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A morte da Virgem Maria e sua Assunção (20-08-2017)

Primeira Leitura:
APOCALIPSE: Apocalipse de São João (Ap), capítulo 12
(1) Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. (2) Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à luz. (3) Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete coroas. (4) Varria com sua cauda uma terça parte das estrelas do céu, e as atirou à terra. Esse Dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o filho. (5) Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono. (6) A Mulher fugiu então para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um retiro para aí ser sustentada por mil duzentos e sessenta dias. (7) Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate, (8) mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles. (9) Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos. (10) Eu ouvi no céu uma voz forte que dizia: Agora chegou a salvação, o poder e a realeza de nosso Deus, assim como a autoridade de seu Cristo, porque foi precipitado o acusador de nossos irmãos, que os acusava, dia e noite, diante do nosso Deus.

Segunda Leitura:
EPÍSTOLAS DE SÃO PAULO: Primeira Epístola aos Coríntios (1Cor), capítulo 15
(20) Mas não! Cristo ressuscitou dentre os mortos, como primícias dos que morreram! (21) Com efeito, se por um homem veio a morte, por um homem vem a ressurreição dos mortos. (22) Assim como em Adão todos morrem, assim em Cristo todos reviverão. (23) Cada qual, porém, em sua ordem: como primícias, Cristo, em seguida, os que forem de Cristo, na ocasião de sua vinda. (24) Depois, virá o fim, quando entregar o Reino a Deus, ao Pai, depois de haver destruído todo principado, toda potestade e toda dominação. (25) Porque é necessário que ele reine, até que ponha todos os inimigos debaixo de seus pés. (26) O último inimigo a derrotar será a morte, porque Deus sujeitou tudo debaixo dos seus pés. (27) Mas, quando ele disser que tudo lhe está sujeito, claro é que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas.
EVANGELHOS: Evangelho segundo São Lucas (Lc), capítulo 1
(39) Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá.
(40) Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.
(41) Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
(42) E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
(43) Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?
(44) Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio.
(45) Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!
(46) E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,
(47) meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,
(48) porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações,
(49) porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.
(50) Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.
(51) Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos.
(52) Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes.
(53) Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos.
(54) Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,
(55) conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre.
(56) Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa.
Homilia do : Padre Paulo Ricardo
Homilia do Padre Miguel:---
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Canção Nova: Homilia

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora - A morte da Virgem Maria

"Desde tempos remotíssimos", escreve o Papa Pio XII, ao proclamar o dogma da Assunção de Nossa Senhora, os fiéis "não tiveram dificuldade em admitir que, à semelhança do seu unigênito Filho, também a excelsa Mãe de Deus morreu".

Como foi que se deu, então, a morte da bem-aventurada Virgem Maria, antes de ser elevada aos céus de corpo e alma? O que podemos aprender deste episódio de sua vida? É o que Padre Paulo Ricardo explica na homilia deste domingo, a partir de uma meditação especial de Santo Afonso de Ligório, grande cantor das "glórias de Maria". Assista a mais esta reflexão e venha celebrar conosco, neste Ano Jubilar Mariano, a Assunção da toda santa Mãe de Deus!


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc
1, 39-56)

Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu".

Então Maria disse: "A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre". Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

A liturgia de hoje é dedicada à Assunção de Nossa Senhora, solenidade que, no Brasil, é transferida do tradicional 15 de agosto para o domingo seguinte, a fim de facilitar a participação dos fiéis na Santa Missa.

Relacionado à proclamação deste dogma, em 1950, pelo Papa Pio XII, está a morte da bem-aventurada Virgem Maria.

Depois que o Papa Pio IX proclamou solenemente a doutrina segundo a qual "a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante da sua Conceição, [...] foi preservada imune de toda mancha de pecado original" [1], muitos teólogos começaram a questionar se a Mãe de Jesus teria morrido, uma vez que era isenta das consequências dessa mesma culpa. Apesar de esse raciocínio nunca ter encontrado respaldo na Tradição da Igreja — a maioria dos testemunhos falam da morte e ressurreição de Maria assim como da de Jesus —, tão intensos eram os debates em torno desse assunto, que o Papa Pio XII achou por bem não o incluir na proclamação solene do dogma da Assunção.

De qualquer modo, na mesma Munificentissimus Deus, é possível ler que, "desde tempos remotíssimos", os fiéis "não tiveram dificuldade em admitir que, à semelhança do seu unigênito Filho, também a excelsa Mãe de Deus morreu" [2].

Nesta Solenidade, portanto, devemos não somente louvar a coroa de glória recebida por Nossa Senhora após sua assunção ao Céu, mas também meditar sobre sua morte, a fim de imitarmos seu exemplo na hora derradeira. Para isso, é salutar um texto de Santo Afonso Maria de Ligório, em que o doutor da Igreja fala das três coisas que tornam a morte amarga — o apego à Terra, o remorso dos pecados e a incerteza da salvação — e de como podemos evitá-las imitando o exemplo de Maria Santíssima.

A primeira amargura na hora da morte, ensina Santo Afonso, é aquela causada pelo apego às coisas mundanas. A pessoa fica preocupada com seus projetos inacabados, com todas as "delícias" que deixará de desfrutar, e teme deixar para trás as "coroas" que conquistou. Os santos, por outro lado, não têm nenhum laço com as coisas do mundo, porque já vivem como "mortos" nesta terra. "Quais são esses que morrem, já estando mortos?", pergunta-se Santo Afonso [3]. "São justamente essas almas venturosas que na hora da morte já estão desapegadas das coisas terrenas, e só em Deus encontram todo bem", responde o santo [4].

Maria Santíssima, obviamente, é o exemplo mais notório e perfeito de desapego às coisas do mundo. Conta a tradição que, já no ventre de Sant'Ana, Maria era cheia de graça e inflamada de amor a Deus. Na sua apresentação, quando tinha por volta de três ou quatro anos de idade, não demonstrou qualquer apego aos pais, caminhando resoluta para seu Senhor, ao passo que qualquer criança nessa mesma idade choraria para voltar aos braços da mãe. A Virgem Santíssima, é claro, tinha amor aos pais também. Mas Ela era tão voltada para o Céu que, pode-se mesmo afirmar, cada dia da sua vida terrena foi um milagre. Se não fosse por uma intervenção divina, teria morrido de amor.

Não deve ser a Assunção de Maria a causa de nossa maior admiração, mas a duração de sua permanência neste mundo. Se Santa Teresinha do Menino Jesus podia dizer que seus pais eram mais dignos do Céu que da Terra, quanto mais devemos nós dizer de Nossa Senhora, a Mãe de Jesus.

Neste sentido, nós também devemos aspirar ao Céu, pois se trata de grande tolice apegar-se a este mundo. Por causa do pecado, somos colocados em uma situação de cabo de guerra, puxados ora para cima, ora para baixo, porque não vemos Deus nas coisas terrenas. A queda de nossos primeiros pais tornou este mundo opaco. O primeiro passo para o desapego, portanto, é procurar amar todas as coisas em Deus, assim como faziam Adão e Eva antes de pecarem.

A segunda miséria apontada por Santo Afonso é a do remorso pelos pecados. Em nossa época, porém, esse ensinamento deve ser um pouco adaptado, porque a sociedade contemporânea não sabe mais o que é pecado e, por isso mesmo, não se sente responsável pelos seus atos imorais. Ora, é preciso deixar claro que todos pecam quando descumprem os Mandamentos divinos, não somente quando sentem um mal-estar na consciência. A porta do Céu é estreita.

Com efeito, a intercessão da Virgem Santíssima que, nunca pecando, jamais sentiu qualquer remorso pelas suas ações, é uma consolação eficiente na hora da morte. É preciso recorrer sempre a ela, a fim de que nos abra os portões do Céu. Apegados a Ela, podemos enfrentar nosso julgamento em paz.

Finalmente, aqueles que não são apegados a este mundo e têm devoção firme à Virgem Maria não precisam temer o juízo final. "Pelo contrário, é muito grande a alegria dos santos em acabar a vida, pois com firme confiança podem esperar pela posse de Deus no Céu", explica Santo Afonso [5].

Maria Santíssima espera ansiosamente por cada um de nós. Por isso, nesta Solenidade de sua Assunção, procuremos reparar nossas ofensas ao seu Coração Imaculado para que, na hora de nossa morte, não tenhamos de experimentar o amargor de nossas penas, mas o abraço misericordioso da Mãe de Deus.

Referências

  1. Papa Pio IX, Bula Ineffabilis Deus, 8 dez. 1854: DS 2803
  2. Papa Pio XII, Bula Munificentissimus Deus, 1º nov. 1950, n. 13-14.
  3. S. Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, 3ª ed. Aparecida: Editora Santuário, 1989, p. 326.
  4. Ibidem.
  5. Id., pp. 328-329.

Padre Paulo Ricardo


A morte da Virgem Maria e sua Assunção

Hoje celebramos a maior de todas as solenidades da Mãe de Deus: a sua Assunção gloriosa ao céu.

A oração inicial da Missa hodierna pediu: “Deus eterno e todo-poderoso, que elevastes à glória do céu em corpo e alma a imaculada Virgem Maria, Mãe do vosso Filho, dai-nos viver atentos às coisas do alto, a fim de participarmos da sua glória”. A liturgia da Igreja, sempre tão sábia e tão sóbria, resumiu aqui o essencial desta solenidade santíssima. Com efeito, Deus elevou à glória do céu em corpo e alma a imaculada Virgem Maria! Ela, uma simples criatura, ela, tão pequena, tão humilde, foi eleva a Deus, ao céu, à plenitude em todo o seu ser, corpo e alma! Como isso é possível? Não é a morte o destino comum e final de tudo quanto vive? Isso dizem os pagãos, isso dizem os descrentes, os sábios segundo o mundo, que se conformam com a morte… Mas, nós, nós sabemos que não é assim! Nosso destino é a vida, nosso ponto final é a glória no coração de Deus: glória no corpo, glória na alma, glória em tudo que somos! Foi isso que Deus nos preparou – bendito seja ele para sempre!

Mas, como isso é possível? A Palavra de Deus deste hoje no-lo afirma, de modo admirável. Escutai, irmãos, escutai, irmãs, consolai-vos todos vós: “Cristo ressuscitou dos mortos, primícia dos que morreram. Em Cristo todos reviverão, cada qual segundo uma ordem determinada; em primeiro lugar Cristo, como primícia!” Eis por que, eis como ressuscitaremos: Cristo ressuscitou! Jesus de Nazaré, caríssimos, é o Senhor! O nosso Jesus é Deus bendito e foi ressuscitado pela glória do Pai! O nosso Senhor Jesus venceu e no faz participantes da sua vitória, dando-nos o seu Espírito Santo! Credes nisso, meus caros? Neste mundo que só crê no que vê, que só leva a sério o que toca, que só dá valor ao que cai no âmbito dos sentidos, credes que Cristo está vivo e é Senhor, primícia, princípio de todos os que morrem unidos a ele? Pois bem, escutai: o Cristo que ressuscitou, que venceu, concedeu plenamente a sua vitória à sua Mãe, à Santíssima Virgem Maria, que esteve sempre unida a ele. Ela, totalmente imaculada, nunca afastou-se do filho: nem na longa espera do parto, nem na pobreza de Belém, nem na fuga para o Egito, nem no período de exílio, nem na angústia de procura-lo no Templo, nem nos anos obscuros de Nazaré, nem nos tempos dolorosos da pregação do Reino, nem no desastre da cruz, nem na solidão do sepulcro no Sábado Santo… nem mesmo após, nos dias da Igreja, quando discretamente, ela permanecia em oração com os irmãos do Senhor… Sempre imaculada, sempre perfeitamente unida ao Senhor. Assim, após a sua preciosa morte, ela foi elevada à glória do céu, isto é, à glória de Cristo que ressuscitou e é primícia da nossa ressurreição!

A presente solenidade é, então, primeiramente, exaltação da glória do Cristo: nele está a vida e a ressurreição; nele, a esperança de libertação definitiva! Por isso, todo aquele que crê em Jesus e é batizado no seu Espírito Santo no sacramento do Batismo, morrerá com Cristo e com Cristo ressuscitará. Imediatamente após a morte, nossa alma será glorificada e estaremos para sempre com o Senhor. Quanto ao nosso corpo, será destruído e, no final dos tempos, quando Cristo nossa vida aparecer, será também ressuscitado em glória e unido à nossa alma. Será assim com todos nós. Mas, não foi assim com a Virgem Maria! Aquela que não teve pecado também não foi tocada pela corrupção da morte! Imediatamente após a sua passagem para Deus, ela foi ressuscitada, glorificada em corpo e alma, foi elevada ao céu! Podemos, portanto, exclamar como Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres! Bendito é o fruto do teu ventre! Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu!”

Esta é, portanto, a festa de plenitude de Nossa Senhora, a sua chegada a glória, no seu destino pleno de criatura. Nela aparece claro a obra da salvação que Cristo realizou! Ela é aquela Mulher vestida do sol, que é Cristo, pisando a instabilidade deste mundo, representada pela lua inconstante, toda coroada de doze estrelas, número da Israel e da Igreja! A leitura do Apocalipse mostra-nos tudo isso; mas, termina afirmando: “Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus e o poder do seu Cristo!” Eis: a plenitude da Virgem é realização da obra de Cristo, da vitória de Cristo nela!

Caríssimos, quanto nos diz esta solenidade! A oração inicial, citada no início desta homilia, pedia a Deus: “Dai-nos viver atentos às coisas do alto, a fim de participarmos da sua glória dai-nos viver atentos às coisas do alto, a fim de participarmos da sua glória”. Eis aqui qual deve ser o nosso modo de viver: atentos às coisas do alto, onde está Cristo, onde contemplamos a Virgem totalmente glorificada em Cristo. Caminhar neste mundo sem no prendermos a ele. Aqui somos estrangeiros, aqui estamos de passagem, aqui somos peregrinos; lá é que permaneceremos para sempre: nossa pátria é o céu, onde está Cristo, nossa vida! O grande mal do mundo atual é entreter-se com seu consumismo, com sua tecnologia, com seu bem-estar, com seu divertimento excessivo e esquecer de viver atento às coisas do alto. Mas, pior ainda, os cristãos também muitas vezes são infectados por essa doença! Nós, que deveríamos ser as testemunhas do mundo que há de vir, quantas vezes vivemos imersos, metidos somente nas ocupações deste mundo – muitos até com o pretexto de que estão trabalhando pelos irmãos e por uma sociedade melhor. Nada disso! Os pés devem estar na terra, mas o coração deve estar sempre voltado para o alto! Não esqueçamos: nosso destino é o céu, participando da glória de Cristo, da qual a Virgem Maria já participa plenamente! Aí, sim, poderemos cantar com ela e como ela: “A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador: o poderoso fez em mim maravilhas!” Seja ele bendito agora e para sempre. Amém.

D. Henrique Soares da Costa