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Artigo

Pregações: Homilias - Quaresma e Transfiguração - por Padre Paulo Ricardo

Quaresma e Transfiguração, Mc 9,2-10

Transfigurar nossa Quaresma, segundo domingo da Quaresma.

A luz da Transfiguração nos é dada como um novo alento em nossa caminhada quaresmal. Em nossa vida devemos evitar os dois extremos: 1) a fuga de quem procura um paraíso místico ou uma utopia paradisíaca nesta terra e 2) o desânimo de quem se deixa esmagar pela cruz. Marcada pela fé no mistério pascal, nossa luta contra o Malígno está arraigada na certeza de que, marcados pela Cruz, lutaremos até nos último dia sobre esta terra. Ao mesmo tempo, podemos receber, desde já, alguma força e consolação da luz transfigurada que vem do Cristo ressuscitado.

"Jesus sobe ao monte e ali Jesus sobe ao monte e ... este é meu Filho amado, escutai-O"

Por que a Igreja num período de penitência nos chama a refletir sobre a glória de Nosso Senhor?
É que a finalidade da penitência, da morte, da cruz não está em si mesma, mas na ressurreição de Jesus.
Cristão é aquele que realmente crê na ressurreição de Jesus. E ele sabe que a morte na cruz não é a última palavra. Atrás de cada cruz Deus tem uma ressurreição escondida para cada um de nós.
Se não crêssemos na ressurreição, por que nos empenhar em sermos melhores e transformar este mundo?
"Com a ressurreição de Jesus, Deus nos deu uma esperança viva", uma esperança real e verdadeira, diz S. Pedro.

Isto entendido, notemos que não existe uma transformação em Jesus, pois "transfiguração" significa uma manifestação do que Jesus era e é. Uma glória que estava nele mesmo, mas de forma escondida. Jesus não muda sua natureza, mas a forma de se apresentar.
Marcos fala de Pedro, João e Tiago de forma especial. Eles acompanham Jesus nos momentos mais dramáticos.
Jesus sobe à montanha com esses três discípulos para confirmar-lhes a fé, preparando-lhes o coração para o que viria, quando Jesus será desfigurado.

Deus-Pai apresenta Jesus como a palavra de Deus que nos ilumina - "este é meu Filho amado, escutai o que Ele diz".
A lei e os profetas são simbolizados por Elias e Moisés.

As roupas de Jesus estão brancas, translúcidas, porque a palavra de Deus é assim, luminosa, clara, translúcida.

A vida não é uma experiência mística, ela é uma dura realidade. É necessário descer do monte Tabor. É inútil fazer ali tres tendas.
Deus nos dá "tabores" para nos preparar para o Calvário. Deus nos dá também consolações.
Não podemos nos iludir com três tendas neste mundo agradável.
Mas também não podemos pensar que tudo seja mau e sem solução.

Na primeira leitura vemos uma outra montanha, em que Abraão sobe com Isaque, onde irá enfrentar uma grande batalha para obedecer a Deus.

Vivemos provações e sacrifícios como os de Abraão, mas não podemos deixar que o inimigo nos distraia do sentido de nossa luta. Deixemo-nos iluminar por essa palavra e desçamos do Tabor, dispostos a levar a cruz.
Vamos renovar nossa vontade de nos entregarmos a Deus.

Quando as pessoas vêem ao confessionário e dizem "eu já estou soofrendo muito", eu digo "façam penitência".
A penitência e o pequeno sacrifício voluntário nos ajudarão a carregar a grande cruz involuntária e somente assim saberemos transformar nossa miséria em ressurreição.

Fonte: site Christo Nihil Praeponere

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