APOLOGéTICA (1711)'
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Artigo

VENDA DE INDULGÊNCIAS

José Francisco de Almeida

 

Caro Amigo e Compadre João:

Quando estive em Umuarama, no final de outubro, você questionou a “venda de Indulgências”. Entendo, você passou uma temporada no protestantismo, e agora, fica difícil tirar da cabeça, que não houve “venda de Indulgências”, mas vou tentar.

 

Essa confusão toda é porque o protestantismo plantou a ideia que a Igreja católica é a Meretriz (do Apocalipse), matou milhões de pessoas e tinha um “baú” onde quem colocasse dinheiro conseguia indulgência, e assim por diante...

 

Mas,

A Indulgência não tem a cor pintada pelos Evangélicos, aliás, nem mesmo o evangelismo tem a cor pintada por eles.

Veja por exemplo:

 

1 – Dizem que o Catolicismo matou milhões de pessoas; alguma vez foi falado na sua antiga Igreja, que a Inquisição protestante matou mais gente que a da católica?

2 – Dizem que a católica se paganizou depois de Constantino, e se tornou o “666”; então como fica Mateus 28,20: “...estou convosco até o fim do mundo”?

3 – Porque escritos antes da reforma não valem? E se não valem, onde estão os “escritos” antes da reforma que abonem as Igrejas Evangélicas? (curiosamente, havia digitado “escriStos”)

4 – Os Evangélicos contrariam Ef 4,5 – “ há um só Senhor, uma só fé, um só batismo”.

5 – Os Evangélicos “empurram com a barriga” Jo 10,16; “16... e haverá um só rebanho e um só pastor”.

6 – Os Evangélicos ignoram Jo17,21.22; “21 para que todos sejam um...22 ... para que eles sejam um, como nós somos um”.

7 - Os Evangélicos dizem que Cristo é o único mediador, mas Paulo diz : “é o único mediador entre Deus e os homens” (1Tm 2,5-6), ele quer dizer que Jesus é o único Salvador e não o único intercessor. Para confirmar, observe que o vs. 6 fala sobre “salvação” e não sobre “intercessão”.

8 – Os evangélicos leem a bíblia, mas não a entendem; muitas e muitas vezes o protestantismo prega contra, por ser repetitiva, a Ave Maria.

No Salmo 135/6, existem 26 versículos, e 26 repetições da frase: “pois sua fidelidade é para sempre”. E as repetição de Daniel 3,57-88 onde são repetidas 31 (trinta e uma) vezes “louvai-o e exaltai-o por todos os séculos”? E as repetições de Mateus 26,44 e Mc 14, 39?

9 - Religião não salva, dizem eles.

Isaias responde: (Bíblia Ave Maria) - Isaías, 42, 1 - Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao qual dou toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu espírito, para que leve às nações a verdadeira religião.

Obs: Outras traduções não falam em religião. Algumas falam em direito com o mesmo sentido. Só não entende quem não quer.

10 – As 50.000 (aproximado) seitas seguem as Escrituras?

A resposta está na Sagrada Escritura: "Não fareis nesse lugar o que nós fazemos hoje aqui, onde cada um faz o que bem lhe parece" (Deuteronômio 12,8).

Outro versículo ignorado pelos protestantes, visto que fazem estas coisas. "Naquele tempo não havia rei em Israel, e cada um fazia o que lhe parecia melhor" (Juizes 17,6; 21,25).

Outro versículo que não coaduna com o protestantismo: "Mas nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos" (1Coríntios 1,23). Como alguém pode pregar um Cristo crucificado com um crucifixo vazio, sem Cristo?

11 - O Papa nunca autorizou a venda de indulgências. É certo que houve abusos, mas estes abusos não eram ordenados pelo Papa. Veja neste endereço a mentira desmascarada: http://fimdafarsa.blogspot.com.br/2012/05/mentira-dos-baus-para-venda-de.html

Lutero achava que a Igreja podia distribuir indulgências, só que a ação seria somente entre os vivos. Houve as 95 teses de Lutero, mas isso NUNCA foi fixado na porta de alguma paróquia, isto é mais uma mentira protestante.

 

Tudo está interligado, em Macabeus (deuterocanônico) temos passagem de oração aos mortos. Nada adiantaria rezar aos mortos se eles estivem inconscientes e se não houve a comunhão dos santos. O purgatório é porque sem a santidade ninguém verá o Senhor. Depois de visto tudo isso, será compreensível a indulgência.

 

Agora passamos para:

 

1.0 – FORMAÇÃO DA BÍBLIA (com os Deuterocanônicos).

1.01 - Os protestantes então em contradição.

2.0 - OS MORTOS ESTÃO INCONSCIENTES?

2.01 - Os mortos vivem para Ele.

2.02 - Em favor dos mortos.

3.0 – COMUNHÃO DOS SANTOS.

3.01 - Necessidade de Expiação.

3.02 - O tesouro dos méritos de Cristo confiado à Igreja.

3.03 - O Perdão e Reparação segundo as Escrituras.

4.0 – SEM SANTIDADE NINGUÉM VERÁ O SENHOR.

4.01 - Detidos no Cárcere.

4.02 - Os espíritos dos justos são “aperfeiçoados”.

5.0 - O PURGATÓRIO.

5.01 - Ligar e Desligar.

5.02 - No Céu não entrarão todos de uma só vez.

5.03 - Lucas,12 (infiéis, poucos e muitos açoites).

5.04 – Onesíforo.

5.05 - Até o último centavo.

5.06 - No mundo vindouro.

5.07 - Falando aos pregadores; passando pelo fogo.

5.08 - Macabeus.

5.09 - Hoje estará no paraíso.

5.10 – A Bíblia “Peshitta”.

6. 0 – INDULGÊNCIAS.

 

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1.0 – FORMAÇÃO DA BÍBLIA (com os Deuterocanônicos).

 

No início a Bíblia era transmitida de pai para filho.

A Bíblia começou a ser escrita no tempo de Moisés (1.250 ac) e terminou por volta do ano 100 depois de Cristo.

O Antigo Testamento foi escrito em hebraico, aramaico e grego.

O Novo Testamento foi escrito em grego e aramaico.

Através dos Concílios de Hipona (393), Cartago III (397 ) e IV (419), Florença 1438-1445, Trento 1546-1563, e Vaticano I 1870 a Igreja definiu a canonicidade da Escritura Sagrada.

Vejamos quem pode dizer se um livro é Escritura Divina.

Cristo disse que o poder da morte (o erro) nunca poderá vencer sua Igreja Mt 16,18.(...”tu és Pedro e o poder...”)

As decisões que a Igreja toma estão em consonância com 1Tm 3,15 “. . . que é a igreja . . . coluna e sustentáculo da verdade”.

Sendo a Igreja “sustentáculo da verdade” seguiu os preceitos “não acrescentem” e “nem retirem”. Dt 4,2.

Cristo disse que “estaria todos os dias ATÉ O FIM DO MUNDO”, Mt 28,20 .

Foi preciso recorrer aos costumes “do povo de Deus”. A esse “costume”, de geração em geração, a Igreja dá o nome de “tradição”.

 

Por exemplo:

Uns diziam que Hebreus estaria incluído no cânon; outros diziam que não.

Para decidir se a carta aos Hebreus pertencia à Escritura, a Igreja teve que decidir qual o “costume” (Tradição) era de origem Divina.

No caso da Carta aos Hebreus, ela (a Igreja), decidiu que essa Carta era “Tradição” Divina.

Somente a Igreja de Jesus, Coluna e Sustentáculo da Verdade, assistida pelo Espírito Santo, pode dizer com segurança, se alguma tradição é humana ou Divina.

 

Em Qruman encontraram-se apócrifos como, Jubileus, Enoc e o Testamento dos Doze Patriarcas. A quem os Evangélicos recorrerão para dizer se eles são apócrifos?

Dizer que a Igreja se corrompeu em determinado tempo é NÃO aceitar que Cristo estaria “até o fim do mundo” NA SUA IGREJA.

 

Os Deuterocanônicos:

 

Como os judeus de Alexandria (Egito), não entendiam mais o hebreu, foi necessário traduzir a Bíblia hebraica para o grego.

Essa tradução, conhecida por septuaginta (dos setenta, ou Alexandrina) ocorreu em 250 a.C. e continha os Deuterocanônicos.

Existiam 2 cânones, o “restrito” de Jerusalém (sem os Deuterocanônicos) e o “amplo” de Alexandria (continha os Deuterocanônicos).

Os cristãos adotaram como Bíblia a versão grega dos Setenta (Alexandria).

No início do Cristianismo surgiram discussões entre judeus e cristãos. Ambos os lados se referiam à Bíblia para apoiar suas posições. Os cristãos usavam a grega (que continha os Deuterocanônicos) e os judeus a hebraica (que não continha os Deuterocanônicos).

 

Os Judeus,

vendo os cristãos aglutinarem os livros do Novo Testamento ao Velho Testamento, vendo o avanço do cristianismo, vendo a recusa da comunidade cristã em ajudar os judeus na Grande Revolta Judaica (66 a 70 d.C.), alegando Mateus 24,15 (desolação próxima), vendo a comunidade cristã exilar-se na Transjordânia, http://www.areopagosvirtuais.com.br/index_arquivos/Page1645.htm após a catástrofe do ano 70 quando Jerusalém foi destruída, e os cristãos excluídos das sinagogas, reuniram se em Jâmnia (oeste de Jerusalém) por volta do ano 100 d.C. a fim de estabelecerem as exigências que deveriam caracterizar os livros inspirados por Deus: http://www.veritatis.com.br/biblia/7764-evangelho-de-mateus-introducao .

 

estipularam os seguintes critérios:

1- O livro sagrado não pode ter sido escrito fora da terra de Israel.

2- Aceitar somente em hebraico (não para aramaico e grego).

3- Não pode ser escrito depois de Esdras (458-428 a.C.)

4- Não pode contradizer a Torá de Moisés (os cinco livros de Moisés).

 

Não existe comprovação histórica desse Concílio e o certo é que o Cânon judaico não foi aceito “imediatamente” por todos os judeus.

Judeus da Etiópia , Egito e os Judeus Messiânicos (ver: a bíblia “peshitta” neste trabalho), ainda “hoje” seguem o cânon de Alexandria.

Os Manuscritos do Mar Morto e de Massada mostram que entre os antigos judeus ainda não havia uma lista bíblica fixa, pois o cânon da Septuaginta era usado entre os judeus de Alexandria e pelos apóstolos de Cristo.

O Concílio de Jâmnia rejeitou vários livros e demais escritos tradicionais, considerando-os apócrifos. Houve muitos debates acerca da aprovação de vários livros. A tese de que o trabalho desse Concílio foi apenas ratificar aquilo que já era aceito por todos os judeus através dos séculos carece de fundamento científico e é rejeitada pelos especialistas católicos, protestantes (alguns), ortodoxos ou judeus (da diáspora).

https://pt.wikipedia.org/wiki/Conc%C3%ADlio_de_Jamnia

 

1.01 - Os protestantes estão em contradição

 

ACEITAM a autoridade dos Judeus da Palestina para o Antigo Testamento e não aceitam a autoridade dos judeus da Palestina para o Novo Testamento. Isto é, os protestantes consideram Deus presente em Jâmnia somente na decisão do Antigo Testamento, e na hora de julgar o Novo Testamento, os protestantes consideram Deus ausente!

 

ACEITAM a autoridade da Igreja Católica para o Novo Testamento e não aceitam a autoridade da Igreja Católica para o Antigo Testamento. Isto é, os protestantes consideram Deus presente nos Concílios Regionais e Ecumênicos (393; 397; 419; 692; 1438-1445; 1546-1563; e 1870), somente na decisão do Novo Testamento, mas na hora de julgar o Velho Testamento, os protestantes consideram Deus ausente.

 

O Novo Testamento usa a tradução grega de Alexandria, mesmo quando esta DIFERE do texto hebraico:

 

Mateus cita Isaias usando a bíblia grega, “virgem” e não como consta na hebraica “jovem”.

Mt 1,23 “ Eis que a virgem . . . EMANUEL. . . “ (Bíblia dos Setentas)

Is 7,14 “ . . . eis que uma virgem conceberá. . . Emanuel”. (Bíblia dos Setentas)

Na Bíblia Hebraica Isaias usa “uma jovem” (Historia Eclesiática VIII Livro V (Euzébio de Cesaréia).

Referindo-se aos textos sagrados, Jesus usou “Escritura”, “Escrituras” e” a Lei e os Profetas”.

Jesus usou 5 (cinco) vezes e expressão “a Lei e os Profetas” , no entanto, “a Lei e os Profetas”, em todo Velho Testamento, só aparece em 2Macabeus 15,9 (deuterocanônico).

Em Hebreus, somos animados a imitar os heróis do AT.

Hb 11,35 “. . . as mulheres receberam a seus mortos pela ressurreição. Alguns foram torturados, recusando aceitar ser libertados, para poder levantar-se novamente a uma vida melhor”.

2 Macabeus 7,8-9 “Ele, porém, respondeu na sua língua materna: «Não». Por isso, foi submetido às mesmas torturas do primeiro. Antes de dar o último suspiro, ainda falou: «Você, bandido, nos tira desta vida presente, mas o rei do mundo nos fará ressuscitar para uma ressurreição eterna de vida, a nós que agora morremos pelas leis Dele»”.

No Cânon “dos judeus/protestantes”, encontramos vários exemplos de mulheres recebendo seus mortos mediante ressurreição. Mas tal como consta Hebreus 11,35, encontramos somente em 2 Macabeus 7,8-9 (deuterocanônico).

Perceba que em Hb 11,35, o escritor sagrado cita um exemplo de testemunho, que se encontra SOMENTE em um dos livros deuterocanônicos. Ora, se o livro dos Macabeus contivesse alguma doutrina estranha à fé, com toda certeza o autor da Carta aos Hebreus, evitaria mencioná-lo.

 

Conferir: Mateus 7,12 com Tobias 4,15; Lucas 1,42 com Judite 13,18; Romanos 9,21 com Sabedoria 15,7; Lucas 12,19.20 com Eclesiástico 11,19.20; Mateus 6,15 com Eclesiástico 28,1; Mateus 6,14 com Eclesiástico 28,2; 2 Coríntios 9,7 com Eclesiástico 35,11; Marcos 7,37 com Eclesiástico 39,21; Romanos 2,6 com Eclesiástico 16,13; Mateus 18,15 com Eclesiástico 19,13;

 

2.0 - OS MORTOS ESTÃO INCONSCIENTES?

 

As Escrituras nos ensinam que quem morre, está consciente.

De que adiantaria Cristo pregar se os espíritos estivessem inconscientes?

 

” … mas [Cristo] foi vivificado quanto ao espírito. É neste mesmo espírito que Ele foi pregar aos espíritos que ESTAVAM DETIDOS NO CÁRCERE, àqueles que outrora, nos dias de Noé, TINHAM SIDO REBELDES…” (I Pedro 3,19).

 

Se os mortos estão inconscientes, como podem clamar? “... E CLAMARAM EM ALTA VOZ...” (Apocalipse 6,9-11).

 

Se os mortos estão inconscientes, como podem levar nossas oração ao Cordeiro “ ...são as orações dos santos.” (Apocalipse 5,8).

 

Se os mortos estão inconscientes, como essas almas inconscientes gritam e pedem vingança? “Eles gritaram ... vingando nosso sangue...”(Apocalipse 6,10).

 

Se os mortos estão inconscientes, como eles podem se dirigir a Deus “Em alta voz proclamavam...” (Apocalipse 7,10).

 

Se os mortos estão inconscientes, como podem servir “...E O SERVEM, DIA E NOITE, NO SEU TEMPLO.” (Apocalipse 7,13-15).

 

Se os mortos estão inconscientes, pergunta-se, como é que Jesus falou com eles durante a transfiguração “... apareceram Moisés e Elias, conversando com Jesus.” (Mateus 17,3)

 

O quê adiantaria pregar aos mortos se eles estivem inconscientes?

 

1 Pedro 4,6 - 6 Esta é de fato a razão porque até aos mortos foi anunciada a boa nova, para que,embora julgados segundo os homens na carne, vivam segundo Deus pelo Espírito. Conferir com versículos 19-20 do capítulo 3 “No Espírito, ele foi também pregar aos espíritos na prisão, aos que haviam sido desobedientes outrora...”. É ou não é Purgatório?

 

Também em 2 Macabeus, livro retirado da Bíblia pelos judeus e seguido mais tarde por Lutero, temos no capítulo 15, versículos 12 ao 14:

“Parecia-lhe (a Judas Macabeu) que Onias, sumo sacerdote (já falecido!)… orava de mãos estendidas por todo o povo judeu… Onias apontando para ele, disse: ‘Este é amigo de seus irmãos e do povo de Israel; é Jeremias (falecido), profeta de Deus, que ora muito pelo povo e por toda a cidade santa“.


Como poderiam Onias e Jeremias orarem ... se estavam inconscientes?

Fonte: http://www.lepanto.com.br/catolicismo/apologetica-catolica/intercessao-dos-santos/

 

2.01 - Os mortos vivem para Ele.

 

“Moisés chamou ao Senhor: Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó. Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos porque todos vivem para Ele.” (Lc 20, 37-38)

 

2.02 - Em favor dos mortos.

 

1 Cor 15, 29 “Se não fosse assim, o que ganhariam aqueles que se fazem batizar em favor dos mortos? Se os mortos realmente não ressuscitam, por que se fazer batizar em favor deles?”

 

Paulo menciona pessoas sendo batizadas em nome dos mortos. Essas pessoas não podem estar no céu porque eles ainda estão com o pecado, mas eles também não estão no inferno, pois lá seus pecados não podem ser expiados.

Se isso não é o Purgatório, o que é então?

 

3.0 – COMUNHÃO DOS SANTOS.

 

A Comunhão dos Santos é esta: os vivos oferecendo-se pelos mortos e os mortos, intercedendo por nós. Lembremo-nos que as almas dos mortos também podem interceder por nós junto a Deus.

Vejamos Apocalipse 5,8 “... que são as orações dos santos”.

A intercessão dos mortos pelos vivos é verdade ou Apocalipse contém erro.

 

No versículo 13 do Apocalipse 5, é reafirmado que as criaturas do céu, da terra, de debaixo da terra, e do mar, todos os seres vivos proclamaram louvor a Deus, portanto, não estão inconscientes.

 

E a comunhão?

- Foi Paulo que disse ser possível.

Em 1Cor 12,12-13, existe uma diversidade dos membros e unidade do corpo, conforme o versículo 13: formamos um só corpo e bebemos de um único Espírito.

 

1Cor 12,26-27. 26 Se um membro sofre, todos os membros participam do seu sofrimento; se um membro é honrado, todos os membros participam de sua alegria. 27 Ora, vocês são o corpo de Cristo e são membros dele, cada um no seu lugar.

Comunhão é isso, participar do sofrimento e da alegria.

 

Em Colossenses 1,24 , Paulo diz: “...o que falta às tribulações para Cristo, eu o completo em favor do Seu corpo que é a Igreja.” Nos versículos anteriores , Cristo expiou todos os pecados, mas é preciso que cada um se una ao Seu corpo, para participar da Redenção (conforme Paulo, seu corpo é a IGREJA).

 

Os bens espirituais de Paulo são passados para o Corpo de Cristo. Como o Corpo de Cristo é a Igreja (Cl 1,24), logo, a Igreja é depositária dos bens espirituais, sem CONDIÇÃO OU EXCEÇÃO.

 

A Igreja divide-se em Militante (da Terra), Padecente (do Purgatório), e Triunfante (do Céu).

Jesus Cristo, Maria e Santos (as) adquiriram um grande tesouro para a Igreja Militante. Esse tesouro a Igreja distribui aos fiéis para sua salvação/ expiação, a fim de remir ora parcial ora completamente a pena temporal. Isto é a chamada indulgência.

 

3.01 - Necessidade de Expiação.

 

Expiar significa sofrer a penalidade pelo pecado e remover os efeitos da transgressão.

O pecado é a transgressão da lei e violação da ordem de coisas estabelecida pelo Criador.

É preciso compreender que o pecado gera uma dupla consequência para o homem: a pena eterna (culpa) e a pena temporal (pena).

A pena eterna (culpa) é remida através do Sacramento da Confissão ou Penitência. A pena temporal caracteriza-se pela violação da ordem natural estabelecida pelo Criador (as consequências do pecado cometido, que devem ser reparadas).

 

Por isto, para que haja plena remissão do pecado, é necessário não somente que o pecador obtenha de Deus o perdão, mas também que repare a ordem violada (é o que se chama "expiação"), isto porque, só assim pode entrar no céu, com um coração totalmente limpo. (conferir: Ap. 21,27- Nela não entrará nada de profano; Hb 12,14 – sem Santidade ninguém...; Hb 12,22 - vocês se aproximaram do monte Sião).

 

Assim quem rouba, precisa de duas “coisas”, perdão e reparar o mal.

 

3.02 - O tesouro dos méritos de Cristo confiado à Igreja.

 

Em vista da expiação dos pecados, existe "o tesouro da Igreja". Cristo confiou à sua Igreja as chaves para administrar o tesouro da Redenção, como se depreende de textos, como o de Mt 16, 16-19 (sobre esta pedra – as chaves); 18, 18 (será ligado/desligado); Jo 20, 22s (a quem perdoardes).

 

3.03 - O Perdão e Reparação segundo as Escrituras.

 

A própria Escritura mostra o Senhor Deus, mesmo após haver perdoado a culpa do pecador, exigiu a reparação da ordem violada.

Ver 2Sm 12,13s (o perdão)David é perdoado vers.13 e (a expiação) morte do filho vers. 14;

Nm 20,11s – Por certo o Senhor Deus perdoou a falta de confiança de Moisés (vers.12) e o pecado do povo vers. (Nm 20,3ss), evidentemente, como expiação (vers. 12) foi a não entrada na terra prometida;

Dn 4,24 “24 Agora lhe dou um conselho: pague seus pecados com obras de justiça e seus crimes socorrendo aos pobres. ..” O conselho de Daniel (Baltassar - versículo 16) é sábio; além de obter o perdão do pecado, o Rei deve também fazer a reparação. Vou repetir; o perdão e reparação, isto porque “Nela não entrará nada de profano” (Ap. 21,27); “sem Santidade ninguém...” Hb 12,14;

Maria, irmã de Moisés, foi perdoada do pecado que tinha cometido por murmurar contra seu irmão (Nm 12,1). No entanto, Como expiação, Deus infligiu sobre ela a lepra e de separação do povo por sete dias (Num.12,14). Castigo esse (expiação dela), somente recai sobre Maria. Aarão temendo que o mesmo poderia lhe acontecer, reconhece (expiação dele) o pecado cometidos por ambos, versículos 11 e 12.

 

Administrar o sacramento da Reconciliação era penoso; a dura e prolongada penitência (jejum, cilício...) não podia ser praticada por todos os pecadores. Consciente disto, a Igreja instituiu as "comutações" de penitências.

Em que consistiam propriamente as comutações de penitências na Igreja?

Os Bispos julgaram oportunos, a partir do século IX, aplicar os méritos dos Santos em favor dos pecadores absolvidos que se deviam submeter a rigorosas penitências. As duras obras de penitência foram sendo substituídas (comutadas - atenuadas) por outras mais brandas, obras às quais a Igreja associava diretamente os méritos satisfatórios de Cristo e dos Santos; assim em lugar de jejuns podiam ser impostas orações; em vez de longa peregrinação, o pernoitar num santuário; em vez de flagelações, uma esmola...

A estas obras mais brandas a Igreja, num gesto de indulgência, anexava algo da expiação do Senhor Jesus e dos Santos.

 

Cristo deu à Sua Igreja o poder de ligar e desligar e o fez especialmente na pessoa de S. Pedro, sem colocar nenhuma CONDIÇÃO OU EXCEÇÃO, (Mt 16,19 - Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu, e o que você ligar na terra será ligado no céu, e o que você desligar na terra será desligado no céu).

Cristo rezou para que Pedro além de conservar a sua própria fé, ajudasse os demais: (Lc 22,31-32 - 31 Simão, Simão! Olhe que Satanás pediu permissão para peneirar vocês como trigo. 32 Eu, porém, rezei por você, para que a sua fé não desfaleça. E você, quando tiver voltado para mim, fortaleça os seus irmãos).

O poder de conceder indulgências é claramente deduzido a partir do Texto Sagrado. À Pedro em Mt 16,19 e aos Apóstolos em Mt 18,18.

 

4.0 – SEM SANTIDADE NINGUÉM VERÁ O SENHOR.

 

Nós precisamos de santificação final para alcançar a verdadeira santidade diante de Deus. Esse processo ocorre durante as nossas vidas e, se não for concluído durante a nossa vida, o será no estado de transição do purgatório. Hb 12,14 - 14 Procurem estar em paz com todos. Progridam na santidade, porque sem ela ninguém verá o Senhor.

 

4.01 - Detidos no Cárcere.

 

1 Pedro 3, 19-20 diz: "É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes, quando Deus aguardava com paciência, enquanto se edificava a arca, na qual poucas pessoas, isto é, apenas oito se salvaram através da água". Entendeu? – Notemos que aos que estavam no Inferno não adianta pregar (Parábola de Lázaro – 16,26 - ...nem os daí poderiam atravessar até nós), aos que estavam no Céu não precisou, pregou somente aos que estavam detidos no cárcere.

 

Porque estavam detidos no cárcere? Se não fossem rebeldes, estariam detidos? Conferir com versículo 6 do capítulo 4.

Se isso não é o Purgatório, o que é então?

 

4.02 - Os espíritos dos justos são “aperfeiçoados”.

 

Apesar de justos, eles não necessariamente chegaram à perfeição necessária para ingressar na presença de Deus. Todos no céu já estão perfeitos, e aqueles do inferno não podem mais ser aperfeiçoados. Conclui-se então que esses espíritos estão no purgatório. Hb 12,23 – “23 e da assembleia dos primogênitos, que têm o nome inscrito no céu. Vocês se aproximaram de Deus, que é juiz de todos. Vocês se aproximaram dos espíritos justos que chegaram à meta final,”

 

 

5.0 - O PURGATÓRIO.

 

Segundo um site protestante, o purgatório é uma invenção do catolicismo, criada pelo papa Gregório I, em 593. O Concílio de Florença, realizado em 1439 a aprovou e foi confirmada no Concílio de Trento, em 1563. Sua sustentação está no livro de 2º Macabeus 12.42-46 (livro apócrifo).

 

Analisando o texto:

Nossa oração não tem por objetivo obter a conversão dos que partiram para o além em pecado grave; ela tem em vista aqueles que partiram desta vida, convertidos ao Senhor, mas ainda carregado de impureza.

A crença em um lugar de purgação provém do judaísmo que, por sua vez, era a fé dos primeiros crentes convertidos à Cristo.

De acordo com a Enciclopédia Judaica Texto Integral de 1906, a Igreja Católica elaborou a Doutrina do Purgatório na própria experiência dos Cristãos primitivos, convertidos do Judaísmo à Fé Cristã, uma vez que os judeus já sustentavam a “essência” do purgatório, que na fé judaica também é chamado do Sheol.

 

Sheol era o lugar onde antes da ressurreição de Cristo descansavam as almas dos justos. Este era o lugar onde os mortos estavam destinados para o céu, permaneciam cativos até a ressurreição do Senhor.

 

Os Judeus acreditam em uma purificação (purgação), que ocorre após a morte. Quando um ente querido judeu morre, rezam a oração Qaddish (derivado da palavra hebraica que significa “santo”). Esta oração é usada para pedir a Deus para acelerar a purificação da alma do ente querido.

http://igrejamilitante.wordpress.com/2011/03/17/os-judeus-acreditam-no-purgatorio/

 

Se é invenção do Papa em 593, porque o Didaqué, (catecismo cristão do primeiro século) comprova a reza pelos mortos: “Rogamos por todos os adormecidos, dos quais fazemos memória” n° 17 e “(depois da lista dos mortos) “Santificai estas almas, tu que conheces todas...” n° 18?

 

A Igreja primitiva ensinava que após a morte havia um lugar de purificação.

Foi o Papa Inocêncio IV (1.254) quem chamou este lugar, pela primeira vez, de “purgatório” e incluiu esta palavra no Magistério de Igreja. Só no Concílio de Florença, em 1439, foi promulgado como Dogma de Fé.

 

O ensinamento bíblico é corroborado pelos escritos dos primeiros cristãos:

- Clemente de Alexandria em 202, explicou o Purgatório (Stromata, 6:14,in ANF,II:504);

-"A esposa roga pela alma de seu esposo e pede para ele refrigério, e que volte a reunir-se com ele na ressurreição; oferece sufrágios todos os dias aniversários de sua morte". (Tertuliano - †220 -: De Monogamia, 10).

O Didaqué, já citado neste artigo, comprova a reza pelos mortos.

 

5.01 - Ligar e Desligar.

 

No Cenáculo, conforme Lucas 24,33 haviam mais pessoas reunidas, no entanto, o contexto do poder de perdoar (vers.19 – os discípulos; vers. 19 – no meio deles; vers.20 – os discípulos; vers.23 – sobre eles) é dirigido somente aos discípulos. E o que significa isso?

 

Significa que o poder de perdoar foi dado somente sobre os apóstolos e somente depois que eles receberam o Espírito Santo (cf João 20,22).

João 20,23 – “Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (cf . Mt 18,18 – “será ligado no céu”). Mt 16,19 – “Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.

 

A passagem de Jo 20,23 (a quem perdoardes) deve ser tomada em sintonia com Mateus 16,19 (as chaves) e 18,18 (será ligado/desligado), tendo em vista que eles receberam o Espírito Santo (Jo 20,22 ) e ordem para ensinar e que Jesus estaria com os discípulos até a consumação dos tempos (Mt 28,20).

 

O que é o poder de “ligar e desligar”?

O poder de “ligar/desligar” é definir o que é certo/errado. Paulo adverte que alguns seguirão doutrina do demônio, como proibição de alguns alimentos (1 Tm 4, 1-3) , essa advertência é reforçada no versículo 4 “nada deve ser rejeitado” (e outros preceitos: batismo, Eucaristia etc.). “Ligar e desligar” é ver se valorizamos os exercícios corporais acima das coisas de Deus (versículo 8). “Ligar e desligar” é definir o certo ou errado, como fizeram Paulo e Silas, que transmitiam as decisões dos Apóstolos e Anciãos. (At. 16,4 – ensinavam que observassem as decisões).

 

Caro amigo João, se você dizer que os líderes da sua ex-igreja ensinavam “as coisas de Deus”, eu pergunto? Quem impôs as mãos neles? Veja 1 Tm 4,14.– (carisma dado em assembleia por Imposição das Mãos).

 

Paulo exorta a lutar fielmente em prol do Evangelho. Veja 2Tm 1, 6 – (reavivar o dom pela imposição de minhas mãos). Pergunto, quem impôs as mãos nos líderes da sua ex-igreja?

 

Paulo coloca imposição das mãos como “fundamental”, assim como Batismo etc., conferir Hb 6, 2 – (imposição das mãos). Pergunto, quem impôs as mãos nos líderes da sua ex-igreja?

 

Para um simples serviço cotidiano (Vers.1), houve imposição das mãos. Conferir At 6,6 – (oraram e impuseram as mãos sobre eles – Instituição dos sete). Pergunto, quem impôs as mãos nos líderes da sua ex-igreja?

 

A eleição de inclusão de Matias (Atos 1,15-26), nos ensina que devemos observar uma sucessão: quando morre um, outro ocupa o lugar (Salmo 109 [108] 8). Nesta sucessão não houve imposição das mãos porque foi o próprio Deus quem escolheu, nas demais, até o dia de hoje, houve imposição das mãos. Sabe por que falei isso? Para que você saiba que as decisões da Igreja têm fundamentação Apostólica e está em sintonia com Cristo “...estou convosco até o fim do mundo” (Mateus 28,20). Sei que queria saber é sobre indulgência, mas estou falando isso para que entenda: “A graça que há em ti (1Tm 4,14) = ordenação episcopal. Os Apóstolos enriquecidos por Cristo com a efusão do Espírito Santo puderam transmitir aos seus colabores, pela Imposição das mãos este dom do Espírito, que chegou até nós pela consagração episcopal”

 

Portanto tudo que a Igreja fizer estará isento do erro, afinal foi Jesus mesmo que disse que “estou convosco ‘todos os dias’ até a consumação dos tempos – Mateus 28,20”. Dizer que a Igreja, a partir de certa data se corrompeu, é chamar Jesus de mentiroso, pois Ele disse ‘todos os dias’. Mas e os papas indignos? E a pedofilia etc.?

 

Interessante são os papas indignos, procure na internet os pronunciamentos em nome da Igreja (ex catedra) e veja se existe algum contra a moral ou doutrina católica. Os papas são infalíveis quando tratam, em nome da Igreja de moral e doutrina. Quanto à vida pessoal, não são impecáveis, o próprio Cristo disse da existência do joio no meio do trigo.

Portanto, os textos bíblicos e a “história”, numa corrente contínua nos garantem a ligação com os Apóstolos, sempre, numa ordenação renovada. Conferir também Ex 29,29 – as vestes serão herdadas; e Lv 6,15 – que te suceder fará o mesmo.

 

 

5.02 - No Céu não entrarão todos de uma só vez.

 

Mateus 21,31 comprova que no céu, não entrarão todos de uma só vez “31... os cobradores de impostos e as prostitutas vão entrar antes de vocês no Reino do Céu.”  Se isso não é o Purgatório, o que é então?

 

5.03 - Lucas,12 (infiéis, poucos e muitos açoites).

 

Lucas 12, 46- 48, - Bíblia Eletrônica Rk – Soft – João Ferreira de Almeida – Atualizada:

46 “Virá o senhor desse servo num dia em que não o espera, e numa hora de que não sabe, e cortá-lo-á pelo meio, e lhe dará a sua parte com os infiéis.

47 O servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites;

48 mas o que não a soube, e fez coisas que mereciam castigo, com poucos açoites será castigado...”

 

Portanto, uns serões condenados ao inferno (vers.46), outros serões punidos, uns mais (vers.47), outros menos (vers. 48), conforme o merecimento de cada um, mas não compartilharão o “destino dos infiéis (vers. 46)”.

Os infiéis não receberão açoites, já estão condenados (vers.46).

Existem graus variados de açoites e esse lugar de açoites, não é o céu ou o inferno, porque no céu não há castigo, e o inferno é um castigo eterno destinado aos infiéis.

Se isso não é o Purgatório, o que é então?

 

5.04 – Onesíforo.

 

São Paulo na 2 Timóteo 1,16-18 assim ora a Deus pelo amigo Onesíforo:

16 Que o Senhor conceda misericórdia à família de Onesíforo, porque ele muitas vezes me confortou e não se envergonhou de eu estar preso;

17 ao contrário, quando chegou a Roma, ele me procurou com insistência, até me encontrar.

18 Que o Senhor lhe conceda misericórdia junto a Deus naquele Dia. E quanto aos serviços que ele me prestou em Éfeso, você sabe melhor do que eu.

 

2 Timóteo 4,19 - 19 Saudações a Prisca e Áquila e à família de Onesíforo.

 

Comparando os textos de Paulo acima (2 Tm 1,16-18 e 2 Tm 4,19) vê-se que Onesífero já era morto, isto porque, Paulo nomina outras pessoas e sobre Onesíforo (2 Tn 4,19) é referido “a família de Onesíforo”, considere–se ainda, que Onesíforo era amigo e benfeitor (2 Tm 1,17).

 

Outro sinal que Onesíforo estava morto é que Paulo pede compaixão à família de Onesíforo (2 Tm 1,16), e o pedido de compaixão “naquele dia”, ou seja, no dia da morte, é dirigido somente ao Onesíforo e não a família (2 Tm 1,18).

 

Paulo pede que “naquele dia” o Senhor tenha misericórdia (2Tm 1,18).

Não há necessidade de misericórdia no céu, e não há misericórdia no inferno. Então, onde está Onesíforo?

 

5.05 - Até o último centavo.

 

Mt 5,25-26 – 25...e você irá para a prisão. 26 Eu garanto: daí você não sairá, enquanto não pagar até o último centavo. (cf. Lc, 12, 58-59)

Qual é o lugar em que o condenado depois de preso, sai somente com dívida quitada?

Nesta parábola o Senhor Jesus ensina que a condenação neste caso não é eterna.

Se isso não é o Purgatório, o que é então?

 

5.06 - No mundo vindouro.

 

Mateus 12,32: Se alguém disser alguma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro. Mateus 12,32 - Bíblia Eletrônica Rk – Soft – João Ferreira de Almeida – Atualizada.

 

Amigo João, há várias passagens em que a expressão “nem no vindouro” (ou equivalente) significa a vida depois da morte. Concorda que o “nem no vindouro” refere-se a “vida” depois da morte? Esta passagem é uma pedra de tropeço para os “anti purgatório”. Mateus diz que há dois lugares para perdão, um lugar será neste mundo e o outro “no vindouro”.

Que lugar é este “no vindouro” em que alguém pode ser perdoado?

 

Mateus 12,32 refere-se a dois lugares: Céu e Inferno. No Céu não é mais necessário o perdão e no Inferno não adianta.

No Céu só entram os perfeitos como o Pai (Mateus 5,48). Veja ainda, Ap. 21,27- Nela não entrará nada de profano; Hb 12,14 – sem Santidade ninguém...

Hb 12,22-23 - "Vós, ao contrário, vos aproximastes do monte Sião e da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste; da reunião festiva de milhões de anjos; da assembleia dos primogênitos, cujos nomes estão escritos nos céus. Vós vos aproximastes de Deus, o Juiz de todos; dos espíritos dos justos, que chegaram à perfeição" (Hebreus 12,22-23). “No vindouro” é o lugar onde estavam onde “vos aproximastes de Deus”.

 

Mas então, se no Céu e no Inferno não tem perdão, onde é dado o segundo perdão ensinado por Mateus 12,32 (nem no vindouro)?

Resposta: o PERDÃO não é dado no Céu, mas, “antes” de entrarmos nele. Isso prova que existe outro estado de vida além daquele na terra onde se pode obter o perdão. A Igreja ensina que este estado de vida, que NÃO é na terra NEM no céu, e onde também se obtém o perdão, chama-se PURGATÓRIO.

 

5.07 - Falando aos pregadores; passando pelo fogo.

 

"... O dia (do julgamento) demonstrá-lo-á. Será descoberto pelo fogo; o fogo provará o que vale o trabalho de cada um. Se a construção resistir, o construtor receberá a recompensa. Se pegar fogo, arcará com os danos. Ele será salvo, porém passando de alguma maneira através do fogo". (1 Cor 3, 11-15)

 

Aqui vemos que,

a – Se a construção resistir (ver.14), receberá a recompensa; e

b – Se pegar fogo (vers.15), a salvação passará pelo fogo.

 

Sobre os não salvos, Paulo fala em 1Cor 4,5 “...Então cada qual receberá de Deus o louvor que merece”.

Se isso não é o Purgatório, o que é então?

 

5.08 - Macabeus.

 

O general Judas Macabeu (160 aC), faz coleta e a envia para Jerusalém, para que os sacerdotes ofereçam um sacrifício de expiação pelos pecados de alguns soldados mortos (2 Mc 12,43). Neste caso, vemos pessoas que morreram na amizade de Deus, mas com uma incoerência, que não foi a negação da fé, já que estavam combatendo no exército do povo de Deus contra os inimigos de fé.

 

Subentende este texto que as almas dos soldados mortos estavam em algum local ou “estado” de purificação, pois se estivessem nos céus, as orações dos vivos seriam desnecessárias, e se, por outro lado estivessem no inferno, toda oração seria inútil.

Se isso não é o Purgatório, o que é então?

 

5.09 - Hoje estarás no paraíso.

 

Lucas 23,43 - 43 Jesus respondeu: Eu lhe garanto: hoje mesmo você estará comigo no ...

Argumentam: como Jesus enviou o bom ladrão direto para o céu, não pode haver purgatório.

 

Mas, uma que vez que não havia pontuação no grego arcaico, colocar a vírgula ou dois pontos após o “hoje”, como pretendem os Adventistas e os Testemunhas: “Em verdade te digo hoje, estarás comigo no paraíso.”, não coaduna com o modo de Jesus se expressar nem com a lógica.

Quando Jesus usava a expressão "Em verdade te digo", nunca disse “digo hoje:”. Exemplos existem às dezenas, alguns dos quais podemos destacar:

 

- "Em verdade, em verdade eu te digo:... " (João 21,18).Não usou o “hoje”.

- "Em verdade eu te digo:... " (Mateus 5,26). Não usou o “hoje”.

- "...Em verdade, em verdade eu te digo: ..." (João 3,3). Não usou o “hoje”.

- "Em verdade, em verdade eu te digo: "... (João 3,11). Não usou o “hoje”.

- "... Em verdade, em verdade eu te digo:...” (João 13,38). Não usou o “hoje”.

 

Quando Cristo empregou a palavra "hoje" nessa espécie de expressão, foi para afirmar que o referido evento ocorreria nesse exato dia:

"... 'Em verdade eu te digo: tu, hoje,... " (Marcos 14,30).O evento realmente ocorreu “nesta noite” (“hoje”).

 

Outros exemplos onde Jesus empregou essa espécie de expressão sem jamais usar "hoje": Evangelho (Mateus 3,9; 5.22.28.32.34.39.44; 12,36; 19,9; 21,27; Lucas 4,25; 9,27; 11,9; 12,44; 16,9; 19,26; João 16,7).

http://www.veritatis.com.br/apologetica/protestantismo/911-a-alma-e-imortal

 

Amigo João, continuando com “hoje estará no paraíso”.

Esqueça tudo que falei sobre o “bom ladrão”. Não se assuste, tudo está certo, é que...

 

Como resultado das pesquisas, concluí que Deus “não morre”; você deve estar pensando “mas Cristo não foi crucificado?”

Vamos aos detalhes.

 

O Deus que morre é o deus de barro (de...), se quebrar sua imagem, acaba-se matando o deus (e acaba o Divino).

Sabemos que em Jesus existem duas naturezas, a Humana e a Divina. Se Jesus não morresse na cruz, mais cedo ou mais tarde morreria (somente a natureza humana). Morreria porque é própria da natureza humana retornar ao pó.

 

Jesus Cristo deixou claro isso: "E não temais aqueles que matam o corpo, porém não podem matar a alma; ... " (Mateus 10,28).

Você deve estar pensando, mas Jesus Cristo morreu na Cruz.

 

Explico:

O Jesus Cristo que morreu na cruz é o da Natureza Humana, isto é, a parte de Maria que doou na Encarnação, acrescido da alimentação que Jesus teve até a crucificação. Este é o Jesus que foi crucificado, o Jesus que sentiu dor igual ao ser humano, que suou igual ao ser humano, teve sede igual ao ser humano, e, procedeu igual ao ser humano: “...Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste...” (Mateus 27,46).

 

Em Lucas, vemos a Natureza Humana morrendo e entregando o espírito ao Pai: “Então Jesus deu um forte grito: «Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito» Dizendo isso, expirou.” (Lucas 23, 46)

 

Depois disso, o Humano morreu, foi enterrado e no terceiro dia, ressuscitou: Lucas 24,46 46 “... e ressuscitará dos mortos no terceiro dia,” Lucas 24,51 51 “... e foi levado para o céu.”.

 

E a contradição?

Como fica Jesus quando diz ao “bom ladrão” que “hoje” estaria com Ele no paraíso (Lucas 23,43), ao passo que em Lucas 24,46 diz que somente no terceiro dia Jesus seria ressuscitado?

 

O entendimento desta aparente contradição é simples: Jesus disse que “O Pai e eu somos um.” (João 10,30), Ora, onde “sempre” está o Pai, vai estar “sempre” o Filho. A Natureza Divina “sempre” esteve presente no Pai, no Filho e no Espírito Santo, a morte da Natureza Humana de Jesus, não interrompeu essa Unidade.

 

Portanto, quando Jesus disse “hoje” o “bom ladrão” estaria com Ele, realmente aconteceu. Assim que o “bom ladrão” morreu, ele foi para o Pai, para o Espírito Santo e para o FILHO, junto com os demais Santos.

Mas o “bom ladrão” não precisou passar no purgatório?

Sabemos que no céu só entra quem estiver “puro”, mas numa morte igualada a dos mártires, pode ser completamente santificado nesta vida sem passar pelo purgatório. Portanto, “hoje” mesmo o “bom ladrão” foi para o céu.

 

 

5.10 – A Bíblia “Peshitta”.

 

Mais tarde, um iluminado descobriu que a “peshitta” dava, através de uma vírgula depois do “hoje”, sustentação para a Mortalidade da Alma. Diz esse iluminado “É considerada (a peshitta) até hoje pelos estudiosos como sendo a melhor versão já traduzida da Bíblia ...essa valiosa tradução verteu Lucas 23:43 da seguinte maneira: ...te digo hoje, estarás...

Conferir:  http://macabeus.no.comunidades.net/index.php?pagina=1622752793_06

 

O iluminado diz ter usado a Peshitta, porém, o que ele usou foi apenas uma versão da Peshitta, ou seja, algo traduzido.

Essa tradução é tão descarada que em (Mateus 28,19) onde Jesus Cristo diz que era para batizar em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo, só colocaram BATIZAI EM MEU NOME, ora bolas, a Peshitta original fala claramente: Pai, Filho e Espírito Santo.

 

Essa tradução foi feita pelos JUDEUS MESSIÂNICOS, ou seja, uma seita não Cristã. Essa seita usa o nome de Jesus para enganar as pessoas mais simples.

Se é a melhor versão já traduzida da Bíblia, porque não segue seus ensinamentos na sua totalidade?

Veja o que a seita prega: Guarda do sábado; Não aceitam a trindade; Dizem que Jesus Cristo veio apenas para os Judeus, não acreditam na imortalidade da Alma etc.

 

Sem querer querendo, o iluminado se esqueceu de informar aos seus leitores, que o Velho Testamento da Peshitta datado do III século, possui os livros DEUTEROCANÔNICOS, que eles chamam de apócrifos, e agora senhor iluminado? Se é a melhor versão, se ela contém os deuterocanônicos, eles continuam ainda como apócrifos?

Fonte: http://igrejamilitante.wordpress.com/2010/12/06/purgatorio-onde-esta-isso-na-biblia-saiba-onde/

 

6. 0 – INDULGÊNCIA.

 

A palavra Indulgência originalmente significava remissão, favor ou perdão. Agora, ela é comumente usada no sentido de gratificação ilegal. Por isso, quando alguns protestantes ouvem sobre indulgência, a ideia de “licença para pecar” é apresentada às suas mentes.

 

Para o morto (justo) cessou o tempo, não pode por si mesmo obter Indulgências, a não ser através dos vivos. Indulgência não é salvação, por isso é possível a intercessão dos vivos.

 

Todo pecado deixa na alma uma inclinação má. O pecado implica sempre numa desordem. O pecador arrependido recebe o perdão, mas ainda deve se libertar da desordem deixada pelo pecado em sua alma.

Os pecados internos (de pensamento ou coração) suscitam desordem interna no pecador, de modo que este precisa restaurar a ordem através de penitencia ou renúncia.

Mesmo após receber o perdão do pecado, o homem fica sendo responsável pela desordem que o pecado acarreta para o próximo e para o mundo.

Para que alguém fique totalmente redimido do pecado, é preciso que obtenha de Deus o perdão de culpa mediante o sacramento da Reconciliação e restaure a ordem violada pelo pecado.

As indulgências surgiram aproximadamente no século IX. Nos primeiros séculos do cristianismo, a absolvição dos pecados ocorria somente após o pecador prestar satisfação do pecado cometido (penitencia pública).

 

Para conceder indulgência, a Igreja dispõe de todos os tesouros “espirituais” de Cristo e dos Santos, podendo dispensá-lo aos demais fiéis, já que todos somos membros uns dos outros (Ef 4,25 – somos o mesmo membro; 1Cor 12,12.26 – formamos um só corpo – se um membro sofre...).

 

Há duas espécies de indulgências:

- plenária: perdoa toda a pena temporal devida pelos nossos pecados; se alguém morresse depois de ter sido absolvido (perdoado) e recebido a indulgência, iria logo para o Céu, inteiramente isento das penas do Purgatório;

- parcial: perdoa só uma parte da pena temporal, devida pelos nossos pecados.

 

Na confissão é dada absolvição da pena eterna. Nesse ato, o pecador ainda fica devendo a restauração, ou seja, a pena temporal.

 

A pena temporal pode ser paga após a morte, no estado de purgatório (1Cor 3,10-15 – 15 Se pegar fogo...Ele será salvo, porém passando...).

 

Só pode receber indulgências quem JÁ ESTÁ SALVO; mais cedo ou mais tarde, assim que purificado da pena temporal, o “justo” sai da “aproximação” para estar ”No” monte Sião (Hebreus 12,22), portanto, chega à meta final (cf. versículo 23). É erro dizer que indulgência é salvação, porque só consegue indulgência quem JÁ ESTÁ SALVO.

 

O pecado possui dupla consequência ou penas: a eterna e a temporal. Esta distinção está nas Escrituras: 16 Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não o conduza à morte, reze, e Deus lhe dará a vida; isto para aqueles que não pecam para a morte. Há pecado que é para morte; não digo que se reze por este. 17 Toda iniquidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte. (1Jo 5,16-17)

 

A reparação dos estragos, causados pelo pecado perdoado, podemos alcançá-la pelos méritos de Cristos (e Santos), através de orações, boas obras, penitencias, sacrifícios e indulgências.

 

O protestantismo diz que todos os pecados são iguais, mas no conselho de Daniel vemos duas maneiras de resgatar esses pecados: (Bíblia TEB) Dn 4,24 “Eis ó rei, meu conselho te seja aceito! Resgata teus pecados pela justiça e tuas falta, tendo piedade dos pobres...”, logo, os pecados não são iguais.

 

O protestantismo diz uma vez perdoado acabou o pecado. Entendemos que não é bem assim, vejamos Davi, foi perdoado (2Sm 12,13), mas foi penalizado com a morte do filho (2Sm 12,14). Acaso o protestantismo é superior a Davi?

 

A graça de Cristo (bens espirituais) é ilimitada e circula entre todos os Santos (comunhão dos Santos), tanto aqui como no outro lado da vida, unidos num só corpo, em Cristo.

 

Lucas diz que haverá dois tipos de açoites.

“Aquele servo que conheceu a vontade de seu senhor... e não agiu conforme sua vontade, será açoitado muitas vezes. Todavia, aquele que não a conheceu e tiver feito coisas dignas de chicotadas, SERÁ AÇOITADO POUCAS VEZES” (Lc 12,47).

 

Cristo distinguiu pecados maiores (mortais/graves) e menores (veniais).

“Quem me entregou a ti cometeu pecado maior”, disse Ele a Pilatos (Jo 19,11).

 

O pecado grave é aquele cometido pelo pecador que tem plena consciência do erro que comete e o faz de forma voluntária. “...O salário do pecado é a morte” (pecado mortal) Rm 6,23.

 

Citações sobre o pecado venial:

“porque a esmola livra da morte e impede que se vá para as trevas.” Tb 4,10

“Já adulterou com ela em seu coração” Mt 5,28.

“...porque andavam sempre extraviados em seu coração...Hb 3,10.

“...a caridade apaga os pecados” 1Pe 4,8.

 

A intenção da Igreja ao conceder indulgências é auxiliar nossa incapacidade de expiar neste mundo toda a pena temporal, fazendo-nos conseguir por meio de obras de piedade e de caridade cristã aquilo que nos primeiros séculos Ela obtinha com penitencias pesadas.

 

A comutação das pesadas penitencias para as obras indulgenciadas tem seu apoio nas Sagradas Escrituras, que na impossibilidade, podia substituir rolas por farinha (Lv 5,11).

 

Na época das perseguições, havia “mártires” e "amarelados". Muitos “amarelados” se arrependiam depois e o bispo impunha uma penitência de anos.

Alguns desses mártires que não “amarelaram”, escreveram as chamadas cartas de paz: “Sr. bispo, vou derramar meu sangue... e peço ao Sr. que aplique os méritos deste sacrifício para ajudar os outros membros da Igreja, menos corajosos, que precisam fazer tantos anos de penitência para se livrar das consequências de seus pecados”.

 

O pecado venial não priva o pecador da vida eterna, pois “não leva à morte” (1Jo 5,16), porém ele gera um apego ao pecado e no céu não entra nada de impuro (Ap. 21,27- Nela não entrará nada de profano; Hb 12,14 – sem Santidade ninguém...).

 

Hebreus 12,22 - 22 Entretanto, vocês se aproximaram do monte Sião e da Jerusalém celeste, a cidade do Deus vivo. Vocês se aproximaram de milhares de anjos reunidos em festa.

 

Quem morre tendo o perdão dos pecados graves irá para o céu, porém, terá que pagar a pena temporal de seus pecados, nesta vida ou na outra, e a pagará até o último centavo (Mt 5,25-26).

 

A prerrogativa de conceder Indulgência foi exercida pelos pais da Igreja, desde o início do cristianismo.

 

Paulo exerceu isso em nome do coríntio incestuoso que havia condenado a uma severa penitência proporcional à sua culpa, “ seja o homem entregue a Satanás...”1 Cor 5,5. Tendo ouvido a contrição, o apóstolo absolve-o da penitencia que ele tinha imposto:

“... A quem perdoardes, eu perdoo! ...” 2Cor 2, 6-10

 

Aqui temos os elementos da Indulgência.

Primeiro – A Penitência, ou castigo temporal (proporcional à infração).

Segundo – O arrependimento.

Terceira – Por causa do arrependimento, remete a pena.

Quarta – O Apóstolo considera o relaxamento da penitência retificada por Jesus, em cujo nome é transmitido.

 

Indulgência é perdão mediante Cristo dos pecados que não são para a morte. (1Jo 5,16-17)

Indulgência é o perdão do estrago do pecado causado em alguém.

Indulgência é o perdão da pena temporal (1Cor 3,10-15 – 15 Se pegar fogo...Ele será salvo, porém passando...).

 

Para obter indulgência é necessário que o pecador tenha confessado e recebido a absolvição. Sem absolvição não receberá o benefício.

 

A Igreja nunca vendeu o perdão dos pecados (indulgências). Não há dúvida, porém, de que pregadores do século 16 usaram de linguagem errônea ao falar de indulgências. Foi o que deu origem aos protestos de Lutero e dos reformadores.

 

O Papa Paulo VI em 1967, na sua "Indulgentiarum Doctrina", procedeu uma revisão com termos mais compreensíveis, sobre as indulgências, contudo, tal revisão não invalidou nada de essencial que era aplicado anteriormente.

 

Na Igreja houve outra modalidade de obter o perdão dos pecados. A pessoa ia até o sacerdote, confessava os pecados, recebia uma penitência e só depois de cumprida a penitência recebia a absolvição.

Essa era a prática da Igreja antiga. Hoje se faz o contrário, absolvição primeiro e depois penitência.

 

Mas por que era assim? Jesus já não pagou os pecados na cruz por nós? Sim, mas penitência não é para pagar pecados, é para resolver os problemas criados pelo pecado.

 

Quando se peca ofende-se a Deus e se merece o inferno; essa é a pena eterna.

Porém, mesmo depois de absolvido dos pecados, a inclinação para o mal continua existindo. Isso a absolvição não resolve. Isso deve ser resolvido através da penitência.

 

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Consultados:

http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=1601

http://www.dicionariodafe.com/ (Home > Apologética – O que são as Indulgências?)

O que São as Indulgências? – Prof. Felipe Aquino – Editora Cléofas.

A Palavra Liberta – Pe. Cleodon Amaral de Lima – Editora Rideel .

https://afeexplicada.wordpress.com/2011/05/15/a-intercessao-dos-santos-do-ceu-e-biblica/

http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=548

http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=1601

http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=407

http://www.paraclitus.com.br/?s=purgat%C3%B3rio

http://www.vivos.com.br/19.htm

http://igrejamilitante.wordpress.com/2013/04/27/como-demonstrar-em-3-minutos-a-prova-da-existencia-do-purgatorio-no-antigo-testamento/

http://www.veritatis.com.br/apologetica/igreja-papado/1348-protestante-pergunta-sobre-a-qvenda-de-indulgenciasq

http://www.veritatis.com.br/apologetica/igreja-papado/1348-protestante-pergunta-sobre-a-qvenda-de-indulgenciasq

http://servosdemariaamordedeus.blogspot.com.br/2011/03/lenda-da-venda-de-indulgencias.html

http://igrejamilitante.wordpress.com/2012/07/22/indulgencia-a-igreja-catolica-realmente-vendia-a-salvacao/

http://servosdemariaamordedeus.blogspot.com.br/2009/04/entendendo-doutrina-das-indulgencias.html

http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?pref=htm&num=3120 (Protestantismo 695)

http://contemplarlaic.blogspot.com.br/2011/07/erros-protestantes-desmascarando.html

 


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