Pregações: Parresía - Covardia - por Padre Paulo Ricardo

(áudio)

Covardia

Os covardes serão os primeiros da fila para o inferno...
Quem diz isso é o livro do Apocalipse, cap. 21, sobre a Nova Jerusalém... versículo 8, "quanto aos covardes, infiéis, mentirosos ... o lugar deles é o lago ardente de fogo e enxofre ..." ou seja, a segunda morte.
Notem, colocou primeiro o covarde.
Na hora do "vamos ver", muitos serão os mártires, mas muitos vão amarelar.

Qual é a gravidade da covardia?
Hoje ela passa até disfarçada como prudência ou pacifismo. E quem é corajoso, é rotulado como destemperado, brigão...

Qual a diferença entre o forte e o covarde?
Medo? Não.
O forte tem medo, mas não desiste por que o amor a Deus e o temor de perdê-Lo é maior que qualquer outro medo.
O covarde desiste porque não ama o suficiente a Deus nem teme perdê-Lo.
Qual a lei? Amar a Deus sobre todas as coisas....
O medo de perder Deus é o que chamamos de "temor de Deus". Perder o vínculo com Deus Nosso Senhor.

A ética da moda é a do politicamente correto: agradar os homens, ter medo da opinião pública, o amor maior é a sua imagem, é o que irão pensar de você.
Este é o medo maior.
O covarde dos tempos modernos teme, sobretudo, não a morte física, pois não é este mais o martírio atual mais comum, mas o assassinato da própria imagem como disse o Papa Bento XVI..

A virtude da fortaleza exige de nós uma ordem de temores.
O forte é o que teme mais perder a Deus e a vida eterna do que a morte do corpo ou macular a própria imagem diante dos homens.

Porém, não devemos ter a presunção de procurar o martírio.

O covarde tem medo de se perder. O forte tem medo de perder a Deus, de desagradar a Deus (é o temor a Deus).

Precisamos na Igreja cultivar a virtude da fortaleza.
Os mártires modernos não dão a cara a tapa, mas na hora da sinuca de bico, eles pensam em agradar a Deus ao invés de agradar os homens.
Este é o problema dos homens e da Igreja atual.
"Como podeis dar glória a Deus se dais glória uns aos outros?", pergunta S. João.

Os inimigos infiltrados dentro da Igreja usam a falsa virtude cristã do pacifismo e do politicamente correto.

Qual a virtude mais importante de um bispo de hoje? A coragem.
"Rezem para que eu não tenha medo diante do lobo", disse o Papa Bento XVI ao iniciar seu pontificado na homilia inaugural.

O "contentamento burguês" de hoje: o mundo não tem maldade, é belo, é cor de rosa.
Se o mundo não tem o mal, duas virtudes desaparecem: a temperança (que combate o mal dentro de mim) e a fortaleza (que combate o mal fora de mim).
Como se combate esse tipo de lobo? Com diálogo pacífico? Impossível. Com o lobo não se negocia.
É preciso ter a virtude da fortaleza.
A verdadeira caridade do pastor é dizer: este livro, esta teologia, esta idéia aqui é o lobo! Foi o que fez Ratzinger durante décadas como cardeal.
Agradeçamos a Deus por este pastor extraordinário.
É necessário porém não apenas admirá-lo, mas também imitá-lo e segui-lo. Oremos pelo papa, como ele pediu.

Fonte: site Christo Nihil Praeponere

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