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A ilusão de ser como Deus (05-03-2017)

Primeira Leitura:
PENTATEUCO: Livro do Gênesis (Gn), capítulo 2
(7) O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou um ser vivente. (8) Ora, o Senhor Deus tinha plantado um jardim no Éden, do lado do oriente, e colocou nele o homem que havia criado. (9) O Senhor Deus fez brotar da terra toda sorte de árvores, de aspecto agradável, e de frutos bons para comer, e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore da ciência do bem e do mal.
PENTATEUCO: Livro do Gênesis (Gn), capítulo 3
(1) A serpente era o mais astuto de todos os animais dos campos que o Senhor Deus tinha formado. Ela disse a mulher: É verdade que Deus vos proibiu comer do fruto de toda árvore do jardim?” (2) A mulher respondeu-lhe: Podemos comer do fruto das árvores do jardim. (3) Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: Vós não comereis dele, nem o tocareis, para que não morrais.” (4) “Oh, não! – tornou a serpente – vós não morrereis! (5) Mas Deus bem sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão, e sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal.” (6) A mulher, vendo que o fruto da árvore era bom para comer, de agradável aspecto e mui apropriado para abrir a inteligência, tomou dele, comeu, e o apresentou também ao seu marido, que comeu igualmente. (7) Então os seus olhos abriram-se, e, vendo que estavam nus, tomaram folhas de figueira, ligaram-nas e fizeram cinturas para si.

Segunda Leitura:
EPÍSTOLAS DE SÃO PAULO: Epístola de São Paulo aos Romanos (Rm), capítulo 5
(12) Por isso, como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todo o gênero humano, porque todos pecaram... (13) De fato, até a lei o mal estava no mundo. Mas o mal não é imputado quando não há lei. (14) No entanto, desde Adão até Moisés reinou a morte, mesmo sobre aqueles que não pecaram à imitação da transgressão de Adão (o qual é figura do que havia de vir). (15) Mas, com o dom gratuito, não se dá o mesmo que com a falta. Pois se a falta de um só causou a morte de todos os outros, com muito mais razão o dom de Deus e o benefício da graça obtida por um só homem, Jesus Cristo, foram concedidos copiosamente a todos. (16) Nem aconteceu com o dom o mesmo que com as conseqüências do pecado de um só: a falta de um só teve por conseqüência um veredicto de condenação, ao passo que, depois de muitas ofensas, o dom da graça atrai um juízo de justificação. (17) Se pelo pecado de um só homem reinou a morte (por esse único homem), muito mais aqueles que receberam a abundância da graça e o dom da justiça reinarão na vida por um só, que é Jesus Cristo! (18) Portanto, como pelo pecado de um só a condenação se estendeu a todos os homens, assim por um único ato de justiça recebem todos os homens a justificação que dá a vida. (19) Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos.
EVANGELHOS: Evangelho segundo São Mateus (Mt), capítulo 4
(1) Em seguida, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo demônio.
(2) Jejuou quarenta dias e quarenta noites. Depois, teve fome.
(3) O tentador aproximou-se dele e lhe disse: Se és Filho de Deus, ordena que estas pedras se tornem pães.
(4) Jesus respondeu: Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus (Dt 8,3).
(5) O demônio transportou-o à Cidade Santa, colocou-o no ponto mais alto do templo e disse-lhe:
(6) Se és Filho de Deus, lança-te abaixo, pois está escrito: Ele deu a seus anjos ordens a teu respeito, proteger-te-ão com as mãos, com cuidado, para não machucares o teu pé em alguma pedra (Sl 90,11s).
(7) Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus (Dt 6,16).
(8) O demônio transportou-o uma vez mais, a um monte muito alto, e lhe mostrou todos os reinos do mundo e a sua glória, e disse-lhe:
(9) Dar-te-ei tudo isto se, prostrando-te diante de mim, me adorares.
(10) Respondeu-lhe Jesus: Para trás, Satanás, pois está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás (Dt 6,13).
(11) Em seguida, o demônio o deixou, e os anjos aproximaram-se dele para servi-lo.
Homilia do : Padre Paulo Ricardo
Homilia do Padre Miguel:---
Presbíteros: Ver Roteiro Homilético
Ver Homilia de Dom Henrique Soares
Ver Homilia de Mons. José Maria
Ver Homilia do Pe. Françoá Costa
Canção Nova: Homilia

1.º Domingo da Quaresma - Por que somos tentados?

Foi logo após receber o batismo que Cristo foi conduzido ao deserto para ser tentado pelo diabo. Também a nós, é especialmente depois que fomos agraciados com o dom da fé e com a graça dos sacramentos, que nos advêm, por misteriosa permissão divina, as tentações do inimigo de Deus. Mas por que são tão violentamente testados justamente aqueles que receberam da Igreja a graça espiritual? Por que o Espírito conduz ao deserto das provações todos aqueles que querem imitar o Salvador?

É o que Padre Paulo Ricardo explica nesta pregação, a partir das preciosas lições de Santo Tomás de Aquino.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
4, 1-11)

Naquele tempo, o Espírito conduziu Jesus ao deserto, para ser tentado pelo diabo. Jesus jejuou durante quarenta dias e quarenta noites, e, depois disso, teve fome. Então, o tentador aproximou-se e disse a Jesus: "Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães!" Mas Jesus respondeu: "Está escrito: 'Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus'".

Então o diabo levou Jesus à Cidade Santa, colocou-o sobre a parte mais alta do Templo, e lhe disse: "Se és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo! Porque está escrito: 'Deus dará ordens aos seus anjos a teu respeito, e eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra'". Jesus lhe respondeu: "Também está escrito: 'Não tentarás o Senhor teu Deus!'"

Novamente, o diabo levou Jesus para um monte muito alto. Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e sua glória, e lhe disse: "Eu te darei tudo isso, se te ajoelhares diante de mim, para me adorar". Jesus lhe disse: "Vai-te embora, Satanás, porque está escrito: 'Adorarás ao Senhor, teu Deus, e somente a ele prestarás culto'". Então o diabo o deixou. E os anjos se aproximaram e serviram a Jesus.

Todos os anos, na primeira semana da Quaresma, a Igreja proclama em sua liturgia dominical a passagem das tentações de Cristo. Ano passado, a partir da narração de São Lucas Evangelista, servimo-nos de Santo Tomás de Aquino como guia e intérprete desse episódio; este ano, o Evangelho é de São Mateus, mas o doutor que nos ajudará a compreender esse acontecimento da vida de Nosso Senhor é o mesmo (cf. Comentário ao Evangelho de São Mateus, c. 4, l. 1).

Primeiro, Jesus foi conduzido ao deserto "quando já tinha sido declarado pela voz paterna como Filho de Deus, com o que se dá a entender que a tentação é iminente para aqueles que se tornam filhos de Deus pelo Batismo, conforme palavra do Eclesiástico (2, 1): 'Filho, ao entrares para o serviço do Senhor, prepara a tua alma para a tentação'".

Para dizer a verdade, todos os que recebem de Deus a graça espiritual são chamados para esse combate contra Satanás, motivo pelo qual o Aquinate chega a confirmar a possibilidade de o sacramento da Confirmação ser ministrado também às crianças, já que elas são capazes de pecar tão logo alcançada a idade da razão (cf. Suma Teológica, III, q. 72, a. 8; Sobre as Sentenças, IV, dist. 7, q. 3, a. 2; Exposição sobre o Símbolo dos Apóstolos, art. 10 [990]). A Quaresma é então esse tempo de luta intensa, representativo de nossa existência neste mundo, dado que "é uma luta a vida do homem sobre a terra" ( 7, 1). Embora esses quarenta dias que antecedem a Páscoa do Senhor sejam um tempo forte especialmente escolhido para vivermos a oração e a penitência, a verdade é que não devemos descuidar dessas práticas nunca, pois os inimigos de nossa alma não dão trégua em sua luta para perder as nossas almas.

Segundo, Nosso Senhor foi conduzido ao deserto. "Este deserto — explica Santo Tomás — era entre Jerusalém e Jericó, onde muitos eram assassinados e do qual falou Jesus ao contar a parábola do bom samaritano (cf. Lc 10, 30): 'Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes, que lhe arrancaram tudo, espancaram-no e foram-se embora, deixando-o quase morto'".

Tragédia semelhante à que se deu com o homem da parábola é a que aconteceu com o povo de Israel, antes de entrar na Terra Prometida, e também a que se passa conosco no "deserto" desta vida. Depois de atravessarem as águas do Mar Vermelho, por muitas provações tiveram que passar os israelitas até entrarem na posse de Canaã; também nós, depois de atravessarmos as águas do santo Batismo, muitos combates devemos travar até entrarmos na posse do Reino dos céus.

Por sua vez, o número 40, expresso em todos esses episódios — inclusive no tempo em que Jesus passou jejuando e rezando no deserto —, vem carregado de significados. Um deles é trazido por Santo Tomás, conforme observação de São Gregório Magno: "Esse número é instituído pela Igreja para o jejum porque por ele pagamos o dízimo de todo o ano: do primeiro domingo até a Páscoa são 36 dias de jejum, os quais constituem a décima parte do ano, faltando seis dias. Por isso, desde muito tempo foi adicionado um meio dia, no qual se jejuava até a meia-noite do Sábado Santo".

A reflexão mais importante, porém, do Doutor Angélico para este Evangelho, começa a partir de agora, quando ele apresenta cinco razões básicas pelas quais Deus permite que sejam tentados por Satanás aqueles que recebem a graça espiritual:

  1. "A fim de que seja provada a sua justiça, pois, como diz a Vulgata, 'quem não é tentado, como se sabe que é bom?' (Eclo 34, 9)".
  2. "A fim de que seja reprimida a sua soberba, como aconteceu com o Apóstolo: 'Para que a grandeza das revelações não me enchesse de orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás, para me esbofetear' (2Cor 12, 7)".
  3. "A fim de que seja confundido o Diabo (para que saiba quão grande é a virtude de Cristo, a qual não pode superar), e disso se tem como exemplo a história do servo Jó (cf. 1, 8ss)";
  4. "A fim de que voltem mais fortes os cristãos, assim como voltam mais fortes da guerra os soldados"; e
  5. "A fim de que reconheçam a sua dignidade, porque, quando o Diabo assalta alguém, isso é motivo de honra, dado o seu alvo serem os santos".

E quem são os santos, senão aqueles que, pelo santo Batismo, ingressaram no Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja? Quem são eles, senão os santos Padres do Deserto — os seguidores de Santo Antão —, senão os sacerdotes das grandes tentações — como o Cura d'Ars e São Pio de Pietrelcina —, senão nós mesmos que, assistidos pela graça de Deus, fomos predestinados por Ele para a glória do Céu?

Grande é a nossa dignidade, caríssimos irmãos! O nosso preço é o sangue de um Deus. Peçamos a Ele, pois, a graça de vivermos conforme sua santíssima vontade e correspondermos, dia após dia, ao amor tão elevado com que Ele nos amou. Amém.

Padre Paulo Ricardo


A ilusão de ser como Deus

Logo no início deste santo caminho para a Páscoa, a Palavra de Deus nos desvenda dois mistérios tremendos: o mistério da piedade e o mistério da iniqüidade! Esses dois mistérios atravessam a história humana e se interpenetram misteriosamente; dois mistérios que nos atingem e marcam nossa vida, e esperam nossa decisão, nossa atitude, nossa escolha! Um é mistério de vida; o outro, mistério de morte.

Comecemos pelo mistério da iniqüidade: “O pecado entrou no mundo por um só homem. Através do pecado, entrou a morte. E a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”. Eis! A vida que vivemos, a vida da humanidade é uma vida de morte, ferida por tantas contradições, por tantas ameaças físicas, psíquicas, morais… Viver tornou-se uma luta e, se é verdade que a vida vale a pena ser vivida, não é menos verdade que ela também tem muito de peso, de dor, de pranto, de fardo danado. Mas, como isso foi possível? Escutemos a primeira leitura: “O Senhor Deus formou o homem do pó da terra, soprou-lhe nas narinas o sopro da vida e o homem tornou-se um ser vivente”. Somos obra de Deus, do seu amor gratuito: do nada ele nos tirou e encheu-nos de vida. Mais ainda: “O Senhor Deus plantou um jardim em Éden, ao oriente, e ali pôs o homem que havia formado”. Vede: o Senhor não somente nos tirou do pó do nada, não somente nos encheu de vida; também nos colocou no jardim de delícias, pensou nossa vida como vida de verdade toda banhada pela luz do oriente. E mais: nosso Deus passeava no jardim à brisa do dia (cf. Gn 3,8), como amigo do homem. Eis o mistério da piedade, o projeto que Deus concebeu para nós desde o início, apresentado pela Palavra de modo poético e simbólico: um Deus que é Deus de amor, de ternura, de carinho, de respeito pela sua criatura, com a qual ele deseja estabelecer uma parceria; um homem chamado a ser plenamente homem: feliz na comunhão com Deus, feliz em ter no seu Deus sua plenitude e sua vida; homem plenamente homem nos limites de homem. O homem é homem, não é Deus! Somente o Senhor Deus é o Senhor do Bem e do Mal. Por isso as duas árvores no Éden: a do conhecimento do Bem e do Mal (isto é, o poder de decidir por si mesmo o que é bem ou mal, certo ou errado) e a árvore da Vida (da vida plena, da vida divina). Se o homem confiasse em Deus, se cumprisse seu preceito, se reconhecesse seus limites, um dia comeria do fruto da árvore da Vida…

Mas, o homem foi seduzido; é seduzido inda agora: deseja ser seu próprio Deus, sem nenhum limite, sem nenhuma abertura à graça! Somente sua vontade lhe importa, somente sua medida! Hoje, como no princípio, ele pensa que é a medida de todas as coisas! Eis aqui o seu pecado! O Diabo o seduz: primeiro distorce o preceito de Deus (“É verdade que Deus vos disse: ‘Não comereis de nenhuma das árvores do jardim’?”), semeando no coração do homem a desconfiança e o sentimento de inferioridade; depois, mente descaradamente:“Não! Vós não morrereis! Vossos olhos se abrirão e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal!” Ser como Deus, decidindo de modo autônomo o que é certo e o que é errado; decidindo que a libertinagem é um bem, que as aventuras com embriões humanos, que o aborto, que a infidelidade feita de preservativos, são um bem… Decidindo loucamente que levar a sério a religião e a Palavra de Deus é um mal… Ser como Deus… Eis nosso sonho, nossa loucura, nossa mais triste ilusão! Tudo tão atraente, tudo tão apto para dar conhecimento, autonomia, felicidade… O resultado: os olhos dos dois se abriram: estavam nus… estamos nus… somos pó e, por nós mesmos, ao pó tornaremos, inapelavelmente!

Então, nosso destino é a morte? Não há saída para a humanidade? O mistério da iniqüidade destruiu o mistério da piedade? Não! De modo algum! Ao contrário: revelou-o ainda mais: “A transgressão de um só levou a multidão humana à morte; ma foi de modo bem superior que a graça de Deus… concedida através de Jesus Cristo, se derramou em abundância sobre todos. Por um só homem a morte começou a reinar. Muito mais reinarão na vida, pela mediação de um só, Jesus Cristo, os que recebem o dom gratuito e superabundante da justiça”. Eis aqui o mistério tão grande, o mistério da piedade, o centro da nossa fé: em Cristo revelou-se todo o amor de Deus para conosco; pela obediência de Cristo a nossa desobediência é redimida; pela morte de Cristo na árvore da cruz, nós temos acesso ao fruto da Vida, da Vida plena, da Vida em abundância, da Vida que nunca haverá de se acabar! Pela obediência de Cristo, pelo dom do seu Espírito, nós temos a vida divina, nós somos divinizados, somos, por pura graça, aquilo que queríamos ser de modo autônomo e soberbo! Assim, manifestou-se a justiça de Deus: em Jesus morto e ressuscitado por nós – e só nele! – a humanidade encontra vida!

Mas, esta salvação em Jesus teve alto preço: a encarnação do Filho de Deus e sua humilde obediência, até a morte e morte de cruz. O Senhor desfez o nó da nossa desobediência, da nossa auto-suficiência, da nossa prepotência, renunciando ser o senhor de sua existência humana: ele acolheu a proposta do Pai, ele se fez obediente: à glória do pão (dos bens materiais, dos prazeres, do conforto) ele preferiu a Palavra do Pai como único sentido e única orientação de sua vida; à glória do sucesso (a honra, a fama, o aplauso), ele preferiu a humildade de não tentar Deus; à glória do poder (da força, das amizades poderosas e influentes, do prestígio político para impor e conseguir tudo) ele preferiu o compromisso absoluto e total com o Absoluto de Deus somente. Assim, Cristo Jesus, o Homem novo, o novo Adão (de quem o primeiro era somente figura e sombra) abriu-nos o caminho da obediência que nos faz retornar ao Pai!

Este é também o nosso caminho. Nossa vocação é entrar, participar, da obediência de Cristo pela oração, a penitência e a caridade fraterna para sermos herdeiros de sua vitória pascal! Este sagrado tempo que estamos iniciando é tempo de combate espiritual, para que voltemos, pelo caminho da obediência Àquele de quem nos afastamos pela covardia da desobediência. Convertamo-nos, portanto! Deixemos a teimosia e a ilusão de achar que nos bastamos a nós mesmos! Sinceramente, abracemos os sentimentos de Cristo, percorramos o caminho de Cristo, convertamo-nos a Cristo!

Concluamos com as palavras da Coleta de hoje: “Concedei-nos, ó Deus onipotente, que, ao longo desta quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder ao seu amor por uma vida santa”. Amém.

Dom Henrique Soares