REFLEXõES (1176)'
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Artigo

A RIQUEZA DOS POBRES

Dom Fernando Arêas Rifan*

 

Em nosso último artigo falamos sobre a Igreja dos pobres. Agora falemos da sua riqueza. A riqueza dos pobres é a Igreja, sua rica doutrina e sua liturgia. As igrejas, os templos sagrados, são a casa dos pobres. Lá eles podem entrar sem serem impedidos. Lá eles podem se sentir bem, contemplar belas pinturas e arquiteturas, vasos sagrados, esplêndidas imagens, como não poderiam fazer em nenhuma outra casa ou palácio. Ali eles podem, pois é a casa deles.

 

A pobreza pessoal, que devemos cultivar, não significa que devemos empobrecer a liturgia. Pelo contrário, a beleza exterior da liturgia deve refletir a glória de Deus, como nos ensina o Papa Francisco: “As vestes sagradas do Sumo Sacerdote são ricas de simbolismos; um deles é o dos nomes dos filhos de Israel gravados nas pedras de ónix que adornavam as ombreiras do efod, do qual provém a nossa casula atual...” “beleza de tudo o que é litúrgico, que não se reduz ao adorno e bom gosto dos paramentos, mas é presença da glória do nosso Deus que resplandece no seu povo vivo e consolado”. (Hom. Missa Crismal, 28/3/2013).

 

O Santo Cura d’Ars, São João Maria Vianney, exemplo para todos os padres, amava a pobreza pessoal e os pobres. “Uma batina velha fica muito bem debaixo duma casula bonita”, dizia ele. Ao lado da sua pobreza individual, não media esforços em adquirir o que havia de mais rico e suntuoso para a casa de Deus e as cerimônias litúrgicas. Ele dizia que se os palácios dos reis são embelezados pela magnificência, com maior razão as Igrejas.

 

Quando Cardeal, o Papa Bento XVI, lamentando a atual crise litúrgica, comentava: “Depois do Concílio, muitos padres deliberadamente erigiram a dessacralização como um programa de ação, argumentando que o novo testamento aboliu o culto do templo; o véu do templo, que se rasgou de alto a baixo no momento da morte de Cristo sobre a cruz, seria, para alguns, o sinal do fim do sagrado... Animados por tais ideias, eles rejeitaram as vestes sagradas; tanto quanto puderam, eles despojaram as igrejas dos seus resplendores que lembram o sagrado; e eles reduziram a liturgia à linguagem e aos gestos da vida de todos os dias, por meio de saudações, de sinais de amizade e outros elementos” (Conferência aos Bispos chilenos, Santiago, 13/7/1988).

 

Falando sobre essa beleza da liturgia e respondendo às “acusações de ‘triunfalismo’, em nome das quais se jogou fora, com excessiva facilidade, muito da antiga solenidade litúrgica”, o então Cardeal Ratzinger explicava: “Não é triunfalismo, de forma alguma, a solenidade do culto com que a Igreja exprime a beleza de Deus, a alegria da fé, a vitória da verdade e da luz sobre o erro e as trevas. A riqueza litúrgica não é riqueza de uma casta sacerdotal; é riqueza de todos, também dos pobres, que, com efeito, a desejam e não se escandalizam absolutamente com ela. Toda a história da piedade popular mostra que mesmo os mais desprovidos sempre estiveram dispostos instintiva e espontaneamente a privar-se até mesmo do necessário, a fim de honrar, com a beleza, sem nenhuma avareza, ao seu Senhor e Deus” (Rapporto sulla Fede, 1985).

 

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal

São João Maria Vianney.

 

 


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#0•A2672•C489   2014-01-02 12:36:33 - Convidado/manhanihumberto@gmail.com
A Bíblia sagrada responde a todas as nossas indagações.

Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.

Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza.

Portanto, eis que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais d......

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#1•R489•C490   2014-01-02 14:51:35 - 14/Claudio Maria
> A Bíblia sagrada responde a todas as nossas indagações.

Caro Humberto, permita-me discordar.

Primeiro, que a Bíblia não tem todas as respostas. Ela mesma afirma isto e manda seguir a tradição apostólica, a coluna e o sustentáculo da verdade que é a Igreja, como disse S. Paulo.

Segundo, que a Bíblia é um texto. E um texto exige interpretação. Sem uma autoridade que explique a Bíblia, cada um vai interpretar como deseja. Não é isto que os protestantes fazem e, como consequência, criaram e continuam criando mil igrejolas e seitas com doutrinas difere......

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