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Artigo

Cursos: Ao Vivo - Aula 8: E agora, para onde vamos? - por Padre Paulo Ricardo

(áudio)

E agora, para onde vamos?

Nesta aula ao vivo, Padre Paulo Ricardo aborda o tema do caminho a ser percorrido por aqueles que desejam ser fieis à Igreja e ao Papa em um mundo neo-pagão.

Diante de um mundo que se descristianizou de forma assustadora, como agir? O que fazer? Qual a estratégia?
O mais importante para nós não é saber o que é certou ou errado.
Nós conservadores lutamos muitas vezes para provar ter razões, mas não adianta estar coberto de razões e não convencer ninguém. É necessário também pedagogia, estratégia. Precisamos saber como agir neste mundo para evangelizar e como manter nossa fé e fazer crescer a Igreja fiel a todos os papas, cumprindo assim sua missão evangelizadora.
É preciso falar uma linguagem acessível às pessoas sem mudar o conteúdo da fé. Ir ao povo onde este se encontra, no paganismo em que o povo se encontra.

É preciso se conscientizar de que não existe mais uma sociedade cristã.
Temos que olhar para nossas sociedades e entender que somos os primeiros cristãos no mundo, depois de Cristo, sem Cristo. Estamos num mundo pós-cristão.
É um mundo pagão com grande oportunidades para evangelizar. S. Paulo arregaçou as mangas e começou a trabalhar.

É comum ouvir: 'no meu grupo de amigas eu sou a única mulher casada no religioso, todas as outras são divorciadas, segunda união, unidos, somente no civil...'. O que fazer? Como abordar? Como falar com essas pessoas?
Para pessoas pagãs, que não têm fé em Cristo, não importa se foram batizadas ou não, não adianta começar a construir a casa pelo teto. A primeira coisa é mostrar a fé cristã, dar um sentido à vida absurda do mundo atual, que com Deus as coisas podem começar a mudar.
O primeiro passo é transmitir a fé. O segundo é orar pelos pecadores, fazer jejum, fazer penitência, confiar em N.Sra, em Jesus e crer na ação de Deus.
Cobrar dos outros não cristãos uma ação cristã não adianta. Temos que ter consciência de que os cristãos hoje são minoria.

Hoje, as escolas, católicas e seculares, ensinam tudo ao contrário dos valores cristãos.
Você pai, você mãe, ensine para seus filhos que 'nós somos diferentes, nós somos cristãos.'.

Numa escola católica, uma freira diretora da escola chegou para o professor de religião e disse: 'na aula de religião o Sr. está proibido de falar de Jesus'!!
Este é o mundo louco em que estamos!
Não se admire portanto que seu filho vá para uma escola católica e volte mais pagão do que era. Nesse caso, procure outra escola mesmo que não seja católica e ensine em casa o que é ser cristão de verdade!

Uma evangélica com quem conversei numa viagem de ônibus disse: 'Meu Deus, quem diria, um cristão dentro do ônibus'... um católico que crê!
Esta é a atitude que nós devemos ter. E temos que surpreender com a beleza da fé.

Uma vez tomando consciência de que estamos num mundo pagão, o próximo passo qual é?
Igreja cheia não é sinal de pessoas com fé.
Ninguém vai à Igreja para receber bronca.
A atitude do sacerdote que transmite a fé mostra o pecado para que a pessoa se dê conta da miséria em que está vivendo e se abra para o amor de Deus.

Quem diria, um padre que tem fé. Uma religiosa que crê em Jesus Cristo!
Se pegarmos dois conservadores juntos, estarão reclamando, conversando sobre reclamar do mundo, como se o mundo ainda fosse cristão!

Isto não quer dizer que não existe mais nada de catolicismo no mundo. O que precisamos é mudar de atitude:
Devemos parar de reclamar: que horror, só um cristão no ônibus!
Devemos ver o lado real e positivo: que bom, um cristão!

O Papa Bento XVI na última visita à Alemanha fez um discurso para os católicos engajados na vida política ou envolvidos em atividades inter-eclesiais: a Igreja quando se desmundaniza ela ganha muito.
Os conchavos da Igreja com o poder simplesmente faz com que a Igreja torne-se mais mundana e traia sua missão. É preciso haver uma separação do mundo.

Resumindo, o primeiro passo é ter consciência de que o mundo é pagão, nós somos diferentes e vamos arrumar a casa.
O segundo passo é formação. Precisamos aprender o que é a fé católica, revigorá-la. É preciso montar um grupo de pessoas que sejam realmente católicas, pois a qualidade da fé católica caiu muito. Precisamos de gente que saiba o que é a fé e lute por ela.
Para pescar precisamos tirar o peixe da água, o pagão do mundo. E o primeiro a sair da água somos nós, que precisamos romper com o mundo, sair da água.
Pescar e apascentar. Daqui pra frente pode-se fazer alguma coisa, pois teremos cristãos com fé e com formação.

Na Itália, Roma, em um programa de auditório popular, fizeram uma enquanto para padres do mundo inteiro estudando em Roma:
- O Sr. acha que os 10 mandamentos são importantes?
Sim etc. e tal.
- Tá bom, então qual é o sétimo mandamento? Qual é o nono mandamento?
A maior dos padres parte não sabia.

[ INTERVALO - PERGUNTAS ]

1) Como viver num mundo totalmente paganizado?
Este é o temo da aula de hoje. Precisamos viver como os apóstolos viviam.
Nós não somos deste mundo, nossa pátria é o Céu.

2) Na pastoral do batismo, quando pais e padrinhos não participam da Missa. O que fazer?
A atitude precisa ser mais missionária e acolhedora. A suposição de que pais e padrinhos são bons cristãos e vão educar seus filhos é falsa. É melhor pegar essa oportunidade para evangelizar.
Fazer notar que a vida sem Deus e sem participação na Igreja não faz sentido. Semear a fé.
Temos que ser católicos apesar dos católicos fajutos e da Igreja.
A Igreja tem que ser lugar de conversão para todos. Deus nos atrai com vínculos humanos.

3) Na minha sala de aula foram distribuídas seis caixas de camisinha, incentivando o seu uso.
Esse é o mundo pagão em que viviam S. Paulo e S. Pedro.
Existem estudos que mostram que o império romano caiu por causa da podridão moral.

E lembremos: os cristãos nesse mundo pagão foram, são e serão hostilizados.
Somos diferentes mas não adianta bater de frente com as pessoas. É preciso dar testemunho onde há abertura! O cristão não é um suicida, um imprudente.
Se um cristão bater de frente com alguém fechado, será hostilizado.

Para nós cristãos voltarmos a fazer cultura, precisamos primeiro fazer conversões. Nos converter e converter as pessoas.
Precisamos ocupar o espaço dos fazedores de cultura. Hoje, isso não é possível e precisamos evitar um mal maior, precisamos saber usar as ocasiões.

Em vez de aparentar ser um católico mal-humorado, reclamando o mundo, dizendo que não há mais salvação... devemos nos apresentar como pessoas sadias, felizes com a vida, cativando as pessoas para Deus.

Um sorriso vale mais que mil reclamações.

3) Sou seminarista e percebo um grande número de homossexuais praticantes, o que fazer?
Você deve sobreviver.
Se nesse seminário for impossível, procure outro. Mas não queira mudar o seminário.
Mantenha-se firme, fiel ao Papa e consiga ser padre. Uma vez sacerdote para sempre, aí você pode fazer alguma coisa.
O que vai mostrar a você como ser um bom sacerdote é a vida dos santos. A vida dos santos, dos padres que foram santos que você deve imitar. Permita que a Igreja de dois mil anos seja a sua formadora, lute as lutas que o Papa está lutando.
Se você bater de frente agora no seminário, você será excluído e quem vai virar padre são os maus.

4) Com tantas divisões entre tradicionalistas, conservadores e progressistas católicos, unir forças não seria importante?
Precisamos antes de tudo de uma política de coalizão, evitar rotular todos os discordantes de hereges.
Vamos nos unir em torno do Papa. Isto é real e concreto. Procuremos a comunhão: as três colunas da Igreja são: Eucaristia, Papa e Virgem Santíssima.
E não apenas católicos conservadores, mas evangélicos conservadores e judeus conservadores também, pois mais na frente vamos precisar nos unir em torno da moral judaico-cristã.

Fonte: site Christo Nihil Praeponere

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