PROTESTANTISMO (1339)'
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Artigo

O Culto Perfeito

 

A seguir, uma troca de idéias sobre o que é 'um culto perfeito' na concepção protestante e católica.

 

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Para os protestantes o culto perfeito não é a celebração da Ceia (como eles chamam a Eucaristia). É algo muito subjetivo, pois em termos de elementos o culto protestante é simples: oração, cânticos e pregação. Só falo de elementos constitutivos e que você achará em qualquer seita protestante.

Quanto à presença real, os metodistas, assim como anglicanos e luteranos, crêem na consubstanciação o que é diferente do que cremos como presença real, a saber: que Cristo está constantemente presente na hóstia consagrada, que a hóstia consagrada deixa de ser pão e passa a ser o próprio Cristo. Eles crêem que isso acontece, mas isolado, no momento da oração consagratória e durante aquele culto, por isso o prefixo con, que revela ser algo ocorrido juntamente, ao mesmo tempo de outra coisa - no caso a celebração deles.

 

O principal argumento que termina qualquer debate com um protestante geralmente é o não confiar na "igreja corrupta", como que acusando os católicos de ingênuos.
Hahaha.... Normal. Eu mesma já acessei o mesmo expediente quando protestante huahuahua!

O melhor meio para lidar com eles? Não existe norma. Depende com quem você fala. HÁ pessoas mais cultas e o debate pode ser levado a melhores termos, etc. Que sabem que a coisa não aconteceu do dia pra noite enfim. Em geral você as encontra em meio a presbiterianos e anglicanos por exemplo. Há alguns que acham que tudo começou feito mágica e o simples fato de você os inquirir como a Bíblia tá hoje na mão deles dá pau, haha... Então, não há regra fixa. Assim como você tem trocentas variantes de protestantes, há também trocentas maneiras de lidar com eles. Mas mesmo os que sabem que as coisas não vieram de ontem pra hoje, vários vão numa boa com você até certo ponto do debate. Se eles não ganham o debate, saem educadamente mas não tocam mais no assunto e se irritam se você persistir.
Não serão deselegantes, mas se você for amigo deles, a amizade deixará de existir doravante se você insistir.

Enfim, é complicado.

Juliana

 

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O protestantismo tem sua origem no subjetivismo. Para eles, o culto perfeito é o culto feito "do jeito certo" (o que eles chamariam de "em espírito e verdade", dando um sentido subjetivista ao que sabemos tratar da Igreja, da doutrina ortodoxa, etc.); não seria uma coisa objetiva, mas um *modo* subjetivo de agir e de rezar. As mesmas palavras e os mesmos gestos feitos "com unção" (subjetivíssima!) poderiam para eles ser o culto perfeito, mas se feitos "de qualquer jeito", ou mecanicamente, seriam apenas palavras e gestos.

É, mutatis mutandis, algo relativamente comparável com a nossa noção de participação na Missa, mas sem objeto, só com sujeito: é possível que haja uma participação plena enquanto se responde e cante, mas também é possível que não haja participação nenhuma fazendo estas coisas; é igualmente possível haver uma participação plena rezando o terço (logo aparentemente alheio ao que está a se passar em torno, sem responder nada, etc.), e por aí vai. É algo que depende do sujeito (o cristão) não do objeto, que é o Sacrifício de Cristo, do qual participamos em maior ou menor grau, independentemente do que fazemos ou deixamos de fazer, ainda que essas coisas possam servir como "muletas".

No protestantismo tem-se o mesmo, só que sem objeto. Não há algo objetivamente ocorrendo ali, fora dos fiéis - o Sacrifício de Cristo tornado novamente presente de forma incruenta, que é o culto perfeito; toda aquela oralidade (oração, oratória, cantoria, etc.) seria algo comparável para eles aos acidentes da Missa para nós: é algo que pode ajudar (gregoriano!) ou atrapalhar (bateria!). Para nós, atrapalha ou ajuda na participação. Para eles, que têm o culto subjetivo e sem objeto exterior, ajuda a fazer ou não fazer um culto perfeito, que é 100% subjetivo.

Assim, se eles fazem manifestações orais que levem alguém às lágrimas, indo na casa do cara para oralizar (oração, oratória e cantorias), aquilo - não a Missa - *é* o culto perfeito. E a participação de um católico implica em ele "ter encontrado o culto perfeito" ali, com eles, na seita que os aprisiona, tendo deixado a Missa de lado.

A relação deles com o que eles chamam de "Ceia" é bem diferente. Trata-se de algo que Nosso Senhor teria pedido que fosse feito, e por isso eles fazem, mas não tem importância maior que qualquer outra coisa por ser, como as demais oralizações feitas sem pão pullman e ki-suco, apenas uma ferramenta para alcançar a "unção" subjetiva que faria o culto perfeito.

 

Carlos Ramalhete

 

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Se eles estiverem num culto tal como eles o chamam e não numa reunião de oração, que pra eles há diferença sim, concordo. Mas em se tratando da casa dele, o Emerson no caso, não aplico isso, porque sabem que quem foi ali são eles e que não foi ele que foi procurar a seita deles. Eles tentarão convidar sempre ele pra sair da reunião em casa e ir à  igreja sempre. Aí­, sim, você pode falar que se houver consentimento do Emerson, está errado, porque houve algo ativo da parte dele, penso.

Até porque eles mesmos fazem diferença,  embora se formos ser frios, não há entre culto e reunião de oração nas casas.

Juliana

 

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Certamente, mas se a reunião domiciliar tiver "mais unção", *ela* terá sido o "culto perfeito". Ele continuará (mais ainda, na verdade) sendo chamado para "congregar" na sede da seita, mas por outras razões (fomentar comunhão/xuxuzismo/amizade), não por uma superioridade intrínseca do culto lá.

Carlos Ramalhete

 

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Eles crêem, Carlos que há uma superioridade em você congregar na igreja, sim. Há vários textos - já li muito deles - sobre isso.

Juliana

 

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