PRáTICA CRISTã (3105)'
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Artigo

Pregações: Prática Cristã - Comunhão e Sexo - por Padre Paulo Ricardo

(áudio)

Comunhão e Sexo

Comunhão e sexo antes do matrimônio...
Um jovem de 30 anos escreveu-nos um email sobre o assunto, dizendo que tem uma noiva, vai casar mas não dá conta de manter a castidade.

Pergunta: como manter a castidade? Ele confessa regularmente mas não comunga...

Primeiro, é preciso entender que uma pessoa que não tem o propósito de abandonar o pecado não pode receber a absolvição. Não há validade se não houver um coração contrito com o propósito de não mais pecar.
Não vou aqui dar uma resposta moralista e ameaçar com o fogo do inferno. É preciso entender, porém, a realidade.

O primeiro passo é ver o pecado como ele é.
Você se escravizou não apenas no sexo, mas está escravo de uma falta de fé, você não crê na possibilidade da castidade. Este é o primeiro problema.
O principal órgão sexual que nós temos não é o órgão genital, mas o cérebro. O cérebro tem uma parte importante nessa realidade sexual e a fé influencia o corpo.
Quem está convicto que a castidade é impossível, é evidente que já está derrotado.
Este é um dos grandes problemas do mundo atual, em que as pessoas não crêem que seja possível a castidade. Satanás faz de tudo para alardear essa convicção. Elas não crêem na santidade.
A Igreja espera que você odeie o próprio pecado e não fazer do pecado uma forma de viver, como se fosse a única opção.
É necessário se revoltar contra o pecado. Essa felicidade que se procura na relação sexual inexiste, é um estado de profunda tristeza! É este momento de verdade que vai promover a conversão.

Alguns dizem que proclamar o evangelho é proclamar a misericórdia de Deus, que Deus é amor e que, portanto, não existe pecado, Deus é lindo e maravilhoso...
Mas isso seria um pesadelo... pois se esses pecados vão tomando conta e destruindo a alma.

A relação sexual fora do matrimônio é, em si mesma, destruidora. Causa um divórcio entre o corpo e a alma. O corpo vai pra cama, mas a alma não.
A relação sexual fora do casamento é uma mentira porque com o corpo você diz 'sou todo teu' e depois você se levanta e vai pra casa. É um amor de mentirinha, um faz de conta em que o casal se fere mutuamente.
O pecado é pecado não porque Deus assim decretou, mas o é porque ele faz mal. O primeiro passo para a conversão é enxergar que pecado não pode ser projeto de vida e que isso faz um mal danado. É algo sem a graça de Deus.
Diante dessa verdade dolorosa e terrível que é a relação sexual faz de conta, isto dilacera o coração, abala o relacionamento do casal e Deus fica triste ao ver o filho fazendo-se mal.

O segundo passo é recordar a bondade do Pai, como o filho pródigo.
Aceitar que é possível com a ajuda de Deus se levantar do pecado e viver da misericórdia de Deus.
A alternativa não é pecar e ser virtuso ao ponto de não precisar de Deus, pois só existe um caminho de volta para casa, aceitando que precisamos da misericórdia de Deus para sair da lama.

É preciso sinceramente odiar o pecado e ter o propósito de não pecar mais, confiante na misericórdia e na ajuda de Deus. Aí sim pode-se confessar.
O verdadeiro arrependimento diz 'eu peco, mas odeio este pecado porque ele me destrói'.
A diferença entre o bom cristão e o pecador não é dizer 'não peco', mas o cristão, mesmo pecando, odeia seu pecado enquanto que o pecador faz do pecado um projeto de vida.
Odiar o pecado é a primeira virtude.

Devemos então pensar: 'sou pecador mas Deus é misericórdia', é daí que nasce a esperança.
O pecado é a falta de fé na castidade, é perder a esperança na graça de Deus para lhe ajudar e tirar dessa lama. É preciso suplicar a castidade, de joelhos, derramendo lágriams de sangue, pedir um cração puro!
É preciso crer que a castidade é possível pela graça de Deus. Esta esperança é a segunda virtude.
Quando este socorro vem, ele traz consigo a terceira virtude: a caridade. E aí se alcança a castidade.

A castidade se alcança amando mais profundamente!
Cai-se no pecado da carne e da luxúria quem não ama o suficiente. Esta é a dolorosa verdade pois quem ama espera o casamento.
É preciso criar a convicção que o sexo só existe e plenamente dentro do casamento por ser sagrado. A Igreja proíbe o sexo fora do casamento e é pecado porque ele é sagrado, torna-se pecado por pegar algo sagrado e profaná-lo, tratado como se nada fosse.

Castidade é prova de amor e porque eu amo, eu espero.

Fonte: site Christo Nihil Praeponere

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