Cristianismo - A história se repete

 

Sergio Sebold

Economista e professor independente

seboldunico@gmail.com

 

 

Os primeiros convertidos ao cristianismo nos tempos do Império Romano foram obrigados a praticarem sua fé nas catacumbas romanas para fugir das perseguições dos ateus-pagãos, ou daqueles que dependiam do Estado, para não serem mortos ou martirizados. A história agora está se repetindo (*), “Muçulmanos tornam-se católicos e ingressam na “Igreja das Catacumbas” no oriente... e no ocidente”, num artigo de Luis Dufaur (IPCO).

 

A chamada grande mídia, que controla as comunicações no planeta, dominada por grupos ateus, não relata que refugiados ou imigrantes muçulmanos na Europa estão se convertendo ao cristianismo; ao nosso entender encontraram finalmente uma afirmação coerente dos pensamentos espirituais, para aqueles que ainda não tiveram a felicidade da verdade emanada à luz do Espírito Santo.

 

Apesar das notícias aterrorizantes que nos chegam diariamente de atentados terroristas, - em nosso entender praticado por extremistas radicais – está havendo conversões em todos os países europeus, onde a horda de imigrantes muçulmanos esteja se instalando. A falácia islâmica que dominará a Europa não é bem assim. Os bárbaros que invadiram Roma, por semelhança, nos primórdios da Igreja cristã primitiva, também tinham a intenção de dominar e formar uma nova civilização. Quebraram a cara. Pelas palavras maravilhosas da paz que transmitiam os cristãos de então, todos acabaram se convertendo, foram batizados e se submeteram politicamente à Roma recém cristianizada.

 

O tiro hoje, como no período romano está saindo pela culatra, do sonho de dominação cultural e religiosa, estão se rendendo às palavras maravilhosas do Santo Evangelho de Cristo. Aos poucos vão se apercebendo de que lado estão os “infiéis”. Só na Áustria, no primeiro trimestre de 2016, houve pedidos de conversão para a Igreja Católica de 300 adultos ao batismo, onde 70% são de refugiados. Em nenhum deles foi colocada a espada no pescoço para se converterem. Vieram livremente. Não há dúvida que há conveniência em se tornarem cristãos, para alcançarem empregos e direito à cidadania do país anfitrião. Entretanto, estatísticas católicas perceberam que entre os convertidos nem 10% abandonaram a fé. Logo, é de se crer que as conversões são autênticas.

 

Parece uma ironia da história, os espaços da crença cristã, abandonados pela apostasia na Europa estão agora aos poucos sendo preenchidos pelos imigrantes muçulmanos. Embora suas origens sejam abrangentes, tem-se observado uma busca mais intensa proporcionalmente pelos iranianos e afegãos. A dificuldade é encontrar ministros cristãos que possam transmitir os rituais, na língua destes novos cristãos que estão chegando.

 

Embora haja certa satisfação pelo lado cristão, por outro lado a conversão se torna delicada porque o Alcorão rotula estes aderentes de apóstatas, cuja atitude de conversão corre o risco de serem mortos. No Egito quem se converte corre o risco de processos judiciais ou mesmo a morte se a conversão se tornar pública.

 

Diante destes riscos, há uma extrema cautela e discrição para cumprirem seus rituais em locais escondidos, “verdadeiras catacumbas modernas”, como o faziam os primeiros cristãos em Roma.

 

Cristalizando melhor a história, os conflitos armados em todo o oriente médio estão sendo protagonizados por grupos muçulmanos de Xiitas e Sunitas.  É de se acreditar que a força da tecnologia das comunicações, em especial a internet que não mais respeita fronteiras (físicas), está levando milhões do islã a conhecerem a cultura ocidental cristã, que começa a contagiar as novas gerações, pela oportunidade de na sua própria língua saberem os ensinamentos de Cristo. A curiosidade de ler a Bíblia torna-se uma “isca” irresistível.

Na Arábia Saudita, como no Irã e Paquistão, o número de cristãos está crescendo apesar da proibição estatal de qualquer religião que não seja o Islã oficial e da proibição de construção de qualquer igreja cristã nesses países. A Noruega está dando o troco aplicando o princípio da reciprocidade, também negando permissão de criar mesquitas em seu país.

 

A profecia se cumpre, Tertuliano, escritor cristão do século II, escreveu: “O sangue dos mártires é a semente da igreja”; é o que está acontecendo também agora, cada gota de um mártir cristão derramado será a semente de novos adeptos que abraçarão a Fé de Cristo.

 

(28/09/16)

(*) “A força do cristianismo”  http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=3155

“De volta às catacumbas”  http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=2889


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