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Da cruz à ressurreição, EU SOU! (09-04-2017)

Primeira Leitura:
PROFETAS MAIORES: Livro de Isaías (Is), capítulo 50
(4) O Senhor Deus deu-me a língua de um discípulo para que eu saiba reconfortar pela palavra o que está abatido. Cada manhã ele desperta meus ouvidos para que escute como discípulo, (5) (o Senhor Deus abriu-me o ouvido) e eu não relutei, não me esquivei. (6) Aos que me feriam, apresentei as espáduas, e as faces àqueles que me arrancavam a barba, não desviei o rosto dos ultrajes e dos escarros. (7) Mas o Senhor Deus vem em meu auxílio: eis por que não me senti desonrado, enrijeci meu rosto como uma pedra, convicto de não ser desapontado.

Segunda Leitura:
EPÍSTOLAS DE SÃO PAULO: Epístola aos Filipenses (Fl), capítulo 2
(6) Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, (7) mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. (8) E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. (9) Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, (10) para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. (11) E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor.
EVANGELHOS: Evangelho segundo São Mateus (Mt), capítulo 21
(1) Aproximavam-se de Jerusalém. Quando chegaram a Betfagé, perto do monte das Oliveiras, Jesus enviou dois de seus discípulos,
(2) dizendo-lhes: Ide à aldeia que está defronte. Encontrareis logo uma jumenta amarrada e com ela seu jumentinho. Desamarrai-os e trazei-mos.
(3) Se alguém vos disser qualquer coisa, respondei-lhe que o Senhor necessita deles e que ele sem demora os devolverá.
(4) Assim, neste acontecimento, cumpria-se o oráculo do profeta:
(5) Dizei à filha de Sião: Eis que teu rei vem a ti, cheio de doçura, montado numa jumenta, num jumentinho, filho da que leva o jugo (Zc 9,9).
(6) Os discípulos foram e executaram a ordem de Jesus.
(7) Trouxeram a jumenta e o jumentinho, cobriram-nos com seus mantos e fizeram-no montar.
(8) Então a multidão estendia os mantos pelo caminho, cortava ramos de árvores e espalhava-os pela estrada.
(9) E toda aquela multidão, que o precedia e que o seguia, clamava: Hosana ao filho de Davi! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!
(10) Quando ele entrou em Jerusalém, alvoroçou-se toda a cidade, perguntando: Quem é este?
(11) A multidão respondia: É Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia.

EVANGELHOS: Evangelho segundo São Mateus (Mt), capítulo 26
(14) Então um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes e perguntou-lhes:
(15) Que quereis dar-me e eu vo-lo entregarei. Ajustaram com ele trinta moedas de prata.
(16) E desde aquele instante, procurava uma ocasião favorável para entregar Jesus.
(17) No primeiro dia dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe: Onde queres que preparemos a ceia pascal?
(18) Respondeu-lhes Jesus: Ide à cidade, à casa de um tal, e dizei-lhe: O Mestre manda dizer-te: Meu tempo está próximo. É em tua casa que celebrarei a Páscoa com meus discípulos.
(19) Os discípulos fizeram o que Jesus tinha ordenado e prepararam a Páscoa.
(20) Ao declinar da tarde, pôs-se Jesus à mesa com os doze discípulos.
(21) Durante a ceia, disse: Em verdade vos digo: um de vós me há de trair.
(22) Com profunda aflição, cada um começou a perguntar: Sou eu, Senhor?
(23) Respondeu ele: Aquele que pôs comigo a mão no prato, esse me trairá.
(24) O Filho do Homem vai, como dele está escrito. Mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem é traído! Seria melhor para esse homem que jamais tivesse nascido!
(25) Judas, o traidor, tomou a palavra e perguntou: Mestre, serei eu? Sim, disse Jesus.
(26) Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo.
(27) Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos,
(28) porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.
(29) Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai.
(30) Depois do canto dos Salmos, dirigiram-se eles para o monte das Oliveiras.
(31) Disse-lhes então Jesus: Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda, porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas (Zc 13,7).
(32) Mas, depois da minha Ressurreição, eu vos precederei na Galiléia.
(33) Pedro interveio: Mesmo que sejas para todos uma ocasião de queda, para mim jamais o serás.
(34) Disse-lhe Jesus: Em verdade te digo: nesta noite mesma, antes que o galo cante, três vezes me negarás.
(35) Respondeu-lhe Pedro: Mesmo que seja necessário morrer contigo, jamais te negarei! E todos os outros discípulos diziam-lhe o mesmo.
(36) Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsêmani e disse-lhes: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar.
(37) E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se.
(38) Disse-lhes, então: Minha alma está triste até a morte. Ficai aqui e vigiai comigo.
(39) Adiantou-se um pouco e, prostrando-se com a face por terra, assim rezou: Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres.
(40) Foi ter então com os discípulos e os encontrou dormindo. E disse a Pedro: Então não pudestes vigiar uma hora comigo...
(41) Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.
(42) Afastou-se pela segunda vez e orou, dizendo: Meu Pai, se não é possível que este cálice passe sem que eu o beba, faça-se a tua vontade!
(43) Voltou ainda e os encontrou novamente dormindo, porque seus olhos estavam pesados.
(44) Deixou-os e foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras.
(45) Voltou então para os seus discípulos e disse-lhes: Dormi agora e repousai! Chegou a hora: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores...
(46) Levantai-vos, vamos! Aquele que me trai está perto daqui.
(47) Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze, e com ele uma multidão de gente armada de espadas e cacetes, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo.
(48) O traidor combinara com eles este sinal: Aquele que eu beijar, é ele. Prendei-o!
(49) Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse: Salve, Mestre. E beijou-o.
(50) Disse-lhe Jesus: É, então, para isso que vens aqui? Em seguida, adiantaram-se eles e lançaram mão em Jesus para prendê-lo.
(51) Mas um dos companheiros de Jesus desembainhou a espada e feriu um servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha.
(52) Jesus, no entanto, lhe disse: Embainha tua espada, porque todos aqueles que usarem da espada, pela espada morrerão.
(53) Crês tu que não posso invocar meu Pai e ele não me enviaria imediatamente mais de doze legiões de anjos?
(54) Mas como se cumpririam então as Escrituras, segundo as quais é preciso que seja assim?
(55) Depois, voltando-se para a turba, falou: Saístes armados de espadas e
(56) Mas tudo isto aconteceu porque era necessário que se cumprissem os oráculos dos profetas. Então os discípulos o abandonaram e fugiram.
(57) Os que haviam prendido Jesus levaram-no à casa do sumo sacerdote Caifás, onde estavam reunidos os escribas e os anciãos do povo.
(58) Pedro seguia-o de longe, até o pátio do sumo sacerdote. Entrou e sentou-se junto aos criados para ver como terminaria aquilo.
(59) Enquanto isso, os príncipes dos sacerdotes e todo o conselho procuravam um falso testemunho contra Jesus, a fim de o levarem à morte.
(60) Mas não o conseguiram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas.
(61) Por fim, apresentaram-se duas testemunhas, que disseram: Este homem disse: Posso destruir o templo de Deus e reedificá-lo em três dias.
(62) Levantou-se o sumo sacerdote e lhe perguntou: Nada tens a responder ao que essa gente depõe contra ti?
(63) Jesus, no entanto, permanecia calado. Disse-lhe o sumo sacerdote: Por Deus vivo, conjuro-te que nos digas se és o Cristo, o Filho de Deus?
(64) Jesus respondeu: Sim. Além disso, eu vos declaro que vereis doravante o Filho do Homem sentar-se à direita do Todo-poderoso, e voltar sobre as nuvens do céu.
(65) A estas palavras, o sumo sacerdote rasgou suas vestes, exclamando: Que necessidade temos ainda de testemunhas? Acabastes de ouvir a blasfêmia!
(66) Qual o vosso parecer? Eles responderam: Merece a morte!
(67) Cuspiram-lhe então na face, bateram-lhe com os punhos e deram-lhe tapas,
(68) dizendo: Adivinha, ó Cristo: quem te bateu?
(69) Enquanto isso, Pedro estava sentado no pátio. Aproximou-se dele uma das servas, dizendo: Também tu estavas com Jesus, o Galileu.
(70) Mas ele negou publicamente, nestes termos: Não sei o que dizes.
(71) Dirigia-se ele para a porta, a fim de sair, quando outra criada o viu e disse aos que lá estavam: Este homem também estava com Jesus de Nazaré.
(72) Pedro, pela segunda vez, negou com juramento: Eu nem conheço tal homem.
(73) Pouco depois, os que ali estavam aproximaram-se de Pedro e disseram: Sim, tu és daqueles, teu modo de falar te dá a conhecer.
(74) Pedro então começou a fazer imprecações, jurando que nem sequer conhecia tal homem. E, neste momento, cantou o galo.
(75) Pedro recordou-se do que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, negar-me-ás três vezes. E saindo, chorou amargamente.

EVANGELHOS: Evangelho segundo São Mateus (Mt), capítulo 27
(1) Chegando a manhã, todos os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo reuniram-se em conselho para entregar Jesus à morte.
(2) Ligaram-no e o levaram ao governador Pilatos.
(3) Judas, o traidor, vendo-o então condenado, tomado de remorsos, foi devolver aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos as trinta moedas de prata,
(4) dizendo-lhes: Pequei, entregando o sangue de um justo. Responderam-lhe: Que nos importa? Isto é lá contigo!
(5) Ele jogou então no templo as moedas de prata, saiu e foi enforcar-se.
(6) Os príncipes dos sacerdotes tomaram o dinheiro e disseram: Não é permitido lançá-lo no tesouro sagrado, porque se trata de preço de sangue.
(7) Depois de haverem deliberado, compraram com aquela soma o campo do Oleiro, para que ali se fizesse um cemitério de estrangeiros.
(8) Esta é a razão por que aquele terreno é chamado, ainda hoje, Campo de Sangue.
(9) Assim se cumpriu a profecia do profeta Jeremias: Eles receberam trinta moedas de prata, preço daquele cujo valor foi estimado pelos filhos de Israel,
(10) e deram-no pelo campo do Oleiro, como o Senhor me havia prescrito.
(11) Jesus compareceu diante do governador, que o interrogou: És o rei dos judeus? Sim, respondeu-lhe Jesus.
(12) Ele, porém, nada respondia às acusações dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos.
(13) Perguntou-lhe Pilatos: Não ouves todos os testemunhos que levantam contra ti?
(14) Mas, para grande admiração do governador, não quis responder a nenhuma acusação.
(15) Era costume que o governador soltasse um preso a pedido do povo em cada festa de Páscoa.
(16) Ora, havia naquela ocasião um prisioneiro famoso, chamado Barrabás.
(17) Pilatos dirigiu-se ao povo reunido: Qual quereis que eu vos solte: Barrabás ou Jesus, que se chama Cristo?
(18) (Ele sabia que tinham entregue Jesus por inveja.)
(19) Enquanto estava sentado no tribunal, sua mulher lhe mandou dizer: Nada faças a esse justo. Fui hoje atormentada por um sonho que lhe diz respeito.
(20) Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo que pedisse a libertação de Barrabás e fizesse morrer Jesus.
(21) O governador tomou então a palavra: Qual dos dois quereis que eu vos solte? Responderam: Barrabás!
(22) Pilatos perguntou: Que farei então de Jesus, que é chamado o Cristo? Todos responderam: Seja crucificado!
(23) O governador tornou a perguntar: Mas que mal fez ele? E gritavam ainda mais forte: Seja crucificado!
(24) Pilatos viu que nada adiantava, mas que, ao contrário, o tumulto crescia. Fez com que lhe trouxessem água, lavou as mãos diante do povo e disse: Sou inocente do sangue deste homem. Isto é lá convosco!
(25) E todo o povo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!
(26) Libertou então Barrabás, mandou açoitar Jesus e lho entregou para ser crucificado.
(27) Os soldados do governador conduziram Jesus para o pretório e rodearam-no com todo o pelotão.
(28) Arrancaram-lhe as vestes e colocaram-lhe um manto escarlate.
(29) Depois, trançaram uma coroa de espinhos, meteram-lha na cabeça e puseram-lhe na mão uma vara. Dobrando os joelhos diante dele, diziam com escárnio: Salve, rei dos judeus!
(30) Cuspiam-lhe no rosto e, tomando da vara, davam-lhe golpes na cabeça.
(31) Depois de escarnecerem dele, tiraram-lhe o manto e entregaram-lhe as vestes. Em seguida, levaram-no para o crucificar.
(32) Saindo, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, a quem obrigaram a levar a cruz de Jesus.
(33) Chegaram ao lugar chamado Gólgota, isto é, lugar do crânio.
(34) Deram-lhe de beber vinho misturado com fel. Ele provou, mas se recusou a beber.
(35) Depois de o haverem crucificado, dividiram suas vestes entre si, tirando a sorte. Cumpriu-se assim a profecia do profeta: Repartiram entre si minhas vestes e sobre meu manto lançaram a sorte (Sl 21,19).
(36) Sentaram-se e montaram guarda.
(37) Por cima de sua cabeça penduraram um escrito trazendo o motivo de sua crucificação: Este é Jesus, o rei dos judeus.
(38) Ao mesmo tempo foram crucificados com ele dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda.
(39) Os que passavam o injuriavam, sacudiam a cabeça e diziam:
(40) Tu, que destróis o templo e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!
(41) Os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos também zombavam dele:
(42) Ele salvou a outros e não pode salvar-se a si mesmo! Se é rei de Israel, desça agora da cruz e nós creremos nele!
(43) Confiou em Deus, Deus o livre agora, se o ama, porque ele disse: Eu sou o Filho de Deus!
(44) E os ladrões, crucificados com ele, também o ultrajavam.
(45) Desde a hora sexta até a nona, cobriu-se toda a terra de trevas.
(46) Próximo da hora nona, Jesus exclamou em voz forte: Eli, Eli, lammá sabactáni? - o que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?
(47) A estas palavras, alguns dos que lá estavam diziam: Ele chama por Elias.
(48) Imediatamente um deles tomou uma esponja, embebeu-a em vinagre e apresentou-lha na ponta de uma vara para que bebesse.
(49) Os outros diziam: Deixa! Vejamos se Elias virá socorrê-lo.
(50) Jesus de novo lançou um grande brado, e entregou a alma.
(51) E eis que o véu do templo se rasgou em duas partes de alto a baixo, a terra tremeu, fenderam-se as rochas.
(52) Os sepulcros se abriram e os corpos de muitos justos ressuscitaram.
(53) Saindo de suas sepulturas, entraram na Cidade Santa depois da ressurreição de Jesus e apareceram a muitas pessoas.
(54) O centurião e seus homens que montavam guarda a Jesus, diante do estremecimento da terra e de tudo o que se passava, disseram entre si, possuídos de grande temor: Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus!
(55) Havia ali também algumas mulheres que de longe olhavam, tinham seguido Jesus desde a Galiléia para o servir.
(56) Entre elas se achavam Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.
(57) À tardinha, um homem rico de Arimatéia, chamado José, que era também discípulo de Jesus,
(58) foi procurar Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos cedeu-o.
(59) José tomou o corpo, envolveu-o num lençol branco
(60) e o depositou num sepulcro novo, que tinha mandado talhar para si na rocha. Depois rolou uma grande pedra à entrada do sepulcro e foi-se embora.
(61) Maria Madalena e a outra Maria ficaram lá, sentadas defronte do túmulo.
(62) No dia seguinte - isto é, o dia seguinte ao da Preparação -, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus dirigiram-se todos juntos à casa de Pilatos.
(63) E disseram-lhe: Senhor, nós nos lembramos de que aquele impostor disse, enquanto vivia: Depois de três dias ressuscitarei.
(64) Ordena, pois, que seu sepulcro seja guardado até o terceiro dia. Os seus
(65) Respondeu Pilatos: Tendes uma guarda. Ide e guardai-o como o entendeis.
(66) Foram, pois, e asseguraram o sepulcro, selando a pedra e colocando guardas.
Homilia do : Padre Paulo Ricardo
Homilia do Padre Miguel:---
Presbíteros: Ver Roteiro Homilético
Ver Comentário Exegético
Ver Homilia de Dom Henrique Soares
Ver Homilia de Mons. José Maria
Ver Homilia do Pe. Françoá Costa
Canção Nova: Homilia

Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor - Alma cristã, aceita a tua cruz!

Evangelho para a Procissão de Ramos: Mt 21, 1-11.
Anúncio do Evangelho da Paixão do Senhor: Mt 27, 11-54.

Existe algo de satânico em um cristão que idealiza a sua fé prescindindo do mistério da Cruz. Foi o que ensinou Nosso Senhor quando, rechaçando severamente as censuras de São Pedro à sua Paixão, disse: "Vai para trás de mim, Satanás!"

Por isso, nesta homilia para o Domingo de Ramos e da Paixão, Padre Paulo Ricardo nos mostra como podemos acolher com alegria as cruzes que, para a nossa santificação, Deus amorosamente nos envia.

Padre Paulo Ricardo


Da cruz à ressurreição, EU SOU!

Para a Procissão de Ramos:

Mt 21,1-11

“Dizei à filha de Sião: ‘Eis que o teu rei vem a ti, manso e montado num jumento, num jumentinho, num potro de jumenta!” – Assim, caríssimos irmãos, o nosso Jesus entra hoje em Jerusalém para sofrer sua paixão e fazer sua Páscoa deste mundo para o Pai.

Jerusalém é a cidade do Messias; nele deveria manifestar-se o Reino de Deus. O Senhor Jesus, ao entrar nela de modo solene, realiza a esperança de Israel. Por isso o povo grita: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!” Hoje, com nossos ramos levados em procissão, fazemos solene memória desse acontecimento e proclamamos com nossos cânticos que Jesus é o Messias prometido! Também nós cantaremos daqui a pouco: Hosana ao Filho de Davi!

Mas, atenção! Este Messias não vem como rei potente, num majestoso cavalo de guerra, símbolo de força e poder! Ele vem num burrico, usado pelos servos nos seus duros trabalhos. Ele vem como manso e humilde servo! Eis o escândalo que Israel não suporta! Esperava-se um Messias que fosse Rei potente e Deus envia um servo humilde e frágil! Que lógica, a de Deus! E, misteriosamente, Israel não consegue compreendê-la e refutará Jesus! Mas, e nós, compreendemos de verdade essa lógica? Hoje, seguir o Cristo em procissão é estar dispostos a aceita-lo como Messias que tem como trono a cruz e como coroa os espinhos! Segui-lo pela rua é comprometer-se a segui-lo pela vida! Caso contrário, nossa liturgia não passará de um teatro vazio…

Vamos com Jesus! Aclamemos Jesus! E quando na vida, a cruz vier, a dor vier, os espinhos vierem, tomemos nas mãos os ramos que levaremos hoje para nossas casas e recordemos que nos comprometemos a seguir o Cristo até a morte e morte de cruz, para chegarmos à Páscoa da Ressurreição!

Para a Missa da Paixão:

Is 50,4-7
Sl 21
Fl 2,6-11
Mt 26,14 – 27,66

O mistério que hoje estamos celebrando – a Paixão e Morte do Senhor – e vamos celebrar de modo mais pausado e contemplativo nesses dias da Grande Semana, foi resumido de modo admirável na segunda leitura desta Eucaristia: o Filho, sendo Deus, tomou a forma de servo e fez-se obediente ao Pai por nós até a morte de cruz. E o Pai o exaltou e deu-lhe um nome acima de todo nome, para nossa salvação! Eis o mistério! Eis a salvação que nos foi dada!

Mas isso custou ao Senhor! É sempre assim: os ideais são lindos; coloca-los na vida, na carne de nossa existência, requer renúncia, lágrimas, sangue! O Filho, para nos salvar, teve que aprender como um discípulo, teve que oferecer as costas aos verdugos e o rosto às bofetadas! Que ideal tão alto; que caminho tão baixo! Que ideal tão sublime, que meios tão trágicos!

Foi assim com o nosso Jesus; é assim conosco! É na dor da carne da vida que o Senhor nos convida a participar da sua cruz e caminhar com ele para a ressurreição. Infelizmente, nós, que aqui nos sentamos à mesa com ele, tantas vezes o deixamos de lado: “Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato!” – Eis! É para nós esta palavra! Comemos o seu Pão ao redor deste Altar sagrado e, no entanto, o abandonamos nas horas de cruz: “Esta noite vós ficareis decepcionados por minha causa!” – Que pena! Queríamos um Messias fácil, um Messias que nos protegesse contra as intempéries da vida, que fosse bonzinho para o mundo atual. Como seria bom um Messias de acordo com o assassinato de embriões, com o aborto, com a libertinagem reinante… Mas, não! Esse Messias prefere morrer a matar, esse Messias exige que o sigamos radicalmente, esse Messias nos convida a receber a mesma rejeição que ele recebe do mundo: Minha alma está triste até à morte. Ficais aqui e vigiai comigo!”

Irmãos, que vos preparais para celebrar estes dias sagrados, não vos acovardeis, não renegueis o nosso Senhor, não o deixeis padecer sozinho, crucificado por um mundo cada vez mais infiel e ateu, um mundo que denigre o nome de Cristo e de sua Igreja católica! Cuidado, irmãos! Não é fácil, não será fácil a luta: “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca!” Que nos sustente a força daquele que por nós se fez fraco! Que nos socorra a intercessão daquele que orou por Pedro para que sua fé não desfalecesse! E se, como Pedro cairmos, ao menos, como Pedro, arrependamo-nos e choremos!

Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos porque pela vossa santa cruz remistes o mundo!

D. Henrique Soares da Costa