A importância do Catecismo da Igreja

 

Ivanaldo Santos

 

Desde as primeiras comunidades, lideradas pelos apóstolos, que os cristãos se preocupam em escrever, publicar, divulgar e difundir o catecismo. Uma prova disso é a existência da Didaqué, do mais antigo catecismo cristão que se tem notícia. A Didaqué foi escrita provavelmente no final da década de 90 d. C., logo, neste período, ainda haviam apóstolos vivos, pois, por exemplo, o Apóstolo João só morre, em Éfeso, no ano 103 d. C.

 

O Papa João Paulo II, na Carta Apostólica Laetamur Magnopere, define o catecismo como sendo a exposição completa e íntegra da doutrina católica. Já o Papa Bento XVI, no Motu Proprio para a Aprovação e Publicação do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, afirma que o catecismo tem a missão de apresentar a fé e a moral católica aos fiéis da Igreja e para aqueles homens e mulheres de boa fé que, por razões diversas, estão fora da Igreja.

 

Diante da longa história do catecismo, que remonta as primeiras comunidades cristãs, e de sua ampla difusão em quase todas as partes do mundo, apresentam-se três motivos para que o catecismo seja um livro muito importante para o fiel católico.

 

O primeiro motivo é que o catecismo é um livro onde constam, de forma didática e explicada, a doutrina e o ensinamento do magistério da Igreja sobre os Evangelhos, a pregação de Jesus Cristo, demais temas bíblicos e de interesse sociocultural. Nenhum fiel pode se autoproclamar católico, sem ter, em sua vida, e conhecer profundamente o catecismo.

 

O segundo motivo é o fato do catecismo ser um livro base, fundamental para a catequese com casais, crianças e jovens que já estão dentro do seio da Igreja e também é um livro fundamental para o trabalho de evangelização com grupos sociais, pessoas e comunidades que ainda não pertencem oficialmente a Igreja.

 

O terceiro motivo é que o catecismo apresenta, sem rodeios, de forma clara e didática, a doutrina ética e moral que um fiel católico deve experimentar e colocar em prática no cotidiano. Os mais diversos temas de ética são abordados e tratados pelo catecismo, entre os quais se citam: a família, a criação dos filhos, o casamento, o homossexualismo, o aborto, a morte, a eutanásia e a pena de morte. Os problemas mais complexos e mais comuns da ética aplicada ao cotidiano são discutidos e encaminhados pelo catecismo.

 

Por esses e outros motivos, o fiel católico deve sempre ter perto de suas mãos um exemplar do catecismo da Igreja. Esse exemplar deve ficar em sua mesa de estudos, perto de sua cama, dentro do carro ou em qualquer outro lugar que o fiel possa facilmente ler, meditar, estudar, compreender e transmitir para os demais fiéis à doutrina da Igreja.

 

O fiel católico deverá possuir, perto de suas mãos, a versão mais atualizada do catecismo da Igreja, editada em 1992. No entanto, também poderá ter e utilizar outras versões do catecismo da Igreja, como, por exemplo, o catecismo editado pelo Papa Pio X, mais conhecido como Catecismo de São Pio X. Para maior compreensão, estudo e difusão do catecismo o fiel poderá ler algum livro de apoio didático, como, por exemplo, o conhecido livro: O catecismo da Igreja responde de A a Z de Felipe Aquino; e o livro: Breve introdução ao catecismo da Igreja Católica escrito pelo Cardeal Joseph Ratzinger, o Papa Bento XVI.

 

Recomenda-se que o fiel católico nunca leia e nem faça qualquer consulta ao Catecismo holandês, mais conhecido como Catecismo para adultos, o qual traz em seu interior greves erros doutrinários, beirando a heresia. Trata-se de um catecismo editado por teólogos liberais e progressistas na Holanda em 1968 e que sofreu grande crítica do magistério e das autoridades da Igreja. O catecismo só foi publicado após rigorosa nota introdutória doutrina que esclarece, aos fiéis da Igreja, os graves erros que nele existem. No entanto, mesmo com essa nota doutrinal, não é recomendado a nenhum fiel da Igreja a leitura e o estudo do Catecismo holandês.

 

Por fim, afirma-se que o catecismo é o livro necessário para que todo fiel católico possa crescer e amadurecer na fé cristã. Com uma fé madura o fiel estará pronto para conviver com os dramas e conflitos da sociedade contemporânea, muitas vezes uma sociedade neopagã, e, ao mesmo tempo, propagar o Evangelho da Salvação de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Bibliografia consultada:

 

AQUINO, Felipe. O catecismo da Igreja responde de A a Z. 9 ed. Lorena: Cleofas, 2009.

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. 5 ed. São Paulo: Loyola, 2002. 

DIDAQUÉ. Catecismo dos primeiros cristãos para as comunidades de hoje. São Paulo: Paulus, 1997.

O NOVO CATECISMO. A fé para adultos. O catecismo holandês São Paulo: Herder, 1969.

PAPA BENTO XVI. Motu Proprio para a Aprovação e Publicação do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, Cidade do Vaticano, 28 de Junho de 2005. 

PAPA JOÃO PAULO II. Carta Apostólica Laetamur Magnopere, Cidade do Vaticano, 15 de agosto de 1997.

PAPA JOÃO PAULO II. Constituição Apostólica Fidei Depositum, Cidade do Vaticano, 11 de Outubro de 1992.

PAPA PIO X. Catecismo da Igreja. Rio de Janeiro: Permanência, 2009.

RATZINGER, Joseph. Breve introdução ao catecismo da Igreja Católica. 2 ed. São Paulo: Ave Maria, 1997.

 


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