Perseguição dos cristãos pelo mundo

 

Sergio Sebold

Economista e professor independente

seboldunico@gmail.com

 

A diversidade religiosa no Brasil prova que nós somos um país pacifico e tolerante. O elemento mais apaixonante e sensível do ser humano está numa crença espiritual. Por ela a história está recheada de guerras e mais guerras, desde os tempos bíblicos, dado este caráter profundo do mistério insondável do Criador. Basta olhar as páginas do Antigo Testamento da nossa bíblia cristã.

 

Felizmente, no Brasil nos encontramos em contexto de paz. Graças a predominância cristã no país; por uma Constituição que garante a liberdade de fé religiosa, onde a Igreja e o Estado são entidades independentes ou separadas. Assim, o Brasil é um Estado laico. Isto é, não se envolve em questões de crenças e protege suas culturas. Enche-nos de orgulho e alegria que em todos os recantos deste imenso país, as portas dos templos de qualquer confissão podem ficar plenamente abertas, livres e em segurança durante seus cultos, sem risco de serem molestadas.

 

A prática religiosa é livre no país e as leis lhes dão garantia (ainda), desde que suas práticas não ponham em risco outras pessoas. A tolerância pregada por todos permite a mobilidade de fé. Isto é, todos são livres para buscar novas opções de crença, quando assim o desejarem, havendo até o sincretismo. Já no mundo muçulmano, a conversão de um deles ao cristianismo será sentença de morte de toda a família, ao contrário que acontece nos países de predomínio cristão (Europa, toda a América, Austrália, Nova Zelândia), a mudança para outra fé, nada lhe acontecerá. Que maravilha. Esta dádiva não se pode perder.

 

Mas por predestinação de fé, o cristianismo é a única crença que sofre o maior número de perseguições aos seus seguidores. Segundo órgãos de pesquisa internacional, atualmente há 10 países onde os cristãos sofrem extremo grau de violência e intolerância (*): Coreia do Norte (comunista), Somália, Afeganistão, Paquistão, Sudão, Síria, Iraque, Irã, Iêmen e Eritreia, pela intolerância islâmica. Em todos, se for pego em público com algum sinal cristão (cruz, bíblia, traje ou fazendo o sinal da cruz) pode ser sua sentença de morte.

 

Segundo relatório da “Open Doors”, a Coreia do Norte é considerado o país mais violento de todos. Os cidadãos não podem sair e ninguém pode entrar a não ser com restritas ordens, é uma verdadeira prisão de segurança máxima; exigem reverência “de joelhos” às estátuas dos familiares dos Kim espalhados pelo país. O não cumprimento é um ato de blasfêmia, sujeito a ser deportado para os campos de concentração. Até cerimônias fúnebres cristãs são proibidas. É impossível enterrar um familiar de maneira cristã e viver para contá-lo.

 

Estatisticamente uma em cada doze pessoas dos 50 países pesquisados sofre perseguição religiosa; em números absolutos seriam 225 milhões de cristãos. O estudo alerta para o impacto global de um novo fenômeno de violência religiosa, denominada de “hiperextremismo” e tem como objetivo alertar que há uma tentativa de substituir o pluralismo religioso para uma monocultura religiosa.

 

O mais estranho é que a Declaração Universal dos Direitos Humanos no seu Artigo 18 diz: “Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular”.

 

Em 41 países daqueles pesquisados, os cristãos são uma minoria vulnerável, pois representam menos de 15% da população de um total de 4,830 bilhões. Quase que invariavelmente qualquer manifestação de fé é rechaçada com violência extrema até a morte. Entretanto nos países do dito mundo cristão onde é garantida a liberdade de fé religiosa, as minorias religiosas muçulmanas (ou mesmo qualquer outra mais sectária), não sofrem qualquer perseguição; há uma total liberdade de sua manifestação de crença. Por sua vez, em países como Somália, Afeganistão, Iêmen e Maldivas, autoridades, tribos, famílias e clãs, têm a responsabilidade pessoal e o direito de matar o cristão que por ventura seja flagrado com uma bíblia!

 

Com uma representação política cada vez mais comuno/ateísta, é triste ver intelectuais no Brasil fazendo coro com a esquerda internacional (Unesco, HRW) procurando criar leis para destruir (pelo gramscismo) nossas instituições, tradições e os valores cristãos da família.

 

Enquanto mártires cristãos espalhados pelo mundo derramam seu sangue, pela força da fé, lembramo-nos das palavras sagradas que Jesus proferiu sobre seus algozes no martírio na cruz: “Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem" (Lucas 23; 34).

 

(*) Temas correlatos:

http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=3923

http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=3521


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