus calçados. Ele vos batizará no Espírito Santo e em fogo.
(12) Tem na mão a pá, limpará sua eira e recolherá o trigo ao celeiro. As palhas, porém, queimá-las-á num fogo inextinguível.
Homilia do : Padre Paulo Ricardo
Homilia do Padre Miguel:---
Presbíteros: Ver Roteiro Homilético
Ver Comentário Exegético
Ver Homilia de Dom Henrique Soares
Ver Homilia de Mons. José Maria
Ver Homilia do Pe. Françoá Costa
Canção Nova: Homilia

2.º Domingo do Advento - Precisamos falar sobre o inferno

"O machado já está na raiz das árvores", pregava São João Batista, "e toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada no fogo", "no fogo que não se apaga". Com essas palavras, o Evangelho deste domingo nos lembra uma realidade há muito tempo esquecida e ausente de nossas homilias e meditações: o inferno.

Como compreender essa verdade de fé à luz da misericórdia infinita de Deus? Será realmente necessário tocar neste assunto nos dias de hoje? Ou a pregação sobre o inferno já está ultrapassada?

Venha assistir conosco a mais um episódio do programa "Testemunho de Fé" e saiba por que nunca estará "fora de moda" falar sobre a vida e a morte eternas.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
 3, 1-12)

Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judeia: "Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo". João foi anunciado pelo profeta Isaías, que disse: "Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas!" 

João usava uma roupa feita de pelos de camelo e um cinturão de couro em torno dos rins; comia gafanhotos e mel do campo. Os moradores de Jerusalém, de toda a Judeia e de todos os lugares em volta do rio Jordão vinham ao encontro de João. Confessavam seus pecados e João os batizava no rio Jordão. 

Quando viu muitos fariseus e saduceus vindo para o batismo, João disse-lhes: "Raça de cobras venenosas, quem vos ensinou a fugir da ira que vai chegar? Produzi frutos que provem a vossa conversão. Não penseis que basta dizer: 'Abraão é nosso pai', porque eu vos digo: até mesmo destas pedras Deus pode fazer nascer filhos de Abraão. O machado já está na raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada no fogo. Eu vos batizo com água para a conversão, mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. Eu nem sou digno de carregar suas sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. Ele está com a pá na mão; ele vai limpar sua eira e recolher seu trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga".

No Evangelho deste domingo, somos confrontados pela severidade da vida e da pregação de São João Batista. O último dos profetas, precursor do Salvador, vivia na simplicidade: de vestuário, pois "usava uma roupa feita de pelos de camelo e um cinturão de couro em torno dos rins"; e de alimentos, pois "comia gafanhotos e mel do campo". Não menos duras são as palavras que ele dirige, primeiro aos fariseus e saduceus, os quais ele chama, carinhosamente, de "cobras venenosas"; e depois a todo o povo que se põe a escutá-lo. "O machado já está na raiz das árvores", ele diz, "e toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada no fogo", "no fogo que não se apaga".

A um ouvido e um olhar desatentos, palavras assim poderiam soar contrárias ao espírito do Novo Testamento, à lei da caridade que Cristo veio colocar no lugar da Antiga Lei. A verdade, porém, é que o próprio Senhor se serviu de linguagem semelhante para denunciar as obras infrutíferas das trevas (cf. Ef 5, 11), não poupando xingamentos para repreender as mesmas figuras reprimidas por São João Batista (cf. Mt 23). Quando foi necessário, o Evangelho de São João conta que Jesus chegou a fazer um chicote com cordas para expulsar do templo cambistas e vendedores, que faziam da casa de seu Pai uma casa de comércio (cf. Jo 2, 13-17).

Tais exemplos retirados dos Evangelhos são suficientes para mostrar o erro gnóstico de quem contrapõe o Antigo ao Novo Testamento, o Senhor dos exércitos ao Jesus capturado pelos soldados, a justiça divina à sua infinita misericórdia. Deus não é um para os patriarcas e profetas e outro para os Apóstolos, como queria o heresiarca Marcião de Sinope. Ao contrário, um só e o mesmo Deus é o que liberta o seu povo da escravidão do Egito e o castiga quarenta anos no deserto; um só e o mesmo que põe para fora de seu templo os gananciosos e faz entrar em seu Reino os pobres; um só e o mesmo que "trará justiça para os humildes e uma ordem justa para os homens pacíficos" e, ao mesmo tempo, "fustigará a terra com a força da sua palavra e destruirá o mau com o sopro dos lábios" (Is 11, 3-4).

A doutrina católica abraça, portanto, o todo da verdade a respeito de Deus, sem menosprezar a sua justiça nem abusar de sua bondade, e aquilo que contemplamos na história da salvação, referente à diversidade de leis divinas, repete-se igualmente na história de cada indivíduo tomado em particular. Se os homens passaram a procurar o Céu no lugar de Canaã e a mover-se pelo amor ao invés do temor (cf. Suma Teológica, I-II, q. 91, a. 5), também nós precisamos buscar as alegrias celestes ao invés dos bens terrenos e mover-nos não sob a ameaça do castigo, mas pelo amor de Deus a nós manifestado em Cristo.

O temor de Deus, no entanto, é o princípio da sabedoria (cf. Sl 110, 10) e o primeiro dos dons do Espírito Santo, sobre os quais fala a segunda leitura deste domingo. Para aqueles que ainda não entraram no caminho da salvação, a pregação mais conveniente é aquela que suscita nos corações o temor do Senhor, pois é ele que move a alma a abandonar a vida de pecado e reconciliar-se com Deus. Por isso é tão necessário falar sobre o inferno, ainda nos dias de hoje. Enquanto ainda houver almas se afastando de Deus, cometendo pecados mortais e correndo o risco de se perderem eternamente, esse tema nunca estará "fora de moda", como dizem. A menos, é claro, que consideremos todas as verdades eternas pregadas por Nosso Senhor, pelos Apóstolos e pelos santos, como coisa insignificante ou sem valor. Nesse caso, falta-nos fé e, de todos os homens, somos sem dúvida os mais dignos de lástima, por depositarmos apenas para este mundo a nossa esperança em Cristo (cf. 1Cor 15, 19).

Para termos uma noção mais adequada do que seja o inferno, consideremos a profundidade da nossa alma, que não pode ser plenamente saciada por nada neste universo. Temos dentro de nós um vazio de certo modo infinito, que só Deus pode preencher. Apesar disso, nós em vida não somos capazes de enxergar bem essa verdade e terminamos levando uma vida de "ilusória independência" do Senhor. Quando morremos, porém, essa verdade de nosso ser se manifesta com toda a sua força e, então, se estamos na amizade de Deus e prontos para irmos ao seu encontro, é ao Céu que nos dirigimos; se morremos na graça divina, mas as nossas misérias e imperfeições ainda nos impedem de ascender, nós sofremos e é essa dor o que a Igreja chama de "purgatório"; a alma que partiu deste mundo no pecado, ao contrário, viveu odiando a Deus e é do mesmo modo que passará, tragicamente, a sua eternidade, insultando com todos os seus atos o Único que podia saciar completamente a sua sede existencial.

Uma realidade tão terrível como essa, consequência de nossa liberdade, não pode ser simplesmente silenciada, como se pouco ou nada fosse. É por isso que Nossa Senhora mostrou às três crianças de Fátima o inferno, chamando-as a oferecerem jejuns e orações pelas almas dos pobres pecadores, a fim de que não se perdessem eternamente. Compreendamos bem que nem a possibilidade de uma guerra nuclear e da própria extinção humana podem superar em gravidade a tragédia que é vermo-nos separados eternamente de Deus, o único Bem capaz de completar perfeitamente o nosso ser.

Por isso, recorramos enquanto é tempo à misericórdia divina. Confessemo-nos, mudemos de vida e procuremos a amizade de Deus, acolhendo como misericordioso Salvador Aquele a quem tememos como Juiz!

Padre Paulo Ricardo


O sim, o não e o inferno

A liturgia do Tempo do Advento não somente nos faz recordar as promessas de Deus sobre o Messias, mas também nos vai mostrando os traços da missão desse Salvador tão prometido e tão esperado.

O profeta Isaías usa uma imagem impressionante: do velho tronco de Jessé, isto é, da dinastia já antiga de Davi, nascerá uma hastesinha, modesta, frágil, pequena: um rebento! Querem coisa mais frágil, mais débil? Qualquer criancinha pode, travessa, quebrar, estiolar uma haste… E, no entanto, sobre este rebento tão frágil repousará o Espírito do Senhor. Esta haste é o ungido pelo Espírito, é o Messias, o Cristo de Deus, brotado da Casa de Davi! João, o Batista, dirá no Evangelho de hoje que “ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo”, isto é, com o fogo do Espírito! Só ele pode fazer isso, porque somente ele é pleno do Espírito: “Espírito de sabedoria e discernimento, Espírito de conselho e fortaleza, Espírito de ciência e temor de Deus”. Como é Santo o Messias prometido pela boca dos profetas! Porque pleno do Espírito, ele é justo: ele não julgará pelas aparências nem decidirá somente por ouvir dizer, mas trará a justiça para os humildes e uma ordem justa para os pacíficos”. Eis: ele vem para quem tem um coração pobre, para os que têm consciência que, sozinhos, não poderão nunca levar o peso da vida. Somente os pobres poderão acolhê-lo, reconhecê-lo, alegrar-se com sua chegada: sua justiça é justiça para quem chorou, para quem sentiu fraqueza física, moral, psíquica, econômica ou existencial… “Com justiça ele governe o vosso povo; com equidade ele julgue os vossos pobres. No seus dias a justiça florirá e grande paz até que a lua perca o brilho! Libertará o indigente que suplica, e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. Terá pena do humilde e do infeliz, e a vida dos humildes salvará. Todos os povos serão nele abençoados, todas as gentes cantarão o seu louvor!” Que Rei bendito! Que santo Messias! Que esperança para o nosso coração cansado, para o nosso mundo desiludido! Porque ele vem curar os corações, vem trazer o perdão de Deus, aqueles que o acolherem conhecerão a paz verdadeira: “O lobo e o cordeiro viverão juntos e o leopardo deitar-se-á ao lado do cabrito; o bezerro e o leão comerão juntos e até mesmo uma criança poderá tangê-los. A vaca e o urso pastarão lado a lado, enquanto suas crias descansam juntas; o leão comerá palha como o boi; a criança de peito vai brincar em cima do buraco da cobra venenosa; e o menino desmamado não temerá pôr a mão na toca da serpente. Não haverá danos nem mortes… porque a terra estará repleta da ciência do senhor quanto as águas que cobrem o mar…” Que sonho: uma humanidade reconciliada, um mundo de paz, um homem uma criação em harmonia… Eis o sonho do Messias, eis o dom que ele traz! São Paulo diz, na Carta aos Romanos, que Cristo realiza este sonho prometido. A primeira reconciliação que ele trouxe foi unir num só povo, numa só humanidade, o que antes era dividido: judeus e pagãos. Quem o acolhe agora é parte de um novo povo – a Igreja!

Mas, esta paz precisa ainda aparecer claramente no mundo! E aqui, não nos iludamos: o mundo não conhecerá a paz de verdade, o coração humano não conhecerá o sossego enquanto não acolher de verdade o Cristo do Pai, o Senhor Jesus! O sonho que Deus sonhou para nós e para toda a humanidade ao enviar Jesus, não poderá ser sonhado e realizado sem o nosso “sim”. E o trágico é que o mundo vai dizendo “não”. Este Natal encontrará o mundo mais pagão que o do ano passado… Que pena!

Nós, cristãos, temos, no entanto, uma missão neste mundo, nesta situação atual. Escutemos o profeta: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo! Raça de víboras! Quem vos ensinou a fugir da ira que v ai chegar? Produzi frutos que provem a vossa conversão! O machado está na raiz da árvore e toda aquela que não produzir fruto será cortada e lançada ao fogo!” Caros irmãos, o Advento, tempo de alegre expectativa, é também tempo de juízo. O mundo precisa do nosso testemunho, da nossa palavra de esperança, do nosso modo de viver inspirado no Evangelho! Chega de um bando de cristãos vivendo como todo mundo vive, pecando como todo mundo peca, medíocres como todo mundo é medíocre! Se não dermos frutos, seremos cortados! Vivemos num mundo que não somente é descrente como também zomba da fé: as porcarias das novelas, a corrupção dos governantes, a imoralidade sexual, e dissolução das famílias, a imoralidade da ciência prepotente que se julga senhora do bem e do mal, as calúnias e mentiras contra a Igreja, o modo de viver de quem não tem esperança… E muitos de nós, que nos dizemos crentes, não notamos isso, vivemos numa boa entre os pagãos e como os pagãos… E ainda nos dizemos cristãos!

O roxo desse tempo convida-nos à vigilância, a compreendermos que Aquele que vem com amor, que vem como Salvador, nós o podemos perder para sempre se não nos abrirmos para ele no aqui e no agora de nossa existência. Não brinquemos com a vida que temos: ela poderá ser plenificada pelo Santo Messias com a glória do céu; ou poderá ser perdida para sempre, longe do Cristo de Deus, num total absurdo, a que chamamos inferno! Não esqueçamos: o sonho de Deus é lindo: é de salvação e de paz! Levemo-lo a sério, vivamo-lo e sejamos suas testemunhas no mundo de hoje! Não relaxemos, não desanimemos, não nos cansemos de esperar. Como diz a profecia de Isaías, numa de suas passagens mais misteriosas: “Sentinela, que resta da noite? Sentinela, que resta da noite? A sentinela responde: ‘A manhã vem chagando, mas ainda é noite’. Se quereis perguntar, perguntai! Vinde de novo!” (Is 21,11s). Quanto restará da noite deste mundo? Não sabemos! Mas, a manhã, a aurora radiosa do dia do Messias virá! Nós somos as sentinelas que o Senhor colocou na noite deste mundo. Vigiemos! Ainda que tantas vezes nos perguntemos: Meu Deus, “quanto resta de noite?” O Senhor não nos impede de perguntar: “se quereis perguntar, perguntai…” Mas – atenção! – ele não aceita que percamos a esperança, que deixemos nosso posto de vigia: “Vinde de novo!” eis, novamente, o convite que ele nos faz: Vinde de novo! Recomeçai, retomai a esperança, vigiai: ainda é noite, mas a manhã luminosa vem chegando! Vem, Senhor Jesus! Vem, ó Santo Messias! Tem piedade de nós! Amém.

Dom Henrique Soares