MUNDO ATUAL (1593)'
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Artigo

A força do cristianismo

 

SERGIO SEBOLD

Economista e Professor Independente

seboldunico@gmail.com

 

Segundo o jornal The telegraph de Londres, está se observando um fato novo e surpreendente no avanço do cristianismo na velha China, para desespero dos líderes ateus do Partido Comunista:

O surgimento, como cogumelos, de templos aqui e acolá, tendo no topo uma cruz símbolo do cristianismo, está deixando de cabelo em pé as autoridades daquele país. Não conseguem mais com sua repressão política conter este avanço; mesmo destruindo templos com os mais diversos pretextos, inclusive de estética. Tudo por conta de um processo de contaminação espiritual, na sociedade ateisada pela ideologia comunista. Quando uma família recebe o batismo, com as mensagens de um personagem que viveu na terra há 2000 anos, com verdades incontestáveis, fica apossada e maravilhada. O processo final de fé se dá quando fica sabendo que Cristo depois de três dias sepultado, ressuscitou; ninguém consegue resistir a esta verdade singular e misteriosa.

 

Depois de grandes convulsões sociais chamadas revolucionárias de quase um século da ditadura comunista ateísta, que assolou o país, os chineses encontraram através das palavras do Evangelho e no significado da Cruz de Cristo um novo e seguro porto de paz, segurança e uma nova espiritualidade que há milênios vinham buscando; apesar do esforço de diferentes correntes filosóficas procurarem por milênios justificar e explicar o significado da vida. Assim, este fenômeno está ficando incontrolável dentro da China. Segundo o articulista do jornal “É uma coisa maravilhosa ser um seguidor de Jesus Cristo. Traz uma grande confiança”.

 

Os números são grandiosos tanto quanto sua própria população. A população cristã passou de um milhão de seguidores antes da revolução maoista para mais de 58 milhões hoje, segundo números do Pew Research Centre’s Forum on Religion and Public Life. Mesmo uma projeção otimista do crescimento vegetativo da população este número jamais poderia se justificar a não ser pela adesão em massa. As previsões não param por ai. Estima-se que até 2030 o número de adeptos supere 200 milhões, ultrapassando a população brasileira atual.

 

A República Popular da China oficialmente é um país ateu, mas isso está mudando rapidamente, quando muitos de seus 1,3 bilhão de cidadãos procuram o significado e conforto espiritual que nem comunismo, nem capitalismo, conseguem oferecer.

 

A perseguição pelo Estado continua implacável, com a destruição de templos cristãos, mas está perdendo terreno e controle. Em inúmeros lares, milhões de pessoas leem em conjunto a Bíblia onde se maravilham por tanta sabedoria e praticam todos os atos de piedade por ela indicados. Como no tempo dos romanos, estas igrejas, consideradas ilegais, são obrigadas a praticarem seus cultos de maneira silenciosa, sem alardes rituais, semelhante ao que se fazia nas catacumbas dos primeiros cristãos em Roma. Aparatos policiais são instalados acintosamente com câmeras de vídeo dentro dos templos para intimidar os pregadores e vigiar se eles estariam sublevando contra o Estado.

 

A Bíblia é tida oficialmente como um livro subversivo, principalmente quando consideram a passagem no livro de Daniel em que diz que “o profeta recusa obedecer às ordens de um rei que vai contra Deus”. Para o regime é uma provocação intolerável. Para se ter uma ideia da dimensão do problema, em discurso no PC chinês Feng Zhili, presidente do Comitê Comunista para Assuntos Religiosos e Étnicos, sobre o cristianismo reconheceu: “está ficando demasiadamente excessivo e incontrolável”.

 

Na verdade os chineses (o povo) estão ávidos por novos conhecimentos, principalmente sobre o sobrenatural, encontrando como a única e verdadeira a Igreja de Jesus Cristo e não mais um punhado de conceitos filosóficos de seus ancestrais, sem unidade doutrinária, embora com forte conteúdo moral e cultural válidos. Com a nova fé, estão caminhando sem temor, pelo conforto espiritual revelado, assumindo a coragem dos mártires que se consagraram através da história da Igreja Cristã.

 

Para um neófito ou neocatecúmeno, não há como resistir às palavras maravilhosas proferidas por Cristo: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.

 

(11/06/2014)


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