Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

07 de junho de 2011

Quando os apóstolos com Maria Santíssima e outros discípulos fizeram a experiência de Pentecostes, dessa reunião nasceu o destemor da Igreja nascente. Cristo em vários momentos de sua vida pública reuniu os discípulos e demonstrou sua vontade de fundar uma Igreja, porém, após sua paixão e ressurreição, o “pequeno rebanho” dos fiéis se retraiu, a portas fechadas, até se cumprir a promessa do “Consolador” (cf. Jo 15, 26; At 1,8). Foi sob o impulso do Espírito que a Igreja começou a pregar com audácia a Palavra de Deus.

Pentecostes também unificou os discípulos na unidade do Corpo Místico de Cristo e, neste evento, os cristãos de todos os tempos e lugares vêem sua origem como comunidade de fiéis, chamados a proclamar juntos Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Embora aquela iniciante Igreja experimentasse dificuldades, interna e externamente, seus membros perseveraram na fidelidade e na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações (cf. At 2, 42).

Hoje, percebemos que a situação dos primeiros cristãos se repete na Igreja em Jerusalém. Este é o tema pelo qual somos chamados a rezar na semana dedicada à unidade dos cristãos deste ano.

Mesmo em meio a grandes problemas, as igrejas em Jerusalém nos oferecem uma visão do que significa buscar a unidade. Elas nos mostram que o chamado à unidade pode ser mais do que palavras e que, de fato, ele pode nos orientar para um futuro no qual antecipamos e ajudamos a construir a Jerusalém celeste. É preciso realismo para transformar tal visão em modo concreto de viver, pois a responsabilidade por nossas divisões é nossa, elas são o resultado de nossas próprias ações e pecados. Precisamos intensificar nossa oração, pedindo a Deus que nos transforme para que possamos trabalhar ativamente pela unidade.

São quatro os elementos de unidade que nos são propostos para a oração e a reflexão: Primeiramente, temos a palavra que era comunicada pelos apóstolos; em segundo lugar, a comunhão fraterna, um importante sinal entre os primeiros fiéis sempre que se reuniam; uma terceira marca da Igreja primitiva era a celebração da Eucaristia (a fração do pão), lembrando a Nova Aliança que Jesus realizou através de seu sofrimento, morte e ressurreição; o quarto aspecto é a atitude constante de oração. Esses quatro elementos são os pilares da vida da Igreja e de sua unidade.

Que todos nós, cristãos, sejamos dóceis a ação do Espírito e reconheçamos tudo o que nos une para juntos sermos, no mundo, um sinal crível da presença do Ressuscitado (cf. Jo 17, 21).

Dom Edney Gouvêa Mattoso,

Bispo Diocesano de Nova Friburgo


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