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Missionários do Reino (26/06/2011)

Primeira Leitura:
HISTÓRICO: Segundo Livro dos Reis (2Rs), capítulo 4
(8) Certo dia em que Eliseu atravessava Sunão, veio uma mulher rica do lugar e insistiu com ele para comer em sua casa. Depois disso, cada vez que ele passava por aquele lugar, dirigia-se à casa daquela mulher para tomar ali a sua refeição. (9) Ela disse ao seu marido: Escuta: eu sei que esse homem, que passa sempre por nossa casa, é um santo homem de Deus. (10) Preparemos-lhe em cima um quarto, obra de pedreiro, onde poremos uma cama, uma mesa, uma cadeira e uma lâmpada, assim poderá acomodar-se ali quando vier à nossa casa. (11) Ora, aconteceu que um dia, passando Eliseu por Sunão, retirou-se ao quarto de cima para dormir. (12) E disse a Giezi, seu servo: Chama essa sunamita. Giezi chamou-a e ela apresentou-se diante dele. (13) Pergunta-lhe, disse Eliseu, o que posso fazer por ela em reconhecimento do desvelo com que nos tem tratado. Talvez ela queira que se fale ao rei ou ao general do exército sobre algum negócio seu. Eu habito no meio de meu povo, respondeu ela. (14) Eliseu então disse: Que se pode fazer por ela? Ela não tem filhos, respondeu Giezi, e seu marido é idoso. (15) Chama-a, disse Eliseu. Giezi chamou-a e ela apareceu à porta. (16) Eliseu disse-lhe: Por esse tempo, daqui a um ano, acariciarás um filho. Não, meu senhor, respondeu ela, não zombes de tua escrava, ó homem de Deus!
Segunda Leitura:
EPÍSTOLAS DE SÃO PAULO: Epístola de São Paulo aos Romanos (Rm), capítulo 6
(3) Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? (4) Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova. (5) Se fomos feitos o mesmo ser com ele por uma morte semelhante à sua, sê-lo-emos igualmente por uma comum ressurreição. (6) Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que seja reduzido à impotência o corpo (outrora) subjugado ao pecado, e já não sejamos escravos do pecado. (7) (Pois quem morreu, libertado está do pecado.) (8) Ora, se morremos com Cristo, cremos que viveremos também com ele, (9) pois sabemos que Cristo, tendo ressurgido dos mortos, já não morre, nem a morte terá mais domínio sobre ele. (10) Morto, ele o foi uma vez por todas pelo pecado, porém, está vivo, continua vivo para Deus! (11) Portanto, vós também considerai-vos mortos ao pecado, porém vivos para Deus, em Cristo Jesus.
EVANGELHOS: Evangelho segundo São Mateus (Mt), capítulo 10
(37) Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho mais que a mim, não é digno de mim.
(38) Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim.
(39) Aquele que tentar salvar a sua vida, perdê-la-á. Aquele que a perder, por minha causa, reencontrá-la-á.
(40) Quem vos recebe, a mim recebe. E quem me recebe, recebe aquele que me enviou.
(41) Aquele que recebe um profeta, na qualidade de profeta, receberá uma recompensa de profeta. Aquele que recebe um justo, na qualidade de justo, receberá uma recompensa de justo.
(42) Todo aquele que der ainda que seja somente um copo de água fresca a um destes pequeninos, porque é meu discípulo, em verdade eu vos digo: não perderá sua recompensa.
(316) Homilia do Padre Paulo Ricardo:PLAYER AQUI

Catequese Bíblico-Missionária

A virtude da hospitalidade é muito estimulada no Novo Testamento, em contraposição às tradições antigas que criavam muitas regras de pureza ritual: "Ao verem isso, todos murmuravam, dizendo: Entrou para ser hóspede de um homem pecador" (Lc 19,7). A celebração de hoje nos coloca diante do acolhimento como atitude fundamental, porque divina.

Acolher bem é caridade

Toda a virtude nasce do amor. Amar como Jesus, que foi ao extremo do amor dando a vida. O acolhimento está presente no seio da Trindade Santa. Jesus, em suas atitudes "revolucionárias" acolhia todos aqueles que a prática judaica excluía: pobres, doentes, pecadores e pecadoras, pagãos. Acolher a pessoa, para Ele, significava entrar em sua vida, em seu ambiente como foi quando chamou Mateus: "Levantando-se, o seguiu". Jesus vai à sua casa e faz refeição com ele e seus amigos" (Mt 9,9-13). Tudo é fruto do amor misericordioso de Deus.

Acolher Cristo, fonte da acolhida

Para viver o amor que acolhe, é urgente acolher Cristo, colocando nele o apego fundamental, abnegando-se de tudo, até da própria vida, assumindo seu modo de viver, carregando sua cruz. Por que a cruz? Porque a morte de Jesus é a consequência por ter acolhido a todos, como faz o Pai. Em nós, Jesus acolhia o Pai que não faz distinção de pessoas (Mt 5,45). A mulher de Sunan foi recompensada com um filho, pelo acolhimento que fez ao profeta Eliseu.

Para os que crêem em Cristo, esta abertura total que Paulo chama de morrer com Cristo, resulta em ressuscitar e vive; com Cristo (Rm 6,8). Quem der um copo de água fresca... não ficará sem recompensa (Mt 10,42). O modelo será sempre Jesus: "Acolher-vos como Cristo vos acolheu" (Rm 15,7).

Acolhimento universal

Quando falamos de evangelização pensamos em transmissão de doutrinas e criação de estruturas eclesiais. Também, mas não em primeiro lugar. O Concílio Vaticano II, orienta a evangelização: Deve ser como a encarnação de Jesus (AG 10) que assumiu as condições culturais e sociais de seu povo, e deve assumir o admirável intercâmbio, recebendo das culturas tudo o que for bom para confessar a glória do Criador e ordenar a vida cristã (AG 22).

No mundo atual há necessidade de acolhimento. Vivemos as migrações internas e imigrações. É preciso acolher sem distinção de cor, raça, sexo, religião, idade, personalidade, opinião, diversidade política, social, educação, evangelizando pelo testemunho de vida è depois, de palavra. E promover os dons das pessoas.

A Igreja necessita examinar-se sobre sua evangelização. Quem sabe somos culpados da falta de fé da sociedade por transmitirmos uma cultura e não anunciarmos o Evangelho como fez Jesus. Buscamos o modo mais cômodo e fugimos da abnegação da cruz.

Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.