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Artigo

Pregações: Apologética - Indulgências - por Padre Paulo Ricardo

(áudio)

Indulgências

Antes, temos que entender o que é a "Pena Temporal".
Hoje existe a confissão. Mas nem sempre foi assim. Na história da Igreja houve outra modalidade de obter o perdão dos pecados:
a pessoa ia até o sacerdote, confessava os pecados, recebia uma penitência e só depois de cumprida a penitência recebia a absolvição.
Essa era a prática da Igreja antiga. Hoje se faz o contrário, absolvição primeiro e depois penitência.
Mas por que era assim? Jesus já não pagou os pecados na cruz por nós? Sim, mas penitência não é para pagar pecados, é para resolver os problemas criados pelo pecado.
Essa á a diferença, que em teologia chamamos de pena eterna e pena temporal.
Quando se peca ofende-se a Deus e se merece o inferno; essa é a pena eterna.
O padre absolve você e não é necessário pagar nada porque essa salvação eterna é totalmente de graça.
Porém, percebemos que mesmo depois de absolvido dos pecados, a inclinação para o mal e o pecado continua existindo.
Isto a absolvição não resolve. Isso deve ser erssolvido através da penitência.
Assim, na história da Igreja, no início, a penitência era levada bastante a sério, pois pelo pecado nos tornamos piores.
A penitência assim é algo necessário.

E como surgiram as indulgências na Igreja?
Na época das perseguições muitos acabaram traindo Jesus e a Igreja.
Na hora do aperto, havia mártires e "amarelados".
Porém, muitos amarelados se arrependiam depois e o bispo impunha uma penitência de anos. Eram penitências bastante sérias e pesadas.
Alguns desses mártires que iam morrer, começaram a escrever as chamadas cartas de paz: Sr. bispo, vou derramar meu sangue... e peço ao Sr. que aplique os méritos deste sacrifício para ajudar os outros membros da Igreja, menos corajosos, que precisavam fazer tantos anos de penitência para se livrar das consequências de seus pecados.
Quem não crê que somos membros do Corpo de Cristo e na comunhão dos santos não entende as indulgências.
Nsa de Fátima pediu isso aos pastorinhos, que fizessem penitência pelos pecadores. Isso só é possível se há uma ligação entre todos nós.
A indulgência é a forma da Igreja para distribuir as graças oriundas desses méritos, o tesouro espiritual da Igreja.

Na confissão é perdoada a pena eterna. Mas não foi perdoada a pena temporal. Por isso existe o purgatório, para resolver o problema da maldade ainda presente no coração e só assim poder entrar no céu, com um coração totalmente limpo.

Tudo está interligado.
A penitência está ligada à indulgência.
E para entender indulgência é necessário entender a comunhão dos santos.
E para entender a comunhão dos santos é preciso entender que existe pena temporal e que existe purgatório.

Deus é bom e misericordioso, você não precisa pagar por nada.
Mas o pecado deixa consequencias no coração. É preciso fazer penitências. Mas vc não está sozinho. A Igreja está com vc, somos um só corpo, fazemos penitência juntos, a indulgência passa para vc.
Assim, podemos ajudar inclusive as pessoas que estão no purgatório. O que faço aqui pode ajudar quem está lá. Por isso nossa oração pelas almas é importante.

Há quem não acredita em indulgências devido aos atritos com os protestantes no século 16.
Mas, se a Igreja cometeu algum erro no passado ao aplicar sua doutrina, se houve abusos indevidos por quem quisesse vender indulgências, não devemos mudar a doutrina por isso, mas fazê-lo corretamente.
Se uma pessoa trai a esposa, não devemos abolir o matrimônio...
As indulgências são um grande tesouro.

Fonte: site Christo Nihil Praeponere

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