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PERGUNTE E RESPONDEREMOS 348/Maio 1991

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Caso singular e sensacional:

“Roger Conseguiu Curar-se da AIDS"

por Bob Owen

Em síntese: O Dr. Bob Owen relata o caso de um paciente de AIDS, designado como Roger Cochran, que foi ter com o médico Dr. Bob Smith após haver sido desenganado pela Medicina convencional. Bob Smith nunca tratara de aidéticos, mas, como era antigo amigo e colega de Roger Cochran, houve por bem tentar uma terapia nova, já que a convencional em nada resultara. Tal via consistiria na recusa de qualquer medicamento e na aplicação de um jejum terapêutico (abstinência de qualquer alimento a não ser suco de frutas e água). Roger, não tendo mais esperança de cura, aceitou ser "cobaia" do Dr. Bob Smith. A princípio sentiu-se muito mal:parecia piorar, muito fraco, magro e sujeito a dores. Todavia o Dr. Bob resolveu insistir, apesar das suas próprias hesitações e dos rogos do paciente. Após trinta e cinco dias de jejum, Roger estava notavelmente melhor: dores menos fortes, pressão arterial normal, cor da pele mais sadia. . . 0 médico explicava tais melhoras pela tese de que o organismo eliminava os tóxicos que o uso de drogas, de medicamentos e as emoções desregradas ou violentas haviam produzido no paciente.

A persistência no tratamento deu os resultados almejados: para acelerar o processo de recuperação, a enfermeira Ellen, que se dedicava a Roger com muito zelo, suscitou um namoro e a perspectiva de casamento para Roger, que se julgava condenado à morte.

Uma vez livre da doença, Roger associou-se ao Dr. Bob Smith na instalação de um Centro de Medicina Biológica, alheia a produtos farmacêuticos e à comercialização que estes provocam freqüentemente, com grande detrimento para os pacientes.

=-=-=-=-=

 

Foi dado a lume em português um livro singular, da autoria do médico norte-americano Dr. Bob Owen, que conta como um colega seu, chamado Roger Cochran, se livrou da AIDS, recuperando plenamente a saúde.([1])  — O relato tem um quê de sensacional: narra um fato inédito em tom revolucionário, não poupando críticas à atual prática da Medicina.

Sem querer assumir posição em questões de terapia médica (o que não compete à nossa revista), julgamos oportuno divulgar o conteúdo de tal livro, pois pode servir de reconforto a muitos e talvez abrir pistas para que outras pessoas resolvam sérios problemas de saúde.

1. O Relato

 

1.1. Que é a AIDS?

Bob Smith e Roger Cochran foram colegas na Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia. Serviram juntos às forças armadas norte-americanas no Vietnã; os horrores daquela situação bélica levaram Roger ao uso de drogas e à procura de outros paliativos. Retornando aos Estados Unidos, os dois amigos se separaram até 1986, quando Roger Cochran apareceu no consultório de Bob Smith. Estava desfigurado pela magreza e o envelhecimento precoce. . .

Ao vê-lo, Smith surpreendeu-se e, após uma conversa cheia de interrogações, foi informado de que Roger estava sofrendo de AIDS e procurava seu colega (tido como profissional competente); fora desenganado por outros médicos, que o julgavam incurável e próximo à morte.

 

De um lado, o desânimo acometia Roger e, de outro lado, a perplexidade afetava Bob Smith. . . Este era um clínico geral que nunca se defrontara com um caso de AIDS, doença esta que ele pouco conhecia. Roger, porém, insistia em que o amigo e colega se interessasse, de algum modo, por obter uma eventual regressão do quadro.

Após a primeira entrevista assim mencionada, Bob pôs-se a pensar e resolveu atender ao paciente. Por conseguinte, recebeu-o em nova consulta, na qual os dois colegas se puseram a refletir juntos. Verificaram que a AIDS ataca pessoas de ambos os sexos, de diferentes idades. . . , traumatizadas anteriormente ou no seu físico ou na sua sexualidade ou na sua emotividade. .. A conversa se prolongou na residência de Bob Smith, cuja filha Julie levantou uma interrogação: "Doutor Cochran, o senhor toma muitos remédios? Vai ver que foi por isso que o seu sistema imunológico parou de funcionar".

 

A hipótese de excesso de medicamentos, levantada inocentemente pela menina, impressionou o Dr. Bob. Este então pôs-se a indagar do paciente que fundamentos teria a questão da filha, e verificou que, de fato, Roger, desde os seus tempos de militância no Vietnã até aquele momento, recorrera fartamente a drogas ilegais e a drogas legais (ou medicamentos); principalmente depois que adoecera, o seu organismo vinha sendo bombardeado por remédios para pneumonia, tumor no abdômen, pressão alta, etc. Além disto, certos tipos de comportamento (como a promiscuidade homossexual) haviam maltratado o físico e o psíquico de Roger. Daí a conclusão solene tirada pelo Dr. Bob após ouvir o relato do paciente:

 

"Escute isso: a AIDS não é uma doença epidêmica. A AIDS é, isto sim, uma epidemia de estilos de vida nocivosl Em outras palavras: não é a AIDS que destrói o sistema imunológico. É o sistema imunológico enfraquecido que se torna presa fácil de um conjunto de sintomas que chamamos de AIDSl Roger, a AIDS não faz com que o sistema imunológico pare de funcionar. A AIDS é o resultado de um sistema imunológico que já não funcionava !

 

Não precisamos ter medo de um vírus que não podemos ver. Nunca. Mas temos que tomar cuidado para não ultrapassar os limites do nosso organismo maravilhoso."

 

Roger disse: "Esta é uma boa definição, Bob. A AIDS é um exemplo do que acontece quando abusamos do nosso corpo, passando dos limites isto é AIDSl" (p. 55).

 

As mesmas idéias são explicitadas mais adiante no livro, em um diálogo entre o Dr. Bob e a enfermeira Ellen, que cuidava de Roger:

 

Acho que ele está esgotado, disse o Dr. Bob. E é bem isso que é a AIDS: esgotamento, exaustão.

  Exaustão?, perguntou Ellen. Não compreendo. A AIDS não é causada por um vírus?

  Ellen, existem muitas teorias sobre isso e essa é uma delas. Pessoalmente, acho que a AIDS é o resultado de um estilo de vida cheio de excessos, que destrói ou quase destrói o sistema imunológico...

Mas não é o contrário?, perguntou ela. Não é a AIDS que destrói o sistema imunológico?

Acho que não, embora seja essa a opinião mais generalizada. Acho que a AIDS não ataca nem a pessoa nem o sistema imunológico. Acredito que a AIDS se desenvolve em pessoas cujo modo de vida tenha sobrecarregado ou destruído o sistema imunológico deles...

Ellen levantou a cabeça, devagar. 'Essa idéia é novidade para mim', disse ela. 'Parece que tenho muito que aprender sobre a AIDS, doutor'.

Concordei. 'Todos nós temos ainda muito que aprender sobre a AIDS” (pp. 105s).

 

1.2. O tratamento

Tendo explicado de tal maneira o surto da AIDS, o Dr. Bob perguntava a si mesmo se o organismo debilitado de Roger teria recuperação. Como procederia para reativar o sistema imunológico destruído pelas drogas? Haveria mesmo alguma possibilidade de recuperação? — Se a houvesse, esta deveria incluir a suspensão de toda e qualquer droga, a fim de permitir que o organismo restaurasse seu próprio poder de recuperação, caso ainda estivesse em tempo.

 

Conseqüentemente, o Dr. Bob pediu ao seu paciente que acreditasse na tentativa de tratamento que lhe seria aplicada à guisa de experiência. Tendo obtido a aquiescência do enfermo, o Dr. Bob mandou que se abstivesse de toda e qualquer medicação. . . ; deixasse de lado também o café. . ., que ele tomava muito prazerosamente e com grandes quantidades de açúcar. Roger mostrou-se, a princípio, dócil às injunções do clínico, que palmilhava um terreno novo, desconhecido a ambos; Roger serviria de cobaia num esforço corajoso de salvar-se da AIDS, de cujas conseqüências mortais a Medicina convencional não o pudera isentar.

Também a alimentação de Roger foi quase toda suspensa: reduzir-se-ia a suco de frutas e água; o paciente ficaria doravante em estrito repouso e exposto ao sol regularmente.

Pouco depois de iniciado o tratamento, Roger sentiu violentamente as conseqüências do mesmo. A falta de café causou-lhe pânico, mas finalmente este cedeu à energia do Dr. Bob, que conseguiu impor sobriedade ao enfermo. Eis um espécimen das situações por que passava não raro o médico no exercício da sua ousada missão:

 

"Disse Roger: 'Ainda estou terrivelmente cansado. E não me estou sentindo bem. Mas isso não é novidade. .. '

 

Respondeu o médico: 'Algum problema em especial?'

'Estou bastante enjoado. Vomitei algumas vezes. Estou com dor de cabeça. E minhas costas estão me matando. Mas vou sobreviver. . . '

'Claro que vai sobreviver. Agora não é a AIDS que está fazendo você se sentir mal. É o seu corpo. O que está acontecendo é uma coisa de que você nunca ouviu falar antes. . . '

 

'Vamos ver. Acho que já ouvi falar de tudo'.

 

'Você está atravessando uma crise curativa'.

Roger riu sem achar muita graça. 'E eu que pensei que estava doente. Você diz que é uma crise curativa? E o que é uma crise curativa?'

'É seu corpo trabalhando para você ficar bom. Seu organismo está fazendo tudo o que pode para se livrar dos venenos que você vinha armazenando há tanto tempo. . . '

Roger deu um sorriso torto, 'isso parece estranho'. Encolheu os ombros. 'Mas. . . '

 

'Fora esses sintomas, como está se sentindo?'

Roger apontou para o quarto. 'Bob, isto aqui é ótimo. Acho que eu não sabia como estava cansado. . . e quanto tinha que me esforçar só para cuidar de mim mesmo. E agora tudo isto, e ainda uma enfermeira em tempo integral. O que mais eu poderia desejar?'

 

'Está gostando dos sucos de frutas?'

 

'Um pouco. Não consigo tomar muito'.

'Não beba mais do que tem vontade. O seu corpo está tentando ensinara você... deixe!" (pp. 106s).

O Dr. Bob fortalecia-se em seus propósitos contrários à Medicina convencional lendo livros que o corroboravam em sua posição: assim, por exemplo, a obra de Herbert M. Shelton: Fasting can save your Life (O jejum pode salvar a sua vida), que lhe incutia o seguinte:

"Nada que o homem conhece, se compara ao jejum, como forma de aumentar a eliminação de impurezas do sangue e dos tecidos. . . À medida que o jejum progride, as secreções retidas ou, mais precisamente, os resíduos retidos são eliminados do corpo e o sistema se purifica. As irritações se acalmam; o corpo descansa do ponto de vista vital, a pessoa se refaz" (p. 99).

 

Ou ainda:

"Há muitos e muitos anos, o homem busca um salvador. Quando não busca um salvador, busca uma cura. .. Em vez de comprar ou implorar uma cura, o melhor seria parar de criar doenças. A doença é criação do próprio homem" (J. H. Tilden, Toxemia explained — A Toxemia explicada, citado à p. 78).

Outro paciente, chamado Larry, ao qual o Dr. Bob recomendara outrossim o jejum, acabou morrendo. Isto abateu muito o clínico, que confessa:

"Para aumentar ainda mais o meu sentimento de fracasso, quando fui ver Roger no início da noite, ele estava pior do que nunca. Mal se mexia, quase nem percebeu a minha presença. A pele estava fria e úmida, a respiração rápida e superficial. A tosse funda e seca que ele tinha antes, estava mais funda e mais congestionada" (p. 111).

Roger ia perdendo peso; ele, que normalmente deveria pesar 90 quilos, só tinha 62. Sentia dores horríveis: "Ah, Bob, gemeu ele. Isto está terrível. Minha cabeça. Meu estômago. Minhas pernas. As costas. Tudo está doendo. Ah, meu Deus, como dói!" (p. 118).

Bob era tentado a voltar atrás, ministrando ao paciente um analgésico ou internando-o num hospital. Todavia raciocinava:

"Roger e a medicina ortodoxa haviam percorrido o caminho dos medicamentos e não tinha dado certo. Não tinha dado certo porque as drogas e os medicamentos eram exatamente a causa do problema. E, quanto mais medicamentos davam, mais o problema aumentava. Naquele exato momento, percebi com clareza que os hospitais. . . a medicina ortodoxa. . . os medicamentos. .. não eram a solução para Roger.

 

Não podiam devolver a vida e a saúde ao meu amigo.

Por quase uma semana Roger já estava limpo de medicamentos de qualquer tipo. Não chegou perto nem de um comprimido de aspirina. Não tinha tomado nada a não ser suco fresco de fruta e água pura. Nada mais havia entrado em seu corpo...

Ele não tinha apresentado progresso aparente durante essa semana. Mas não tinha piorado.

Significava que, embora Roger não mostrasse sinais evidentes de melhora, o simples fato de não ter piorado já era uma melhora!" (p. 118).

Um banho de água quente serviu para aliviar uma das mais fortes crises de dor do paciente (p. 119).

 

1.3. As melhoras

Aos poucos, o enfermo passou a apresentar nítidos sinais de melhora: a contagem de glóbulos brancos subiu, o número total de linfócitos aumentou de forma significativa. 0 sistema imunológico de Roger já não estava inativo; começara a funcionar de novo. A pele, que antes era flácida, começava a ficar mais firme e adquiria um bronzeado saudável, devido aos banhos de sol; o tono muscular também estava melhorando; as lesões do sarcoma de Kaposin iam diminuindo de tamanho; a congestão no peito também se abrandava e raramente se ouvia Roger a tossir durante a noite; a pressão arterial, após muitos anos de distúrbios, voltava a ser normal.

No 35o dia de abstinência a não ser de suco de frutas e água, exclamou Roger:

"Há anos não me sinto assim tão bem. Estou dormindo melhor. Aliás, só preciso de umas seis ou sete horas de sono por noite. Acho que nunca dormi antes tão pouco assim" (p. 135).

Pouco depois, o Dr. Bob resolveu tornar mais substanciosa a dieta do enfermo, permitindo-lhe comer algo como frutas e hortaliças frescas; as doses, módicas a princípio, seriam aumentadas aos poucos; embora Roger não sentisse apetite algum, estava muito fraco e com aparência esquelética. Já haviam decorrido seis meses desde o primeiro contato do enfermo com o Dr. Bob.

Este ia-se corroborando na concepção de que são os desregramentos da conduta humana que provocam a debilitação do organismo e, conseqüentemente, as moléstias. E não só os desvios de conduta, mas também pensamentos e emoções podem ter os mesmos efeitos; o que acontece na mente, inevitavelmente se reflete na saúde ou na doença do corpo. Quem se entrega à raiva, rancor, decepção, amargura, medo, vergonha e outras emoções negativas, "estimula a produção de mensageiros químicos que chegam a todas as partes do corpo, espalhando a má notícia" (p. 140). "Os pensamentos no organismo se transformam em adrenalina, noradrenalina, cortisona, ACTH e outras substâncias químicas, que alteram o delicado equilibrio biológico do corpo e enfraquecem o sistema imunológico. Quando isto acontece a uma pessoa, ela se torna presa fácil de todo tipo de doenças que normalmente seriam repelidas" (p. 141).

Bob formula sua conclusão ainda mais ousadamente:

"A AIDS não mata as pessoas. Venho dizendo isso há semanas.

Isso ia ficando cada vez mais claro para mim.

A AIDSé efeito e não causa.

 

A AIDS reflete e mostra o sistema imunológico destruído, mas a AIDS não é causa do colapso do sistema imunológico.

 

Quando o sistema imunológico fica inutilizado por substâncias químicas traiçoeiras, liberadas pela negatividade descontrolada, o resultado é um organismo sem defesas, incapaz de proteger a si próprio. Conclusão: o corpo se torna vítima de todos os tipos de doenças 'oportunistas', como é o caso do sarcoma de Kaposi, da pneumonia por Pneumocystis carinti e de certos tipos de câncer.

 

A morte, quando ocorre, é então atribuída à AIDS, o que não é justo. A AIDS não causa a morte. A AIDS não pode causar nada. A AIDS é simplesmente o estado em que o corpo se encontra quando ele destruiu seu próprio sistema imunológico ! .

 

A AIDS, na minha opinião, nada mais é que o resultado do desrespeito às leis imutáveis de Deus. Assim como uma pessoa é 'punida' por violar imprudentemente as leis da gravidade ou da eletricidade, também é punida por violar as leis que regem os cuidados com o seu próprio corpo" (p. 141).

 

Ou ainda:

 

"Todas as doenças quer seja gripe, asma, câncer, artrite, osteoporose, diabete ou AIDS são apenas rótulos artificiais, que colocamos ao acaso em diversos conjuntos de sintomas, dependendo da sua localização física. E todas as doenças são apenas uma toxemia progressiva (ou envenenamento) induzida por drogas (medicamentos e substâncias químicas), sejam endógenas (produzidas internamente), sejam exógenas (produzidas externamente).

E, quando a toxemia não tratada piora muito, o sistema imunológico começa sua autodestruição. A AIDS é o resultado final do sistema imunológico destruído.

E este é o motivo pelo qual a AIDS sempre é fatal: o corpo esgotou suas reservas. Não consegue mais reconstruir ou recuperar-se. Ele não pode fazer mais nada.

 

Só resta morrer.

 

E Roger?

Por que seu sistema imunológico começou a funcionar de novo? A resposta parecia clara.

Através do jejum, o corpo de Roger pôde eliminar as substâncias tóxicas acumuladas. Ao ficar em um ambiente sem tensões, cercado de atenção e carinho, as drogas auto-induzidas que seu medo e sua raiva produziam havia anos também foram eliminadas" (p. 143).

.. .

Para provocar o bom funcionamento psíquico de Roger, a sua enfermeira Ellen se lhe dedicava inteiramente; donde resultou um namoro e a perspectiva de casamento para o enfermo, que se julgava condenado à morte.

 

1.4. O desfecho da história

Roger Cochran foi-se recuperando sempre mais rapidamente a tal ponto que o Dr. Bob Smith o deu por totalmente curado e o convidou a trabalhar consigo na fundação de um Centro que difundisse a terapia biológica ou natural, sem ingerência de medicamentos. "A única coisa que um medicamento pode fazer é aliviar o mal-estar. Temporariamente. Por pouco tempo. Mas um medicamento não pode curar. Só o próprio corpo pode fazer isso" (pp. 164s).

0 autor do livro, no final do seu relato, faz alusão a interesses mercantis ligados à AIDS. Cita, por exemplo, o Dr. Stephen S. Caiazzo, presidente de uma Comissão de Médicos de Nova Iorque (Committee of Concerned Physicians), que diz:

"A AIDS está-se tomando um negócio milionário, envolvendo bilhões de dólares em lucros potenciais para a indústria biomédica. .”.

Entretanto, por causa da competição acirrada dentro da indústria, não é raro para nós que estamos envolvidos de perto com a AIDS, recebermos ofertas de informações sigilosas e confidenciais sobre ações, ofertas de gratificações e pagamentos por consultoria em troca do apoio a modalidades novas e lucrativas de tratamento e diagnóstico de uma determinada empresa. Nenhum médico merecedor de seu diploma pode aceitar esse tipo de oferecimento. Seria uma violação de todos os principios da ética médica. ..

O problema contudo vai mais fundo ainda. Devido à forma limitada e extremamente difícil pela qual a AIDS é transmitida, ela é basicamente uma doença comportamental. Com medidas de saúde adequadas em todos os níveis, uma educação sólida para todos os americanos e responsabilidade por parte dos indivíduos, a AIDS tem 100% de possibilidade de ser evitada. . .

A AIDS é uma tragédia humana de proporções inacreditáveis. Mas é uma doença com a qual podemos acabar no momento em que tivermos vontade e determinação suficientes. No entanto, tenho medo de que essa vontade e essa determinação nunca apareçam, com toda a indústria que vemos germinando em torno da AIDS. . .

Estamos perto do dia em que vamos precisar da AIDS e não poderemos mais viver sem eia, porque ela será essencial aos lucros de inúmeras empresas".

 

Exclama Bob:

Meu Deus!, disse a mim mesmo, será possível que tenhamos nos prostituído a ponto do imenso sofrimento de nossos irmãos não significar nada para nós além de alguns dólares a mais? (p. 148).

Acrescenta o Dr. Bob:

"Era óbvio para mim que a AIDS, ela própria, era muito mais do que somente outra doença ou outra epidemia. Era uma verdadeira instituição. Uma instituição muito bem planejada. E que, por trás do pânico da AIDS, estava uma poderosa e imensa máquina financeira, dando as cartas e controlando toda a indústria farmacêutica e da saúde. Um artigo no jornal Los Angeles Herald Examiner (21 de março de 1987) reforçou minhas impressões. Falando do medicamento Retrovir, feito pela Burroughs Wellcome Company, o fabricante estimava que 'o preço do tratamento anual seria em torno de oito a dez mil dólares por paciente'...

Oito a dez mil dólares anuais por um paciente com AIDSl

Estes e outros dados levaram-me a acreditar que homens como eu e como milhares de outros médicos bem-intencionados estávamos sendo inescrupulosamente manipulados. E a maioria de nós havia acreditado na propaganda e entrado no jogo deles.

 

Isso era realmente monstruoso" (pp. 150s).

Este final de livro é violento. Registramo-lo com objetividade, sabendo que pode haver nisso um tanto de exagero e paixão.

 

O relato termina com uma palavra de Roger:

 

"Se o leitor acredita que precisa de um diagnóstico, uma opinião, um tratamento, conselhos terapêuticos, uma alteração no seu modo de vida ou qualquer outra ajuda referente à saúde, e gostaria de conhecer instituições e/ou profissionais da saúde, que oferecem um tratamento alternativo, sugiro que entre em contato com o Projeto CURE e a National Health Federation, que podem ajudá-lo. . ." (p. 166).

 

Endereços:

Project CURE. 2020 K Street, NW, Suite 350 Washington, D. C. 20069

National Health Federation, 212 W. Foothill Blvd.

Monrovia, Califórnia, 91016.

2. Reflexão final

Como dito, não é intenção de PR tomar posição diante do dilema "Medicina Convencional ou Medicina dita 'Biológica'?". Interessava-nos apenas registrar o caso de Roger Cochran, que fora desenganado pela Medicina "ortodoxa", mas conseguiu salvar sua vida seguindo um caminho novo, inédito. Visto que muitos pacientes podem estar em situação análoga à de Roger Cochran quando foi procurar o Dr. Bob Smith, parece oportuno saberem que a condenação talvez não seja irrevogável; haverá possivelmente para eles uma saída do problema desde que queiram submeter-se a uma terapia diferente, apontada por Bob Owen na obra que acabamos de analisar.

O relato deste autor também projeta luz sobre a Campanha contra a AIDS que o Ministério da Saúde vem desenvolvendo no Brasil. — A idéia é válida, sem dúvida; mas a execução do projeto não vai até as raízes éticas da moléstia. Aponta, sim, como causas de AIDS: relações sexuais com pessoas contaminadas, agulhas e seringas contaminadas, transfusão ou contato com sangue contaminado, contato entre mãe contaminada e filho durante a gravidez ou no parto.

Ora, antes do livro de Bob Owen, e mais ainda após a publicação do mesmo, sabia-se e sabe-se que a AIDS tem origem em comportamento desregrado do ser humano, especialmente na prática da genitalidade. O jornal O GLOBO (28/12/90, p. 17) noticia:

"Pelos registros do Ministério da Saúde, dos 13.817 casos diagnosticados entre 1980 até agosto de 1990, 36 por cento são homossexuais, 24 por cento contraíram a doença por transfusão de sangue, 17 por cento são bissexuais, 17 por cento são usuários de drogas, e 11 por cento heterossexuais.

Nos últimos anos, o perfil da doença está mudando, e os usuários de drogas representam o grupo que mais cresce entre os portadores de AIDS.. .

'Temos uma situação crítica, em que um terço da população do país é constituída de analfabetos. Oitenta por cento da população vive em áreas urbanas sem infra-estrutura para receber esse contingente. A isso soma-se o fato de a doença ser transmitida sexualmente, o que torna muito mais difícil mudar comportamentos', avalia Eduardo Cortes, Diretor da Divisão Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis/AIDS, do Ministério da Saúde".

O abuso da prática sexual e o consumo de drogas são raízes de AIDS. É necessário denunciar isto a fim de que a população do Brasil procure na renovação ou reforma de seus costumes a solução de um problema que preservativos, camisinhas e outros meios artificiais não resolvem. . . . não resolvem e ainda fornecem lucro vultoso a firmas comerciais, que, conforme Bob Owen, se beneficiam com os males do próximo !

Estêvão Bettencourt O.S.B.



[1] Bob Owen, Roger conseguiu curar-se da AIDS: sua luta e sua vitória. Traduzido do inglês por Beatriz Catanhede Orsini. Ed. Paulinas, São Paulo 1990, 140 x 210 mm, 169pp.

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#0•A62•C999   2018-06-01 23:21:42 - Convidado/manoelcdh@gmai.com
Li o livro há mais de 20 anos. Dar uma revolta..
... Parabéns ao dr. Bob, e ao Roger, que confiou no amigo. A enfermeira (se não me engano) Janice que ao dedicar-se ao seu trabalho de enfermeira, ao cuidar de Roger, terminou-se casando com ele.

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