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Artigo

Síndrome pós-aborto

Sergio Sebold

Economista e Professor Independente

sebold@terra.com.br

 

 

É comum entre as comadres feministas & abortistas dizer que um aborto, mesmo que dê alguns desconfortos de ordem psicológica à mãe parturiente, tais desconfortos logo passarão e ela nem se lembrará mais do fato.

Pura mentira.

 

O aborto como se sabe consiste na interrupção da gravidez de forma intencional ou não. Neste último caso, embora haja uma sensação de frustração em nível psicológico, este não trará grandes consequências. É o chamado aborto espontâneo, provocado pela reação da própria natureza humana. Sem entrar em praia alheia do conhecimento, pode ser decorrente de um estado de diabete, por exemplo. Não há culpa moral a princípio, se tomou e teve acesso a todos os cuidados que ciência médica prevê.

 

Quais os problemas que uma mulher que provocou um aborto deve encarar? Antes de qualquer coisa, enfrentar a realidade sobre o ato de provocá-lo. Quando uma mulher concorda em se submeter a um aborto, ela está assistindo o assassinato de seu próprio filho. Esta realidade está em oposição ao que a sociedade espera de uma futura mãe: paciente (nove meses de gestação), amorosa e maternal na sua plenitude. Vai também contra a realidade biológica, onde ela é estruturada precisamente para cuidar e nutrir no ventre seu filho ainda não nascido. Assumir o papel de “matadora” de seu próprio filho é extremamente doloroso e difícil, quando ela deveria reconhecer a responsabilidade de protegê-lo. O aborto é tão contrário à ordem natural, que ele induz automaticamente a sensação de culpa. Os consultórios psiquiátricos estão abarrotados desta espécie de pacientes.

 

A síndrome (eufemismo de sofrimento) do pós-aborto é um estado de incapacidade da mulher (pode ser do homem) para processar a sua angústia, estresse, medo, raiva, desilusão, morbidez, tristeza e principalmente culpabilidade pelo ato praticado de um aborto. O sofrimento psíquico e de consciência moral manifestado por perturbações emocionais é intenso e marca em geral uma frustração para toda sua vida.

 

Pode-se dizer que a síndrome é a dificuldade para curar uma ferida causada pela perda real do filho em feto, em geral por violência cirúrgica conforme sua própria decisão e por não poder mais estar em paz com Deus e consigo mesma por ter violado sua condição feminina de gerar. Mesmo que seja uma gravidez não desejada, a relação mãe-filho já se estabelece no ato da concepção. Estas mães em geral sofrem graves desajustes mentais e psicológicos depois de um aborto consentido ou praticado pela própria mãe.

 

Estas mulheres caiem numa realidade dramática, quando se fazem perguntas após abortarem uma criança, que nunca foi vista: - era um menino ou menina, qual a cor dos cabelos, que olhos teria se fosse viva?

 

Os profissionais da medicina, por sua vez se sentem constrangidos (não são obrigados por consciência moral aceitar), quando procurados para este procedimento e, mesmo quando o praticam, os efeitos na consciência são de longo prazo, levando também a uma síndrome de consciência profissional.

 

A prevenção contra a gravidez não desejada, principalmente em família que não ofendem a ordem natural e cristã, é um procedimento muito mais seguro do que qualquer uma das situações acima, e que não comprometem a vida de um ser indefeso.

 

As investigações em mulheres com problemas psiquiátricos (uma delas é a depressão), dificilmente é detectado, quando o problema está muitas vezes no passado causado por práticas de abortos.

 

A medicina tem oferecido diante da variedade de problemas decorrentes da síndrome do pós-aborto, um leque de estratégias para ajudar as mulheres alcançarem a cura.  Em geral os terapeutas têm reconhecido uma solução comum: que a cura ocorre por meio de um acontecimento espiritual. Frei Michael Mannion tem uma posição: “O Autor da vida deve curar a perda da vida”. Somente pela aceitação do amor e do perdão de Deus pode ser curada.

 

Entretanto, pode-se apagá-lo como se ele (o aborto) nunca tivesse existido?

Jamais, no terreno da memória. “Pode ser curada a culpa, mas a tristeza estará sempre lá“, frase de uma paciente do movimento “Mulheres Vitimadas pelo Aborto” (WEBA do original inglês).  


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