A Igreja nas catacumbas de Roma!

Quem pesquisar as Catacumbas de Roma verá que por lá tudo remete à Igreja Católica e Apostólica e nada que remeta aos bordões protestantes e clichês anticatólicos, nada.

Os primeiros cristãos não eram "crentes" ou "evangélicos". Um protestante que fosse a uma dessas catacumbas se converteria à Sã Doutrina Católica ou sairia de lá horrorizado: "Quantas imagens!" "Idólatras!" "Idolatravam Maria!" Seriam alguns bordões ditos por aqueles que não entendessem o contexto em que aquelas pinturas foram feitas.

Não há respaldo para as teses protestantes nas Catacumbas de Roma. Missa, batismo infantil, imagens de Nossa Senhora, de Paulo e de outros Apóstolos, tudo lá, fazendo ruir as heresias e as blasfêmias protestantes. Para quem não gosta de ler a Patrística - que também comprova a única Igreja de Cristo - sugiro uma olhada nas pinturas das Catacumbas.

Mais história: a capela de Santo Ananias em Damasco (Síria), século 1dc. O centro do culto cristão já no século 1 era a Eucaristia! Está lá, para todos entenderem:

O cristianismo não nasceu no século 16 com Lutero, Calvino e cia e muito menos no século 19 com os pentecostais adventistas, batistas e cia. Quem estuda a história conclui que a Igreja que começou com os apóstolos sempre foi uma só, como uma só é a verdade, como um só é o Espírito Santo, quer gostem, quer não.

Encontram-se muitas referências sobre Maria nas catacumbas onde os primeiros cristãos se escondiam de seus perseguidores. Há imagens de Jesus, Maria (venerada) e José.

Pertence ainda a este período o Didaqué, primeiro catecismo da história que é do final do século 1 elaborado para as primeiras comunidades cristãs, com os mesmos ensinamentos transmitidos hoje na Igreja Católica!

Em uma das câmaras da cripta de Santa Lucina, próxima à tumba de São Cornélio, por exemplo, é possível ver um peixe, pintado mais de duas vezes, que traz em seu dorso uma cesta cheia de pães, através da qual é possível ver, em uma passagem aberta na cesta, um cálice pintado de vermelho, como se contivesse um líquido dessa cor. Os especialistas avaliam que a câmara e os seus afrescos sejam do século II. A pergunta é: o que o artista queria dizer com essa estranha combinação? Os mais imaginativos podem sugerir inúmeras interpretações, mas o mais apropriado é procurar a explicação entre os autores cristãos dessa época.

Santo Abércio de Hierápolis, que foi bispo na Frígia até o fim do século II, descreve em seu epitáfio as suas viagens pela Síria e a Roma, e conclui:

"Por toda parte a fé me levou adiante, e me proveu como alimento um Peixe, grande e perfeito, que uma virgem santa pescou com suas mãos de uma fonte e sempre dá aos seus amigos para comer, acompanhado de um vinho misturado com água, e servindo-o juntamente com pão. (...) Aquele que for capaz de entender essas coisas, reze por Abércio."

Aqui constam, evidentemente, os mesmos símbolos – o peixe, o pão e o vinho. Está bem claro o significado do peixe, mas qualquer ambiguidade é removida por Tertuliano, que, por volta do ano 200, escreveu que "nós, pequenos peixes, segundo nosso Peixe (ΙΧΘΥΝ) Jesus Cristo, de nenhum outro modo somos salvos senão permanecendo na água, da qual nascemos".

Jesus Cristo é, portanto, o grande peixe, sempre servido em "vinho misturado com água" e "juntamente com pão". Esses símbolos aparentemente estranhos são, na verdade, a expressão pictórica dos primeiros cristãos para expressar a sua fé na presença real de Jesus na Eucaristia. Também para eles, assim como para nós, sempre foi certo que – como ensina o Concílio de Trento –, "no sublime sacramento da santa Eucaristia, depois da consagração do pão e do vinho, nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, está contido verdadeira, real e substancialmente sob a aparência das coisas sensíveis".

São Justino Mártir expressa a mesma verdade quando escreve que:

"Depois da ação de graças do presidente e da resposta do povo, os diáconos, como se chamam entre nós, distribuem o pão e o vinho entre os que pronunciaram a ação de graças e não os tomamos como alimento e bebida comuns; do mesmo modo como nos foi ensinado que, pela palavra de Deus, Jesus Cristo Nosso Senhor se encarnou, assim também estes alimentos, para os que tenham pronunciado as palavras de petição e ação de graças, são a verdadeira carne e sangue daquele Jesus que se fez homem e que entra na nossa carne quando o recebemos." (São Justino Mártir, Apologias, I, 65-66 (PG 6, 427-430).

 

Artigo do Pe. Paulo Ricardo recomendado: Catacumbas atestam Jesus presente na Eucaristia!

 

Recomendo o Testemunho do ex-pastor Alex Jones que decidiu realizar um culto na sua "igreja" igual ao dos cristãos primitivos. Para isso foi estudar o assunto. Um mês depois chocou os fiéis dizendo que os cultos primitivos eram todos 100% católicos e que o cristianismo que eles estavam praticando não era o que os primeiros cristãos faziam! Tornou-se diácono da Igreja Católica e Apostólica e levou junto consigo muitos membros de sua comunidade: http://www.catolicos-online.com/index-read.php?num=2594

 

Claudio Maria


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