IGREJA (1761)'
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Artigo

Pregações: Igreja - O Poder Paralelo dentro da Igreja - por Padre Paulo Ricardo

Parte 1:

Parte 2:

(áudio)

O Poder Paralelo dentro da Igreja

Neste episódio o Pe. Paulo Ricardo nos fala das tristes consequências do livro “Igreja: Carisma e Poder”, do então Frei Leonardo Boff.
Há 30 anos, em julho 1981, era publicado o livro mencionado.

Ele lançava a idéia de uma "igreja nova", a igreja do carisma, e a da que deve morrer (a igreja do poder).
Trata-se, porém, de uma grande falácia onde a pretensão aparente não é ter poder, mas desbancar a "hierarquia opressora" que oprime o povo e os leigos. Mentira.
Na época, era feita uma análise da situação da Igreja. De um lado a igreja docente e do outro a dicente. O professor (docente) oprime o que aprende (dicente).
O catolicismo que pretende ensinar a fé ortodoxa seria, na verdade, uma forma patológica de viver o cristianismo. Mentira.

Padres de batina prestam um deserviço ao cristianismo porque pertencem à igreja do poder, que deve morrer.
A nova igreja tem que ser "democrática".

Esse livro foi analisado na época pelo cardal Ratzinger e foi imposto ao frei Boff um ano de silêncio e penitência.

Porém, a tese defendida por Boff é na verdade tão velha quanto a análise marxista.
Para esta, no mundo utópico não haveria mais governantes e governados, seria sem classes e igualitária.
Frei Boff quer fazer o mesmo na Igreja e usa linguagem claramente marxista. Por que só os padres podem perdoar pecados? Por que os leigos não?
O que para ele é uma utopia, para os católicos é um filme de terror.
A ironia é que essa utopia já existe há 500 anos, que é o protestantismo.
Ali, não há hierarquia, não há magistério, todos interpretam a Bíblia, todos celebram a ceia, não há perdão dos pecados etc.

Por que se disfarçar de católico para inocular esse veneno dentro da Igreja?
O discurso igualitário e bondoso de Boff é na verdade um discurso opressor. É sarcástico e cruel.
Ele chama as pessoas que defendem a Tradição e a hierarquia da Igreja de cínicos, ignorantes e opressores em seu livro.
Estamos diante de um homem que com um discurso de veludo e de bondade, de libertar os pobres, usa de extremo poder para impor sua agenda à Igreja.

30 anos depois, infelizmente, é uma triste realidade na mente de muitos padres e alguns poucos bispos radicais que ainda seguem essa eclesiologia de Leonardo Boff.
O fato é que parte da hierarquia da Igreja no Brasil foi formada com essa mentalidade.

O livro tenta incutir nas pessoas o medo de ter poder, definido como ruim.
Quer assustar um padre? Diga-lhe que ele está abusando do poder. Ele vai se sentir um membro da Gestapo...

Na Igreja do Brasil estamos diante de uma realidade em que temos uma nova classe no poder. E não é o povo de Deus.
Na eclesiologia da TL acontece o mesmo o que acontece na política: ceder para atingir seus objetivos a longo prazo.
Só há um remédio: que alguém que não pertença a essa esquerda liberal de valores anti-cristãos, alguém que tenha valores cristãos tradicionais queira o poder.
Pode-se lutar contra pontos sintomáticos, mas é como assustar uma barata: ela volta. Só tem um modo: matar a barata, ou tirar o poder da barata.
Mas qual o cristão tradicional que deseja entrar nessa confusão, quer o poder neste país? Ninguém.
Essa é minha opinião pessoal com relação à política no Brasil.

O que ocorre dentro da igreja católica no Brasil é um esquema de poder paralelo que impede o Papa de exercer o poder da Igreja dentro de nosso país.
O que fazem aqui é "adaptar" o que Roma ensina para a América Latina, transmitindo a fé católica de forma pervertida, aguada, transformada.
Esse é o primeiro front onde agem: fazer com que os bispos percam sua ligação com o Papa, o poder verdadeiro. Os padres não vão mais ler as homilias do Papa ou suas encíclicas ou suas entrevistas, o que queremos é algo que valha para o Brasil.
Segundo: por em ação o poder paralelo através da chantagem, patrulhamento ideológico e desobediência em massa.
Um bispo para ter vez nessa igreja paralela precisa de coragem para enfrentar essa situação.

A maioria católica no Brasil quer seguir o Papa. Mas é uma maioria muda.
Há uma pequena minoria que faz barulho, caluniando e intimidando os que se lhe opõem até fritá-lo.
Cada padre destruído cala a boca de outros cem, ficando retraídos e na surdina. Essa é a situação da igreja no Brasil. Eles querem controle total, hegemonia total.
Pode haver 1000 padres de camisa, mas não descansarão enquanto não acabarem com aquele de batina.
Eles podem ter mil adeptos pregando heresias, mas não descansarão enquanto houver um padre pregando e repetindo o que o Papa ensina e não a TL desvairada e marxista.

Mas nós podemos contar com a promessa de NSJC: as portas do inferno não prevelacerão contra a santa Igreja de Deus.
Querem criminalizar a fé católica em nosso país. Esse poder subsiste com uma única arma: a mentira, repetida e alardeada para dar a impressão de verdade.

Os hierarcas da Igreja precisam reatar seus laços com o Papa Bento XVI sem diminuir ou adaptar ou aguar o que o Papa ensina.
Precisamos levar o Papa a sério. E esta é a intenção do site do Padre Paulo Ricardo (e colaboradores): acordar a maioria silenciosa.
Também é preciso ter coragem e dar a cara aos tapas que virão.
Conheço padres que recebem ameaças e cartas anônimas, assediados continuamente, por obedecerem ao código de direito canônico da Igreja e obedecer ao Papa.
O que essa gente quer é o poder!

Oremos pelos padres e bispos de nosso país, para que sejam fiéis ao Papa e à palavra de Deus. Para que não tenham medo do poder.
E como ter poder dentro da Igreja?
Reinar, ter autoridade, tem aquele que é obediente, que é profundamente fiel ao Papa.
Não basta ter poder dentro da Igreja, é preciso ter autoridade, conquistada quando obedecemos ao Papa e à palavra de Deus.

Fonte: site Christo Nihil Praeponere

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