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Artigo

Pregações: Parresía - Rock in Rio e o orgulho dos porcos - por Padre Paulo Ricardo

(áudio)

Rock in Rio e o orgulho dos porcos

Rock in Rio e a miséria do neo-paganismo.
Podemos resumir: vimos uma verdadeira cultura da morte triunfando.

Quando tivemos recentemente um evento em Madrid com milhões de jovens orando junto com o Papa, a mídia não fala quase nada.
Agora, com alguns milhares de jovens no Rock in Rio, a mídia mostra que não quer informar, mas formar, fazer sua cabeça para a nova religião que é o novo paganismo.

Façamos uma comparação com o filho pródigo, o jovem que se entregou à religião pagã. Esse é o paganismo clássico, uma idolatria a esta vida. Ele sai de casa e cultiva a idolatria, o prazer das festas, do sexo, do álcool... mas como todo paganismo termina no abismo, no desespero e invejando a comida dos porcos. Só então cai em si e se arrepende.
Mas não é o que ocorreu no Rock in Rio. Este não é o paganismo clássico, mas um neo-paganismo. Neste, o filho pródigo começa a invejar a comida dos porcos mas em vez de se converter resolve adotar o estilo de vida dos porcos, o novo ideal de vida! É o triunfo do orgulho-porco, do filho que se orgulha da miséria e da desgraça em que descambou.
Isto já vem sendo anunciado por várias pessoas e escritores como Belocque em 1929 ao já notar uma diferença, uma novidade: a cultura do próprio desespero. O paganismo antigo idolatrava a vida, as energias cósmicas vitais, venera o amor, o sexo, o vinho, as festas, o prazer... mas o novo paganismo venera a morte. É o homem orgulhoso de sua auto-destruição.
Nenhum porco olha para cima, procurando Deus.

Basta ver as fotos do Rock in Rio. Trata-se de uma veneração da morte, da auto-destruição, da auto-mutilação e de tudo o que é mais baixo, animal e desumano.
É uma espécie de jogada de marketing. Satanás ao ver que o filho pródigo vai se converter, faz uma nova jogada de marketing: 'que felicidade nos livrarmos daquele pai severo e chato, deus morreu e agora podemos comer lavagem, aleluia!'.

A coisa não pára por aí... para o novo pagão que não se arrepende do que faz e caminha para a morte, é melhor ele idolatrar também a morte e todo tipo de auto-destruição. Mas há um terceiro passo, que é a finalidade desse neo-paganismo: a adoração de Satanás.
Uma vez adorando as forças materiais, você começa a adorar o desespero e a morte, caminho para adorar aquele que é o inventor da morte, Satanás.
É sabido que há muitas bandas de rock que colocam na sua forma de expressar o satanismo.
Existe um rock bom?
O que há de bom no culto ao desespero? Nessa manifestação pública do orgulho-porco? Nada.

Quem serve ao Pai deve se compadecer do filho-pródigo, mas não tem porque invejar a pocilga em que ele chafurdou.
Se muitos AINDA não chegaram a adorar Satanás, ela está a caminho, onde é cultuado o que é disforme, o que é estridente, o que é desagradável. É uma cultura anti-teísta por ser contra Deus, por ser contra o belo, contra o bom, contra o verdadeiro.
Basta ver as fotos e ver a veneração pelo grotesco e pelo disforme.
Quando se veneram as drogas, o sexo suicida, a morte das pessoas através de todo tipo de ritual de mutilação e deformação, você é contra Deus, contra o belo, contra a verdade.
"Todo jovem é assim"? Isso é a lorota de Satanás. Ele mente, mente, mente... até você acreditar.
Há sim jovens que não estão nessa.
Mas, o Rock in Rio é colocado como isca.
É interessante notar como o Rio de Janeiro, onde ocorrerá o palco da jornada da juventude cristã, seja também palco do orgulho-porco.

Na cultura da morte a vida não vale nada.
Os jovens são de tal modo bombardeados por sensações que cedo já se desesperam. Mas a propaganda satânica ensinou o filho-pródigo a adorar a morte e a destruição.

Para ganhar a vida-eterna é preciso sacrificar a vida animal para alcançar a verdadeira vida. A vida biológica deve servir à vida eterna.
Se você viver a idolatria da vida biológica, você irá necessariamente passar para a segunda fase do desespero que é idolatrado, cultivado onde se diz 'é bom ser deprimido, é bom ser gótico'.
Você se veste de preto não porque morreu para o mundo como sugere o hábito cristão, mas porque gosta da morte, venera as trevas, gosta da escuridão, é avesso à luz, acha muito bom venerar sua auto-destruição... é interessante como enquanto no primeiro estágio, venerando a vida, 'sexo é coisa boa, foi Deus que criou' ... Satanás vai lhe levando para um sexo cada vez mais sado-masoquista até chegar no absurdo do sexo sem prazer, na veneração da morte, no absurdo de fazer orgias. Quem chega a essa segunda fase está a um passo de adorar o inventor da morte, do pecado e da destruição que é Satanás. Uma vez no declive, você vai caindo de abismo em abismo até chegar na destruição total.
Neste momento, estamos no preâmbulo do satanismo. Nossos jovens não são ateus, mas estão na escola do anti-teísmo. A sociedade esconde-se atrás de uma máscara de sociedade laica, que não quer falar de religião... mas é uma máquina de destruição. Uma vez indo na direção do neo-paganismo, entra-se num declive difícil de voltar.
Ainda é tempo de fazer como o filho-pródigo ... oremos pelos jovens, para que entendam que não existe felicidade perfeita e plena sem auto-sacrifício e sem amor pelo outro. Ser cristão é uma morte aparente, mas é uma morte vivificante, pois abraçar a cruz leva a Cristo, fonte da vida verdadeira.
Deus estende a mão, Ele desceu aos infernos para nos buscar! Deixe Jesus lhe encontrar. Nosso lugar é na casa do Pai.

Fonte: site Christo Nihil Praeponere

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