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As Escrituras, e particularmente o Novo Testamento, insistem de forma recorrente na importância da oração constante. Há um tempo para tudo, claro, mas a atitude de coração, sejam quais forem as situações da vida, deve ser sempre a da oração... Dito de outro modo, é o próprio Deus que nos convida a depor a seus pés cada instante da nossa vida:

"Velai, pois, e orai continuamente, a fim de terdes força para escapar a tudo o que vai acontecer e aparecerdes firmes diante do Filho do Homem" (Lc.21,36)
"Servindo-vos de toda a espécie de orações e preces, orai em todo o tempo no Espírito; e, para isso, vigiai com toda a perseverança e com preces por todos os Santos"(Ef.6,18)
"Sede sempre alegres. Orai sem cessar. Em tudo dai graças. Esta é, de fato, a vontade de Deus a vosso respeito em Cristo Jesus" (1 Tes. 5,16-18)
"Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos, ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!" (Efésios 3:20-21).

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ORAç�ES
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Oração do padre Pio de Pietrelcina

“Jesus, Que nada me separe de Ti, nem a vida, nem a morte. Seguindo-Te em vida, ligado a Ti com todo amor, seja-me concedido expirar contigo no Calvário, para subir contigo à glória eterna; Seguirei contigo nas tribulações e nas perseguições, para ser um dia digno de amar-Te na revelada glória do Céu; para cantar-Te um hino de agradecimento por todo o Teu sofrimento por mim. Jesus, Que eu também enfrente como Tu, com serena paz e tranqüilidade, todas as penas e trabalhos que possa encontrar nesta terra; uno tudo a Teus méritos, às Tuas penas, às Tuas expiações, às Tuas lágrimas a fim de que colabore contigo para a minha salvação e para fugir de todo o pecado – causa que Te fez suar sangue e Te reduziu à morte. Destrói em mim tudo o que não seja do Teu agrado. Com o fogo de Tua santa caridade, escreve em meu coração todas as Tuas dores. Aperta-me fortemente a Ti, de maneira tão estreita e tão suave, que eu jamais Te abandone nas Tuas dores. Amém!”

Oração do padre Pio de Pietrelcina para depois da comunhão

Ficai comigo, Senhor, porque Vossa presença me é necessária para não Vos esquecer. Bem sabeis quão facilmente Vos abandono…
Ficai comigo Senhor, porque sou fraco e preciso de Vossa fortaleza para não cair tantas vezes.
Ficai comigo Senhor, porque sois minha vida e sem Vós me esmorece o fervor.
Ficai comigo Senhor, porque sois minha luz e sem Vós me acho em trevas.
Ficai Senhor comigo, para me mostrardes Vossa vontade.
Ficai Senhor comigo, porque desejo amar-Vos muito e estar sempre em Vossa companhia.
Ficai comigo Senhor, se quereis que eu Vos seja fiel.
Ficai comigo Jesus, porque minha alma, conquanto paupérima, todavia quer ser para Vós um habitáculo de consolação, um ninho de amor. Ficai, Jesus, comigo, que entardece e o dia se vai… isto é, a vida passa… a morte se avizinha… avizinha o juízo, a eternidade… e é mister redobrar minha forças para não desfalecer no caminho, e para tal preciso de Vós. Entardece e vem a morte… Inquietam-me as trevas, as tentações, a aridez, as cruzes, as penas, e ah! como preciso de Vós, meu Jesus, nesta noite de exílio.
Ficai, Jesus comigo, pois preciso de Vós nesta noite da vida e dos perigos.
Fazei que eu Vos conheça como Vos conheceram os discípulos de Emaús ao partir do pão, isto é, que a união Eucarística seja a luz que dissipa as trevas, a força que me sustenta e a única felicidade do meu coração.
Ficai, Senhor comigo, porque, ao chegar a morte, quero estar unido a Vós, se não pela Santa Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.
Ficai, Jesus, comigo! Não Vos peço Vosso divino consolo, pois não o mereço, mas o dom de Vossa santíssima presença. Oh! sim, Vo-lo peço!
Ficai, Senhor, comigo! Busco somente a Vós, o Vosso amor, a Vossa graça, a Vossa vontade, o vosso Espírito, porque Vos amo e não peço recompensa alguma, senão aumento de amor.
Amor sólido, prático. Amar-Vos com perfeição por toda a eternidade. Assim seja.


Por que?

Por que Orar?

Quem não reza, se condena!
Em primeiro lugar, Deus nos faz conhecer, por este meio, o grande amor que nos tem. Quer maior prova de amizade uma pessoa pode dar a seu amigo do que lhe dizer: pede-me o que quiseres e de mim receberás?Ora, é justamente isso que o Senhor nos diz: “Pedi e vos será dado, buscai e achareis”. Por isso mesmo, a oração se torna poderosa junto de Deus para nos alcançar todos os bens. A oração tudo pode, quem reza alcança a Deus o que quer. "Bendito seja Deus que não rejeitou minha oração, nem retirou de mim a sua misericórdia”. Diz Santo Agostinho: “Quando percebes que não te falta a oração, fica sossegado, pois a misericórdia de Deus não te faltará”. E São João Crisóstomo disse: “Sempre se alcança, até mesmo enquanto estamos rezando”. Quando pedimos ao Senhor, já antes de terminados de pedir, ele nos dá a graça que suplicamos.

Se portanto, somos pobres, queixemos-nos só de nós mesmos. Somos pobres porque assim o queremos e por isso não merecemos compaixão. Que compaixão pode merecer um mendigo, que tendo um patrão muito rico prefere ficar na sua miséria só para não pedir o que lhe é necessário? Deus está pronto a enriquecer todos os que lhe pedem: “É Rico para todos que o invocam”.
A prece humilde consegue tudo de Deus. Saibamos também que ela nos é útil e mesmo necessária para nossa salvação. Para vencermos as tentações temos necessidade absoluta da ajuda de Deus. Algumas vezes, em tentações mais fortes, a graça suficiente que Deus não nega a ninguém, poderia bastar para resistirmos ao pecado. Mas, devido às nossas más tendências, ela não nos bastará; necessitamos então de uma graça especial. Quem reza, alcança esta graça; quem não reza, não a consegue e se perde.

Tratando-se particularmente da graça da perseverança final, isto é, de morrer na amizade de Deus, o que é absolutamente necessário para a nossa salvação, do contrário estaremos para sempre perdidos, esta graça Deus não a dá senão a quem pede. Este é um dos motivos porque muitos não se salvam, pois são poucos os que cuidam de pedir a Deus a graça da perseverança final. (Santo Afonso Maria de Ligório - A Prática do Amor a Jesus Cristo).

Maria Faustina Helena Kowalska, diz em seu Diário: "É pela oração que a alma se arma para toda espécie de combate. Em qualquer estado em que se encontre, a alma deve rezar. - Tem que rezar a alma pura e bela, porque de outra forma perderia a sua beleza; deve rezar a alma que está buscando essa pureza, porque de outra forma não a atingiria; deve rezar a alma recém-convertida, porque de outra forma cairia novamente; deve rezar a alma pecadora, atolada em pecados, para que possa levantar-se. E não existe uma só alma que não tenha a obrigação de rezar, porque toda a graça provém da oração". (Faustina kowalska - Diário)

Meditação

Diz São João Gerson que quem não medita as verdades eternas não pode, a não ser por milagre, viver como cristão. A razão é que, sem meditação, não há luz e se caminha na escuridão. As verdades da fé não se enxergam com os olhos do corpo, mas com os olhos da alma, quando nosso espírito as medita. Quem não faz meditação sobre as verdades eternas, não pode vê-las e por isso anda no escuro, facilmente se apega às coisas sensíveis e por causa delas despreza os bens eternos. Santa Teresa escreveu: “Embora pareça que não há imperfeições em nós, descobrimos grande número delas, quando Deus faz ver o nosso íntimo, o que ele costuma fazer na meditação”. São Bernardo também escreveu: “Quem não medita, não julga com severidade a si mesmo, porque não se conhece”. A oração controla nossos afetos e dirige nossos atos para Deus; mas sem oração, os afetos de nossa alma se apegam à terra, nossas ações acompanham os afetos e assim tudo acaba em desordem.

É impressionante o que se lê na vida da venerável irmã Maria Crucifixa. quando rezava, como que ouviu um demônio gloriar-se de ter feito uma religiosa deixar a meditação. Em espírito viu que, após essa falta, o demônio tentava a religiosa a cometer uma falta grave e ela já estava para consentir. Correndo depressa, chamou-lhe atenção e livrou-a da queda. Dizia Santa Teresa que quem deixa a meditação “em pouco tempo se torna um animal ou um demônio”.

Dizia São Luís Gonzaga: “Não existirá muita perfeição, se não existir muita meditação”. Reparem bem nesta frase as pessoas que amam a perfeição!
Santa Catarina de Bolonha dizia: “Quem não medita muito, fica sem o laço de união com Deus. Nesta situação não será difícil para o demônio, encontrando a pessoa fria no amor de Deus, levá-la a se alimentar com uma fruta envenenada”.

Santa Teresa também dizia: “Quem persevera na meditação, mesmo que o demônio a tente de muitas maneiras, tenho certeza que Senhor a levará ao porto da salvação. . . Quem não pára no caminho da meditação, chegará ainda que tarde”. Também dizia que: “O demônio se esforça muito em afastar a pessoa da meditação porque ele sabe que as pessoas perseverantes na oração estão perdidas para ele”.
. . . “Quantos bens se conseguem na meditação!Dela nascem os bons pensamentos, manifestam-se nossos piedosos afetos, desenvolvem-se os grandes desejos, tomam-se às resoluções firmes de se dar inteiramente a Deus. Dessa maneira, a pessoa lhe sacrifica os prazeres terrenos e todos os desejos desordenados.

Na Oração nasce ainda o desejo de se retirar à solidão ficar a sós com Deus, e o desejo de conservar o recolhimento interior nas ocupações externas e necessárias. Disse “ocupações necessárias”, isto é, seja por causa da direção da família, seja por causa dos próprios deveres, ou dos trabalhos exigidos pela obediência. Mesmo assim pessoas de oração devem amar a solidão e não se dissipar em ocupações extravagantes e inúteis; do contrário, perderão o espírito de recolhimento, este grande meio de manter a união com Deus: “És um jardim fechado, minha irmã, minha esposa”. Nossa alma, esposa de Jesus Cristo, deve ser um jardim fechado a todas as criaturas, não admitindo outros pensamentos e ocupações que não sejam de Deus ou para Deus. Os corações dissipados não se tornam santos.

Os santos que se dedicam a conquistar pessoas para Deus, não perdem o recolhimento mesmo entre as canseiras da pregação, do ouvir confissões, do reconciliar inimigos, do assistir os doentes. O mesmo acontece com aqueles que se dedicam ao estudo. Quantos estudam muito e se esforçam para se tornar sábios e acabam não se tornando nem sábios nem santos. A verdadeira sabedoria é a sabedoria dos santos: “Saber amar a Jesus Cristo”. O amor de Deus traz consigo a ciência e todos os bens: “Com ela me vieram todos os bens”, isto é, com a caridade. Quem deixa a oração por causa do estudo não busca a Deus, mas a si mesmo.

O maior mal além disso é que sem meditação não se reza. Dizia o bispo de Osma, João Palafox: “Como podemos conservar a caridade, se Deus não nos dá a perseverança?Como o Senhor nos dará a perseverança, se não a pedimos?Como a pediremos sem oração?Sem oração não existe comunicação com Deus, para se manter a vida cristã”. De fato quem, não faz meditação enxerga pouco as necessidades de sua alma, não conhece bem os perigos a que se expõe para se salvar, nem os meios que se deve usar para vencer as tentações. Assim conhecendo pouco a necessidade da oração, deixará de rezar e certamente se perderá. (A prática do amor a Jesus Cristo, Sto. Afonso Maria de Ligório)

Então amados irmãos e irmãs, vejam o que as Sagradas Escrituras nos diz:
“Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram” (Hb 11,6)
Então é preciso procurar a Deus!Mas aonde?Como chegar até Ele?
São Padre Pio de Pietrelcina nos ensina que: "Nos livros procuramos o conhecimento de Deus;na oração encontramos Deus vivo. A oração é a melhor arma que temos, é a chave do coração de Deus”.
É na oração que encontramos o Nosso Deus!
Deus quer que o busquemos sempre, por isso Ele nos Diz:
“É necessário orar sem jamais deixar de fazê-lo” (Lc 18,1)
Porque meus irmãos e irmãs, orando nós nos afastamos do mal e nos aproximamos do nosso Bem Absoluto que é Deus. Pois sem ele não há vida “Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito” (Jo 1,3). Sem Ele nós não somos nada, pois ele mesmo nos diz: “Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5). E como podemos observar não há possibilidade de permanecer em Cristo sem oração!

Então o que rezar?
Vejamos o que os Papas disseram:

Papa São Pio X: “O rosário é a mais bela e a mais preciosa de todas as orações à Medianeira de todas as graças: é a prece que mais toca o coração da Mãe de Deus. Rezai-o todos os dias”.

Papa João XXIII: “Como exercício de devoção cristã, entre os fiéis de rito latino,. . .  o Rosário ocupa o primeiro lugar depois da Santa Missa e do Breviário, para os eclesiásticos, e da participação nos Sacramentos, para os leigos” (Carta apostólica Il religioso convengno de 29 de setembro de 1961).

Papa Paulo VI: “Não deixeis de inculcar com toda a diligência e insistência o Rosário Marial, forma de oração tão grata à Virgem Mãe de Deus e tão freqüentemente recomendada pelos Romanos Pontífices, pela qual se proporcional aos fiéis o mais excelentes meio de cumprir de modo suave e eficaz o preceito do Divino Mestre: “Pedi e receberei, buscai e achareis, batei e abrir-se-á (Mt 7,7)” (Encíclica Mense maio de 29 de abril de 1965).

Papa João Paulo II: “O Rosário, lentamente recitado e meditado, em família, em comunidade pessoalmente, vos fará penetrar pouco a pouco, nos sentimentos de Jesus Cristo e de sua Mãe, evocando todos os acontecimentos que são a chave de nossa salvação” (Alocução de 6 de maio de 1980)

Papa Pio XII: “Será em vão o esforço de remediar a situação decadente da sociedade civil, se a família, princípio e base de toda a sociedade humana, não se ajustar diligentemente à lei do Evangelho. E Nós afirmamos que, para desempenho cabal deste árduo dever, é sobretudo conveniente o costume do Rosário em família.
. . . . De novo, pois, e categoricamente, não hesitamos em afirmar de público que depositamos grande esperança no Rosário de Nossa Senhora como remédio dos males do nosso tempo” (Encíclica Ingruentium malorum de 15 de setembro de 1951).

Papa Pio XI: “O Rosário é “uma arma poderosíssima para pôr em fuga os demônios. . . Ademais, o Rosário de Maria é de grande valor não só para derrotar os que odeiam a Deus e os inimigos da Religião, como também estimula, alimenta e atrai para as nossas almas as virtudes evangélicas” (Encíclica Ingravescentibus malis de 29 de setembro de 1937)

Papa Bento XV: “A Igreja, sobretudo por meio do Rosário, sempre encontrou nela (em Maria), a Mãe da graça e a Mãe da misericórdia, precisamente conforme tem o costume de saudá-la. Por isso, os romanos Pontífices jamais deixaram passar ocasião alguma, até o presente, de exaltar com os maiores louvores o Rosário mariano, e de enriquecê-lo com indulgência apostólicas”. (Encíclica Fausto appetente de 29 de junho de 1921).

Papa Pio IX: “Assim como São Domingos se valeu do Rosário como de uma espada para destruir a nefanda heresia dos albigenses, assim também hoje os fiéis exercitados no uso desta arma, que é a reza cotidiana do Rosário, facilmente conseguirão destruir os monstruosos erros e impiedades que por todas as partes se levantam” (Encíclica Egregiis de 3 de dezembro de 1856).

Papa Leão XIII: “Queira Deus, é este um ardente desejo Nosso, que esta prática de piedade retome em toda parte o seu antigo lugar de honra!Nas cidades e nas aldeias, nas famílias e nos locais de trabalho, entre as elites e os humildes, seja o Rosário amado e venerado como insigne distintivo da profissão cristã e o auxílio mais eficaz para nos propiciar a divina clemência” (Encíclica Jucunda semper de 8 de setembro de 1894).

E não podíamos de deixar de acrescentar uma fala de São Luís Maria Grignion de Montfort sobre o Santo Rosário:
Dizia ele:"Não é possível expressar quanto a Santíssima Virgem estima o Rosário sobre todas as demais devoções, e quão magnânimo é ao recompensar os que trabalham para pregá-lo, estabelecê-lo e cultivá-lo. Recitado enquanto são meditados os mistérios sagrados, o Rosário é manancial de maravilhosos frutos e depósito de toda espécie de bens. Através dele, os pecadores obtêm o perdão; as almas sedentas se saciam; os que choram acham alegria; os que são tentados, a tranqüilidade; os pobres são socorridos; os religiosos, reformados; os ignorantes, instruídos; os vivos triunfam da vaidade, e as almas do purgatório (por meio de sufrágios) encontram alívio. Perseverai, portanto, nessa santa devoção, e tereis a coroa admirável preparada no Céu para a vossa fidelidade". (Tratado Da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem)

Como podemos observar a prática de oração que os Romanos Pontífices e os santos nos orientam é o Santo Rosário. Rezai com fé e sem pressa de terminar. Pois como dizia o Santo Afonso Maria de Ligório, Bispo, Confessor e Doutor da Igreja, em seu livro a Prática do amor a Jesus Cristo. A Paciência é o princípio da Perfeição!

Agora já sabemos o que rezar!Mas o que vamos meditar?Nesse assunto nos socorre Santo Afonso Maria de Ligório.

"Quanto ao que meditar, não há assunto mais útil do que as verdades da vida: a morte, o julgamento, o inferno e o céu. Devemos meditar especialmente na morte, imaginado estarmos enfermos para morrer numa cama, com o crucifixo nas mãos e próximos a entrar na eternidade. Mas, principalmente para quem ama a Jesus Cristo e deseja crescer no seu santo amor, não existe meditação mais útil do que a Paixão do Redentor. ‘O Calvário é a montanha das pessoas que amam’. Quem ama a Jesus Cristo sempre faz sua meditação sobre esta montanha, onde não se respira outro ar senão o amor de Deus. Vendo um Deus que morre por nosso amor e porque nos ama – ‘amou-nos e se entregou por nós’ – é impossível não o amar intensamente. Das chagas de Jesus Crucificado saem continuamente flechas de amor que ferem os corações mais duros. Feliz aquele que faz continuamente nesta vida a sua meditação sobre o monte Calvário! Montanha feliz, amável, querida, quem se afastará de ti?Desprendendo fogo, abrasas as pessoas que moram permanentemente sobre ti!". (Prática do amor a Jesus Cristo).

Como sabemos a Santa Missa é o Sacrifício de Cristo no Calvário, então é na Santa Missa que encontramos com o cheiro do amor exalado no calvário. É o momento mais oportuno para nós meditarmos a Paixão de Nosso Senhor!Termino com as palavras de São Padre Pio de Pietrelcina, que responde a uma pergunta de um entrevistador. Pergunta o entrevistador: Padre, como devemos assistir à Missa?Responde o santo:"Como assistiam no Calvário Nossa Senhora e São João, renovando a fé, meditando na Vítima que se oferece para nós. Nunca deixa o altar sem derramar lágrimas de arrependimento e amor a Jesus. Escutem a Virgem que vos fala e vos acompanhará".

Não é a toa que o Grande Doutor da Igreja, Santo Afonso Maria de Ligório nos ensina em um de seus livros.
“Diz São Boaventura: "Se quereis progredir no amor de Deus , meditai todos os dias a Paixão do Senhor. Nada contribui tanto para a santidade das pessoas como a Paixão de Cristo". E dizia jáSanto Agostinho: "Vale mais uma lágrima derramada ao lembrar da Paixão, do que o jejum a pão e água em cada semana". É por isso que os santos se ocuparam tanto em meditar as dores de Cristo.”
São Francisco de Assis tornou-se um grande santo com esse meio. Um dia, foi encontrado chorando e gritando em alta voz. Perguntaram-lhe o porquê.
-"Choro as dores e as humilhações do meu Senhor. O que mais me faz chorar é que os homens, por quem ele sofreu tanto, vivem esquecidos dele". Dizendo isso, soluçava mais ainda ao ponto de também cair em prantos a pessoa que o interrogava. Quando ouvia o balido de um cordeiro, ou de outra coisa que lhe lembrava Jesus Sofredor, vinham-lhe as lágrimas. Estando doente, alguém o aconselhou a ler um livro piedoso. Ele respondeu: "Meu livro é Jesus Crucificado". Por isso é que exortava seus confrades a pensar sempre na paixão de Jesus Cristo. "Quem não se enamora de Deus, vendo Cristo morto na cruz, não se abrasará jamais". (Santo Afonso Maria de Ligório - Prática do amor a Jesus Cristo)

Rezem, Meditem e vão à Santa Missa e que Deus os abençoe!!!

Por Vagner C. Da Silva, Volta Para Casa

Espírito

Espírito de Oração

Repleta de significado a assertiva de Carlos de Foucauld: “Se rezamos mal, ou se não rezamos bastante, somos responsáveis por todo o bem que poderíamos ter feito e que não fizemos”. O cristão deve se tornar uma verdadeira e viva oração, pois esta não se resume nas preces feitas, mas deve envolver todos os gestos e ações. São Paulo foi claro: “Quer comais, quer bebais, fazei tudo para honra e glória de Deus” (1 Cor 10,31). 

É preciso realizar todas as tarefas em espírito de oração. Deste modo, a oração cristã se estende pelo universo todo numa sinfonia coletiva para o louvor ao Ser Supremo. Trata-se da globalização da oração. O que se esquece muitas vezes é que a prece individual é uma parcela do todo eclesial. Membros do Corpo Místico de Cristo é em Jesus, por Jesus, com Jesus que o batizado ora, unido assim a toda a Igreja orante. Cristo é a Oração substancial e nele as preces de cada um têm um valor maravilhoso. Todo epígono do Redentor precisa ser um profissional da oração. Cumpre orar pelas próprias necessidades em união com os que rezam, orando em nome de todos que não rezam! Jesus afirmou: “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5). Por isto, como dizia Santo Agostinho, somos os mendigos de Deus. Por outro lado há inúmeros que não sabem quão suave e benéfico é orar e não levantam os olhos para o Onipotente. Falta-lhes o oxigênio espiritual e por isto jazem mortos nos vícios. 

Por tudo isto a oração de quem reza deve ser um olhar para a complacência divina. Então as orações não se transformam num nevoeiro de uma recitação fastidiosa. Deixar que o olhar de Jesus penetre as profundezas do ser e acatar o que ele vai pedir seja corrigido e o fazer imediatamente. O fervor do desejo de agradar a Deus é o cerne da prece bem feita. Santa Ângela de Foligno ensinava: “Nossas orações devem ser clamores interiores, violentos, potentes, repetidos que arrancam à força as graças das entranhas do Pai Celeste”. Além disto orar não é apenas pedir, invocar auxílio, é contemplar. Contemplar é vir a ser um outro Cristo, pois a prece verdadeira é transformante. Disto tudo resulta também a espontaneidade com que, nas preces individuais, se deve dirigir a Deus. O próprio Espírito Santo inspira o modo certo de se falar com o Onipotente. Além disto, nunca se insiste demais de que a oração não pode ser um ato apressado, corrido, desatento, dado que é uma homenagem e não um insulto. Para isto se faz indispensável o Dom da Sabedoria que leva a degustar a união com Aquele “no qual existimos, nos movemos e somos” (Atos 17,28). Deste modo, a oração fica impregnada de franqueza e toda insinceridade é alijada, uma vez que o formalismo e toda e qualquer artificialidade são banidos. 

É de bom alvitre que o cristão tenha seu horário especial para orar: pela manhã, consagrando o novo dia ao Senhor; nos momentos de folga do trabalho, no decorrer das horas e à noite, visando agradecer tudo que se recebeu em mais uma jornada nesta terra. Ao estar sempre na presença de Deus o fiel transforma todos os seus atos em preces, mesmo porque em qualquer circunstância cada um está sempre a serviço do próximo, que é o próprio Jesus (Mt 25,45). Aliás, o Apóstolo Paulo ensinava que a piedade é “útil para tudo tendo a promessa da vida presente e da futura” (1 Tm 4, 8). Nunca a oração feita com devoção fica sem resposta. No momento oportuno Deus atenderá a quem reza com insistência e, muitas vezes, a melhor resposta divina é a fortaleza interior para se suportar com paciência as turbulências da existência terrena. Com propriedade se exprimiu Carlyle: “Ninguém fará algo no mundo visível se não pedir conselho ao Invisível”. Nada engrandece mais o ser racional do que cumprir esta sua missão cultual no mundo, mesmo porque, como ensinou Bossuet, “o homem está colocado à frente da natureza visível para ser o adorador na Natureza invisível”.

Disponibilizado pela CNBB em 5/12/2003

Importância

A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO

3/5/2007

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.” 2Cr 7.14

“Orai sem cessar.”1Tes 5.17

Se quisermos permanecer firmes na fé, precisamos orar mais. Quem deixa de orar, brevemente cairá em pecado, se já não estiver nele, pois um pecador não consegue orar. Se quisermos ser cheios com o Espírito Santo, devemos manter contato com ele através da oração. Se quisermos experimentar uma restauração completa em nossas vidas, precisamos orar mais.

Jesus, o nosso Mestre, nosso Senhor e Salvador, é o nosso modelo. Ele era um homem que sempre orava, sozinho algumas vezes, outras vezes com seus discípulos. A oração era uma característica marcante de sua vida. Antes de começar o seu ministério, passou quarenta dias em jejum e oração. Antes de escolher os seus discípulos, ele passou uma noite inteira em oração. A oração propiciou-lhe discernimento para a tomada de boas decisões. Antes de operar milagres, Jesus sempre orava.

A oração  ligava Jesus diretamente com o Pai e com o sobrenatural. Ele mesmo disse a seus discípulos:“vigiai e orai, para que não entreis em tentação. O espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” (Mt 26.41). Portanto, a oração livra o crente da tentação. Antes de ser preso, Jesus passou um bom tempo em oração no Getsêmani, onde até suou sangue, tamanha a agonia que passou. A oração o ajudou a enfrentar o pior momento de sua vida.

Algumas perguntas mais freqüentes sobre a oração:

1) Porque devo orar?

Oramos porque precisamos. A oração é a única maneira que nos permite manter contato com o nosso criador e redentor – o nosso Deus. Oramos para pedir suas bênçãos para nós, nossas famílias, para nossa nação e para as nações da terra; oramos para buscar sua direção para nossas vidas; oramos para sermos livres da opressão do inimigo de nossas almas e para sermos livres da tentação; oramos para sermos curados de nossas enfermidades e para que outros sejam curados; oramos para pedir perdão pelos pecados cometidos e para buscar restauração em nossa vida; oramos para sermos cheios com o Espírito Santo; oramos para que Deus nos use como instrumentos de sua glória neste mundo, para que sejamos verdadeiros discípulos do Senhor Jesus Cristo.

2) Qual o melhor lugar para orar?

Um lugar tranqüilo é mais ideal, porque favorece a concentração. Entretanto, cada lugar pode ser aproveitado para um momento de oração, desde que não haja muito barulho e muitas interrupções. Podemos orar, também, trabalhando, dirigindo, dentro de um ônibus, caminhando, andando sobre uma esteira, ou seja, devemos aproveitar todas as oportunidades para buscar ao Senhor.

3) Em que posição devo orar?

Não existe uma posição definida, ou seja, existem várias posições, por exemplo: - de joelhos, de pé, assentado, deitado. Podemos começar de pé e depois nos ajoelharmos quebrantados e humilhados diante do Senhor. Depois de um tempo, podemos estar assentados e continuarmos a orar. Há aqueles que se prostram deitados no chão, totalmente entregues e rendidos a Deus.

4) Como devo orar?

O próprio Senhor Jesus nos ensinou a orar, quando nos apresentou o “Pai Nosso” – chamada oração modelo. Jesus apresenta o que deve conter em nossa oração. Vejamos:

a) Adoração: Pai nosso que estás no Céu, santificado seja o teu nome;

b) Submissão:Venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;

c) Dependência e Fé: O pão nosso de cada dia dá-nos hoje;

d) Confissão: Perdoa-nos as nossas dívidas como nós perdoamos a quem nos ofendeu;

e) Súplica: Não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal.

f) Humildade: pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!

Quando orar, peça a Deus primeiro por você, depois por sua família – esposo(a) e filhos – parentes (pais, irmãos e outros que lembrar); depois ore por sua igreja, onde você serve ao Senhor; ore por seus pastores e líderes; ore por seus discípulos, por suas células; ore por sua nação, pelos governantes do Brasil, nos níveis federal, estadual e municipal. Clame ao Senhor para que livre nossa nação dos principados de corrupção, violência, idolatria, sensualidade, miséria, destruição, que querem destruir nosso Brasil e outras nações da Terra.

5) Quanto tempo devo orar?

Não existe um tempo determinado para a duração de uma oração. Cada um sabe quanto tempo dispõe para orar. Entretanto, quanto mais orarmos mais comunhão com Deus termos. Jesus reclamou com os discípulos que eles não conseguiam orar nem uma hora.

Comece orando quinze minutos por dia; vá aumentando até chegar a uma hora diária. Chegará o dia que uma hora será pouco e você desejará passar mais tempo com o Senhor Jesus Cristo.

Se quisermos participar de um grande avivamento, devemos orar sem cessar, todos os dias. Dizem que o Pastor David Young Cho – líder da maior igreja do mundo, com quase um milhão de crentes – há cinqüenta anos ora três horas por dia.

Está provado, através de um estudo realizado pelo Pastor Joel Kominskey, em seu curso de Mestrado, que os líderes de células que mais multiplicam e que mais ganham vidas, são aqueles que mais oram e que mantêm um devocional constante e diário com Deus.

Quanto tempo você dedica à oração diariamente? Você ora com sua família? Você ora sozinho?

O tempo que você passa em oração vai definir o seu grau de comunhão com Deus e o quanto de suas bênçãos você vai tomar posse.

Aproveite hoje e passe a orar mais. Você terá experiências maravilhosas com o Espírito Santo.

Por Pr Freitas, de Igreja Batista Betuel

Momentos

Momentos de Oração

Texto: Mc 1.32-39
Textos Complementares: Fl 4.6; 2 Co 3.4-5; Mt 26.39; At 16.9-10; Pv 3.5-6; Sl 139.23-24; Jo 16.8 2 13.

Introdução: Depois de um grande acontecimento e antes de novos desafios. Jesus sempre encontrava com Deus por meio da oração. Ela ocupava o lugar central na vida do Mestre, como observaremos nesta lição.

1 – A Oração Após Acontecimentos Importantes da Vida

A Bíblia relata o êxito conquistado por Jesus ao pregar o Evangelho na cidade onde se encontrava, havendo expulsado dela muitos demônios e curado vários enfermos. Era aquele, certamente, um dia de grande regozijo e de plena satisfação em Seu espírito.

Cremos que em seu momento de oração pela manhã, todos os acontecimentos do dia anterior vieram à sua lembrança, suscitando n´Ele uma atitude de louvor e gratidão por tudo o que o Pai havia feito por Seu intermédio.

Aquele tempo de oração, portanto, foi uma oportunidade maravilhosa para render a Deus toda a gratidão, e todo o louvor pelos grandes feitos operados em favor da multidão (Fl 4.6 “... Com ações de graças”).

O nosso tempo devocional também pode ser um recurso divino para nos livrar de qualquer possibilidade de glória pessoal. Após um grande acontecimento, corremos o risco de achar que a vitória tenha se dado pela nossa própria capacidade (2 Co 3.4-5). Quando não reconhecemos o verdadeiro Autor da obra, deixamo-nos seduzir pela soberba, prepotência e orgulho.

Não há melhor lugar para crucificar o ego do que no ambiente secreto da oração e da intimidade com Deus. Ali Ele se nos revela como a fonte de toda a bênção e virtude.

Em outras ocasiões Jesus enfrentou situações não tão agradáveis como as relatadas nesta lição. Perseguição, injúria, ódio, por parte de Seus oponentes, fizeram do lugar de oração uma oportunidade para cura e restauração de Sua alma. Dali, certamente, muitas vidas foram liberadas por meio do perdão divino que fluía de Seu coração.

2 – A Oração Antes dos Novos Desafios da Vida

Jesus não se sentiu no direito de “deitar-se em berço esplêndido”, só pelo fato de haver conseguido uma grande vitória no dia anterior. O tempo de oração passado a sós com Deus, não apenas O ajudou olhar para trás e ver o que de bom havia acontecido, como também a olhar para frente, a fim de ver os novos desafios que O aguardavam adiante.

Aquele tempo de intimidade com o Pai foi suficiente para aguçar em seu coração o forte desejo de buscar outras pessoas, em outros lugares ainda não evangelizados. “Vamos aos povoados que ficam perto daqui...” essa foi a palavra do Senhor quando os seus discípulos O procuraram, querendo que Ele pregasse para as mesmas pessoas, já posicionadas à porta da cidade.

Se Jesus não tivesse o hábito de recorrer a Deus pela oração, não teria como saber se ficava ali mais um pouco, ou se partia para outros lugares. A necessidade do momento, o pedido dos discípulos e o clamor da multidão podiam ofuscar-lhe a visão do que Deus realmente queria para àquela hora.

No tempo passado a sós com Deus, Ele sempre nos aponta a direção segura a tomar. Por meio dessa vida de intimidade com o Pai, adquirimos a sensibilidade espiritual necessária para percebermos onde se manifestam as reais necessidades, de acordo com a ótica divina, e não a nossa. Assim nos livramos dos espíritos de comodismo e ativismos, tão prejudiciais para o avanço do Evangelho (At 16.9-10).

O mesmo se aplica às questões pessoais, que terão um encaminhamento todo especial quando colocarmos a oração em primeiro lugar (Pv 3.5-6).

3 – A Oração e a Confirmação de um Propósito de Vida

Quando Jesus respondeu aos Seus discípulos que devia ir às outras partes para pregar o Evangelho também ali, acrescentou: “...porque foi para isso que eu vim”. Durante aquele glorioso período de oração, Deus pôde renovar-Lhe o chamado e o propósito de Sua vida.

Jesus sempre esteve consciente da Sua missão na terra. Mas foi a Sua intensa e perseverante busca pela presença do Pai, que o manteve sóbrio, dentro do propósito original sem se desviar para a direita ou para a esquerda.

Vivemos num mundo em que constantemente está nos oferecendo opções de vários caminhos a seguir. Nossa atenção é traída por palavras, visões, acontecimentos diversos. Se não tivermos o devido cuidado, pouco a pouco, nos distanciaremos do propósito original, enveredando-nos por outros caminhos, aparentemente bons.

A oração, contudo, tem o poder de liberar a ação do Espírito Santo em nosso interior, para fazer a sondagem necessária dos caminhos que existem dentro do coração (Salmo 139:23,24). É o Espírito quem identifica as motivações indevidas, o engano, a visão paralela e o pecado. Ao revelar essas coisas no nosso íntimo, graciosamente Ele nos conduz ao arrependimento e à Verdade, para que não mais andemos enganados à respeito dos nossos caminhos (João 16:8 e 13). Na oração, ajustamos o foco da nossa visão e temos condições de dizer com firmeza a que viemos.

Conclusão: Depois de um grande dia de milagres, e antes de novas e grandes realizações, Jesus deu uma pausa para buscar ao Pai em oração. Ele aprendeu que a Sua vida devocional tinha de fazer parte de todos os momentos da Sua vida. Por meio dessas ricas experiências, pensamentos, sentimentos intenções e propósitos, podiam ser ajustados ao plano original que o Pai tinha para Sua vida.

Aplicação: Não podemos apenas aprender sobre oração; precisamos vivê-la. Separe agora um tempo de qualidade para estar a sós com Deus, e perceba quantas coisas novas serão reveladas ao seu coração, como resposta à sua busca.

Por Apocalipse.

Ensina-nos

“Senhor, ensina-nos a orar”

Motivar cristãos a orar? Parece estranho, não é? Entre todas as pessoas que não precisariam de motivação para orar, os cristãos não precisariam. Contudo, por várias razões, precisamos ser motivados a orar mais freqüentemente e mais fervorosamente. Há várias passagens que ajudarão a encorajar-nos a orar melhor, cada uma delas com a sua própria instrução. Contudo, para mim uma passagem sobressai – 1 Timóteo 2:1-7: “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda a piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos. Para isto fui designado pregador e apóstolo (afirmo verdade, não minto), mestre dos gentios na fé e na verdade.”

Exortados por Paulo 

Paulo escreve a Timóteo, para que este se conduza corretamente e cumpra o seu serviço em Éfeso (veja 3:14-15). É interessante notar que Paulo começa ensinando as pessoas a orar (2:1), e orar corretamente (2:8). Aimportância da oração é evidenciada pelo fato que Paulo começou com esta instrução. Se era o ponto de partida para Paulo, Timóteo e mesmo para os apóstolos (veja Atos 6:4), certamente a importância da oração não pode serexagerada.

Várias circunstâncias da vida

Devido a ambientes, tempo e lugar, as pessoas se acham em várias circunstâncias. Não somente são pessoas diferentes umas das outras, até mesmo as circunstâncias na vida de uma pessoa podem mudar, algumas vezes drasticamente. Ambos estes fatos pedem vários tipos de orações. Paulo alista três tipos de orações em sua breve instrução a Timóteo (2:1). Súplicas são petições específicas a Deus pelas suas próprias necessidades. Conquanto devamos guardar-nos contra orar egoistamente (Tiago 4:3), é certo pedirmos por nossas legítimas necessidades e desejos. Intercessões são orações a Deus pelas necessidades de outros. As aplicações das intercessões por outros são incontáveis, e muitas delas mencionamos freqüentemente. Isto nos ajuda também a olhar além de nós mesmos e focalizar em outros. Ações de graças são, naturalmente, dar graças a Deus pelas bênçãos recebidas dele. É vergonhoso ser ingrato (Lucas 17:17-18; Colossenses 3:15). Contudo, isto inclui ações de graças “por todos os homens” – irmãos, família, amigos e igualmente inimigos. Qualquer destes pode ser um desafio para a vida fiel de tempos em tempos, por isso precisamos ser cuidadosos. Há tanto em nossas próprias vidas e nas vidas de outros pelo que orar que precisamos estar ativos!

Todos os homens precisam orar

Já comentamos brevemente sobre várias circunstâncias que deverão motivarnos a orar. Agora, passamos a várias pessoas que precisam de nossas orações. Paulo especifica duas: reis e todos aqueles que têm autoridade (2:2).Podemos entender facilmente isto considerando o peso das responsabilidades que acompanham tais posições. Também é interessante notar que isto foi escrito durante o tempo do cruel e depravado governante Nero. Se Paulo instruiu os cristãos a orar por alguém como ele, certamente podemos orar por nossos chefes civis hoje! Paulo precedeu isto, porém, com “em favor de todos os homens”. É fácil orar por aqueles que são bons para nós (Mateus 5:46-47). Paulo não pára aqui. Orar por “todos os homens” incluirá tais pessoas como parentes rabugentos e irritadiços, vizinhos antipáticos ou patrões abusadores. Deverá incluir até aquele cristão fraco sentado do lado de lá, ou aquele irmão maçante que nos amofina constantemente. Deverá incluir até aquele colega de trabalho que insiste em “nos cutucar” até que percamos a paciência. Como vemos, irmãos e irmãs, quando realmente paramos para pensar nisso, há tantas pessoas pelas quais deveríamos orar, começando por nós mesmos. Temos tanto que orar, não é mesmo?

Vidas tranqüilas e pacíficas

Paz de espírito e de vida, que mercadoria cara em nossos dias! Oração habitual e fervorosa contribui para ambas estas coisas. Nosso Deus a quem servimos pede aos seus filhos que orem persistentemente a ele (Lucas 11:5-13; 18:1-8). Quando orarmos de acordo com sua vontade (1 João 5:14-15), Deus ouvirá o transbordar de nossos corações. Este transbordar pode ser por nossos próprios pecados, para resistir à tentação, por sabedoria, ou pode ser apenas porque não temos ninguém mais para quem possamos apelar! Podemos colocar nossos cuidados sobre ele porque ele cuida de nós (1 Pedro 5:7).

Podemos ter paz interior, mas também tranqüilidade exterior. Em sua providência, Deus vê as necessidades de seus filhos fiéis. Isto inclui provisão e proteção. Não significa que nunca teremos tempos duros ou desafios à nossa fé, mas que temos um Deus que está em comando completo e que preservará seus filhos fiéis (João 10:28-29). Então, deixe os desafios das circunstâncias virem como puderem; orações fiéis, fervorosas valem muito para uma vida pacífica e devotada (Tiago 5:16; 1 Timóteo 2:2).

Bom e aceitável por Deus

Deus sabe o que é melhor para nós (Deuteronômio 6:24). Ele sabe o que precisamos antes que o peçamos a ele (Mateus 6:32). Então, por que ele nos instrui a orar? Porque ele sabe que é melhor para seus filhos comunicar regularmente suas necessidades e desejos a ele! Agradamos a Deus quando oramos como deveríamos; o que isto sugere se oramos de outro modo? Nossa meta como cristãos é “seu inteiro agrado” (Colossenses 1:10; 2Coríntios 5:9). Ele sabe os benefícios que recebemos da oração e se agrada quando tiramos vantagem plena das bênçãos que ele oferece quando oramos com fé.

Cristo, nosso mediador

Um mediador é alguém que trabalha em benefício de outro. Cristo é nosso Mediador com Deus. Sua mediação foi inicialmente cumprida em sua crucificação, mas estende-se além disso. Temos um simpático Sumo Sacerdote que nos ajudará (Hebreus 2:10-18). Ele vive sempre para fazer intercessão por aqueles que vêm a Deus através dele (Hebreus 7:22). Assim como Jesus foi ouvido em sua oração (Hebreus 5:7), assim Deus promete ouvir e responder às orações de todos os seus filhos fiéis (1 Pedro 3:12). A permanência ainda de Cristo como nosso Mediador serve como incentivo final (do nosso texto) a orar freqüente, fervorosa e fielmente.

Conclusão

Motivações para orar: o que mais precisamos? Encerro com um incentivo final. “Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos, ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!” (Efésios 3:20-21).

por Richard J. Boone