APOLOGéTICA (989)'
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Artigo

A IGREJA DO "CADA UM POR SI"

Por Leonardo Mendes Ferraz

 

Muitos protestantes atualmente não acreditam mais na igreja como instituição organizada, se afastando de suas comunidades e se apegando ao estudo da Bíblia como forma de se manter próximos de Deus, e isso se dá por estarem frustrados com os escândalos e com as divisões das seitas que crescem a cada dia, pois quando um pastor diverge de seu líder em qualquer questão doutrinária, e se possui certo número de fiéis que o acompanham, se separa de sua congregação e sem escrúpulo nenhum abre a sua própria “igreja”, que será regida segundo os ditames da sua interpretação pessoal bíblica. Nós católicos não temos "telhado de vidro" não, mas a diferença é que não somos católicos devido às boas ou más condutas dos sacerdotes e nem pelos desvios de caráter dos homens que passaram pela Igreja. Somos católicos pois nunca abandonaremos a Igreja que Nosso Senhor fundou (Mt 16,18), e como Santa Catarina de Sena mesmo escreveu, "ainda que o papa seja o próprio demônio, eu não ousarei levantar a minha cabeça contra ele".

 

Mas a reflexão deste texto irá pairar em uma só questão, o Concílio de Jerusalém (At 15,1-35).

Os protestantes acreditam que existia uma espécie de igreja do "cada um por si", onde ninguém era sujeito à autoridade nenhuma e cada um seguia Nosso Senhor da maneira que bem entendesse!

Mas as Escrituras mostram o contrário. Nenhuma igreja desorganizada faz um concílio como houve em At 15, pois ali se demonstra uma unicidade doutrinária, onde os apóstolos decidiram sobre questões dogmáticas que deveriam ser seguidas por TODA a cristandade. São Paulo, que considerava São Pedro, São Tiago Maior e São João como "as colunas da Igreja" e que entrara em PLENO (total) acordo com eles (Gl 2,9), quando foi questionado pelos judaizantes sobre as observâncias da Lei (At 15,1), e não tendo ele, e nem São Barnabé autoridade e nem conhecimento suficientes para resolver a questão, não decidiram seguir suas próprias opiniões e conceitos, mas fizeram o que se esperava: recorreram à liderança da Igreja para resolver o problema. O concílio narrado em Atos dos Apóstolos é uma grande prova de que a Igreja de Nosso Senhor precisa constantemente se reunir para resolver suas divergências, chegando sempre, com o auxílio do Espírito Santo, a uma decisão que guie a Igreja por um mesmo caminho.

 

Se as congregações protestantes fizessem concílios, não estaria o protestantismo tão dividido, não digo que não haveria divisões, pois o protestantismo já nasceu da divisão, mas pelo menos não seria tão dividido como é, e falo isso com tristeza e não com espírito de deboche. Em contrapartida, a única Igreja que realiza concílios seguindo o exemplo de Atos é a Igreja Católica e Apostólica, o que faz com que haja unicidade doutrinária em toda a cristandade católica.

 

No catolicismo é assim, não ousamos ser mais sábios que a Igreja.

E como Santo Agostinho sempre dizia:

“Roma falou, está falado”!

“Creio nos Evangelhos porque a Santa Mãe Igreja me manda acreditar neles”.

“Na medida em que alguém ama a Igreja é que possui o Espírito Santo”.

“Eu não acreditaria no Evangelho, se a isso não me levasse a autoridade da Igreja Católica”.

“A Igreja é Santa, a Única Igreja, a Verdadeira Igreja, a Igreja Católica, lutando sempre contra todas as heresias. Ela pode lutar, mas não pode ser derrotada. Todas as heresias são expulsas por ela, como os galhos pendentes são arrancados de uma vinha. Ela permanece presa à sua raiz, em sua vinha, em seu amor. As portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

“Se você acredita no que lhe agrada nos Evangelhos e rejeita o que não gosta, não é nos Evangelhos que você crê, mas em você mesmo”.

“Um homem Cristão é Católico enquanto vive no corpo; decepado deste, torna-se um herege. O Espírito não segue um membro amputado”.

“Fora da Igreja Católica pode encontrar-se tudo, menos a salvação. Pode-se ter honra, pode haver Sacramentos, pode cantar-se o 'Aleluia', pode responder-se o 'Amém', pode defender-se o Evangelho, pode ter-se fé no Pai, no Filho e no Espírito Santo e, inclusive, até pregá-la. Mas nunca, se não for na Igreja Católica, pode encontrar-se a salvação”.

“O homem só encontra a verdade beatificadora ao curvar sua inteligência à fé e sua vontade à graça, pela humildade”.

 


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