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O Grão de Mostarda (17-06-2012)

Primeira Leitura:
PROFETAS MAIORES: Livro de Ezequiel (Ez), capítulo 17
(22) Eis o que diz o Senhor: Pegarei eu mesmo da copa do grande cedro, dos cimos de seus galhos cortarei um ramo, e eu próprio o plantarei no alto da montanha. (23) Eu o plantarei na alta montanha de Israel. Ele estenderá seus galhos e dará fruto, tornar-se-á um cedro magnífico, onde aninharão aves de toda espécie, instaladas à sombra de sua ramagem. (24) Então todas as árvores dos campos saberão que sou eu, o Senhor, que abate a árvore soberba, e exalta o humilde arbusto, que seca a árvore verde, e faz florescer a árvore seca. Eu, o Senhor, o disse, e o farei.
Segunda Leitura:
EPÍSTOLAS DE SÃO PAULO: Segunda Epístola aos Coríntios (2Cor), capítulo 5
(6) Por isso, estamos sempre cheios de confiança. Sabemos que todo o tempo que passamos no corpo é um exílio longe do Senhor. (7) Andamos na fé e não na visão. (8) Estamos, repito, cheios de confiança, preferindo ausentar-nos deste corpo para ir habitar junto do Senhor. (9) É também por isso que, vivos ou mortos, nos esforçamos por agradar-lhe. (10) Porque teremos de comparecer diante do tribunal de Cristo. Ali cada um receberá o que mereceu, conforme o bem ou o mal que tiver feito enquanto estava no corpo.
EVANGELHOS: Evangelho segundo São Marcos (Mc), capítulo 4
(26) Dizia também: O Reino de Deus é como um homem que lança a semente à terra.
(27) Dorme, levanta-se, de noite e de dia, e a semente brota e cresce, sem ele o perceber.
(28) Pois a terra por si mesma produz, primeiro a planta, depois a espiga e, por último, o grão abundante na espiga.
(29) Quando o fruto amadurece, ele mete-lhe a foice, porque é chegada a colheita.
(30) Dizia ele: A quem compararemos o Reino de Deus? Ou com que parábola o representaremos?
(31) É como o grão de mostarda que, quando é semeado, é a menor de todas as sementes.
(32) Mas, depois de semeado, cresce, torna-se maior que todas as hortaliças e estende de tal modo os seus ramos, que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra.
(33) Era por meio de numerosas parábolas desse gênero que ele lhes anunciava a palavra, conforme eram capazes de compreender.
(34) E não lhes falava, a não ser em parábolas, a sós, porém, explicava tudo a seus discípulos.
Homilia do Padre Paulo Ricardo :PLAYER AQUI
Homilia do Padre José Ruy:PLAYER AQUI
Presbíteros: Ver Roteiro Homilético
Ver Comentário Exegético
Ver Homilia de Dom Henrique Soares
Ver Homilia do Pe. Françoá Costa
Canção Nova: Homilia

Catequese Bíblico-Missionária

A Realidade
As Diretrizes da Ação Evangelizadora da CNBB apontam para uma realidade que está frequentemente diante dos nossos olhos. Várias emissoras de TV, algumas delas pertencentes a Igrejas de diversas confissões e movimentos, em busca de programas para atingir o público e dar-lhe maior audiência, apresentam celebrações religiosas. Frequentemente acontece aí uma verdadeira inversão de sentido da experiência religiosa, que passa a ser vista como algo que oferece bem-estar interior, cura de males, sucesso e principalmente diversão, espetáculo. Dizem também que ninguém se sente responsável por corrigir o que está errado na sociedade, na qual podem conviver muita religiosidade e muita criminalidade, busca de Deus ao lado da injustiça.

A Palavra
Jesus fala às multidões. Não usa discursos espetaculares nem palavreado cheio de sabedoria ou de beleza literária. Fala das coisas do dia a dia de uma pessoa das aldeias da Galileia.
Primeiro, com a comparação da semente que morre na terra, brota, cresce e frutifica, ele diz que a coisa tem de vir de dentro para fora e não depende do esforço pessoal. É Deus quem faz brotar, crescer e frutificar. Não fala, como na primeira leitura, em broto cortado da ponta do cedro e plantado no alto da montanha. Fala da semente humilde jogada na terra, que brota, nasce e cresce sem que o lavrador se preocupe ou faça força. Não há espetáculo, ninguém vê. Deus faz crescer lentamente por noites e dias.
Com a força que vem de Deus, que vem de dentro - depois ele diz - a menor de todas as sementes pode tornar-se um arbusto que dá abrigo para as aves do céu. Aí o cristão, aí a Igreja, a comunidade cristã, vai agir na sociedade, fora do âmbito religioso. Com a força do seu compromisso de fé, que cresceu alimentado por Deus no silêncio da noite, pode abrigar as aves do céu, pode transformar o mundo.

O Mistério
Eucaristia não pode ser show, não pode ser espetáculo. É celebrar e alimentar-se da entrega que Jesus faz de si mesmo à morte maldita. É, junto dele, na humildade dos pequenos sinais do pão e do vinho, reviver a entrega dele e reforçar a entrega que fazemos de nós mesmos a serviço de todos, na obscuridade do dia a dia, sustentados por aquele que nos faz brotar, crescer, frutificar e dar abrigo.

Pe. José Luiz Gonzaga do Prado Diocese de Guaxupé-MG


A Semente e a Graça

A graça de Deus age de forma escondida e tem uma fecundidade desproporcional à sua pequenez inicial.

Na parábola do semeador (cf. Mc 4,1-20), Nosso Senhor explicara como é que os homens podem cooperar com o crescimento do Reino de Deus: podemos pregar a Palavra (semeador) e ser um coração acolhedor (terreno fértil).

Agora, trata-se de explicar a ação do próprio Deus. As parábolas da semente nos levam a rever a estrutura e o método de nossa evangelização. Esquecer da ação de Deus é esvaziar nossa ação pastoral num antropocentrismo que conduz ao desânimo, ao tédio e, em última análise, ao desespero.

Padre Paulo Ricardo