APOLOGéTICA (2223)'
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Artigo

A Rebeldia Protestante é Ceticismo Disfarçado

Evangélico está sempre tentando provar que a Igreja foi corrompida, apostatou, que ensina idolatria... Mas não percebe a lógica insustentável da acusação.

Se foi corrompida, é porque houve época que não era, certo? Pois, se veio a apostatar, é porque, de fato, não era ainda apóstata.

Se era verdadeira, era, por conseguinte, a Igreja de Jesus Cristo, pois não havia outra. Temos, então, que essa Igreja apóstata, foi em alguma época a verdadeira Igreja, pura nas suas doutrinas e práticas. Vão negar o óbvio? Não creio.
E se houve época que era a Igreja de Cristo, então a ela devem aplicar-se as promessas de Cristo, certo?
Inclusive a de que as portas do inferno não prevalecerão contra sua Igreja, certo?

Afinal, as promessas neotestamentárias da assistência divina à Igreja são muitas e claras.

A Pedro, ao estabelecer a Igreja, o Salvador garantiu que as portas do Inferno não prevaleceriam contra ela (cf. Mt. 16,18). Ora, se a Igreja depois disto apostatou, deixando de ser a verdadeira Igreja, segue-se que as portas do Inferno prevaleceram e Jesus foi um falso profeta. Em outra ocasião, pouco antes de ascender, o Senhor disse aos apóstolos que ficariam com eles "até a consumação dos séculos" (Mt. 28,20). Mas o que seria desta presença sempre continuada, se o paganismo depois invadisse a Igreja e a corrompesse até os seus fundamentos?

Jesus mentiu?

Sabendo da proximidade da sua ida para junto do Pai, Jesus falou do Espírito Santo: "Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco" (Jo. 14,16; ainda 14,26; 15,26). Ora, onde estaria a eficácia da atuação deste Paráclito se apostatasse a Igreja?

Prometeu Jesus o Espírito da verdade para que ficasse eternamente, mas a Igreja apostatou? A verdadeira Igreja de Deus poderia alguma vez apostatar?

Como se vê, a acusação não se sustenta, desmorona.

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O ARGUMENTO PROTESTANTE
Todos os argumentos protestantes se resumem a um só:

Católico, você TEM que ser idólatra, senão, por que eu seria protestante?


Se um pastor evangélico afirmar que a Igreja Católica alterou os mandamentos, perdeu a assistência do Espírito Santo, ou que ensina a IDOLATRIA e coisas do gênero, ou ele está mal intencionado mentindo de propósito, ou ele simplesmente desconhece a história e a verdadeira doutrina da Igreja que Cristo instituiu, preferindo acusar sem saber. Neste caso, ele precisa estudar o catecismo da Igreja para não cometer erros grosseiros e acabar combatendo a verdadeira Igreja de Cristo, o que certamente nenhum cristão quer, certo?

Boa intenção todos nós temos... são nossas limitações, orgulho e ignorância que atrapalham.

Em toda palavra escrita há as palavras, a letra como se diz, e o propósito, a mensagem.

Vejamos, como exemplo, a questão da IDOLATRIA que é mais simples e fácil de ilustrar.

No caso das passagens do Êxodo e do Levítico o propósito é evitar a IDOLATRIA, não é não fazer estátuas ou imagens especificamente. Qualquer coisa que favoreça a IDOLATRIA é que é proibido, ontem, hoje e sempre, não uma estátua em si. Tanto assim que o próprio Deus mandou fazer estátuas de querubins para colocar ao lado da arca da aliança, o que obviamente nada tinha a ver com idolatria.

Note-se que, no contexto do AT, o povo de Israel vivia cercado de povos com muitos deuses que usavam estátuas geralmente para identificá-los, torná-los "visíveis", pois eles não entendiam um Deus que fosse invisível como o de Israel, e é POR ISTO que é comum no AT as imagens serem citadas literalmente, para evitar que os judeus acabassem fazendo como os povos vizinhos faziam, o que favorecia a IDOLATRIA de um objeto visível e não do Deus invisível.

Uma imagem em si não é nem má nem boa. Como ela é usada é que importa. Da mesma forma como uma panela pode ser usada para fazer feijão ou para dar na cabeça do marido que chega tarde...

Se pegarmos a passagem do AT ao pé da letra, burramente, vamos condenar o próprio Deus que mandou fazer as imagens dos querubins, que mandou fazer a serpente de bronze para Moisés carregar e outras passagens deste tipo!

Nenhum cristão esclarecido fica adorando estátuas, imagens ou criaturas. Isto é uma mentira grosseira que pastores evangélicos iludindo a si mesmos levantam contra os católicos usando versículos isolados e lidos literalmente. Chega a ofender a inteligência das pessoas.

O que há por trás é a possibilidade ou não da INTERCESSÃO DOS SANTOS, o que não tem nada a ver com adoração ou IDOLATRIA, que os reformadores protestantes dos séculos 16 e 17 negaram e, hoje, todos os protestantes repetem como papagaios sem nem saber direito o que fazem ou o que significa realmente.

E note que a doutrina da Igreja de Cristo não obriga ninguém a orar para um santo pedindo intercessão, ajuda. Diz apenas que é possível, pois os santos já estão no céu e Deus é um deus de vivos e não de mortos. Nenhum santo tira de Cristo sua única condição de salvador. Ao contrário, eles conduzem a Cristo com seus exemplos e orações por nós pois toda a história do cristianismo e a fé católica são cristocêntricas! Ele é o único salvador. Isto é óbvio para qualquer cristão honesto e dizer que os católicos adoram imagens ou idolatram Maria Santíssima é uma mentira grosseira.

Nenhum católico substitui Maria ou um santo por DEUS. Há nisso enorme diferença. Pedir a um santo VIVO no céu para que ore a DEUS por nós não tem nada a ver com adoração. Nenhum católico com um pingo de esclarecimento e instrução faria isso, seria insensato, como é insensata a acusação.

Os protestantes deturpam as escrituras confundindo idolatria com intercessão dos santos e também confundem adoração com veneração. Mostram que nem sabem direito o que significa, no contexto religioso judaico-cristão, adorar a Deus.

O que é ADORAR no contexto religioso judaico-cristão? Neste, adorar tem a ver com um ato dirigido a um reconhecido DEUS. O ato de adoração mais elevado eram os SACRIFÍCIOS realizados num ALTAR por um SACERDOTE único que podia fazer isso, tinha autoridade para tanto.
Ora, a Missa é o culto de adoração mais perfeito que há, com um altar, um sacrifício (o de Cristo, o sacrifício perfeito, não mais de animais) e realizado por um sacerdote com autoridade.

Já nos cultos protestantes, a gritaria e o cantar de “musiquinhas” durante o "ministério de adoração" não é adorar, é venerar!

Trocam tudo. Católico adora Deus na Missa e venera santos. Evangélicos veneram a Deus nas musiquinhas e orações aos gritos e não adoram Deus nenhum na ceia do Senhor simbólica que realizam sem altar, sem sacrifício (pois negam a presença REAL de Cristo no pão) e sem sacerdote!
Quem nem sabe reconhecer o que é adorar no contexto judaico-cristão, como pode pretender acusar os outros de idolatria e fazer-se de juiz da igreja dos outros?

Deviam estudar a história do cristianismo e conhecer melhor a fé que pretendem com tanto ardor refutar antes de sair por aí vomitando tanta bobagem.

Quem acusa tem que provar, ou é calúnia e Deus vai cobrar pesado por causa disso.

 

"Com a medida que medirdes, sereis julgados."

 

Pobres daqueles que se escondem atrás de uma Bíblia para iludirem a si mesmos.

Preferem crer numa INTERPRETAÇÃO particular das escrituras, pois assim podem crer no que querem.

Isso é fé? Não. É ceticismo disfarçado.

Quem se faz de juiz da igreja dos outros para esconder sua pouca fé, será julgado na mesma medida.

 

Precisamos de santos.

Não de gente que só sabe ver o cisco no olho do vizinho e não enxerga a trave imensa que tem na cara.

 

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A babel protestante prova a necessidade de uma só Igreja.
A infalibilidade de Pedro (e sucessores) é condição necessária quando este decide uma questão de fé, moral, doutrina... em nome da IGREJA. E ele não faz isto sozinho, sem antes ouvir bispos e se apoiar na história do cristianismo.
O primeiro exemplo da história está nos Atos dos apóstolos: a questão judaizante e da circuncisão, Tiago queria uma coisa, Paulo outra e Pedro decidiu. Foi ali que a Igreja nascente tornou-se católica (universal - apostólica já era).

Quando um evangélico do contra diz que Pedro é pecador, por isso não é infalível, está confundindo e pecabilidade das pessoas com o objetivo das promessas de Cristo que era preservar a IGREJA do erro para que pudesse EVANGELIZAR certo. E isto é condição necessária e óbvia para um Deus que, não estando presente visivelmente, deu ordens aos seus apóstolos para que evangelizassem o mundo todo. A necessidade de uma Igreja infalível e visível torna-se óbvia para os planos de Deus e a assistência do Espírito Santo, tão reivindicada pelos evangélicos a nível pessoal erradamente, como se ninguém fosse mais pecar, destina-se à Igreja, como ocorreu em Pentecostes, para evangelizar corretamente.

Por isso a Igreja é o Corpo de Cristo místico VISÍVEL que se faz presente desta forma no mundo. Foi assim que Deus quis fazer, fez e continua fazendo.

Deus não mandou que todos colocassem uma Bíblia debaixo do braço e saíssem "ensinando" por conta própria. Mandou, sim, que a Igreja fosse o sustentáculo da Verdade (S. Paulo). Jesus deixou-nos uma Bíblia? Não. Deixou-nos uma Igreja com base na fé dos apóstolos.

É evidente que se essa Igreja se corrompesse (A IGREJA, NÃO OS SEUS MEMBROS! ) todo o cristianismo desmoronaria, pois não haveria mais referência em quem confiar: a autoridade divina garantida pelas promessas de Jesus Cristo, Deus.

Vemos o exemplo dos apóstolos: dos 12, 1 traiu... 1 negou Cristo 3 vezes, 9 fugiram na hora do aperto e só um ficou aos pés da cruz, e isto porque estava junto com Maria Santíssima ...
O que isso prova?
Pecavam? Claro. Depois da ascensão de NSJC ensinaram errado? Não! Como poderia haver um cristianismo se cada apóstolo fundasse sua igrejola e cada um saísse ensinando "o que acha" como fazem os protestantes hoje? Seria uma babel. O cristianismo não existiria.

Não foi a toa que S. Paulo exigiu que houvesse "uma só fé, um só batismo, um só Senhor".

E o que fazem os evangélicos? Rasgam as escrituras deturpando-as, implicitamente fazem de Jesus um mentiroso e combatem a Igreja apostólica que Ele nos deixou.

Na verdade, não têm fé suficiente, são céticos! Sim, pois não acreditam em TODA a Bíblia, mas somente em PARTES dela, criando suas próprias doutrinas em vez de seguirem a fé apostólica.

São rebeldes céticos! A rebeldia protestante é sinal de ceticismo disfarçado, de falta de fé.
O protestante precisa de sinais. Precisa se autoafirmar.

Eucaristia? Deus em um pão? Não acredita.

Intercessão de santos? Não acredita.

Sacramentos? Não acredita.

Igreja? Não acredita.

Sucessão apostólica? Não acredita.

Mãe de Deus? Não acredita.

...

Mas afinal, no que o protestante acredita??

Bíblia? Interpreta como quer e acredita no que deseja. Isso é fé? Não. É ceticismo gente. Está desvendado o mistério.

 

Qual então a diferença entre um agnóstico e um protestante?

O agnóstico é mais honesto intelectualmente e rejeita uma fé irracional.

Já o protestante faz uma salada, cria uma babel e confunde tudo. E quando grita "tem que estar na Bíblia", mostra mais ignorância que uma ameba bem intencionada iludindo a si mesma.

 

Assim, confundem pecabilidade dos membros da Igreja com infalibilidade da IGREJA.
Confundem idolatria com intercessão dos santos, adoração com veneração, Igreja com comunidade.
Acham que adoram a Deus em suas musiquinhas e orações aos gritos, quando isso é venerar e acusam os católicos de idólatras, quando é na Missa que está a verdadeira adoração, pois é nesta que temos um altar, um sacerdote com autoridade e o sacrifício perfeito: Deus PRESENTE NO PÃO (“Isto É o meu corpo”).
Como na ceia do culto protestante não há altar, não há sacerdote nenhum e o pão apenas representa Jesus, não há sacrifício. Logo, não há adoração nenhuma.
Têm mais fé em Lutero e no princípio do "sola scriptura" (que não consta na Bíblia) do que na Igreja mãe da Bíblia que leem e dizem crer!
Julgam-se mais santos que todos os santos, mais infalíveis que todos os papas e melhores intérpretes da Bíblia que a própria Igreja mãe da Bíblia!

Dizem que não há homem infalível, mas todos se julgam infalíveis na interpretação bíblica! Ironicamente, menos os católicos claro... e como consequência criam mil igrejolas cada qual com seu batismo, sua fé... mas alegam que não dividem o cristianismo. Haja incoerências!
Repito: são céticos disfarçados que só acreditam no que lhes interessam.
Os erros se acumulam e as incoerências beiram o paradoxo. Tudo "em nome de Jesus"...

Essa é a fantástica babel protestante e seus frutos: a divisão do cristianismo e a perda da fé a longo prazo:

1- primeiro perde-se a fé na Igreja corpo místico de Cristo visível com autoridade divina para dizer o que é certo e errado, mãe da Bíblia;
2- depois, sem Igreja para garantir o que é certo/errado, perde-se a fé em Jesus Cristo, pois é o testemunho da Igreja que nos ensina e garante quem é Jesus;
3- finalmente, perde-se a fé em Deus, pois sem Jesus, Deus não se sustenta neste mundo de mentiras.

 

E como resolver essa confusão?
Devemos orar uns pelos outros, pedindo discernimento e sabedoria.

 


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#0•A2953•C399   2013-11-09 11:38:23 - Convidado/Daniel
O PROTESTANTISMO DAS PESQUISAS COM SUAS ZOMBARIAS E DEBOCHES


Protestantes não raras vezes discordam uns dos outros.

E mesmo que todos identifiquem heresias uns nos outros, todos se consideram irmãos em Cristo para fins estatísticos.

A maior parte reconhece que o Espírito Santo não ensina doutrinas divergentes e opostas entre si.

E assim nunca foi segredo para ninguém que uma Igreja evangélica não é igual a outra.

Entretanto, os institutos de pesquisas e a imprensa colocam de um mesmo lado todas as igrejas protestantes e evangélicas.<......

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:-)