Pergunte e Responderemos 379 – dezembro 1993

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Educação Sexual nas Escolas, por Maria Helena Matarazzo e Rafael Manzin. - Ed. Paulinas, São Paulo 1988, 148 pp.

 

Este livro, em vez de educar, des-educa, pois ensina anatomia e psicologia humanas, sem a apresentação de alguma escala de valores ou até mesmo debochando sutilmente dos valores morais. Com efeito; merecem atenção particular as pp. 59-63 (abordagem da virgindade) e 64-68 (abordagem do homossexualismo). Com respeito à virgindade, o texto afirma que o pudor feminino é apenas "um jogo" da sociedade, que prejudica a moça e o rapaz (p.61), tolhendo sua liberdade de comportamento (p.61). Quanto ao homossexualismo, os autores do livro tendem a legitimá-lo, notando, entre outras coisas, que "muitos mamíferos praticam em certas épocas o homossexualismo; além disto, muitas culturas... aprovam alguma forma de homossexualidade, considerando-a normal e natural" (p.67). O namoro é deixado a critério de cada qual dos interessados, não havendo outra norma além da habilidade que cada qual possa aplicar para satisfazer a si e ao “parceiro”; cf. pp. 54-59. O texto é acompanhado de imagens de anatomia muito realistas, que podem despertar as paixões prematuramente e desencadear atos de nocivas conseqüências para adolescentes e jovens.

Em suma, a obra é fadada a deformar mais do que a formar o estudante, suscitando nele a desarmonia entre os impulsos naturais e a razão. Deve-se lembrar que a educação sexual compreende sempre a transmissão de uma escala de valores, que hão de ser iluminados pela luz da Ética; caso falte essa escala de valores, não se fale de "educação sexual", mas de "instrução sexual", ... instrução que poderia ocorrer de mesmo modo se se tratasse de ensinar a anatomia e a fisiologia dos animais irracionais. Mais: a sexualidade humana não pode ser tida como um absoluto, mas é, sim, um fator integrante de uma personalidade bem construída, que há de ser regida pelo intelecto e seus ideais, e não pelos impulsos cegos da sensibilidade. Ora o livro em pauta está longe de atender a estes requisitos; por isto o próprio bom senso, anteriormente a qualquer critério religioso, o rejeita como tendencioso e deletério.


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