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Homilia do Sexto Domingo da Páscoa, O Espírito Santo (29/05/2011)

Primeira Leitura:
ATOS: Atos dos Apóstolos (At), capítulo 8
(5) Assim Filipe desceu à cidade de Samaria, pregando-lhes Cristo. (6) A multidão estava atenta ao que Filipe lhe dizia, escutando-o unanimemente e presenciando os prodígios que fazia. (7) Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam, levantando grandes brados. Igualmente foram curados muitos paralíticos e coxos. (8) Por esse motivo, naquela cidade reinava grande alegria. (9) Ora, havia ali um homem, por nome Simão, que exercia magia na cidade, maravilhando o povo de Samaria, e fazia-se passar por um grande personagem. (10) Todos lhe davam ouvidos, do menor até o maior, comentando: Este homem é o poder de Deus, chamado o Grande. (11) Eles o atendiam, porque por muito tempo os havia deslumbrado com as suas artes mágicas. (12) Mas, depois que acreditaram em Filipe, que lhes anunciava o Reino de Deus e o nome de Jesus Cristo, homens e mulheres pediam o batismo. (13) Simão também acreditou e foi batizado. Ele não abandonava Filipe, admirando, estupefato, os grandes milagres e prodígios que eram feitos. (14) Os apóstolos que se achavam em Jerusalém, tendo ouvido que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João. (15) Estes, assim que chegaram, fizeram oração pelos novos fiéis, a fim de receberem o Espírito Santo, (16) visto que não havia descido ainda sobre nenhum deles, mas tinham sido somente batizados em nome do Senhor Jesus. (17) Então os dois apóstolos lhes impuseram as mãos e receberam o Espírito Santo.
Segunda Leitura:
EPISTOLAS CATÓLICAS: Primeira Epístola de São Pedro (1Pd), capítulo 3
(15) Portanto, não temais as suas ameaças e não vos turbeis. Antes santificai em vossos corações Cristo, o Senhor. Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança, mas fazei-o com suavidade e respeito. (16) Tende uma consciência reta a fim de que, mesmo naquilo em que dizem mal de vós, sejam confundidos os que desacreditam o vosso santo procedimento em Cristo. (17) Aliás, é melhor padecer, se Deus assim o quiser, por fazer o bem do que por fazer o mal. (18) Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados - o Justo pelos injustos - para nos conduzir a Deus. Padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito.
EVANGELHOS: Evangelho segundo São João (Jo), capítulo 14
(15) Se me amais, guardareis os meus mandamentos.
(16) E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco.
(17) É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós.
(18) Não vos deixarei órfãos. Voltarei a vós.
(19) Ainda um pouco de tempo e o mundo já não me verá. Vós, porém, me tornareis a ver, porque eu vivo e vós vivereis.
(20) Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim e eu em vós.
(21) Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é que me ama. E aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e manifestar-me-ei a ele.
(228) Homilia do Padre Paulo Ricardo:PLAYER AQUI

Catequese Bíblico-Missionária

A Realidade

Sobre o cadáver do pai, morto em acidente de trabalho, Joseph Cardjin jurou dedicar sua vida aos operários. Nos primeiros anos de padre, preso como agitador social, fazia reuniões com os companheiros de cela. Criou, então, o método VER-JULGAR-AGIR. Via com eles um fato do cotidiano, suas causas e consequências, os lados bons e ruins do fato. Em seguida, para julgar à luz do Evangelho perguntava "Que faria Jesus se estivesse no nosso lugar?" e, a partir daí, chegavam ao AGIR.

Assim aprendiam a ligar os dois pólos, a Bíblia e a Vida, e a luz da Palavra de Deus, então, se acendia.

A Palavra

No Evangelho de hoje Jesus se despede dos discípulos, mas não nos deixa sozinhos no meio da humanidade perversa e desorientada. Seu Espírito nos.protege e a cada momento pode nos dizer o que Jesus faria se estivesse em. nosso lugar.

É o espírito da verdade, o Espírito que é a Verdade, Verdade que é o Amor fiel de Deus, que Jesus revela ao entregar-se livremente à morte de cruz em favor de todos. Na cruz é que Jesus diz a Verdade.

Isso o mundo não entende, não admite, por isso não é capaz de receber o Espírito-Verdade. O discípulo entende e é capaz de receber, porque ama Jesus e cumpre seus mandamentos, que não são muitos como os de Moisés, é único: "amar como ele amou".

No dia da ressurreição, que estamos vivendo, nós vemos Jesus vivo, vivemos com ele e com o Pai e ele se mostra a nós nos acontecimentos. Agora é ter olhos para enxergar Jesus vivo, à luz dele julgar o que acontece e agir movidos pelo Espírito-Verdade-Amor fiel.

Na primeira Leitura, perseguido, Felipe teve de sair de Jerusalém, mas não desanimou, levou o Evangelho fora do ambiente judeu. O fato negativo da perseguição abriu novos horizontes.

A carta de Pedro anima os cristãos pobres e excluídos a terem respeito e cuidado, mas sem medo de dar as razões da sua esperança. O que sofrem no momento é força de salvação como a morte humilhante de Jesus.

O Mistério

A Eucaristia deve celebrar a vida, o dia a dia impregnado do Espírito-Verdade-Amor. A utopia da comunhão assim na terra como no céu começa a acontecer nos sacrifícios cotidianos em favor dos outros. O Cordeiro tira o pecado do mundo quando podamos o egoísta que está dentro de nós.

Pe. José Luiz Gonzaga do Prado, Diocese de Guaxupé - MG