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Artigo

Diversos: Teologia - Qual o Valor da Oração ? - por Padre Paulo Ricardo

(áudio)

Qual o valor da oração?

Muitas vezes, os cristãos se dispõem a interceder pela conversão de alguém que se encontra numa situação de pecado ou se destruindo por um vício. Surge, porém, uma dúvida: quem recebe uma oração de intercessão tem a sua liberdade destruída?
A resposta católica de hoje tenta mostrar a relação existente entre a ação de Deus e a liberdade de uma pessoa que é alvo de uma oração de intercessão.

Qual é o método teológico para responder a esse tipo de dúvida?
Partirmos da revelação. E o que nos foi revelado é que precisamos interceder. Esta é a atitude fundamental.
Os apóstolos rezavam pelos seus inimigos, eles rezavam por aqueles que não aceitaram a verdade da fé. Esta é a realidade, a do Cristo vivo em sua Igreja. Isto é que os apóstolos faziam nos primeiros séculos do cristianismo e é o que jesus fez ('pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem').
Jesus orava pelos que o rejeitavam. Essa é a atitude de NSJC. Se ele fazia assim, façamos o mesmo também nós.

O primeiro passo para responder a uma dificuldade teológica não é procurar argumentos racionais para crer, mas crer, ter fé e então procurar uma explicação racional, se possível.

Primeira dificuldade teológica: por que é preciso pedir a um Deus onisciente?
Segunda: ao pedir por alguém, isso não tira a liberdade da pessoa por meio da intercessão?

A razão pode nos dizer:
A oração cristã nos insere num mundo em que Deus e o homem estão unidos. Jesus é a união entre a vontade divina e a vontade humana.
No Horto dos Oliveiras vemos o grande mistério da vida de oração em que a vontade humana precisa adequar-se à vontade divina. Jesus pede, concede e consegue, pois através da redenção completa do ser humano a oração é atendida.
Na humanidade de Cristo está incluída toda a humanidade. E na divindade do Cristo está incluído o Deus único e verdadeiro.
No mistério do Cristo que ora as duas vontades, divina e humana, se conformam e entram em harmonia, em profunda comunhão.

E como fica nossa oração nisso?
A nossa oração faz parte desse mistério. A vontade do homem Jesus, a minha vontade e as pessoas pelas quais intercedo, tudo isto está unido no mistério do Cristo que ora.
Temos assim uma comunhão entre nós, que nos permite crer no mistério da oração. A mãe e o filho fazem parte do mesmo corpo, do Cristo total.
E como Deus age? Não sabemos exatamente, mas sabemos que Deus age. Nós não somos alheios e independentes um dos outros, mas somos como um que faz parte de muitos, um que faz parte do outro.

Esse é o Cristo total que como diz o filósofo Pascal está em agonia até o fim dos tempos, em que toda a humanidade e Cristo na humanidade oram, gemem e suam sangue, dirigindo-se ao Pai.
A história da humanidade inteira resume-se na história de Cristo. Ali acontece o mistério da oração cristã.
Nós somos parte desse mistério que é o mistério da Igreja, do Corpo de Cristo.

A oração de intercessão não é uma mágica. Quando a oração se aproxima da vontade de Deus, isso afeta a todos.

Fonte: site Christo Nihil Praeponere

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