Católicos Online - - - - AVISOS -


...

Pergunte!

e responderemos


Veja como divulgar ou embutir artigos, vídeos e áudios em seu site ou blog.




Sua opinião é importante!









Sites Católicos
Dom Estêvão
Propósitos

RSS Artigos
RSS Links



FeedReader



Download







Cursos do Pe Paulo Ricardo


Newsletter
Pergunte!
Fale conosco
Pedido


PESQUISAR palavras
 

A Missa Silenciosa

 

Como muitas pessoas não entendem o por quê de não poder bater palmas na Santa Missa, nem mesmo ter danças, gritos e músicas animadas e ritmadas, iremos aqui abordar este tema. Nós não pregamos isto por mero “achismo”, mas este ensinamento é a FÉ da Igreja bimilenar, e que SEMPRE esteve na mentalidade dos Católicos. Infelizmente de uns anos pra cá, isso foi se perdendo com o modernismo infiltrado na Igreja. E hoje infelizmente muitos fazem da Missa um Circo! O que é completamente errado.

 

 "Ah mas meu pároco permite, então tá tudo bem” Não! Não está tudo bem! O pároco deve tanta obediência à Igreja quanto qualquer um de nós! E só por que muitos não são obedientes agora vamos segui-los? Iremos atrás de Judas ou dos outros 11 apóstolos? Saibam que Judas sempre teremos na Igreja, e portanto temos que ter discernimento para saber reconhecê-los e não seguir suas desordens.

 

Enfim, vamos começar. O que é a Santa Missa?

R: A Santa Missa é a renovação incruenta do Sacrifício do Calvário. É o mesmo e único sacrifício infinito de Cristo na Cruz, que foi solenemente instituído na Última Ceia. Nesta cerimônia ímpar, Cristo é ao mesmo tempo vítima e sacerdote, se oferecendo a Deus para pagamento dos pecados, e aplicando a cada fiel seus méritos infinitos.

 

Por que dizemos que a Missa é a renovação incruenta do Sacrifício do Calvário?

R. Porque na Missa Nosso Senhor Jesus Cristo se imola novamente para nossa salvação, como Ele fizera no Calvário, embora na Missa seja sem sofrimento físico. Esse conceito é BÁSICO para entender o Motivo da proibição das Palmas e de danças e gritos. Não se pode fazer na Missa NADA que você não faria se estivesse na Frente da Cruz de Cristo enquanto ele está crucificado e sofrendo, derramando seu sangue por amor a nós.

 

Use o bom senso pergunte-se:

 

Eu dançaria enquanto Cristo chora de dor?

Eu aplaudiria na frente da cruz enquanto Cristo apanha dos soldados?

Nossa Senhora fez isso na frente da Cruz? E São João? Não! Eles não fizeram! As outras perguntas faça-se a si mesmo, e imagine-se nessa cena.

 

Pois bem: EIS AI O VERDADEIRO SIGNIFICADO DA SANTA MISSA: CALVÁRIO – Guarde bem esta Palavra. Missa significa CALVÁRIO. E não festa!

 

Objeção de quem não conhece a Igreja a fundo: “Ah mas Cristo ressuscitou, então temos que fazer uma festa” ... Resposta: A Igreja não tem dúvidas que Cristo ressuscitou. Sim Ele tá vivo! Mas na Santa Missa era vontade do Senhor que se lembrasse sua MORTE e não sua ressurreição! O Catecismo diz que lembramos a Morte e Ressurreição de Cristo. Mas tem um detalhe. Não se REVIVE uma ressurreição! Se revive a MORTE na Cruz. Isso significa que a Missa é o memorial da morte de Cristo, mas nós sabemos que ele ressuscitou. Todo Católico sabe disso. Detalhe: Saber que ele ressuscitou NAO significa bater palmas para sua crucifixão!

 

Nem cair no chão, pular e dançar! RESSURREIÇÃO não é o mesmo que "Faça na missa o que quiser." Portanto a Missa é CALVÁRIO do Início ao fim! Diz São Paulo:

 

"Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a MORTE do Senhor, até que venha". (1 Cor 11,26).

 

Por este motivo, a missa deve ser SILENCIOSA. Não deve haver palmas, gritos, e “louvores” estridentes como nos cultos protestantes. Algumas frases dos Santos que podem ajudar a compreensão:

 

"Eis o meio mais adequado para assistir com fruto a Santa Missa: Consiste em irdes à igreja como se fôsseis ao Calvário, e de vos comportardes diante do altar como o faríeis diante do Trono de Deus, em companhia dos santos anjos. Vede, por conseguinte, que modéstia, que respeito, que recolhimento são necessários para receber o fruto e as graças que Deus costuma conceder àqueles que honram, com sua piedosa atitude, mistérios tão santos.” (São Leonardo de Porto Maurício. Tesouro Oculto)

 

Bater ou não bater palmas na Missa fará diferença em nossa vida espiritual? Sim, fará. Lembram do ditado “lex orandi, lex credendi”? A lei da oração é a lei do que se crê? Nossas atitudes na Missa refletem o que cremos a respeito dela, o conceito que da Missa temos. Assim, uma atitude pouco relacionada com o aspecto sacrificial da Santa Missa mostra que não temos assim tanta convicção de que seja realmente um sacrifício. Às vezes temos essa idéia de que é um sacrifício apenas no discurso, sem aprofundar realmente as consequências dessa fé. As pessoas que querem uma Missa animada, com gritos palminhas e inovações, estão querendo agradar a seu próprio ego. Lembrem-se que Deus é perfeito e a perfeição não precisa de adaptações. Deus sendo sempre o mesmo desde a criação do mundo, nunca evoluiu, nunca muda, pois o perfeito não pode evoluir, sendo que já está no seu grau máximo de inteligência e perfeição.

 

Sendo assim DISPENSA inovações. Nós, seres Humanos falhos e limitados, sempre estamos buscando mudanças, mas quando isso ocorre VEM DO HOMEM. Pois Deus não precisa de mudanças. A Missa deve ser sempre a mesma, o mesmo culto, com respeito e adoração de nossa parte. Quando alguém vai na Missa buscando “ficar melhor” e se sentir bem, está buscando seu proveito próprio e não buscando servir verdadeiramente ao Senhor negando a si mesmo. Vejam abaixo o atual e oportuníssimo comentário do S. Padre Bento XVI da Carta Apostólica do S. Padre e Beato João Paulo II – Domenica Coena – datado de 24/02/1980:

 

A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado.

 

A Igreja e os santos sempre ensinaram que as coisas ocorridas no Antigo Testamento são prefigurações daquelas que aconteceriam no Novo Testamento. Isso quer dizer que Deus, para poupar a fraqueza do homem e para ensinar-lhe as verdades da Revelação de modo gradativo e adequado à nossa inteligência, quis ou permitiu que ocorressem os fatos do Antigo Testamento para que estes servissem como analogias em relação aos fatos que se realizariam no futuro, no Novo Testamento. Além de utilizar os fatos ocorridos no Antigo Testamento com a finalidade de preparar os homens para o que seria revelado no Novo Testamento, Deus se utilizou também das profecias. E é assim que vemos, no Antigo Testamento, a Santa Missa prefigurada por muitos fatos e também predita pelos profetas. Dentre os fatos do Antigo Testamento que são prefigurações do Santo Sacrifício da Missa estão:

 

O oferecimento de pão e vinho a Deus por Melquisedec, sacerdote e rei de Salém (Gen. 14, 18-20);

O maná, sustento milagroso que o Senhor fazia cair todas as manhãs em torno do campo dos hebreus no deserto, depois de terem saído do Egito guiados por Moisés (Ex. 16, 4-36). O maná era um alimento descido do céu. Nosso Senhor na Santa Eucaristia é o Pão vivo descido do céu. – O maná substituía todos os alimentos, tendo nele todos os sabores.

 

A Santa Eucaristia é o pão por excelência: basta para todas as necessidades da alma. – O maná durou até que os hebreus entrassem na terra prometida. A Santa Eucaristia nos será dada até que entremos no céu, onde veremos face à face o Deus que recebemos, no Sacramento, sob o véu de pão. Várias coisas a respeito da vinda e da obra de Jesus Cristo foram também preditas pelos profetas, e uma delas é o Sacrifício da Missa, que seria instituído por Nosso Senhor e que se haveria de oferecer por toda a terra.

 

O profeta Malaquias nos mostra Deus irritado com as negligências e as provas de má vontade dos sacerdotes judeus da Antiga Lei quando ofereciam os sacrifícios:

 

“O filho honra seu pai, e o servo reverencia o seu senhor. Se eu, pois, sou vosso pai, onde está a minha honra? E se eu sou o vosso Senhor, onde está o temor que se me deve? diz o Senhor dos exércitos. Convosco falo, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome, e que dizeis: em que desprezamos nós o teu nome? Vós ofereceis sobre o meu altar um pão imundo, e dizeis: Em que te profanamos nós? Nisso que dizeis: A mesa do Senhor está desprezada. Se vós ofereceis uma hóstia cega para ser imolada, não é isto mau? E se ofereceis uma que é coxa e doente, não é isto mau? Oferecei estes animais ao vosso governador, e vereis se eles lhe agradarão, ou se ele vos receberá com agrado, diz o Senhor dos Exércitos” (Mal. 1, 6-8). “Diante disto, Deus, pela boca do profeta, se mostra resolvido a rejeitar e abolir os sacrifícios antigos: “O meu afeto não está em vós, diz o Senhor dos exércitos; nem eu receberei algum donativo de vossa mão” (Mal 1, 10).

 

E passa a anunciar um Sacrifício Novo, oferecido em toda a terra: “Porque desde o nascente do sol até o poente é o meu nome grande entre as gentes, e em todo lugar se sacrifica e se oferece ao meu nome uma oblação pura” (Mal. 1, 11).

 

A expressão “do nascente do sol até o poente” é usada nas Escrituras para significar o mundo inteiro. A palavra “gentes” é sempre empregada na Escritura para significar os gentios, os povos que não são o povo israelita. Esta oblação a que o profeta se refere não é tomada no sentido metafórico de oração ou sacrifício espiritual ou esmola: ela vem substituir os sacrifícios dos sacerdotes da Antiga Lei. E não se refere diretamente ao Sacrifício cruento da Cruz, pois este foi oferecido em um só lugar, uma vez só, no monte Calvário, ao passo que aqui se trata de um sacrifício oferecido em todo lugar, de modo a tornar o nome do Senhor engrandecido entre as gentes: a Santa Missa, renovação incruenta daquele mesmo Sacrifício do Calvário. O fato de Deus ter usado de figuras e profecias no Antigo Testamento com a finalidade de preparar o povo escolhido para aceitar o Sacrifício da Missa mostra-nos a grande importância deste mesmo Sacrifício e a grande estima que Deus tem por ele.

 

A finalidade deste pequeno trabalho é tornar mais conhecido este Sacrifício tão estimado por Deus e que tem tão grande valor, expondo seu significado e as verdades que ele exprime, e que estão contidas em cada palavra e ação do sacerdote.

 

Os Modernistas hoje querem substituir este sacrifício pela ressurreição e assim achar uma brecha e fazer da Santa Missa uma festa. Nada mais falso e mentiroso! Fazem igual aos protestantes usando o livre exame da vida de Cristo e das escrituras para fazerem do culto uma baderna.

 

Repito: A Ressurreição de Cristo não te dá o direito de banalizar seu sacrifício! Pensem, raciocinem: Antigo Testamento: Sacrifício de animais ao Senhor. Novo Testamento: Estes sacrifícios são substituídos pelo Único Sacrifício de Jesus Cristo em toda Santa Missa, é o que agrada a Deus.

 

Uma Frase do Santo Padre Bento XVI, não deixa dúvidas:

 

"Quem bate palmas na Missa está aplaudindo os algozes." (Ratzinger, Espírito da Liturgia).

 

Os modernistas conseguem até aqui deturpar os sentidos das palavras do Santo Padre. Dizem que ele não era Papa quando disse isso, era Cardeal. Sim é verdade, e desde quando ele mudou de idéia? O modernista aqui pode provar? Ah ele não usou de infalibilidade? E desde quando isso é motivo pra negar TODOS os documentos da Igreja que são infalíveis e que dizem que a Missa é sacrifício? Isso o senhor nega, não é Sr. Modernista, baderneiro da Santa Missa! Mais algumas informações sobre o Santo Sacrifício:

 

Então o Sacrifício da Missa é o mesmo que o da Cruz?

R:Sim, o Sacrifício da Missa é substancialmente o mesmo que o da Cruz, porque o mesmo Jesus Cristo, que se ofereceu sobre a Cruz, é que se oferece pelas mãos dos sacerdotes, seus ministros, sobre os nossos altares. Mas quanto ao modo como é oferecido, o sacrifício da Missa difere do da Cruz, conservando todavia a relação mais íntima e essencial com ele.

 

Que diferença, pois, e que relação há entre o Sacrifício da Missa e o da Cruz?

R:Entre o Sacrifício da Missa e o sacrifício da Cruz há esta diferença e esta relação: Jesus Cristo sobre a Cruz se ofereceu derramando o seu sangue e merecendo para nós (a possível salvação); ao passo que sobre os altares Ele se sacrifica sem derramamento de sangue (torna presente o sacrifício) e nos aplica os frutos de sua Paixão e Morte.

 

Não é porventura o Sacrifício da Cruz o único sacrifício da Nova Lei?

R: Sacrifício da Cruz é o único sacrifício da Nova Lei, porque por meio dele Nosso Senhor aplacou a Justiça Divina, adquiriu todos os merecimentos necessários para nos salvar e assim consumou de sua parte a nossa redenção. São estes merecimentos que Ele nos aplica pelos meios que instituiu na sua Igreja, entre os quais está o Santo Sacrifício da Missa.

 

Para que fins se oferece o Santo Sacrifício da Missa? Oferece-se o Santo Sacrifício da Missa para quatro fins:

 

1º para adorá-lo como convém; sob este aspecto o sacrifício é latrêutico;

2º para Lhe dar graças pelos seus benefícios; sob este aspecto o sacrifício é eucarístico;

3º para aplacá-lo, para Lhe dar a devida satisfação pelos nossos pecados; sob este aspecto o sacrifício é propiciatório;

4º para alcançar todas as graças que nos são necessárias; sob este aspecto o sacrifício é impetratório.

 

Quem oferece a Deus o Santo Sacrifício da Missa?

R: O primeiro e principal oferente do Santo Sacrifício da Missa é Jesus Cristo; o sacerdote é o ministro que em nome de Jesus Cristo oferece (e renova) este sacrifício ao Pai Eterno.

 

Quem instituiu o Santo Sacrifício da Missa?

R: Foi o próprio Jesus Cristo quem instituiu o Santo Sacrifício da Missa, quando instituiu o Sacramento da Eucaristia, e disse que ele fosse feito em memória de sua paixão.

 

A quem se oferece o Santo Sacrifício da Missa?

R: O Santo Sacrifício da Missa oferece-se só a Deus.

 

Espero que tenha ficado mais claro o motivo da Igreja defender a Missa Silenciosa. Ela simplesmente sabe que é isso que agrada mais ao Senhor. Pois não vamos na missa para nos sentir bem, mas estamos a serviço de um Outro (Jesus).

 

Por Daiane Paz Pacheco de Andrade

Fonte: Pensamentos de Deus (blog)


Como você se sente ao ler este artigo?
Feliz Informado Inspirado Triste Mal-humorado Bizarro Ri muito Resultado
6 3
PUBLICAR - COMENTAR - EMAIL
#0•A2438•C198   2012-11-26 23:48:57 - Convidado/josecarlos30@gmail
só na santa missa?
e na adoração ao santíssimo sacramento do alta quando o sacerdote eleva.

Responder

#1•R198•C681   2015-06-21 16:56:40 - Convidado/Moderador
nesse momento se persigna, igualmente não se bate palmas.

Responder


Ver N artigos +procurados:
TÓPICO  ASSUNTO  ARTIGO (leituras: 7075568)/DIA
Diversos  Igreja  4032 Onde estava a Igreja de Cristo antes de Lutero?58.48
Diversos  História  4034 Jesus não existiu, foi casado e teve filhos?29.36
PeR  Escrituras  1355 Jesus jamais condenou o homossexualismo?27.02
Pregações  Doutrina  4033 Facebook e castidade, a armadilha26.30
Diversos  Protestantismo  3970 A prostituição da alma17.99
Diversos  Testemunhos  3922 Como o estudo da fé católica levou-me ao catolicismo14.55
Diversos  Protestantismo  4025 Lutero e o orgulho de se salvar sozinho14.45
Diversos  Apologética  4030 Base bíblica para o culto aos santos13.96
Vídeos  Mundo Atual  4015 O Caos instalado no Brasil13.75
Orações  Comuns  2773 Oração de Libertação13.64
Diversos  Apologética  4019 Reforma não, revolução!13.10
Diversos  Doutrina  4026 Nulidade Matrimonial12.69
Diversos  O Que É?  4031 Religião e Ideologia12.64
Diversos  Protestantismo  4018 Morreu crendo que a oração o salvaria12.01
Diversos  Testemunhos  4020 Eu não rezava!11.60
PeR  O Que É?  2142 Quiromancia e Quirologia11.53
Diversos  Apologética  4029 Requisitos necessários à salvação11.29
PeR  O Que É?  0516 O Que é a ADHONEP?11.08
Diversos  Anjos  3911 Confissões do demônio a um exorcista11.07
Diversos  O Que É?  4024 Halloween10.62
Diversos  Ética e Moral  3999 O silêncio da CNBB9.84
Diversos  Apologética  4009 Haeresis9.40
PeR  História  0515 O Recenseamento sob César Augusto e Quirino9.27
Diversos  Protestantismo  3738 Como Calvino me fez Católico9.03
A teologia da libertação é uma ideologia a serviço de uma engenharia social, a serviço de um partido.
Padre Paulo Ricardo

Católicos Online