Bienal, espaço da cristianofobia.

 

Sergio Sebold

Economista e professor independente

seboldunico@gmail.com  

 

Sempre fui um admirador de todas as expressões de arte, apesar de nem sempre entendê-las, dada sua excentricidade ou mensagem que quer exprimir seu criador. Sem pretender aprofundar no significado da arte, pode-se dizer que ela está ligada a uma manifestação lúdica de ordem estética, da maneira como sente o artista. Esta manifestação está ligada à percepção do mundo que o cerca, de suas emoções interiores e sua expansão através das ideias. Por ser única e exclusiva do seu criador, a arte é sempre singular. Para tanto, o artista se expressa através do mundo material ou imaterial, por imagens, sons ou outras novas formas onde ele cria a beleza para a nossa admiração, e por extensão à nossa reflexão.  Como todos nós somos um reflexo do meio em que vivemos e por ele influenciados, a arte acaba sendo um reflexo do ser humano nas condições em que vive. A arte é o produto da liberdade.

 

Todo o ser humano é brindado com algum tipo de dom que o caracteriza, e através deste, manifesta sua arte; pode ser na forma plástica, música, escultura, teatro, dança, literatura, arquitetura, cinema, e hoje através da computação gráfica.

 

No dia 6 de Setembro de 2014 (embora hoje fora do momento oportuno), foi inaugurada a 31ª Bienal de Artes de São Paulo, no Parque do Ibirapuera com um conjunto de temas e artistas escolhidos por concurso que possam ser destaque a critério da organização. Na grande parte destas exposições, - embora se encontrem manifestações artísticas magníficas, maravilhosas - são manifestações sociais de minorias, agressivas, intolerantes, preconceituosas, narcisistas e ofensivas a alguma entidade, em que nada contribui para o aperfeiçoamento da psique humana. O grande tema que se destacou foram os preconceitos e o ódio contra o cristianismo (cristianofobia), conforme já denunciado na imprensa. Contra outras confissões religiosas, como o Budismo, o Islamismo e outros ismos: nada.  Estranho. Por que será?

 

Na verdade, a exposição da bienal é apenas pretexto para seus mentores divulgarem suas manifestações contra o cristianismo, suas apostasias. Temas que debocham da história ou da entidade cristã, que não têm nada a ver com a arte. Ela é apenas um pretexto para divulgar suas heresias e frustrações da vida. São homens e mulheres ateus que procuram destruir os valores cristãos, e, a forma mais oportuna, é usar a instituição (bienal) para esse fim.

 

A Bienal serve-se nessa oportunidade para disseminar uma campanha contra a família; promove o aborto, promove a agenda homossexual, insulta a religião cristã, base da civilização ocidental. Alem de blasfema, promove uma reinterpretação esquerdista da nossa história. Numa autêntica inversão de valores procuram nestas ocasiões promover a cultura da morte, criando um “Espaço para Abortar”, num ambiente de “artes”(?). Procuram associar um crime hediondo (o aborto) a valores superiores, tais como cultura, inteligência e sofisticação. Quem é contra, é taxado de ignorante, burro, retrógado. O respeito, só pode existir na condição de uma via de mão dupla. A “arte” que agride qualquer sentimento religioso não merece a mínima consideração. Este é um exemplo de mente vazia, pseudo-arte.

 

Essa exposição foi muito além de colocar um tema em discussão, mas está usando um espaço para propagar sentimento de ódio, travestido de aparente ceticismo artístico. Como diz um leitor na internet sobre o assunto: “mesmo sendo católico, jamais concordaria com algum ato que ofendesse budistas, evangélicos, judeus, ou mesmo muçulmanos, mesmo a despeito do que eles (alguns deles) fazem com cristãos lá no oriente médio".

 

Segundo noticiou a imprensa o que se viu naquela bienal é o reflexo de um sistema iníquo e corrupto da degradação moral que se abateu sobre o país, depois que comunistas, materialistas e ateus tomaram conta do poder. São os defensores das ideologias de gênero, aborto, homossexualismo, do feminismo radical que tem livre acesso aos Ministérios da Saúde, Cultura, Educação, Secretarias da Presidência de República que desejam implantar a chamada “ditadura gay”. Nem Sodoma e Gomorra tiveram tantos privilégios.

 

Quanto aos artistas, no geral são pessoas que não tiveram boa convivência com os pais, com a família; devem ter sofrido desde a infância abuso sexuais; não tiveram o amor que desejariam e transferem agora suas revoltas íntimas contra as instituições cristãs. São pobres jovens que extravasam e transmitem apenas seus sofrimentos pessoais; precisam apenas de amor e isso fica claro nessa pretensa bienal que quer acabar com a ética, moral e a fé em um Deus. Devemos ter misericórdia pelos que sofrem; esperamos que tenham coragem, dobrem os joelhos, pois por mais ateus que sejam, Deus os ama muito e não quer perdê-los. Ele é o genuíno AMOR.

 


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