ABORTO (1424)'
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Artigo

Aborto e Interesse Econômico

 

É mais que desnecessário dizer que o aborto é um atentado à vida, por mais que se procure justificar sua prática. As argumentações por mais que possam a primeira vista serem válidas, jamais tirarão o caráter criminoso que está por trás. Pela moral que praticamos será impossível tirar este caráter. Da grande maioria dos argumentos a favor está por trás todo um espírito individualista e um egocentrismo monstruoso no pano de fundo da ética utilitarista.

 

Infelizmente, há uma epidemia ideológica (fetofobia), em todos os países na busca de justificativas para descriminalizar esta prática, com os mais subjetivos argumentos. E o pior, o que mais nos deixa perplexos, são justamente os países da orla católico/cristã justamente os que mais procuram por este caminho justificar uma visão de liberdade sexista. No fundo o que se busca é o pansexualismo, os chamados direitos sexuais, o sexo fácil, ideologias do gênero, promovidos por órgãos da ONU, formando uma mentalidade distorcida, oferecendo condições de se viver uma vida sem regras éticas.

 

A prática sexual é um meio para se perpetuar a espécie, mas jamais um fim em si mesmo. Todos os seres vivos o praticam, mas com a responsabilidade de se auto perpetuar. O ser humano (o único) encontrou, nesta prática, muito mais por um prazer lúdico do que a responsabilidade natural. O prazer é um processo hormonal estimulante apenas, caso contrário não estaria aqui escrevendo.

 

Na natureza, aqui tomando um bizarro exemplo do gato, a fêmea somente aceitará o macho quando estiver no cio, e ele aguardará pacientemente por este momento. E este ciclo só ocorre em períodos longos. No ser humano a ovulação ocorre a cada 28 dias (em média), ou um ciclo lunar. Por sua vez lhe é permitido ainda praticar o sexo mesmo no processo de gestação da sua fêmea (mulher). Neste particular a “fêmea” humana é tolerante.

 

Por sua vez esta oportunidade de uma ovulação a cada ciclo lunar, possibilitou ao ser humano uma super proliferação da espécie proporcionalmente ao seu tempo de vida. Sendo o único ser dotado de inteligência, lhe causou outro problema: a reprodução está levando ao desequilíbrio de todo o planeta Gaia.

 

Diante deste quadro, deverá se buscar a redução da natalidade. Como fazer isto, sem reduzir a freqüência sexual que o ser humano está acostumado? Começam a surgir soluções das mais sublimes: abstenção nos períodos férteis; a mais radical destruição de seu semelhante, a guerra; ou ainda destruir sua própria geração: o aborto. Tanto no Brasil como na grande maioria dos países que admitem esta prática, o fazem através de um eufemismo: “aborto seguro”. Assim, existe uma grande oportunidade capitalista, através das clínicas e produtos correlatos.

 

A abstenção sexual, por mais forte que seja seu impulso, não causa o mínimo efeito “colateral”. Até hoje ninguém provou que certas doenças, (câncer, Parkinson, Alzheimer, atrofias etc.) foram causadas pela abstenção sexual tanto para o homem como para a mulher.

 

Para aquelas mulheres que dizem “eu tenho domínio sobre o meu corpo”... é bom dizer que em qualquer aborto provocado, o risco de morte é muito maior do que no parto, comprovado pela própria medicina. O grande dom da mulher que já traz em seu DNA é a maternidade. Todas as mulheres desde que nascem nesta condição, aguardam com ansiedade esta oportunidade de serem mães. E isto garante a manutenção da espécie. O mesmo fenômeno ocorre com todas as fêmeas dos seres vivos.

 

Infelizmente, há no Brasil um movimento invisível, sutil, de legisladores (as) que procuram insistentemente regulamentar com a insidiosa tese de que se o estado não proteger as pessoas que queiram fazer o aborto, ele ocorrerá de qualquer forma na sociedade. Sempre o mesmo critério, atacar o problema pelo efeito e não pela causa. Por que não educar as meninas desde seus primeiros passos nas escolas pela prática do não aborto, pelos riscos a ela inerentes? Pouco se fala no efeito psicológico traumático por que passa uma mulher depois deste ato. As clínicas psicológicas e psiquiátricas estão abarrotadas por elas.

 

Para os cristãos, o corpo humano é o templo do Espírito Santo e como tal deve ser respeitado conforme ensina a doutrina. Nós seres humanos somos um projeto Divino. Pense.

 

Sergio Sebold – Economista e Professor


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