A GNOSE MODERNA QUE DESEJA "MATAR DEUS"

 

A Gnose religiosa moderna, em todas as suas vertentes atuais, as quais podemos encontrar nos âmbitos teológico (Sincretismo, Cismas), ideológico (Irmandades Secretas) e pseudocientífico (Cientologia), pretende “matar” Deus, matando a Fé que há em nós.

 

Não por outro motivo, outrora exortou o Apóstolo, que "perseverássemos na fé” dizendo que seria necessário que entrássemos no Reino de Deus por meio de muitas tribulações. (Atos 14, 22)"

 

Gnosticismo (νωστικισμóς) ou conhecimento oculto, termo cunhado pela primeira vez por Santo Irineu de Lyon (120-170 DC), na obra Adversus Haereses, vol. I, 29.I, identifica o conjunto de heresias e apostasias sincretistas e pagãs, surgidas no século I, as quais defendiam que a Revelação Pública, Oral e Escrita (I S. João 2,12; II 2. 12, 14; II Tss 3.6; S. João 21. 24 e 25), trazida por NOSSO SENHOR, não teria sido exauriente.

 

Para o sistema gnóstico, a legítima e mais importante Revelação Divina permanecera oculta, havendo de ser entregue de modo seletivo e privado.

Podemos identificar na doutrina gnóstica além do sectarismo, a negação completa do Magistério de Cristo, dado à Igreja dos Apóstolos, para ser transmitido aos seus sucessores diretos, através da SUCESSÃO APOSTÓLICA. (Atos 14. 23; 23. 11)

 

Para gnósticos, como Valentino e Marcos (100-160DC), Cristo (Logos Eón) sendo inferior ao Pai (ProtoPrincipius), não poderia extenuar toda Revelação.

Em contrapartida, dizem as Escrituras: “Dar-te-ei um ensino muito exato, vou tentar explicar-te o que é a sabedoria; torna o teu coração atento às minhas palavras, pois vou descrever-te com exatidão as maravilhas que Deus, desde o início, fez brilhar nas suas obras, e vou expor, com toda a veracidade, o conhecimento de Deus. (Eclesiástico 16. 25)”

 

Para que o ser humano alcance a salvação, necessária a aquiescência e adesão à DOUTRINA SAGRADA, Perfeita e Imutável, originada e ensinada na Igreja Apostólica Romana (Rom. 1. 1-8), a qual só pôde ser manifesta por via da Revelação Divina.

Pudesse a salvação nos alcançar por quaisquer outras formas ou sistemas particulares de crença, a Doutrina Sagrada não teria razão de existir: "Todo aquele que caminha sem rumo E NÃO PERMANECE NA DOUTRINA DE CRISTO, não tem Deus. Quem permanece na doutrina, este possui o Pai e o Filho. (II S. João 1, 9)”

 

Nenhuma verdade profética é de particular interpretação, como já dizia o nosso Venerável Apóstolo Primaz. (II São Pedro 1, 20)

Para entender a importância do Cristo e do seu sacrifício, era necessária a Revelação Doutrinária. De igual modo, para nos ligarmos, e não nos desligarmos do seu Santíssimo sacrifício, necessário ajustar nossa vontade imperfeita com a Vontade Perfeita de Deus, exposta pela VERDADE ÚNICA, INCONTRADITA, INSUBSTITUÍVEL e INDIVISIVELMENTE Revelada.

Não se cobra nada do ser humano, senão, aderir ao sacrifício do Cordeiro de Deus, o qual já se apresentou completo, não havendo complementos, suplemento ou correções, bastando apenas a disposição em recebê-lo.

 

A salvação acontece em Essência e Forma.

Essência é o sacrifício do Cordeiro que morreu por nós.

Forma é aquilo que nos fora dado, como instrumento de ligação com essa essência. (Igreja Mística, Sacramentos, Santidade, Fé Objetiva, Caridade e demais princípios e preceitos, extraídos da Tradição Oral e Escriturística pelo Magistério da Igreja)

A salvação se instrumentaliza quando o homem é ordenado ao fim Divino, ao modelo que lhe é possível e necessário se transformar pela Graça de Deus que emanou da cruz.

 

Gnose é ateísmo disfarçado.

Ateísmo religioso que se apresenta como o seu pior protótipo, pois induz o indivíduo acreditar que tem comunhão com Deus, quando não tem.

O sistema gnóstico atual, que rejeita o Magistério Apostólico e se consolida fora da Igreja de maneira independente, é um emaranhado de crenças confusas e difusas, despidas de compromisso à transcendência, buscando sem êxito racionalizar o inexplicável, estimar o inestimável, decifrar o indecifrável, transformando em revelação privada aquilo que é por natureza acessível, público e palpável através da Doutrina Sacra, a qual estabelece e mantém nossa relação autêntica com o Deus Criador e Redentor.

 

O gnosticismo, hoje, se faz presente em qualquer movimento deísta que despreza a DOUTRINA SAGRADA perfeitamente conservada pela Igreja, substituindo-a por conceitos de conhecimento teológicos, ideológico ou pseudocientífico puramente particulares, gerados de doutrinas ocultas, obscuras, opacas, carentes de harmonia e desprovidas de autoridade e capacidade para afirmar qualquer Verdade de Fé.

 

O ateu não busca a Deus.

O judeu infiel O recusou.

O gnóstico O busca mas, recusando-se a crer na Revelação Divina, despreza os Dogmas da Encarnação do Verbo, substituindo-os por sofismas criados pelo imaginário religioso, os quais se converterão em ídolos temporais, fazendo nascer uma religiosidade frívola, volátil, sectária, seletiva e inoperante para o serviço do Reino de Deus.

Os adeptos destes movimentos, cujos preceitos, princípios e crenças jamais foram ensinados pelos Santos Apóstolos ou trazidos como Fundamento da Fé Cristã, estão distantes de Deus, independente das suas boas ou más intenções.

 

Cristo é a Verdade Revelada.

Palavra de Deus Encarnada.

E na sua Encarnação, tomou a nossa Natureza Humana criada, para torná-la depositária do Espírito Divino incriado, sendo Nele, que é verdadeiramente o Verbo de Deus, produzidas as Verdades Extraordinárias que jamais poderão ser negadas ou alteradas, que falam sem precisar de palavras, como a mensagem icônica da cruz.

Quem entende isso, entende os ensinamentos e o Magistério dos Santos Apóstolos.

 

Perseveremos então, na Doutrina ensinada por eles, tanto pela Tradição Oral Apostólica, quanto pelas Escrituras, (II S. João 1, 12), sem acréscimo, supressão ou substituição.

Não basta acreditar "num cristo" ou "em qualquer cristo,” mas crer e aderir fielmente as Verdades Reveladas, Guardadas e Conservadas em sua Igreja, edificada sob o "fundamento dos Apóstolos e Profetas, tendo por Pedra Angular o próprio Cristo Jesus." (Efésios 2. 20) 

As Verdades Reveladas identificam o VERDADEIRO CRISTO, e por elas poderemos ter com Ele Comunhão. (III João 1, 13 e 14)

 

Nando Gomes

Fonte:  fé católica nas escrituras

 

 


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