SACERDóCIO (1396)'
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Artigo

Pregações: Sacerdócio - A Armadilha para o Celibato dos Padres - por Padre Paulo Ricardo

(áudio)

A Armadilha para o Celibato dos Padres

O celibato sacerdotal, que a Igreja guarda desde há séculos como brilhante pedra preciosa, está sendo desafiado por muitos como algo impossível de se viver nos dias de hoje.

O sacerdócio católico vive um processo de metamorfose não só no Brasil, mas, no mundo todo. Cada vez mais os sacerdotes são levados a agir como leigos, deixando de lado as práticas de ascese e oração que são a base para bem viver o celibato. A alegação é de que celibato não é mais possível nos tempos atuais e que se trata de algo impossível de se vivenciar.

É um engano demoníaco e mais uma manobra para a protestantização da Igreja Católica, pois, o novo modelo de sacerdote proposto nada mais é que uma cópia do pastor protestante. Este sim um funcionário do povo, cuja vida não se distingue em nada da vida dos seus fiéis. O que se vê, então, é a velha heresia protestante sendo colocada em prática novamente.

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Vivemos uma situação exdrúxula nos seminários...
Pede-se que os futuros padres sejam celibatários. Mas não lhes são dados os meios e instrumentos para viver concretamente o celibato.
Então, quando o seminarista ou sacerdote não consegue viver o celibato, os ideólogos contrários à visão tradicional do sacerdócio voltam ao ataque: a Igreja é má, ela é opressora, ela exige a crueldade do celibato impossível de viver....
E por que se chegou a esse estado de armadilha satânica contra esse dom de Deus que é o celibato sacerdotal?

Há no mundo inteiro um processo de metamorfose do sacerdócio católico. Foi proclamado que já não é possível viver o sacerdócio como foi vivido por séculos. Temos um novo sacerdócio que deve se adaptar aos tempos modernos...
Antigamente, o sacerdócio era tido como homem de Deus, servo de Deus. Ele tinha uma atitude diferente, era celibatário, celebrava a liturgia das horas, vestia uma veste diferente, tinhas as práticas de piedade que precisava realizar durante o dia, rezar o terço, fazer meditações, via sacra, fazer abstinência, penitência, jejum...
Decretou-se porém que essa imagem de sacerdote estaria ultrapassada.
E a nova figura do sacerdote é a do padre igual ao povo, no meio do povo. Mas, essa imagem na verdade já existia, fora da Igreja Católica, no pastor protestante. E querem que esse seja o novo modelo de sacerdote, como se fosse uma grande novidade. Na verdade, trata-se da velha heresia protestante. O presbítero... o homem que é funcionário da igreja, apresentado como servidor do povo em vez de servo de Deus.
Essa nova imagem de sacerdote em nada se sintoniza com o que tínhamos antes e viver o celibato nessas condições é realmente praticamente impossível.

Ao seminarista é necessário dar o instrumental para que o padre viva o celibato no seu dia a dia.
Se não receber esse instrumental, o naufrágio é iminente.
Os meios concretos que a Igreja oferece para se viver o celibato são considerados 'ultrapassados' pelos modernos ideólogos...
Ora, quem vive como leigo, será leigo, não sacerdote!

Ascese e mística são as duas pernas que sustentam o celibato.
Na mística, como é possível viver o celibato se o padre não é um homem de oração? não celebra a liturgia das horas? não reza a Missa todos os dias? não reza o terço, não é devoto de Maria Santíssima, não vive a Eucaristia diariamente e se encontra com o Deus invisível que se entrega no altar, não conhece a vida dos santos, não procura imitá-los, não tem uma visão sobrenatural, espiritual das coisas?
O celibato é aliança de amor e para isso é necessário ascese e sacrifício. Nem tudo é próprio para um celibatário, festas, eventos, programas...
É necessária disciplina em todas as atividades.
Assim, o padre não é um funcionário do povo, mas um verdadeiro sacerdote, que se faz vítima, um homem que se sacrifica. Somente assim é possível viver o celibato.

A Igreja ensina: a razão primeira do celibato é unir-se a Cristo com coração indiviso. Em segundo lugar, dedicar-se ao serviço de Deus e dos homens.

Duas formas de ver os ministros da Igreja (Cardeal Von Baltazar):
Há os que herdaram dos apóstolos seu poder e serviço e há os que herdaram dos apóstolos não apenas o poder e o serviço, mas também o estilo de vida, deixando tudo para seguir Jesus Cristo e, vivendo a vida que os apóstolos viveram, podemrem dizer-se verdadeiros sucessores dos apóstolos.

Disse S. Pedro alegremente: "Senhor, nós deixamos tudo por ti"

Fonte: site Christo Nihil Praeponere

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