MUNDO ATUAL (366)'
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Artigo

Cultura sadomasoquista

 

Sergio Sebold

Economista e pesquisador independente

seboldunico@gmail.com

 

 

O sadomasoquismo é uma forma doentia de amar, se comprazer com sofrimento sem ser mutilado em princípio.  Certos autores dizem que são pessoas incapazes de amar no sentido puro do termo. Sem entrar no mérito científico da psiquiatria, o sadomasoquismo está relacionado intimamente com as relações sexuais.

 

A juventude de hoje é fortemente influenciada por esta prática embora com outros matizes de expressão. Estamos falando de tatuagem e piercing uma forma sutil de manifestar o sadomasoquismo, sentir o prazer do sofrimento auto imposto. Isto é uma anomalia psíquica. O corpo segundo nossa crença cristã é o templo de Espirito Santo.

 

A nossa existência real, o nosso ser como nós o sentimos, é a presença de Deus. Se tenho vida, penso, ajo, me movimento, tenho sentimentos, dores, emoções... tudo isto são manifestações que eu existo. Se existo agora, e, antes nada havia, ou seja, era o nada ontológico, algo misterioso nos fez existir. Pelo nosso poder de pensar, especular, lembrar o passado, tirar conclusões, pensar no futuro, traz para nós o significado da existência. A famosa frase dita por René Descartes “Cogito ergo sum”, ou seja, “Penso, logo existo”, nos obriga acreditar que viemos do nada.

 

Mas o que é o nada? Perguntariam os filósofos. É o contraponto metafisico do existir. Para isso nos leva pensar a possibilidade de que há um ser superior Onisciente (tem todo conhecimento), Onipresente (presente em todos os lugares) e Onipotente (poder ilimitado), em nossa mente espiritual que denominamos Deus. Alguns teólogos fora da tradição definem também com Onibenevolente (perfeitamente bom) e amoroso.

 

Sendo o corpo humano templo do Espirito Santo, ele o foi ”construído” com uma formalidade superior. Logo por dever moral e de fé, deve ser preservado até as últimas consequências. Por que ninguém deseja morrer? Esta é uma força interior que todos nós como seres vivos carregamos. Logo a vida é um “sopro”, que vem de um Ser superior divino. Assim, qualquer mutilação deste corpo, pela ótica espiritual, seria um pecado. 

 

Todos os seres vivos têm uma única missão, “nascer, procriar e morrer”. Ou seja, é uma cadeia perpétua da vida. Embora, façamos parte deste principio, o ser humano é o único que recebeu a graça desta revelação pela sua inteligência livre, através de pessoas “iluminadas” do passado. Os demais seres (até plantas e outros que se movem) seguem um ritual (ou programa) fechado para esta missão. O ser humano é o único que tem alma e liberdade, os demais seres não as têm.  O corpo é a obra maravilhosa de um Ser superior.

 

O piercing, assim como a tatuagem, é uma mutilação, com o objetivo de chamar a atenção nesse mundo narcísico. Eles são sensuais.  Atrás do piercing e da tatuagem está a cultura do erotismo. Tanto um como outro segue a mesma regra do espírito sadomasoquista; geralmente tem a temática pagã e satanista. É comum tatuagens de caveiras, morcegos, cobras, deuses pagãos, satanás; incitam para a violência e a morte, efeitos do sadomasoquismo. Está por detrás toda uma obra de perversão moral.

 

Como cultura de um povo, ou modismo, nada contra. O que se discute são os objetivos destas atitudes. Por exemplo, as mulheres por tradição sempre perfuraram as orelhas para colocar um brinco, talvez para diferenciá-las do homem que em outras eras da história também eram cabeludas. Este costume até hoje permanece, ao menos até inventar a tesoura. Entretanto o piercing de hoje buscou outras formas e outros lugares do corpo para introduzir um amuleto de metal. Os povos antigos, e mesmo de hoje, na África e mesmo na Polinésia e os índios da América já os usavam milenarmente

 

Existe hoje por detrás da cultura ocidental todo um espírito para a degradação moral. As mulheres jovens principalmente, (nos homens também) fazem piercing ou tatuagem nos seios, no umbigo, na língua, no nariz, perto ou na própria genitália, a fim de chamar a atenção para a sexualidade não mais sadia, porque para isso não é necessário. A sabedoria Divina já dotou todos os seres vivos de forças hormonais para a aproximação dos sexos na busca de sua perpetuação.

  

A maldade não está no ato em si, mas na atitude psíquica que está por detrás. É uma atitude de revolta contra o status quo, ou o establishment onde se quebra ou se rompe com os parâmetros tradicionais.  Por modismo, ou uma nova manifestação de ser, o que se busca não é um novo jeito de amar, mas sim o sadomasoquismo destruidor, caindo no erotismo vulgar.

 

A nossa percepção de ambas as manifestações, tatuagem e piercing, além da verdade teológica, mancha a beleza plástica natural do corpo humano.

(6/05/18)

 


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