PERGUNTE E RESPONDEREMOS 551 – maio 2008

ABORTO NÃO!

 

Por correspondência miúda entendemos a resposta a questões muito debatidas, mas encaradas sob aspecto interessante. É o que vamos fazer abordando mais o aborto.

 

I. Mães morrem aos milhares?

 

A Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida se manifestou na seguinte notícia:

 

I. As grandes mentiras: aborto e morte maternas

 

O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, mais de uma vez tem afirmado que a cada ano no Brasil morrem milhares de mulheres por causa do aborto inseguro, praticado na clandestinidade, fenômeno que seria corrigido legalizando o aborto de maneira que esta prática passaria a ser segura (legal), poupando a vida das mulheres.

 

Ocorre que os dados estatísticos oficiais do Ministério da Saúde não sustentam esta afirmação.

 

Na terceira Audiência Pública realizada no dia 10/10/07, na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados, a respeito do PL 1135/91, que objetiva legalizar o aborto a pedido até o 99 mês de gestação, a ex-senadora Heloísa Helena, professora de estatística médica da Universidade de Alagoas, leu os dados publicados oficialmente pelo Ministério da Saúde relativos ao ano de 2006.

 

No ano de 2006, morreram no Brasil, no total: 368.262 mulheres. Deste total,

 

 135.119                              morreram por doenças do aparelho cardíaco

 

64.723                                  por tumores (neoplasias)

 

46.369                                  por doenças do aparelho respiratório

 

29.263                                  por distúrbios do metabolismo (ex. diabetes)

 

20.368                                  por causas externas (acidentes e homicídios)

 

18.615                                 por doenças infecciosas

 

17.154                                 por doenças do aparelho digestivo

 

13.165                                 por alguma afecção originada no período perinatal

 

8.015                                     por doenças do aparelho geniturinário

 

7.198                                     por doenças do Sistema Nervoso

 

4.801                                     por malformações congênitas

 

1.800                                    por transtornos mentais

 

1.672                                    por doenças ligadas à gravidez, parto e pós-parto

(estas são chamadas de mortes maternas e representam aproximadamente 0,5% de todas as mortes das mulheres).

 

Deste total de 1672 mortes maternas, ocorridas em 2006, fazem parte as mortes por eclampsia, hipertensão, hemorragia pós-parto, infecção puerperal, descolamento prematuro de placenta etc. e as mortes por aborto em geral (todos os tipos de aborto, dentre eles: gravidez ectópica, mola hidatiforme, aborto espontâneo, outros produtos anormais da concepção, aborto por razões médicas, outros tipos de aborto, aborto não especificado e falhas na tentativa de aborto).

 

O número de mortes por aborto em geral, acima especificado, é de 216, correspondente a 13% do total de mortes maternas (1672).

 

O Ministério da Saúde expediu documento à Câmara dos Deputados, sob o n9 SI PAR 25000.074178/2007-01, datado de 03/07/2007, informando que o número de mortes por aborto clandestino no ano de 2006, é de 37 (trinta e sete) mulheres.

 

Onde estão os milhares de mortes por aborto inseguro, praticado na clandestinidade, dos quais o Ministro Temporão fala tanto?

 

Continua o documento em foco:

 

FINANCIAMENTO E POLÍTICA DO ABORTO

 

Há mais de quinze anos as fundações norte-americanas (Ford, Rockfeller, Mac Arthur e outras) estão financiando no Brasil ONGs feministas e defensoras da legalização do aborto.

 

A recente Conferência Global "Marie Stopes International" sobre aborto seguro, realizada em Londres (outubro 07) acaba de fixar as estratégias para coordenar a agenda anti-vida para forçar a realização e legalização do aborto em todos os países do planeta até 2015. Inglaterra e Holanda apoiam financeiramente este plano para reduzir o crescimento da população do terceiro mundo, principalmente da América Latina. Este plano anti-natalista garantirá a continuação da dominação econômico- político-demográfica do primeiro mundo sobre o terceiro.

 

A legalização do aborto faz parte, portanto, desta política vergonhosa de imperialismo demográfico, com a qual o nosso governo é conivente e colabora, deixando que o Brasil continue dependente dos interesses do capitalismo internacional.

 

O próprio ministro Temporão, entrevistado recentemente no programa "Roda Vida", confirmou que para implantar o aborto na rede pública "não faltará a ajuda internacional", ou seja:

 

Haverá verbas internacionais para matar brasileiros no seio da mãe, mas não haverá para a saúde do povo.

 

 

II. REFUTANDO ARGUMENTOS PRÓ-ABORTO

 

Concepção - A vida humana começa com a concepção, não importando o número de dias ou horas desta. Assim que espermatozoide e óvulo se encontram, se ninguém interferir, nascerá um ser humano, portanto, destruir o zigoto (união de espermatozoide e óvulo) é cometer assassinato.

 

Aborto "legalizado" - O aborto no Brasil é sempre um crime. O artigo 128 do Código Penal diz que há dois casos em que o aborto "não se pune". Esses casos são o risco de vida à gestante e o estupro. Ora, confundir "não se pune" com "é permitido" é uma barbaridade jurídica. O mesmo Código diz que, por razões de política criminal, não se pune o filho que furta dos pais (art. 181) e que fica isento de pena o pai que ajuda seu filho delinquente a escapar da polícia (art. 348, parágrafo 2-), embora não aprove nem aplauda nenhuma dessas condutas. Dizer que existe aborto legalizado, portanto, é abusar da expressão; o que há é a não-punição de alguém que comete crime contra um ser humano indefeso.

 

Aborto quando há risco de vida à gestante - O diagnóstico de uma mulher doente que poderia morrer por causa da gestação (aborto terapêutico) é uma presunção cruel que jamais obteve comprovação científica. Há, no entanto, inúmeros estudos que demonstram exatamente o contrário: mesmo em situações supostamente de risco é possível ter o filho sem a morte de ninguém.

 

Aborto em caso de estupro - Todas as crianças, mesmo que consequentes de estupro, podem ser amadas e felizes. Todo mundo só precisa ser amado. Mesmo que a mulher se sinta violentada, não é justo matar um inocente - o filho do estuprador-, que é isento de qualquer culpa. Se alguém deve ser punido, que seja o estuprador, e não o seu filho, que nada fez contra ninguém. Há muitos casos de mulheres que engravidam, como consequência do estupro, levam a gravidez normalmente e amam seu filho. Dão a vida pelo filho. Por outro lado, quando se faz um aborto, é fato comprovado que existe uma síndrome pós-aborto com a qual a mulher nunca mais esquece o fato de ter matado seu filho. Cometer aborto nesse caso é praticar uma violência sobre a outra.

 

Sempre um crime - Ao longo de toda a história da humanidade a afronta contra a vida dos seres humanos indefesos na barriga de suas mães sempre foi punida. As civilizações romana, judaica, indiana, grega ou qualquer outra jamais aceitaram esse tipo de crime. Na Grécia, aliás, surgiu o juramento de Hipócrates, que ainda hoje é repetido pelos médicos, e com o qual os futuros profissionais prometem nunca oferecer a alguma mulher uma substância abortiva.

 

Ato médico - O ato médico define-se por uma finalidade: salvar vidas. Uma pessoa que faz respiração artificial em alguém, realiza um ato médico. Portanto, o fato de o aborto ser realizado por um médico não basta para dar a um homicídio a qualidade de ato médico. Pelo contrário: o médico que pratica abortos comete crime contra a Lei e contra seu próprio juramento.

 

Instituições Pró-vida:

seja um defensor da vida - frente parlamentar em defesa da vida.

Presidente: Vereador Márcio Pacheco

Mais informações: www.marciopacheco.com.br Contato: (21) 3814-2468, (21) 3814-2405

 

Associação nacional mulheres pela vida

Dóris Hipólito - Presidente Nacional e Membro da Comissão Arquidiocesana em Defesa da Vida

Mais informações: www.defesadavida.com e-maii: somosmulherespelavida@yahoo.com.br

 

Instituto juventude pela vida

Mais informações: www.juventudepelavida.com.br

 

 

III.a VIDA SIM!

 

Concepção - Apenas um, dentre milhões de espermatozoides fecunda o óvulo. Aí começa a vida humana.

 

Terceira Semana - Braços e pernas, olhos, cordão espinhal, sistema nervoso, pulmões, estômago e intestinos estão se formando.

 

O coraçãozinho do bebê começa a bater com aproximadamente 20 dias.

 

Décima Segunda Semana - Todos os sistemas do corpo estão funcionando.

O bebê respira, engole, digere e urina.

 

O Bebê sente dor - Nada de novo surge.

É só crescer e amadurecer.

Sou inocente e fui condenado à morte.

Não posso chorar. Não posso correr.

Não posso pedir socorro. Você não vai fazer nada para me defender?

 

 

III.b ABORTO NÃO

 

1. Aborto por sucção

O bebê é triturado e aspirado para fora do útero de sua mãe.

 

2. Aborto por curetagem

O bebê é cortado aos pedaços e arrancado do útero de sua mãe.

 

3. Aborto por micro-cesariana

É uma cesariana para matar o bebê. Às vezes, ele ainda sai vivo e é assassinado depois.

 

4. Aborto químico

Drogas, pílulas ou injeções matam o bebê.

 

 

IV. DEUS É BOM?

 

"Como pode Deus ser infinitamente bom se decidiu criar pessoas que não se salvariam?".

 

A resposta nos leva a querer perscrutar os desígnios de Deus, que por certo são mais elevados e sábios do que os nossos. Não nos é possível assinalar o porque de cada acontecimento da história. Como quer que seja, façamos algumas ponderações:

 

1) Por definição, Deus é o ser perfeitíssimo, que não pode cometer falha alguma; todavia, sendo mais perfeito do que nós, pode ter desígnios cuja sabedoria não entendemos. Pelo fato de que eu não o entendo, não vou cair no ateísmo, pois é muito pior estar sem Deus do que crer num Deus que necessariamente me ultrapassa em perfeição. Um Deus que possa ser criticado não é Deus.

 

2) Deus quis criar homens livres, prometendo a cada qual graças necessárias para se afastarem do pecado e aderirem ao Bem Infinito. A liberdade humana pode dizer Não à proposta de Deus; então o homem condena a si mesmo, apesar da vontade salvífica de Deus, pois o sofrimento deve provir justamente do fato de que ele reconhece ser Deus o Sumo Bem, do qual ele se afastou resistindo a todos os apelos da graça divina. O réprobo faz coro com os justos do céu, pois uns e outros proclamam a santidade de Deus, uns com alegria imensa, outros com profunda tristeza.

 

3) Não julguemos facilmente que muitas pessoas morrem avessas a Deus; até a última hora Deus assiste ao moribundo e, muitas vezes, obtém o Sim da criatura. Esses casos nos surpreenderão, pois veremos o trabalho da graça de Deus. Quem pode dizer quantos se acham no estado do inferno? Raros talvez sejam. Por isto é mais recomendável não estarmos sondando este aspecto do plano de Deus; é perda de tempo.

 

4) Esforcemo-nos por cumprir nossos deveres de bons cristãos e ajudemos os outros a cumpri-los devidamente. Estaremos assim contribuindo para a conversão dos pecadores.

 

"Por que rezar pelos falecidos, se desde sempre a Justiça de Deus já se sabe seu destino eterno?

Modificaria Ele o seu veredicto em virtude de nossas súplicas?"

 

Na verdade, Deus, sendo perfeito, não pode mudar. Ocorre, porém, que, na sua eternidade, ao decretar dar-nos tal e tal graça, inclui nesse desígnio a colaboração do homem pela oração. Oramos não para "dobrar" Deus segundo nossa vontade, mas para nos elevar ao plano dos desígnios do Altíssimo. Dizemos sempre como bons cristãos; "Faça-se a tua vontade assim na terra como no céu" ou com Jesus digamos: "Pai, concede... mas faça-se a tua vontade e não a minha" (cf. Mc 14, 36). Oremos, pois, pelas almas dos falecidos pois Deus quer a nossa colaboração com seu Plano Salvífico.

 

Notemos que não pedimos a Deus anistia em favor das almas do purgatório. Este não é um cárcere, ao qual esteja condenada tal ou tal alma por uma ou mais ações pecaminosas. O purgatório é, sim, um estado no qual a alma repudia radicalmente os resquícios de pecado que nela existam. Com outras palavras: pedimos a Deus que o amor a Deus existente em tal e te fortaleça para extinguir qualquer amor desregrado.

 

 

V. ELA NÃO QUIS ABORTAR

 

A Rede Globo publicou a seguinte notícia aos 6/2/2008: Fetos chutam tumor de útero e salvam a vida da mãe

Britânica ficou curada de câncer depois que fetos deslocaram tumor com chutes.

DA BBC

 

Uma britânica que descobriu um câncer durante a gravidez foi salva pelos chutes dos fetos, que expulsaram parte do tumor.

 

Michele Stepney, de 35 anos, estava grávida de gêmeas quando foi levada para o hospital com um sangramento.

 

No início, os médicos suspeitaram de um aborto, mas logo descobriram que ela estava com câncer cervical e que acabara de expelir um pedaço do tumor do colo do útero.

 

"Eu não poderia imaginar que os chutes que eu sentia seriam tão importantes. Eu mal pude acreditar quando os médicos disseram que os movimentos tinham expulsado o tumor", diz Michelle.

 

Os oncologistas sugeriram que ela fizesse quimioterapia e retirasse o útero para remover o câncer por completo, o que significaria o fim da gravidez.

 

Michelle conta que, depois de muito refletir, decidiu seguir em frente com a gestação e foi submetida a doses limitadas de quimioterapia, aplicadas a cada 15 dias.

 

As gêmeas, Alice e Harriet, nasceram na 33a semana de gravidez de cesariana. As meninas estavam em perfeito estado de saúde, mas nasceram sem cabelo por causa dos efeitos da quimioterapia.

 

Quatro semanas depois do parto, Michelle foi submetida a uma cirurgia para retirada do tumor e do útero. Os médicos acreditam que ela esteja curada.

 

A britânica disse que deve "a vida às filhas".

 

No dia 12 de fevereiro, Michelle receberá o prêmio "Mulher de Coragem" do Câncer Research UK, um centro na Grã-Bretanha dedicado a pesquisas sobre o câncer.

 

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)


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